quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Timinho
É um grande mistério como o Atlético se transformou de um grande clube, um dos melhores na história do campeonato brasileiro, no atual time de segunda. Até o final do século passado, o Galo carregou o peso de perder no final, mas sempre chegava lá. Foi um peso que começou com a derrota na final do campeonato de 1977, para o São Paulo, nos pênaltis, em pleno Mineirão lotado, depois de um empate em zero a zero no tempo normal, num jogo que teve de tudo, da exclusão no tapetão do Reinaldo, então na sua melhor forma, com média inalcançável de quase dois gols por partida, até pisão criminoso por chicões paulistanos no craque mineiro Ângelo, machucado, caído no chão. Tudo às vistas de um juizinho qualquer. A partir daquele título perdido, invicto, com dez pontos à frente do campeão, o Atlético carregou esse peso de perdedor injustiçado. O carrasco seguinte foi o Flamengo, com páginas que deviam ser apagadas da história do futebol, como aquele jogo em que um rato nos roubou a Libertadores, expulsando descaradamente os principais craques do time, a começar pelo Rei. Vieram outros carrascos em jogos também dramáticos, mas o Atlético estava sempre lá, chegando, disputando. E colecionava títulos mineiros, um atrás do outro. Em casa, era o maior. Depois foi a queda, contínua, namorando a série B, até cair, em 2005, e voltar, campeão, em 2006, numa campanha que marcou um novo patamar para o clube: time para ficar entre os primeiros da segundona e últimos da primeirona, timinho que ninguém mais respeita, nem mesmo quando joga em casa (casa? Que casa? O Atlético entregou o estádio de Lourdes para um shopping e agora concordou com a decisão política e incompetente de se reformar os dois estádios da cidade ao mesmo tempo!). Hoje, o que resta ao glorioso alvinegro é sua torcida apaixonada, mas cada vez menor, pois pouco se renova – crianças não gostam de times perdedores. Enquanto isso, o rival local cresceu e os rivais nacionais se impuseram como um seleto grupo de realmente grandes. Como explicar a decadência atleticana? Não pela torcida, que não é encrenqueira, como de outros clubes. Será isso um defeito? Aceitamos passivamente chegar ao ponto em que chegamos, sem exigir com violência e vandalismo, como outras, sem perseguir jogadores, sem promover quebra-quebras em estádios. Não acredito nisso, mas que a torcida atleticana se acostumou a se alegrar com qualquer vitoriazinha, qualquer titulozinho, é fato. Nos acostumamos a ser a torcida de um time de segunda. Mas torcida não ganha título nem jogo, há muitos exemplos de clube pequenos que fizeram campanhas admiráveis e se impuseram sobre grandes. Os clubes gaúchos nunca se intimidaram diante dos cariocas e paulistas, sempre ajudados por juízes e dirigentes, ainda hoje. E emissoras de tevê. O Atlético, no entanto, com exceção do grande título de 1971, foi sempre subjugado pelas pressões e violências adversárias. A explicação poderia estar no astronômico endividamento do clube, mas outros clubes mal administrados e endividados deram a volta por cima – com muitas ajudas, é certo, mas deram. Ademais, o atual presidente está sempre afirmando que paga em dia. Também não é por falta de condições de treinamento, pois outra afirmação sempre repetida é que o Galo tem uma das melhores estruturas do País. Seria então o treinador? Cuca, que a essa hora deve estar pensando onde foi que amarrei a minha égua, é aquele que nos tirou o título mineiro deste ano... E Dorival Júnior, o anterior, que acumulou derrotas com paciência até sair? Dirigiu o grande Santos de 2010 e já voltou a ser vitorioso, no Inter. Só treinador do Galo não estreia com vitória, uma das máximas mais repetidas do futebol. Tite, que nos humilhou ontem, era, no Galo, o eterno explicador de derrotas. Luxemburgo, que voltou a colecionar títulos no Flamengo, também não foi capaz de desvendar o enigma do fracasso atleticano. Celso Roth, quem diria, foi o treinador de maior sucesso no Galo nas últimas temporadas. Só Levir Culpi sobreviveu ao que a esta altura já parece uma maldição. Talvez por isso relute a voltar ao clube. Dos grandes, só falta Muricy Ramalho comprovar que nenhum treinador dá jeito no Galo. Basta mudar de time, porém, para confirmar sua competência. Marcelo Oliveira, desprezado como solução caseira, está brilhando no Coritiba. Talvez o mistério estivesse no elenco. O Atlético realmente contrata mal: enquanto o Cruzeiro descobre Montillos, o Galo promove Diegos Souzas a "número 1"! Mas não é que o mesmo Diego Souza, mudando para o Vasco, joga como nunca jogou no Atlético? E ainda marca gol contra a gente! Esta é outra triste realidade: jogador que no Galo não fez nada, volta a ser craque em outros times e sempre – sempre – faz gol na gente. O problema, portanto, não é com treinador nem com jogador, é outro. Qual? Qual é o mistério da decadência atleticana? Não sei responder. O fato é que se não desvendar rapidamente este mistério, o Atlético vai perder a última grandeza que lhe resta: a paixão da sua (cada vez menor e mais recolhida) torcida.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Novidades na tevê por assinatura
Tenho impressão de que esta notícia é importante e que não interessa à Globo.
