sexta-feira, 16 de outubro de 2026
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
terça-feira, 13 de outubro de 2026
Música do dia: Quase fui lhe procurar (Roberto Carlos)
Gosto dessa música e a tocava no violão quando era jovem. Uma daquelas musiquinhas do Roberto que ficam entre o brega e o poético. Não é dele, é do Getúlio Cortes. Não sei por que lembrei dela hoje, mas cada vez admito mais que Jard-El tinha razão: há energias que desconhecemos circulando na Natureza e entre os humanos e que nos influenciam. Ontem, por exemplo, foi um dia carregado e eu não atinei para isso, continuei funcionando como de costume, quando deveria talvez ter feito algum tipo de retiro. E olha que havia muitos sinais em torno de mim me avisando, mas não dei atenção a eles. Só hoje compreendi, ao ver o vídeo do post anterior: 12 de outubro, dia da padroeira do Brasil, atacada pela extrema direita, venerada pelos trabalhadores, pobres e pretos, uma mulher negra. Energias em conflito, a violência no ar, as ameaças que pairam sobre o Brasil, uma data entre o primeiro turno desastroso da eleição e o segundo, que está movimentando energias de alegria e esperança. Essa canção deve ter relações com sentimentos não conscientes da minha mente que foram remexidos. A voz do Roberto está no auge, sai sem esforço, bem agradável, na interpretação exata, o arranjo e os instrumentos, com a flauta final, também são bem bons.
Extrema direita e intolerância religiosa
Essa série, Revelando, é muito boa. Bons temas, boas informações, boa produção, boas apresentações por atores e atrizes bem escolhidas. Faz parte do esforço dos democratas, digamos assim, de salvar o Brasil de mais quatro anos de um bozo na presidência, um projeto que visa a destruir o Estado brasileiro e tornar o país colônia dos EUA. Esse episódio, em especial, me agrada muito. Foca em símbolos populares, opondo o amor e a família à violência e à desunião. Mostra como a intolerância religiosa faz parte do projeto da extrema direita.
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Soneto da fildelidade
E agora o rei.
Soneto da fidelidade
(Vinicius de Morais)
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Música do dia: Pois é (Elis e Tom)
Chico Buarque, autor da letra, é o vice-rei do piropo; o rei é o Vinicius, como o próprio Chico o nomeou.
Música do dia de ontem: Will you love me tomorrow (Carole King)
Descobri ontem talvez de forma premonitória que essa música tão significativa sobre o amor não estava na minha lista de prediletas. Um lapso. Agora está.
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