domingo, 14 de agosto de 2011

Eu também quero metrô e não quero cavaletes de candidato no passeio

O deputado Fred Costa (PHS), ex-vereador da zona sul de BH, que no ano passado inundou os passeios com cavaletes da sua campanha, lidera agora movimento pelo metrô da capital. É um movimento óbvio e também capaz de angariar simpatia e muitos votos. Espero que o deputado a leve adiante e não seja mero oportunismo político. Ele teve posição correta, aparentemente, na questão da privatização do mercado distrital do Cruzeiro, uma das muitas manifestações de incompetência do prefeito que não mora na cidade que administra.

Jornal que dá vontade de ser jornalista

De vez em quando isso acontece. Este, por exemplo.

Sul 21
Somos um jornal veiculado exclusivamente na internet, comprometido com a democracia e a honestidade. Estes são valores inegociáveis e dos quais não nos afastaremos jamais. Nosso noticiário busca sempre a verdade factual, dando oportunidade de expressão a todas as correntes, sejam elas ideológicas, partidárias, religiosas ou esportivas. Defendemos o direito à diversidade, ao contraditório. É do diálogo entre os diferentes que a democracia nasce e se fortalece. Não aceitamos qualquer tipo de preconceito. Ao contrário, garantimos e garantiremos o direito de todos darem a sua versão dos fatos. Asseguramos, também, o espaço para resposta àqueles que, por uma razão ou outra, sentirem-se excluídos ou ofendidos, apesar da nossa firme decisão de não privilegiar nenhuma corrente de pensamento. O Sul21 é um jornal dedicado prioritariamente ao noticiário político. E, aqui, reafirmamos, de forma clara, direta e honesta, as nossas convicções, que de maneira nenhuma interfirirão no noticiário: apoiamos – ressalvadas algumas divergências pontuais – o projeto de desenvolvimento em andamento no Brasil, com diminuição das desigualdades regionais, econômicas e sociais. As nossas convicções, no entanto, não nos impedem de criticar este mesmo projeto que apoiamos, quando acharmos necessário. Manteremos nossa independência e autonomia, indispensáveis à manutenção do compromisso com a verdade e com a democracia na informação.
A íntegra.

Os conflitos em Londres, a BBC, a imprensa do capital e um escritor negro

Quem encontrar referência a Darcus Howe no noticiário da BBC ganha um prêmio. O melhor é Ivan Lessa (o jornalista brasileiro que há décadas tem o melhor emprego do mundo). A BBC é uma emissora civilizada, como só temos agora no Brasil com a TV Brasil, mas é uma emissora da ordem, do capital.

Do Vi o mundo.
Darcus Howe: O homem que detonou a BBC, ao vivo
por Luiz Carlos Azenha
O vídeo abaixo vai certamente entrar na lista das melhores atuações do PIG, emparelhado com aquele da massa cheirosa. A entrevistadora da BBC, Fiona Armstrong, tinha – como se diz no ramo – uma agenda. Ela queria que o entrevistado, o escritor Darcus Howe, condenasse os tumultos em Londres e parece ter ficado transtornada com a opinião destoante do convidado. Ele disse que se a polícia e o governo britânico tivessem ouvido os jovens – brancos ou negros –, saberia antecipadamente que eles estavam no limite com a atuação dos policiais. Howe citou o próprio neto, que disse ao avô ter sido revistado pela polícia um sem número de vezes nas ruas da cidade. A apresentadora disse que não tinha motivos para achar que ele estava mentindo. Mas, quem disse que ele estava mentindo? Em seguida, visivelmente agitada, ela sugeriu que o próprio escritor tinha participado de "riots" no passado, "tumultos". Ele: "Nunca participei de tumultos. Eu estive em manifestações que terminaram em conflito. Tenha respeito por um velho negro das Antilhas". Disse também que a entrevistadora soava "idiotic", ou idiota.
A íntegra.

Da BBC Brasil.
Polícia britânica detém mais de 2 mil pessoas devido a distúrbios
Tribunais ficam abertos no fim de semana para julgar os acusados por saques e violência A polícia britânica afirma que mais de 2 mil pessoas já foram detidas em conexão com os distúrbios e com os saques ocorridos na última semana em diversas cidades da Grã-Bretanha. Durante o fim de semana, quatro tribunais de Londres e um de Manchester (norte) estarão abertos para julgar os acusados. Somente na capital britânica, mais de 700 pessoas devem comparecer diante da Justiça. Notícias relacionadas Uma semana após distúrbios londrinos, bairro tenta se reconstruirPai que descobriu filho ao socorrer vítimas de atropelamento vira símbolo de pazEspecialistas tentam explicar distúrbios na Grã-Bretanha Tópicos relacionados Grã-Bretanha, Internacional A grande maioria dos acusados é de meninos, adolescentes e jovens adultos. A maior parte deles está se declarando culpada.
A íntegra.