Da Carta Capital.
Senado aprova entrada de teles no mercado de tevê por assinaturaDepois de quatro anos de tramitação no Congresso Nacional, os senadores aprovaram, na terça-feira 16, o projeto de lei complementar 116, que abre o mercado de tevê por assinatura à entrada das teles e cria cotas de conteúdo nacional. O projeto agora segue para a sanção presidencial. A oposição apresentou diversas emendas ao projeto, mas o governo conseguiu fazer com que apenas uma delas, a emenda 16, fosse aceita e votada pelo plenário. Ela, porém, acabou sendo rejeitada.
O que pensam os militares brasileiros hoje?
Ontem (16/8/11) a presidente Dilma apresentou em solenidade no Salão Nobre do Palácio do Planalto os novos oficiais generais. Nem sei se é razão pra tanto ou se a pompa não expressa um medo recolhido que ainda temos dos militares, o governo inclusive, Dilma em especial, mas é uma excelente oportunidade para se fazer uma reportagem sobre o que pensam os militares brasileiros 26 anos depois do fim da ditadura, 47 depois do golpe. Não me lembro de reportagem semelhante. A gente ouve falar dos militares quando são mandados em missões no exterior ou em favelas, chamados a construir o canal do São Francisco ou quando, como no caso abaixo, se diz que querem esconder eternamente os crimes da ditadura. É curioso, porque os oficiais de hoje não viveram aquele período. Como é que as ideias reacionárias se perpetuam, se é que se perpetuam, nas Forças Armadas?
Araguaia: o massacre que as Forças Armadas querem apagar
Por Marina Amaral e Tatiana Merlino
Por Marina Amaral e Tatiana Merlino
Pública – Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
Em meio ao debate sobre a emenda que propõe o sigilo eterno de documentos do governo, a Pública revisita uma das histórias mais obscuras do período militar: a repressão à guerrilha do Araguaia (1972-1975). Em três dias de pesquisa nos 149 volumes do processo judicial que investiga o desaparecimento dos guerrilheiros do Araguaia, a Pública coletou relatos de dezenas de moradores que foram obrigados a prender, enterrar, matar e decapitar guerrilheiros – e sofrem até hoje as consequências do que viveram nesse tempo. Em entrevista exclusiva, a juíza titular da 1ª Vara da Justiça Federal, Solange Salgado, diz que, passados quase 40 anos, reina o medo de se falar sobre o assunto entre os que participaram do conflito. Mateiros e ex-militares que colaboraram com o Grupo de Trabalho Araguaia – que investiga o caso desde 2009 em cumprimento à sentença judicial promulgada por Solange Salgado em 2003, que obriga a União a entregar os corpos dos desaparecidos às famílias – estão recebendo ameaças. Por isso, quando esteve na região no ano passado, para recolher e checar informações sobre o paradeiro dos corpos, a juíza optou por preservar o sigilo dos autores dos depoimentos. "Foi uma garantia que o Poder Judiciário deu a essas pessoas. Elas ainda estão muito apavoradas, se sentindo muito acuadas", disse ela à Pública. Nossa reportagem esteve em Marabá, no Pará, e conversou com ex-mateiros e ex-soldados que confirmaram a realização das chamadas "Operações Limpeza", por meio das quais os restos mortais dos guerrilheiros foram desenterrados e transportados a outros locais. Além disso, cinco entrevistados afirmaram ter visto atuando na repressão o ex-diretor do Dops de São Paulo Romeu Tuma, falecido em outubro do ano passado.
