terça-feira, 13 de outubro de 2026

Música do dia: Quase fui lhe procurar (Roberto Carlos)

Gosto dessa música e a tocava no violão quando era jovem. Uma daquelas musiquinhas do Roberto que ficam entre o brega e o poético. Não é dele, é do Getúlio Cortes. Não sei por que lembrei dela hoje, mas cada vez admito mais que Jard-El tinha razão: há energias que desconhecemos circulando na Natureza e entre os humanos e que nos influenciam. Ontem, por exemplo, foi um dia carregado e eu não atinei para isso, continuei funcionando como de costume, quando deveria talvez ter feito algum tipo de retiro. E olha que havia muitos sinais em torno de mim me avisando, mas não dei atenção a eles. Só hoje compreendi, ao ver o vídeo do post anterior: 12 de outubro, dia da padroeira do Brasil, atacada pela extrema direita, venerada pelos trabalhadores, pobres e pretos, uma mulher negra. Energias em conflito, a violência no ar, as ameaças que pairam sobre o Brasil, uma data entre o primeiro turno desastroso da eleição e o segundo, que está movimentando energias de alegria e esperança. Essa canção deve ter relações com sentimentos não conscientes da minha mente que foram remexidos. A voz do Roberto está no auge, sai sem esforço, bem agradável, na interpretação exata, o arranjo e os instrumentos, com a flauta final, também são bem bons. 

Extrema direita e intolerância religiosa

Essa série, Revelando, é muito boa. Bons temas, boas informações, boa produção, boas apresentações por atores e atrizes bem escolhidas. Faz parte do esforço dos democratas, digamos assim, de salvar o Brasil de mais quatro anos de um bozo na presidência, um projeto que visa a destruir o Estado brasileiro e tornar o país colônia dos EUA. Esse episódio, em especial, me agrada muito. Foca em símbolos populares, opondo o amor e a família à violência e à desunião. Mostra como a intolerância religiosa faz parte do projeto da extrema direita.  

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Soneto da fildelidade

E agora o rei. 

 

Soneto da fidelidade 

(Vinicius de Morais)  

 

De tudo, ao meu amor serei atento 

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto 

Que mesmo em face do maior encanto 

Dele se encante mais meu pensamento. 

 

Quero vivê-lo em cada vão momento 

E em louvor hei de espalhar meu canto 

E rir meu riso e derramar meu pranto 

Ao seu pesar ou seu contentamento. 

 

E assim, quando mais tarde me procure 

Quem sabe a morte, angústia de quem vive 

Quem sabe a solidão, fim de quem ama 

 

Eu possa me dizer do amor (que tive): 

Que não seja imortal, posto que é chama 

Mas que seja infinito enquanto dure.

Música do dia: Pois é (Elis e Tom)

Chico Buarque, autor da letra, é o vice-rei do piropo; o rei é o Vinicius, como o próprio Chico o nomeou.

Música do dia de ontem: Will you love me tomorrow (Carole King)

Descobri ontem talvez de forma premonitória que essa música tão significativa sobre o amor não estava na minha lista de prediletas. Um lapso. Agora está.