Das cinzas, uma rosa e uma flor
Ivan Lessa
Recebi alguns e-mails de amigos distantes (tinha até de Boca Ratón) perguntando por mim, minha residência, meu bairro, e um chegou até mesmo a mencionar, delicado, meu enfisema. Pelos noticiários de que dispunham, esta ilha ardia e era saqueada. Não estavam errados os órgãos de informação de que dispunham, do Brasil à Flórida. Estivemos à beira de uma semana do evento policial (e já tem gente que chama, não sem alguma razão, de "evento criminoso") destinado a marcar, infelizmente, época. As forças da lei, que já foram a "tênue linha azul" separando a sociedade dos bons e dos maus elementos, fizeram prevalecer os preceitos básicos da ordem e da segurança. Embora tudo indique que elas mesmo foram culpadas, ou pelo menos o estopim, de tudo que se seguiu. A polícia inglesa já foi inveja do mundo, assim como o sistema nacional de saúde. Hoje, ao que tudo indica, a primeira precisa dar uma passada no hospital com menor fila para um check-up geral.
A íntegra.

O vídeo, no original, sem tradução:

A revolta popular na Inglaterra

Vista no local por uma jornalista brasileira independente.

Do blog Somos andando.
Não foi o Twitter que causou a insatisfação popular
Cris Rodrigues
Apesar da intensa cobertura da onda de violência na Inglaterra – o vespertino gratuito Evening Standard dedicou 20 de suas 52 páginas às manifestações na terça-feira (9) –, os jornais parecem simplesmente não querer falar sobre suas causas, como se ocorressem por geração espontânea. Dos jornais locais, destaca-se pela qualidade e extensão da cobertura o The Guardian, que atualizou o saite com informações recentes ao longo de todo o tempo. O excesso de informações desnorteia um pouco, e torna-se difícil filtrar e acessar conteúdo realmente útil, mas o interessante é que, além das notícias fresquinhas e factuais que vinham pelo minuto a minuto ou pelas matérias constantes, publicou uma série de artigos tentando analisar o que estava acontecendo. O jornal exerce não apenas o papel de produtor de notícia, mas também de filtro, já que seleciona entre as muitas informações circulando na internet as que são relevantes e verdadeiras. É o desafio do jornalismo atual, que teve mais uma prova durante os últimos dias em Londres.
A íntegra.

Pelo fim do cartão amarelo por simulação!

Que o Santos não é mais o que era, que Neymar e Ganso não estão com essa bola toda, é mais que certo. A badalação dos dois jogadores está muito acima dos resultados que eles rendem, na Seleção e no clube. Mas ainda assim, ambos fazem jogadas geniais, capazes de decidir um jogo, principalmente Neymar, que é caçado pelos becões com faltas violentas, com a conivência dos juízes. O que aconteceu ontem, no jogo contra o Atlético Goianiense, é mais um desses escândalos de arbitragem. O juiz devia deixar o campo preso e ser obrigado a consultar o oftalmologista da cadeia, pois além de errar grosseiramente, interferiu no resultado da partida. Já foi um absurdo escalar um árbitro que processa um jogador de um dos times (isso lembra a época em que um Rato da ditadura perseguia Reinaldo em campo, porque era craque e porque tinha opiniões políticas). No entanto, ele recebeu apoio de comentaristas de televisão, inclusive a cumplicidade corporativista de um ex-juiz do Sportv. Um chegou a dizer: se ele não viu o lance, foi coerente, pois em caso de simulação deve-se aplicar o cartão amarelo. Errado! Se ele não viu, não podia apitar. Se tem deficiência visual, não devia ser juiz. De todas as invenções da Fifa, a pior delas foi certamente essa que vai contra o futebol, contra os craques, contra o que queremos ver no futebol, que são gols e belas jogadas. O cartão amarelo por simulação dá ao juiz a oportunidade de errar duas vezes, e é o que tem acontecido frequentemente. É um absurdo. É mais ou menos como aplicar a pena de morte num suspeito de crime, caso se desconfie que ele mentiu. É um poder muito grande que se dá ao juiz, poder de acrescentar ao seu erro a crueldade de punir duplamente um atacante que sofreu falta e um time que teria um pênalti a seu favor. É uma regra que estimula a violência dos becões, pois sabem que inúmeras vezes o juiz não verá o lance, sabem que os juizes, em geral, são covardes e escolhem a opção mais fácil de "ver" simulação do atacante. Árbitros covardes com deficiência visual não podem ter esse poder capaz de decidir uma partida de futebol.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fred X Globo

Contra o sistema Globo, jornal sensacionalista, jornalistas desonestos e torcida organizada, não importa se o jogador tem razão ou não: vai perder na certa. Fred deu nome aos bois: Caio Barbosa (jornal Extra), Gilmar Ferreira (Rádio Globo) e Renato Maurício Prado (TV Globo).