Dono de terreno invadido recebe repórteres a tiro. No Piauí
Do Comunique-se.
Jornalistas cobrem manifestação e são recebidos a tiros
Cobrir uma invasão de terra no Conjunto Residencial Mário Covas, próximo ao Bairro Angelim, zona sul de Teresina (PI), resultou em perigo aos jornalistas Thiago Amaral e Carlos Lustosa Filho, do site CidadeVerde. Com cerca de 2.500 ocupantes, o local foi invadido na semana passada e atualmente é alvo de disputa entre os manifestantes e seguranças contratados pelo dono da propriedade. Ao chegaram no terreno invadido, na manhã de segunda-feira (15/8), os profissionais foram recebidos com tiros, sendo que um foi direcionado a Amaral, que não foi atingido. "Atiraram para acertar o Thiago, mesmo. Acho até que dispararam contra ele porque imaginaram que a câmara poderia ser um revólver, já que ele estava um pouco distante", conta Lustosa Filho.
Jornalistas cobrem manifestação e são recebidos a tiros
Cobrir uma invasão de terra no Conjunto Residencial Mário Covas, próximo ao Bairro Angelim, zona sul de Teresina (PI), resultou em perigo aos jornalistas Thiago Amaral e Carlos Lustosa Filho, do site CidadeVerde. Com cerca de 2.500 ocupantes, o local foi invadido na semana passada e atualmente é alvo de disputa entre os manifestantes e seguranças contratados pelo dono da propriedade. Ao chegaram no terreno invadido, na manhã de segunda-feira (15/8), os profissionais foram recebidos com tiros, sendo que um foi direcionado a Amaral, que não foi atingido. "Atiraram para acertar o Thiago, mesmo. Acho até que dispararam contra ele porque imaginaram que a câmara poderia ser um revólver, já que ele estava um pouco distante", conta Lustosa Filho.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Entre o interesse corporativo e o interesse do capital, a justiça fica com o capital
Justiça? Provavelmente o juiz se resguarda para não ser perseguido pela Abril.
Do Comunique-se.
De Sanctis perde ação e pagará custas de processo contra Reinaldo Azevedo
"A pedra de toque para se aferir legitimidade na crítica jornalística é o interesse público, observada a razoabilidade dos meios e formas de divulgação da notícia". Baseado nessa afirmação, o juiz André Salomon Tudisco, da 42ª Vara Cível de São Paulo, negou a ação indenizatória proposta pelo desembargador Fausto De Sanctis contra a Editora Abril, que publica a revista Veja, e o jornalista Reinaldo Azevedo, acusando-os de calúnia e difamação devido às matérias publicadas no veículo. De Sanctis terá que arcar com as despesas do processo, fixadas em R$ 7,5 mil. Cabe recurso ao desembargador.
A íntegra.
Do Comunique-se.
De Sanctis perde ação e pagará custas de processo contra Reinaldo Azevedo
"A pedra de toque para se aferir legitimidade na crítica jornalística é o interesse público, observada a razoabilidade dos meios e formas de divulgação da notícia". Baseado nessa afirmação, o juiz André Salomon Tudisco, da 42ª Vara Cível de São Paulo, negou a ação indenizatória proposta pelo desembargador Fausto De Sanctis contra a Editora Abril, que publica a revista Veja, e o jornalista Reinaldo Azevedo, acusando-os de calúnia e difamação devido às matérias publicadas no veículo. De Sanctis terá que arcar com as despesas do processo, fixadas em R$ 7,5 mil. Cabe recurso ao desembargador.
A íntegra.
Favela pra turista ver
Aqui e ali o jornalismo aparece na "grande" imprensa. O assunto não é novidade, faz décadas que turista (inclusive brasileiro) frequenta favela. As novidades são a "pacificação" e a preparação do Rio para a copa e para os jogos olímpicos. Matérias assim ajudam a melhorar a imagem da cidade. O que revela que a Folha tem interesse nisso e que está com alguma boa vontade com o governo Dilma. Essa liberdade para mostrar as diversas faces da realidade é uma coisa que nos últimos anos sumiu da imprensa brasileira, contaminada pelo direitismo neoliberal. E dá boas matérias – superficiais, mas informativas.
