sábado, 3 de setembro de 2011

A nova imprensa vai ganhando forma

A web está criando uma nova imprensa, The Huffington Post é exemplo disso, um "jornal" exclusiva na internet, que não existia antes e que hoje rivaliza com o The New York Times. Virou também um grande negócio, que movimenta bilhões, com empresas reais comprando empresas (ou parte de empresas) virtuais. A velha imprensa de direita rebola para acompanhar os acontecimentos, muito mais favoráveis à esquerda, aos movimentos sociais, aos pequenos, porque a web é intrinsecamente democratizante. Alguém imagina a Globo compartilhando democraticamente a produção e distribuição de informações com o leitor? Este é o novo modelo. A UNE, organização de jovens, tem um saite interessante. Ainda é pouco diante do que a web oferece, mas é alguma coisa.

Do Comunique-se.
Dona do Huffington Post procura editor brasileiro para lançar saite no País
Silvana Chaves
Jornalistas e bloqueiros, preparem-se. Arianna Huffington, CEO do The Huffington Post (HP), está no Brasil e anunciou que todo o conceito que conhecemos como jornalismo colaborativo no País irá mudar. Em outubro, o portal chegará à França, e no mês seguinte ao Brasil. Para isso, ela procura um editor brasileiro para o saite. Criadora do mais famoso portal de notícias e agregador de conteúdo de blogueiros e colunistas independentes dos Estados Unidos e também do Reino Unido, ela foi a atração do segundo dia do Info@Trends 2011, realizado pela revista Info, da Editora Abril, em São Paulo. Lançado em 2005, o HP foi recentemente adquirido pelo grupo AOL por US$ 315 milhões. Em maio, o saite teve cerca de 35 milhões de page views, ultrapassando o New York Times nos Estados Unidos.
A íntegra.

Camila Vallejo ou Os jovens voltam a protagonizar a história

Estudante, 23 anos, piercing no nariz, ameaçada de morte e insultada na web, sem tempo na agenda para atender a todos os jornalistas que solicitam entrevista exclusiva, comportamento tranquilo e mente brilhante, líder do movimento estudantil chileno, protagonista dos sonhos dos jovens no mundo inteiro e dos pesadelos do presidente do Chile, enfrenta o governo, os veículos de comunicação da velha imprensa e os grandes grupos empresariais, diz que educação pública e gratuita de qualidade para todos é um direito da cidadania que o capitalismo não consegue atender. Assim é Camila Antonia Amaranta Vallejo Dowling. Diga lá, leitor: você recusaria ser liderado por ela?

Da Agência Carta Maior.
"A classe dominante não tem interesse em mudar a educação" 
Christian Palma, correspondente em Santiago
Há três meses, Camila Vallejo, a carismática presidenta da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech), podia tomar um metrô tranquilamente e caminhar sem chamar a atenção mais do que qualquer outra mulher bonita chilena. Nesse tempo, os estudantes universitários e secundaristas iniciavam um movimento sem precedentes que inclui até hoje ocupações e greves nas escolas do país e diversas marchas pelas principais cidades chilenas pedindo fundamentalmente o fim do lucro no sistema educacional, mais qualidade nos conteúdos ministrados nas salas de aula e gratuidade completa na educação pública. Ela, com paciência, visitava os colégios explicando ponto por ponto as razões das reivindicações estudantis e parava para conversar com os jornalistas com calma. Foi em um desses eventos que a conheci. Usando um jeans surrado, um lenço artesanal no pescoço, um piercing no nariz e esse olhar que esconde uma das mentes políticas mais brilhantes que apareceram no Chile nos últimos anos, trocamos algumas palavras. A revolução estudantil se incendiou, os argumentos dos estudantes foram entendidos e valorizados pela cidadania e Camila Vallejo demonstrou que é muito mais do que um rosto bonito. O peso de seus argumentos em programas de televisão, a clareza de suas intervenções diante das autoridades que dobram e triplicam a idade e a capacidade inata de aglutinar as massas, converteram-a na líder mais visível deste movimento que já derrubou um ministro e obrigou o governo de direita de Sebastián Piñera a oferecer três alternativas para destravar o conflito. Mas nenhuma delas satisfez os estudantes. Tamanha foi a pressão sobre o governo, que o próprio Piñera chamou os jovens para uma conversa neste sábado no palácio de La Moneda. Um dia antes deste convite que pode marcar o início do fim da crise, Camila Vallejo, achou um espaço em sua agenda e concedeu esta entrevista exclusiva à Carta Maior, recém chegada de Brasília, onde se reuniu com seus pares brasileiros. Ela reconhece que tem tempo apenas para comer.
A íntegra.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O marketing de Aécio na educação