Do blog Fredgol.
Resumo da conversa entre Caio Barbosa e Gilmar Ferreira
Este seria apenas mais um caso de violência de torcida, não fosse a parcialidade dos jornalistas Caio Barbosa (do jornal Extra) e Gilmar Ferreira (da Rádio Globo), que há tempos me perseguem sistematicamente em suas matérias e redes sociais. Como que repórter e editor de veículos bem-conceituados, como o Extra e a Rádio Globo, que fazem parte de um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo, dão credibilidade a um bando de desocupados disfarçados de torcedores? Na verdade, tudo começou em 2009, quando o Gilmar Ferreira publicou uma matéria afirmando que eu surfei quando estava lesionado. Dei uma entrevista ao jornal Extra, do qual ele era o editor na época, e o chamei de irresponsável e mentiroso em seu próprio veículo. A partir dali, ele nunca mais parou de me perseguir. Já a história do Caio Barbosa… Hum! Esse eu fico até com vergonha de citar o nome dele, tendo em vista que há dois dias ele era um ilustre desconhecido. Está atingindo seu objetivo, que é aparecer às minhas custas. Deve ser o melhor discípulo que o Renato Maurício Prado teve até hoje.
A íntegra.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Violência em Londres não é vandalismo

O sistema sempre tacha os protestos de badernas, para justificar a repressão. Obviamente, há motivações sociais profundas. Quando a violência emerge assim, as massas costumam nem saber a razão que as leva a agir, mas a violência da vida cotidiana no capitalismo gera insatisfações pessoais que transbordam aqui e ali, às vezes coletivamente, basta acender o pavio. No mundo contemporâneo há uma novidade: essa referida falta de limites dos jovens, que crescem fora do controle da autoridade, numa sociedade permissiva, que infla os egos para aumentar o consumo, e na qual instituições como família e escola degeneram. A decadência de partidos políticos e ideologias torna os protestos desorganizados e mais violentos.

"Violência dos últimos dias é uma questão social"
Cris Rodrigues - Especial para a Carta Maior
Ken Smith é dono de uma loja em Brixton, bairro no sul de Londres em que houve um dos protestos considerados mais violentos da onda de ataques que tomou conta da capital inglesa entre os dias 6 e 9 de agosto. Ele estava lá, apesar de ser tarde da noite de segunda para terça-feira, e viu quando os jovens quebraram vitrines de lojas e colocaram fogo em carros. Sabe que eram muitos, mas não chuta quantos. Todos muito jovens, filhos de uma geração sem limites e sem perspectivas, na visão do lojista. Smith tem a sua explicação para os protestos que fizeram o mundo todo virar os olhos para Londres, embora ela não seja simples. Para ele, há diversas causas escondidas no que muitos vêem apenas vandalismo e que começou sábado (6) como um protesto legítimo contra o suposto assassinato de um homem por agentes da Scotland Yard, a polícia britânica, na quinta-feira passada (4), no bairro de Tottenham, que registra altos índices de desemprego. Enquanto a maioria acredita que os manifestantes sejam apenas criminosos se aproveitando da situação para roubar, ele sustenta que a violência dos últimos dias é uma questão social.

Agronegócio desmata para produzir mais soja

E deve ser soja modificada geneticamente... Xodó do governo (deste e dos anteriores), o agronegócio desmata mais quando a economia cresce. "Crescimento" significa lucros maiores, "desenvolvimento" significa destruição ambiental. No lugar desses valores precisamos de outros: distribuição de riqueza, qualidade de vida, respeito ao ambiente, preocupação com o futuro das próximas gerações.