Do blog Palimpsesto.
Favelas pacificadas atraem turistas no Rio
Paulo Bianchi
Colaboração para a Folha, do Rio
A concepção tradicional de favela vem sendo subvertida no Rio. De lugares simples e muitas vezes miseráveis, elas passaram a ponto de encontro de turistas e cariocas descolados que sobem o morro sem preconceito atrás da cidade maravilhosa além do cartão postal. O morro Dona Marta, em Botafogo, zona sul, cenário do clipe de "They don't care about us", de Michael Jackson, hoje está na agenda graças aos eventos realizados quase que semanalmente pela comunidade –sede da primeira UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Rio. Um dos mais famosos é o "Pôr do Samba", que acontece no primeiro sábado do mês.
A íntegra.
Do blog Palimpsesto.
Favelas pacificadas atraem turistas no Rio
Paulo Bianchi
Colaboração para a Folha, do Rio
A concepção tradicional de favela vem sendo subvertida no Rio. De lugares simples e muitas vezes miseráveis, elas passaram a ponto de encontro de turistas e cariocas descolados que sobem o morro sem preconceito atrás da cidade maravilhosa além do cartão postal. O morro Dona Marta, em Botafogo, zona sul, cenário do clipe de "They don't care about us", de Michael Jackson, hoje está na agenda graças aos eventos realizados quase que semanalmente pela comunidade –sede da primeira UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Rio. Um dos mais famosos é o "Pôr do Samba", que acontece no primeiro sábado do mês.
A íntegra.
A revolta e os dicursos da ordem
Duas postagens interessantes no Diário do Centro do Mundo sobre os conflitos em Londres. Eles mostram como a compreensão da realidade e a ação individual são obscurecidas pela ideologia. O policial é incapaz de ver o que em quinze anos de profissão, na Inglaterra e no Iraque, esteve sempre diante do seu nariz: a origem social dos conflitos. Apesar de todos os sofrimentos que presenciou reafirma sua disposição de "ir atrás dos desordeiros". E dos bandidos que estão no governo e no comando das empresas, origem das desigualdades e das injustiças que provocam as revoltas, destes ele não vai atrás? Não, ele é um agente da ordem, um animal obediente, bem adestrado, fiel aos seus chefes, capaz de dar a vida por eles. Os governantes e capitalistas não vão à frente de batalha contra os revoltados, eles mandam seus funcionários bem treinados e bem armados. Da mesma forma, os pais que deduram os filhos. Como assim? Não têm responsabilidade sobre eles? Não foram eles que os educaram? Se tivessem alguma dignidade deviam se entregar no lugar dos filhos. Livram sua má consciência em conflito ficando do lado da ordem. Como na música de sir Paul McCartney, She's leaving home, esses pais continuam sem entender nada. O exemplo bem lembrado dos filhos que entregavam os pais sob o stalinismo foi muito explorado pela direita, que se cala quando pais deduram filhos a favor da ordem capitalista. "Desordeiros", "saqueadores". Aqueles que se revoltaram contra o capital sempre foram chamados assim, isso não é novidade. O que a imprensa da direita não vê é que a "desordem" é um atestado de falência desta civilização, incapaz de fazer com que os jovens acreditem no sistema e obedeçam a lei e seus agentes. Por quê? É o que deveriam perguntar, mas não perguntam. Não são capazes de enfrentar as respostas. A desordem não é boa para os revoltados, que, desorganizados e incapazes de propor uma nova ordem, agora que os partidos de esquerda se desmilinguiram, agora que o Estado é forte e militarizado como jamais foi antes, sofrem as consequências cruéis dos seus atos.
O relato de um policial de Londres
Um blogue brilhou especialmente em Londres esta semana. O autor é um policial que escondeu sua identidade sob o codinome de Inspetor Winter. Ele fez parte das forças policiais que enfrentaram os tumultos de Londres nos últimos dias. Traduzi e condensei um texto dele que compartilho aqui. O relato ajuda a entender melhor o caos londrino. Com vocês, o Inspetor Winter: "Tenho trabalhado cada noite e cada dia desta semana. Desde o último sábado, quando eu estava nas ruas de Tottenham, no norte de Londres, ao irromper a madrugada de tumultos e saques, até as primeiras horas da manhã de ontem. Acumulei nesse período em torno de 125 horas trabalhadas, muitas delas sendo bombardeado por pedras, bombas de gasolina e, em um caso, em meio ao caos de tudo, por uma palmeira ornamental."