Depois do desastre da candidatura Serra, a direita trama a candidatura Aécio em 2014. Aécio tem fama de moderno e competente. É um fenômeno eleitoral em Minas, elegeu seu vice, o "professor" Anastasia (Belo Horizonte é uma cidade curiosa: seu prefeito não mora na cidade que administra e o governador é um professor que não gosta de professores), apesar de ter cometido o maior crime contra a administração pública da história do estado, a construção do Shopping Administrativo. Além dessa obra faraônica absolutamente desnecessária e prejudicial ao bom funcionamento do serviço público, o principal gasto de Aécio foi com propaganda. (Seu modelo é seguido pelo prefeito Lacerda.) Marketing é a palavra chave do atual senador, seu governo se baseou em dizer que ia fazer, que está fazendo e que fez maravilhas, que é ótimo, que é competente, que é jovem, que é transparente etc. O choque de gestão foi uma peça publicitária, o plano de carreira dos professores mineiros também, que a atual greve desmascara. Mas o marketing do Aécio segue em frente, rumo a 2014.

Do blog histórias pra boi acordar.
aécio neves a(ssa)ssinou plano de carreira dos professores de MG
Quando Aécio Neves sancionou o plano de carreira para os servidores da educação de Minas Gerais, em 2004, a cerimônia teve pompa e circunstância. A ocasião pretendia ser o marco da conquista de uma reivindicação histórica, selando o compromisso do governador com a categoria através da lei que representava a valorização dos professores. Segundo o seu discurso, registrado no vídeo abaixo, 234 mil servidores seriam beneficiados pelo Plano de Carreira.
A íntegra.


Por que os professores mineiros estão em greve

Lei manda governo pagar R$ 1.187, mas "professor" Anastasia quer pagar R$ 712. Governo tinha bilhões para construir o Shopping Administrativo, mas não tem dinheiro para pagar o piso salarial dos professores. É porque educação não tem a menor importância para o "professor" Anastasia, muito menos educação pública, que atende a população pobre.

Do Blog Theia Viva.
Confira aqui por que os professores recusaram em assembleia a proposta do governo Anastasia
A correspondência abaixo foi enviada pelo colega Euler Conrado para a redação da Rádio Itatiaia. Neste carta o Euler mostra com detalhe porque os professores em assembléia não aprovaram a proposta do governo Anastasia e mantiveram a greve.
Enviei para a redação da Rádio Itatiaia a seguinte mensagem, mesmo sabendo que talvez eles nem comentem nada:
"Caros jornalistas,
Vejam só que absurdo. O Governo de Minas, após 85 dias de greve dos educadores, propôs pagar R$ 712,20 para todos os professores, independentemente da formação escolar. A lei do piso manda pagar pelo menos R$ 1.187,00 para até 40 horas para o profissional com ensino médio. O valor proporcional para a jornada de 24h daria R$ 712,20, mas somente para o professor com formação em ensino médio (PEB IA). Tal valor, se aplicado ao Plano de Carreira em vigência para todos os servidores do estado de Minas (e não apenas para os educadores), teria que considerar a aplicação de um percentual de 22% para cada mudança de nível. Assim, o piso deveria ser de R$ 868,88 para o professor com licenciatura curta (PEB IIA); R$ 1.060,00 para o professor com licenciatura plena (PEB IIIA); R$ 1.293,24 para o professor com especialização (PEB IVA); R$ 1.577,76 para o professor com mestrado (PEB VA); e R$ 1.924,86 para o professor com doutorado (PEB VIA). E sobre estes valores incidiriam as gratificações, como quinquênios e biênios. Mas, o governo de Minas rasgou o Plano de Carreira dos educadores e apresentou essa proposta indecente de R$ 712,00 para todos os professores, tenham eles ensino médio ou mestrado. Uma agressão à lei e ao bom senso. Ah, e o detalhe é que este ridículo piso seria pago em janeiro de 2012, quando o salário mínimo no Brasil será de R$ 620,00. Com isso o governo quer obrigar os educadores a voltarem para o subsídio, que representa um claro confisco salarial de mais de um bilhão no bolso dos educadores. Foi por isso que os trabalhadores aprovaram em assembleia, por unanimidade, a continuação da greve. Em respeito à lei federal não cumprida; em respeito à carreira dos educadores e ao próprio ensino público, que, tratado com este descaso, logo deixará de existir e os verdadeiros prejudicados de hoje e de amanhã serão as gerações de crianças, jovens e adultos das famílias pobres de Minas Gerais.
A íntegra.

