quinta-feira, 5 de novembro de 2026

JM comenta a proposta do André Lara Resende para baixar os juros

Acompanhando o pensamento do JM, meu candidato predileto a presidente em 2030. A proposta de ALR é o assunto do mês porque o economista que inventou o Plano Real, isto é, acabou com o fantasma da inflação que nos perseguiu durante décadas e ao mesmo tempo criou um monstro, os juros criminosos, agora propõe matar o monstro. Deixa a globoetc. sem argumentos para a "austeridade fiscal". Qual é a qualidade do JM? É acompanhar a política real sem perder de vista a revolução brasileira. 

Música do dia: Copper kettle, ou The pale moonlight (Bob Dylan)

Bob Dylan dos melhores tempos. Gostava muito de ouvir essa música melancólica quando era adolescente. Ia ao dicionário e ficava traduzindo a letra. A canção não é dele, é de um obscuro e talentoso  A. F. Beddoe. 

domingo, 1 de novembro de 2026

JM aponta o caminho

Esquerda brasileira, una-se! Revolucionários, cuidem dos problemas concretos do povo!

Um dos dias mais bonitos da história do Brasil

Alegria genuína, mobilização popular autêntica. A gente precisa ver e rever todos os dias para se emocionar e inspirar. Vitória do povo.  

Enfim, um revolucionário brasileiro

Será que o Brasil tem enfim o seu Lênin, seu Mao Tse-Tung, seu Fidel Castro etc.? Jones Manoel faz o caminho que um líder revolucionário marxista precisa fazer: entender seu país e ter propostas concretas para os trabalhadores. Demorou. Nunca tivemos líderes e partidos revolucionários no Brasil como precisamos. Tivemos muitos, mas cada grupo e líder de esquerda, ao seu modo, cometeu um ou mais erros capitais, seja considerando que só ele sabe, seja se corrompendo, seja se limitando à teoria, seja se tornando reformista, seja desviando para o voluntarismo. JM é porreta e sua votação para deputado federal em Pernambuco confirma que está no caminho certo. Que a esquerda brasileira se una em torno de outro pernambucano para crescer nos próximos quatro anos e conquistar a presidência no ano simbólico de 2030. O que JM diz tem aquela beleza da leitura do marxismo que traduzo em versos do Caetano (pernambucanos, baianos, mineiros e gaúchos, uni-vos!): "Aquilo que nesse momento se revelará aos povos / surpreenderá a todos não por ser exótico / mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto / quando terá sido o óbvio" (Um índio). Sim, a revolução é nacional. Sim, é preciso compreender o país para liderar seu povo para a revolução. Sim é preciso organizar os trabalhadores. Sim, é preciso ter um projeto concreto de país para apresentar ao povo e conquistá-lo.    

sábado, 31 de outubro de 2026

A promessa do Lula para o quarto mandato

"Enfrentamos uma eleição histórica e, juntos, conquistamos uma vitória que pertence ao povo brasileiro. Uma vitória que renova a esperança e reafirma nosso compromisso com o Brasil e com o mundo. Agora, temos uma missão ainda maior: fazer história, mais uma vez, com o melhor mandato de um presidente que este país já viu. Vamos trabalhar incansavelmente para que o Brasil continue avançando."
 
Não vamos esquecer. Depende de nós que viramos o segundo turno, a maioria, o povo, os trabalhadores. Vamos nos mobilizar para tornar possível, expressar o que queremos e exigir o cumprimento da promessa. 
 
(Crédito da foto: Ricardo Stuckert / PR) 

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

A esquerda está entendendo o que tem de fazer até o dia da posse do Lula 4?

O vídeo abaixo é uma provocação. O discurso do Caetano no festival de 1968, enquanto tentava cantar "É proibido proibir" e era vaiado pelos estudantes da chamada "esquerda festiva", me parece atual em alguns trechos e pertinente. "São a mesma juventude que vão sempre, sempre, matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem! Vocês não estão entendendo nada, nada, nada, absolutamente nada." Dessa vez, porém a situação se inverte: a juventude, a massa, está entendendo tudo, mas será que as lideranças estão? Ou será que continuarão olhando para trás, "matando amanhã o velhote que morreu ontem"? Mais uma vez é preciso ter lucidez para aproveitar o momento histórico e a mudança de conjuntura. 