A íntegra.
Você denunciaria seu filho à polícia?
Acalmadas as coisas em Londres, emergem debates sobre tumultos. Dois deles me chamaram a atenção, um mais e outro menos. Começo pelo segundo em retumbância. Num programa da BBC, um historiador, David Starkey, disse que os "brancos se tornaram negros". Segundo ele, os brancos dos tumultos mostraram ter assimilado os costumes das gangues negras, "niilistas e predadoras". Racismo ou realismo? (...) Mas o que me fez pensar mesmo foi a atitude de pais e mães que, ao verem na televisão imagens de filhos nos tumultos, os denunciaram à polícia. Foram, até aqui, dois casos – aplaudidos publicamente pela polícia.
A íntegra.
O relato de um policial de Londres
Um blogue brilhou especialmente em Londres esta semana. O autor é um policial que escondeu sua identidade sob o codinome de Inspetor Winter. Ele fez parte das forças policiais que enfrentaram os tumultos de Londres nos últimos dias. Traduzi e condensei um texto dele que compartilho aqui. O relato ajuda a entender melhor o caos londrino. Com vocês, o Inspetor Winter: "Tenho trabalhado cada noite e cada dia desta semana. Desde o último sábado, quando eu estava nas ruas de Tottenham, no norte de Londres, ao irromper a madrugada de tumultos e saques, até as primeiras horas da manhã de ontem. Acumulei nesse período em torno de 125 horas trabalhadas, muitas delas sendo bombardeado por pedras, bombas de gasolina e, em um caso, em meio ao caos de tudo, por uma palmeira ornamental."
A íntegra.
Você denunciaria seu filho à polícia?
Acalmadas as coisas em Londres, emergem debates sobre tumultos. Dois deles me chamaram a atenção, um mais e outro menos. Começo pelo segundo em retumbância. Num programa da BBC, um historiador, David Starkey, disse que os "brancos se tornaram negros". Segundo ele, os brancos dos tumultos mostraram ter assimilado os costumes das gangues negras, "niilistas e predadoras". Racismo ou realismo? (...) Mas o que me fez pensar mesmo foi a atitude de pais e mães que, ao verem na televisão imagens de filhos nos tumultos, os denunciaram à polícia. Foram, até aqui, dois casos – aplaudidos publicamente pela polícia.
A íntegra.
Piso salarial para os professores mineiros
Educação pública de qualidade é a primeira exigência para um país decente. E educadores de qualidade são a primeira exigência para uma educação de qualidade. Não é possível ter bons educadores pagando os salários que o governo mineiro paga. O governo Aécio-Anastasia, que já está no nono ano, só investe mesmo em propaganda, os gastos com educação caíram para a metade. E Anastasia se diz "professor".
Mexeu com os professores, mexeu comigo! Moção de apoio aos servidores da educação do estado de Minas Gerais
Apesar da Lei Federal n. 11.738/08 definir que o Piso Salarial Profissional Nacional dos Trabalhadores em Educação é de R$1.597,87, os contracheques comprovam que Minas Gerais paga, hoje, R$369,89 para um professor da educação básica. A lei é clara ao dizer que o piso é o vencimento básico do trabalhador e o Supremo Tribunal Federal tem o mesmo entendimento, mas o estado mantém a distorção, apresentando valores que não correspondem à realidade. Diante desta injustiça, os sindicatos que subscrevem esta moção manifestam total apoio aos trabalhadores e trabalhadoras em greve desde 8 de junho para denunciar o baixo salário pago no estado e reivindicar o Piso Nacional, como determina a lei.
A íntegra.
A imprensa demotucana em ação
Veja deixou de ser uma revista há décadas, hoje é um veículo de divulgação política dos demotucanos e da direita mais reacionária. Não ouve o outro lado; quando ouve, não publica; quando publica, manipula informações.
Do Comunique-se.