Em Brasília como em BH

Cultura é o ponto fraco do governo Dilma. Em BH, é um desastre, na administração Lacerda.

Do Blog do Rovai.
Mais crise no MinC: secretaria Marta Porto pede demissão
A secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura entregou nesta tarde sua carta de demissão ao secretario executivo do ministério, Vitor Ortiz. Toda a sua equipe teria decidido sair em solidariedade. A secretaria de Marta Porto é a que se relaciona com o programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura. Marta e Ana de Hollanda estão em rota de colisão há algum tempo. Este blog chegou a informar que o presidente da Funarte Antonio Grassi articulou a substituição da ministra por Marta
A íntegra.

Novo Jornal: mais uma vez o futuro de Minas é decidido em Brasília

Minas Gerais é talvez o estado mais prejudicado pela nova ordem política do PT. Como Aécio e seus seguidores convivem amigavelmente com o governo federal, a prefeitura de Belo Horizonte foi entregue a um amigo do ex-governador, em 2008, e o candidato de oposição ao governo do estado em 2010 foi Hélio Costa. Agora, mais uma vez, ao que parece, o PT, comandado pelo ministro Pimentel, vai embarcar na canoa furada dessa gente e apoiar a reeleição do maior desastre administrativo que a cidade conheceu nas últimas décadas. O PT mineiro acomodou-se no poder, aceitando o mando e as migalhas do prefeito Lacerda – o milionário que não mora na cidade que administra – e não sabe mais fazer oposição. Costura-se um novo acordo, que transformaria Pimentel no candidato de todo o grupo em 2014? Pode ser, mas Pimentel já levou rasteira do Aécio no ano passado. Enquanto isso, Patrus, a grande liderança que poderia fazer o PT mineiro voltar a ter personalidade, omite-se.

Reunião em Brasília confirma reportagem de Novojornal
Novojornal noticiou em agosto passado que um pesado esquema financeiro estava sendo montado para tentar reeleger o prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB). Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, junto com o prefeito Márcio Lacerda e o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia reuniram-se com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Antonio Anastasia (PSDB). Na reunião, o PSB fez um convite oficial ao PSDB para participar da futura coligação que pretende reconduzir o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), ao cargo. O encontro ocorreu na casa da mãe do governador Eduardo Campos, deputada federal Ana Arraes (PSB-PE). Ainda presente, o presidente do PSB de Minas, Walfrido dos Mares Guia e o presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana. Segundo Pestana, os dois partidos estão muito próximos e "serão fundamentais para o Brasil do futuro".
A íntegra.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O protesto do Greenpeace contra a petroleira de Eike Batista

Ambientalistas querem impedir que baleias sejam extintas pela exploração de petróleo no mar. A PM continua agindo como na ditadura, servindo o capital.

Do Greenpeace.
Enxotados pelo Eike
Terminou em expulsão pela polícia as mais de nove horas de protesto do Greenpeace na sede da petroleira OGX, no Rio de Janeiro. Às 19h20 do dia 31 de agosto, os dezoito ativistas que desde as 10h resistiam à tropa de choque e aos seguranças do bilionário Eike Batista em protesto pacífico contra exploração de petróleo em Abrolhos foram retirados à força. Eles foram impedidos de receber àgua e comida e tiveram a luz do prédio cortada. Quinze ativistas fantasiados de baleias e outros três travestidos de funcionários da OGX, com borrifadores de óleo falso. Este era o time do Greenpeace. Do outro lado, dezenas de seguranças e uma tropa da polícia altamente armada, preparados para o confronto.
A íntegra.