Do Repórter Brasil.
Soja valorizada e expectativa de anistia incentivam desmatamento
Com preços 30% superiores a seus patamares históricos, a soja voltou a atrair grandes investimentos no Brasil na safra 2010/2011. O pessimismo que reinou entre os produtores na fase mais aguda da crise financeira internacional ficou para trás. Nesta safra, a área plantada do grão no país cresceu 2,9%, para 24,1 milhões de hectares, e a produção, diante da alta da produtividade, subiu 9,2%, para 75 milhões de toneladas. As maiores expansões ocorreram no Centro-oeste, onde a área plantada aumentou 278 mil hectares, puxada pelo Mato Grosso, e no Sul, cuja lavoura cresceu 233 mil hectares, com destaque para o Paraná. O avanço do grão infla o otimismo dos produtores, mas é motivo de preocupação a outros setores. A lavoura da soja, baseada na grande propriedade monocultora, tem incentivado o desmatamento em áreas do Cerrado e da Amazônia em diversos municípios brasileiros, onde, até então, a área da cultura já era dada como consolidada. Setores do governo federal que monitoram a derrubada da floresta, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), assim como organizações da sociedade civil, entre eles o Greenpeace, o Instituto Centro de Vida (ICV), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a própria Repórter Brasil, têm alertado para as conexões entre os novos desmatamentos e a soja. Dados disponibilizados pelo sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicaram que, entre março e maio deste ano o Mato Grosso, maior produtor de soja do país, liderou as estatísticas de derrubada da mata.
A íntegra.

Dilma terá trabalho para combater corrupção

A corrupção faz parte do sistema, está em toda parte. Até gente de esquerda (e nem é o caso, o governo tem PT, PMDB e muito mais), quando chega ao poder, costuma não resistir. Afinal, dinheiro é o principal valor desta sociedade. A PF age, o Ministério Público age. E Dilma não está sendo tolerante. Interessante o nome da instituição, que usa o adjetivo "sustentável", essa ideia aparentemente favorável ao meio ambiente, mas que não verdade é também pura "fachada": não há sustentabilidade possível no capitalismo. Palavras são usadas para enganar e ladrões fazem o discurso da honestidade, assim como jogadores de futebol fazem faltas violentas enquanto levantam os braços para dizer que nem encostaram no adversário.

Do Vi o mundo.
"Tem que ser uma coisa moderna, que inspira confiança"
Conversa telefônica gravada durante a investigação da Operação Voucher, da Polícia Federal, e divulgada pelo Jornal Nacional, da TV Globo, mostra o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico da Costa, orientando um empresário a obter um imóvel maior para servir como fachada para sua empresa. Segundo relatório do Ministério Público citado pelo jornal, o empresário é Fábio de Mello, dono de uma das empresas de fachada beneficiadas pelo Ibrasi (Instituto Brasileiro de Infraestrutura Sustentável), ONG que firmou contrato suspeito com o Ministério do Turismo."Pega um prédio moderno, meio andar, fala que tá com uma sede que está em construção [...]. O importante é a fachada. Tem que ser uma coisa moderna, que inspira confiança em relação ao tamanho das coisas que vocês estão fazendo", afirma Costa na gravação. Deflagrada na terça-feira (8), a Operação Voucher prendeu um total de 36 pessoas, em São Paulo, Brasília, Curitiba e Macapá. As investigações começaram em abril e apontaram possíveis irregularidades em um convênio de R$ 4,45 milhões firmado entre o Ministério do Turismo e o Ibrasi. Entre os presos na operação, além do secretário-executivo, está o ex-secretário-executivo da pasta, Mário Moysés.

O melhor governo para o capital

O governo Dilma, como o governo Lula, é o melhor para o capital, como atestam banqueiros e empreiteiros, que ganham como nunca – ou como sempre. A diferença é que setores populares também estão sendo contemplados. Tudo dentro da lógica de crescimento do capitalismo ("desenvolvimento"), na qual governos de esquerda distribuem as migalhas aos pobres, com anuência dos ricos. Lógica que só funciona enquanto há crescimento: em crises, como mostra a situação europeia, os ricos cortam a distribuição de migalhas. Não faz parte dessa lógica planejamento de longo prazo que ponha em risco o sistema: educação pública de qualidade, por exemplo, que é capaz de pôr os pobres em condições de igualdade com os ricos. Ou a conservação do ambiente, que corte lucros do agronegócio. Ou moradias e condições de vida com qualidade nas cidades, como é o caso em questão. Basta construir: qualquer caixotinho em qualquer lugar, espigões que deterioram os bairros e o clima... Montadoras também são xodós dos governos: quanto mais carros melhor para a economia, não importa se o trânsito e a qualidade de vida nas cidades ficam caóticos, não importa que o transporte coletivo de qualidade seja a solução razoável de longo prazo, o que vale é que a produção de carros movimenta a economia, gera "renda e emprego"...

Do Blog do Planalto.
"Queremos que o setor da construção civil continue gerando renda e emprego"
No primeiro semestre deste ano, o Brasil quebrou recordes no setor da construção civil: o segmento teve a segunda maior taxa de crescimento de postos de trabalho (7,33%), segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e o número de financiamento de imóveis atingiu a marca de 236 mil. Os dados foram apresentados pela presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (10/8), em São Paulo, durante abertura do 83° Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). Segundo a presidenta, esses números dialogam com o programa Minha Casa, Minha Vida.