Sim, a conjuntura mudou domingo, dia 25 de outubro de 2026, quando Lula venceu o segundo turno da eleição presidencial e fez fugir do país o candidato fascista, para não ser preso, pelos inúmeros processos a que responde e que certamente o levarão à prisão, conforme já aconteceu com o pai. A conjuntura não mudou porque Lula venceu, Lula venceu porque a conjuntura mudou. O que fez a conjuntura mudar? A mobilização popular contra o fascismo. Não foi a justiça nem Lula quem fez o fascista fugir, foi a vitória popular, que primeiro se manifestou nas ruas e no domingo se traduziu em votos. Só assim a democracia burguesa capitalista tem sentido, quando as urnas traduzem a vontade popular. E é isso que é preciso manter no governo Lula 4, é essa fogo da mobilização popular que precisa ser alimentado, para não apagar, para aumentar. A minha dúvida é se temos na esquerda brasileira organizações e líderes à altura do momento, da mudança de conjuntura. 

Me parece que a massa popular que se levantou para enfrentar a ameaça do fascismo e votar domingo sabe muito bem o que quer, o que é preciso ser feito, o que os grupos e políticos de esquerda devem fazer, mas será que estes sabem? Ou será que não estão entendendo nada? Já vejo surgir nas redes sociais uma lista de reivindicações populares ao governo reeleito. Vejo também a Rede Globo, pelos seus comentaristas e jornalistas, expondo as suas reivindicações, que podem ser resumidas na velha ladainha do equilíbrio das contas públicas, do corte de gastos, que significa o oposto do que o povo quer. A Globo quer o oposto do que o povo quer e desde já pressiona. E a esquerda, que deveria representar o povo? A esquerda vai pressionar o presidente reeleito para que faço o que o povo quer? Para que lado Lula vai? Para o lado do capital que manda depois do resultado eleitoral ou para o lado do povo que o elegeu? É simples assim, mas Lula só atenderá seus eleitores e contrariará a Globo etc., se a esquerda for capaz de apresentar igualmente um programa para atender as massas populares mobilizadas, majoritárias e vencedoras no domingo passado.  

Lula só vai para o lado do povo, se a esquerda o puxar, e para puxá-lo, ela precisa manter o povo mobilizado. A direita age imediatamente depois da eleição, e a esquerda? A esquerda venceu, porque a esquerda é o povo e o povo venceu. Agora, o povo precisa ser respeitado e cabe à esquerda elaborar o programa popular que Lula deverá cumprir para ser honesto com aqueles que votaram nele. Como disse, a lista de reinvidicações populares já está nas redes. Quem vai sistematizá-la e dar-lhe forma coerente como programa de governo? Jones Manoel? Elias Jabbour? Vladimir Safatle? Todos juntos e outros também? A esquerda unida, puxando o PT e o Lula? 

O governo Lula 4 precisa nascer com um programa de esquerda formulado a partir das massas mobilizadas e levado de volta a elas, num movimento de esquerda unificado (MEU), capaz de continuar enfrentando o fascismo e fomentar a organização popular. Quem se diz revolucionário mas não age para a revolução não passa de pequena burguesia radicalizada no discurso. O fascismo foi degolado mais uma vez, sem violência, mas não morreu.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Documento histórico: a fuga do bozo jr.

Vários significados. O primeiro, além de todos, é a comparação do comportamento do presidente reeleito, há oito anos, com o desse desqualificado filhote de filhote da ditadura, hoje. Nem os seus numerosos eleitores agora acreditam mais nele. Outro significado é que a Globo resolveu sepultar a dinastia do inominável. Mais um, na sequência do JN: a mesma corporação vai voltar à ladainha do ajuste fiscal. E outro, o mais importante, que está por trás de tudo: só o povo mobilizado e nas ruas e puxado pelos jovens é capaz de mudar o destino do Brasil, isto é, dos brasileiros, isto é, o nosso. Viva o povo mineiro! Viva o povo brasileiro!

A melhor reflexão sobre o momento histórico do qual participamos

Viva o povo mineiro! Viva o povo brasileiro! Um excelente Calma Urgente! para ser ouvido do começo ao fim.