segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
O que aconteceu na Venezuela no dia 3 de janeiro e depois
Breno Altman fez o que a imprensa empresarial brasileira, ex-grande imprensa, deveria fazer e não faz: foi à Venezuela apurar. Entre outras coisas nos conta como foi a negociação com o governo americano nos primeiros minutos do sequestro do presidente Nicolás Maduro. Foi uma negociação que se tem com sequestradores, com terroristas. Delcy Rodríguez recebeu a informação de que Maduro estava morto. Respondeu que nesses termos não havia negociação. Ouviu então que ele estava vivo. Pediu prova de vida e recebeu aquela primeira foto que circulou mundo afora. É uma negociação que se faz com sequestradores e terroristas. Terrorismo é o que os EUA dizem combater, mas é o método de ação do governo americano. O comportamento da presidente e do governo venezuelano é admirável, a revolução bolivariana é o que qualquer nação latino-americana que afirmasse sua independência real em relação aos EUA teria de fazer. E como acontece com a Venezuela enfrentaria o terrorismo estadunidense e a desinformação da imprensa capitalista mundial. Não há por que se espantar com isso. É assim que funciona, a imprensa é capitalista, defende o capitalismo, as empresas, o imperialismo americano e seus aliados. A desonestidade está em não dizer ao leitor que defende interesses, que tem um lado. A desonestidade está em fingir que é imparcial. Isso é ideologia. Socialistas é que têm de construir uma imprensa diferente e projetos nacionais nos seus países. O Brasil está na idade da pedra ainda, porque, apesar de Breno Altaman e outras exceções, não tem veículos socialistas expressivos, e principalmente porque à derrubada da ditadura militar (1964-1985) seguiu-se uma adesão vergonhosa ao neoliberalismo que fez o país retroceder à condição anterior à Revolução de 1930, de colônia exportadora de produtos primários, iniciada por Sarney, impulsionada por Collor, formatada por FHC e continuada com afinco por Lula, que, ao voltar, não foi capaz sequer de reverter, ou pelo menos tentar reverter a destruição dos desgovernos temer, o minúsculo, e bozo.
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