A desqualificação da política é uma arma da direita

Artigo interessante do Emir Sader. Por representar uma minoria rica, os partidos de direita vivem um eterno dilema: não podem dizer o que pensam nem o que querem ou não receberão os votos das maiorias pobres que decidem eleição. Não à toa nos países "subdesenvolvidos", como o Brasil, ditaduras e golpes de Estado são frequentes, porque só pela força o capital se mantém no poder. Na democracia representativa, os ricos têm de fazer acordos com partidos populares, como o PT. Quem está ajustando as economias dos países ricos nesta crise que começou em 2008 não são partidos de direita, mas socialistas, trabalhistas e os democratas americanos. Ideologias fascistas foram outra forma de o capital conquistar as massas. A ascensão dos demotucanos foi episódica e não deve se repetir, porque o PT demonstrou ser mais eficiente. Mas a direita lança mão de todos os recursos de que dispõe para voltar ao poder ou pelos menos enfraquecer a esquerda e negociar. A formação das mentes pelos meios de comunicação é talvez seu instrumento mais poderoso e uma boa estratégia é desqualificar a esquerda. Foi assim no episódio do chamado mensalão, que até hoje é argumento de muita gente que se considera informada. Informada por quem? Pelos meios de comunicação de direita. O objetivo é convencer a população de que a esquerda é tão ruim quanto a direita. Trata-se de desqualificar todos os políticos, disseminar o ceticismo e a desilusão, como mostra Sader. Se todos são farinha do mesmo saco, tanto faz votar em um ou em outro. Ou não votar. Importante é afastar a diferenciação entre direita e esquerda e não deixar que a esquerda monopolize as qualidades – pelo menos as qualidades que ganham os votos dos mais pobres. O passo seguinte é inflar um candidato "limpo", com qualidades individuais, um salvador carismático – como Jânio Quadros, em 1960, e Collor, em 1989.

Da Agência Carta Maior.
De céticos a cínicos
O ceticismo parece um bom refúgio em tempos em que já se decretou o fim das utopias, o fim do socialismo, até mesmo o fim da história. É mais cômodo dizer que não se acredita em nada, que tudo é igual, que nada vale a pena. O socialismo teria dado em tiranias, a política em corrupção, os ideais em interesses. A natureza humana seria essencialmente ruim: egoísta, violenta, propensa à corrupção. Nesse cenário, só restaria não acreditar em nada, para o que é indispensável desqualificar tudo, aderir ao cambalache: nada é melhor, tudo é igual. Exercer o ceticismo significa tratar de afirmar que nenhuma alternativa é possível, nenhuma tem credibilidade. Umas são péssimas, outras impossíveis. Alguns órgãos, como já foi dito, são máquinas de destruir reputações. Porque se alguém é respeitável, se alguma alternativa demonstra que pode conquistar apoios e protagonizar processos de melhoria efetiva da realidade, o ceticismo não se justificaria. Na realidade o ceticismo se revela, rapidamente, na realidade, ser um cinismo, em que tanto faz como tanto fez, uma justificativa para a inércia, para deixar que tudo continue como está. Ainda mais que o ceticismo-cinismo está a serviço dos poderes dominantes, que costumam empregar esses otavinhos, dando-lhes espaço e emprego.
A íntegra.

