sexta-feira, 22 de maio de 2026

Venezuela, Cuba, Bolívia... Brasil. O avanço dos EUA sobre a América Latina

Um dos crimes da adesão da esquerda brasileira à democracia burguesa e ao neoliberalismo foi a submissão à imprensa capitalista. Antes da "redemocratização", havia uma imprensa alternativa, "nanica", "independente", de esquerda, que se extinguiu, na crença de que esta era dispensável, que a imprensa empresarial atenderia a necessidade de informação de toda a sociedade, assim como a democracia burguesa seria também uma democracia para todos. Como se viu na eleição do Collor e no golpe de 2016, entre outros momentos, a imprensa capitalista tem lado, o do capital, assim como a democracia burguesa é o governo do capital, corrupto e violento contra os trabalhadores. Outro resultado desse caminho é que continuamos não sabendo o que se passa nas nações vizinhas e o que sabemos vem deturpado pela versão do imperialismo estadunidense. Poderíamos ter no Brasil uma imprensa múltipla, com veículos fortes públicos, cooperativistas e estatais, além de privados. No entanto, como quase tudo que estava previsto na Constituição de 1988, auge da redemocratização, isso nunca foi regulamentado e o que foi feito foi desfeito depois pela extrema direita. A esquerda precisa aprender, nisso e em tudo mais, para implantar um programa verdadeiramente democrático na sua próxima ascensão política.  

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