"Não serei pautada pela mídia", afirma Dilma
A presidente da República, Dilma Rousseff (PT), disse, em entrevista à revista Carta Capital, que suas decisões à frente do Poder Executivo não terão apenas como base o que é divulgado na imprensa. "Não vamos abraçar a corrupção, mas não serei pautada pela mídia", declarou. Dilma afirmou que no Brasil há uma tendência de temas 'espetaculares' terem mais espaço do que os problemas reais. Ela também criticou a postura de alguns veículos de comunicação, mas não citou nomes. "Não acho que eu seja tratada da mesma forma por todos os jornais. Têm grupos de mídia mais suscetíveis a encarar as transformações pelas quais o Brasil passa e têm outros menos suscetíveis", reclamou a presidente.
A íntegra.
Ministro critica a Veja: "Isso não é jornalismo. É assassinato de reputação"
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), criticou a revista Veja, que na edição desta semana traz uma reportagem afirmando que o político é acusado de cobrar propina de R$ 2 milhões numa licitação e que ele participou da fraude que resultou em oito toneladas de feijão jogadas no lixo. A publicação da Editora Abril também informa que o peemedebista tem uma propriedade avaliada em R$ 9 milhões na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Em nota oficial divulgada no saite do ministério, Rossi diz que foi procurado por jornalistas da Veja e que respondeu todos os questionamentos que lhe foram feitos, mas que nenhuma de suas afirmações foram publicadas pela revista. "Ouvir o outro lado, um princípio basilar do jornalismo, não existe para a revista Veja. Essa é mais uma campanha orquestrada com interesses políticos", reclamou o ministro.
A íntegra.
Do Comunique-se.
"Não serei pautada pela mídia", afirma Dilma
A presidente da República, Dilma Rousseff (PT), disse, em entrevista à revista Carta Capital, que suas decisões à frente do Poder Executivo não terão apenas como base o que é divulgado na imprensa. "Não vamos abraçar a corrupção, mas não serei pautada pela mídia", declarou. Dilma afirmou que no Brasil há uma tendência de temas 'espetaculares' terem mais espaço do que os problemas reais. Ela também criticou a postura de alguns veículos de comunicação, mas não citou nomes. "Não acho que eu seja tratada da mesma forma por todos os jornais. Têm grupos de mídia mais suscetíveis a encarar as transformações pelas quais o Brasil passa e têm outros menos suscetíveis", reclamou a presidente.
A íntegra.
Ministro critica a Veja: "Isso não é jornalismo. É assassinato de reputação"
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), criticou a revista Veja, que na edição desta semana traz uma reportagem afirmando que o político é acusado de cobrar propina de R$ 2 milhões numa licitação e que ele participou da fraude que resultou em oito toneladas de feijão jogadas no lixo. A publicação da Editora Abril também informa que o peemedebista tem uma propriedade avaliada em R$ 9 milhões na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Em nota oficial divulgada no saite do ministério, Rossi diz que foi procurado por jornalistas da Veja e que respondeu todos os questionamentos que lhe foram feitos, mas que nenhuma de suas afirmações foram publicadas pela revista. "Ouvir o outro lado, um princípio basilar do jornalismo, não existe para a revista Veja. Essa é mais uma campanha orquestrada com interesses políticos", reclamou o ministro.
A íntegra.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A justiça do Pará a serviço dos fazendeiros
E a PM que já fez Eldorado de Carajás é chamada a atuar mais uma vez, no estado mais violento do país.
Juiz ordena despejo de famílias
O juiz da Vara Agrária de Redenção autorizou o batalhão de choque da Polícia Militar do Pará a despejar 29 famílias assentadas pelo Incra no projeto de Assentamento Carajás I, no município de Parauapebas. A liminar foi deferida pelo Tribunal de Justiça depois de ter sido negada pela juíza da Vara Agrária de Marabá. Em consequência de desentendimentos com a advogada do fazendeiro, a juíza da Vara Agrária de Marabá se julgou suspeita para atuar no caso e o processo foi enviado para a Vara Agrária de Redenção. A informação é da Comissão Pastoral da Terra de Marabá. Os lotes do assentamento foram comprados, de forma supostamente ilegal, pelo fazendeiro Evandro de Deus Vieira e anexados à Fazenda Santo Antônio. De acordo com a CPT, o despejo que deveria ocorrer apenas na área da fazenda se estendeu também para os lotes do assentamento que haviam sido retomados pelo Incra e as famílias assentadas. Todas as famílias já residiam ali havia quase sete anos e estavam cadastradas no programa de reforma agrária. A ação de despejo terminou no domingo.
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