O partido do governo, o partido do capital, o partido dos trabalhadores

O PT precisa ser mais estudado. Ele é o grande partido desse novo período histórico brasileiro. Seria melhor chamado de partido do capital, porque assumiu a missão de reorganizar o capitalismo no Brasil, coisa que os tucanos não conseguiram, muito menos os herdeiros da ditadura PMDB e Democratas (ex-pefelê, ex-PDS, ex-Arena). Um partido que administra o capitalismo não pode ser chamado de partido dos trabalhadores, mas essa função que o PT assume não é nova, foi assumida em outros países por outros partidos – socialistas, social-democratas e trabalhistas, na Europa, e até pelos comunistas, na China. Enquanto o sistema for capitalista, os partidos no governo serão capitalistas. Todo partido que administra a ordem capitalista é um partido capitalista. O que os diferencia é a sensibilidade aos sofrimentos das massas populares, dos trabalhadores, dos despossuídos, dos marginalizados. Neoliberais não têm nenhuma, dizem que o deus mercado vai resolver todos os problemas sociais, mas nem eles acreditam nisso. Partidos de esquerda atribuem papel ao Estado e a políticas de amparo social. Isso os torna, em geral, mais aptos ao voto popular. Durante a ditadura, o capital não precisava do voto popular, a partir de 1989 passou a precisar. O capital mantém o controle sobre os meios de comunicação, além dos meios de produção; mantém a hegemonia na formação das mentes individualistas, que acreditam na ascensão social, na competição, nas oportunidades, e assim sobrevive, mas perdeu o controle do Estado, com a ascensão do PT. Lula e o PT fizeram acordos com o capital e implantam políticas que favorecem o lucro, com grandes obras, juros altos, favorecimento do agronegócio. E assim capital e petistas se acomodam no poder. O PT não quer destruir o capitalismo e o capital já percebeu que a distribuição de renda com crescimento aumenta o consumo e o lucro. Exatamente como foi que o PT, um partido formado por operários, igreja reformista e esquerda com passado revolucionário, se tornou o novo partido da ordem é o que precisa ser melhor conhecido. Os acontecimentos que fizeram de Lula e seus companheiros uma nova elite política dominante, favorecendo uma nova fase capitalista no Brasil, que, tudo indica, vai durar muito tempo ainda, pertencem já à história e merecem estudo. O PT revela muito mais competência do que seu antecessor, o PTB, e Lula demonstrou qualidades conciliadoras que Getúlio não teve. O PT ocupou todo o espaço à esquerda, conquistou o centro e empurrou a direita para um gueto. Não sem praticar métodos da direita, como a filiação em massa às vésperas de eleições internas, como aconteceu em Belo Horizonte e possibilitou ao então prefeito Pimentel entregar a prefeitura a um amigo do então governador Aécio. Não à toa o assunto parece ser a única polêmica do IV congresso do partido. "Estamos tranquilos. Em primeiro lugar, porque tomamos juízo. Em segundo, porque adquirimos maturidade. Em terceiro, porque somos o principal partido da base do governo e o mundo endoidou. Precisamos preservar o governo para enfrentar essa crise mundial", diz o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) no artigo abaixo. "O PT e o governo não têm conflito. O que vem sendo implementado pelo governo Dilma vem ao encontro de um governo do PT. O PT está no governo e o governo está bem. Agora, com a inflexão dos juros, a afinidade ainda é maior", emenda o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP).

Da Agência Carta Maior.
PT realiza IV Congresso Nacional unido e sem disposição para brigas
Maria Inês Nassif
Mais do que produzir grandes manchetes, o IV Congresso Nacional do PT, que o partido realiza em Brasília no fim de semana, deve revelar uma grande festa, repleta de delegações internacionais. Não há grande interesse em expor divergências partidárias para o grande público durante o encontro dos 1,3 mil delegados. Com o partido dominado por uma aliança entre as duas maiores facções – Construindo um Novo Brasil (CNB) e Mensagem ao Partido –, o Congresso deverá ter como grande marco decisório, de fato, a plenária nacional da CNB, que se reúne nesta sexta-feira (2/9) a partir das 10h. "Há uma desproporporção do grupão formado pelo CNB e pela Mensagem", reconhece um dos integrantes da primeira. Os setores mais à esquerda deixaram o partido no passado e constituíram o PSTU e o PSol. Um dos pequenos grupos remanescentes, a Articulação de Esquerda, cuja maior liderança era Valter Pomar, rachou há cerca de um mês. Metade seguiu para o campo majoritário. Pomar permaneceu no antigo grupo, menor do que já era. Qualquer decisão tomada na plenária da CNB ditará, portanto, os rumos do Congresso geral. E mostrará para onde se inclinará a maioria dos 1.350 delegados do partido, eleitos no último Processo de Eleição Direta (PED), em 2009.
A íntegra.

O aniversário do motorista Mukhtars

Recebi este vídeo do Gerson Murilo, um incansável garimpeiro de coisas interessantes na web. A descrição do youtube, devidamente traduzida pelo google tradutor, diz que Mukhtar é motorista em Copenhague e em 5 de maio de 2010, seu aniversário, ganhou este presente dos usuários do ônibus e da empresa. Bacana. Coisa de um novo mundo que virá, se o capitalismo não destruir o planeta e a humanidade. Para começar o dia com bons sentimentos.