sábado, 13 de setembro de 2014

Brasileiros estão satisfeitos

É o Ibope quem diz.
E não são poucos: 81%.
Povo satisfeito vota na oposição?
Vota pra voltar ao que era (Aécio)?
Vota em aventura que não sabe no que vai dar (Marina)?
Seria a primeira vez na História, imagino.
Experimentemos tirar o que nos dizem Globo, Folha, Veja etc. diariamente -- o denuncismo, o sensacionalismo, as campanhas, as notícias inventadas.
Experimentemos ler e ver o que nos mostram publicações e emissoras independentes.
Há uma enorme distância entre a realidade e o que nos mostram os veículos que formam o "partido da oposição".
Não sabemos nada do que acontece no Brasil hoje; quando sabemos percebemos que é muito melhor do que nos mostra a "grande" imprensa.
Quando olhamos para nós e para as pessoas em volta também.
O Brasil tem muitas coisas ruins e a pior de todas é a imprensa. 
PS: A presidente Dilma, belo-horizontina, está em Belo Horizonte hoje.

Do blog O Cafezinho, em 12/9/14.
O 18 Brumário de Marina Silva
por Miguel do Rosário

Faz sol na democracia brasileira.
Que diferença entre a sombria atmosfera política das redes sociais e da mídia, e o Brasil real!
O desemprego caiu aos níveis mais baixos da nossa história.
De um lado, um bando de neurastênicos pessimistas.
De outro, um povo vivendo a sua vida.
Fazendo churrasco nos subúrbios, bebendo cerveja nos finais de semana, lotando os aeroportos, assistindo seus filhos entrarem na universidade!
As manifestações de 2013 foram – quem sabe – o ponto de ebulição.
Estamos no limiar de grandes transformações estruturais!
Os anseios dos brasileiros, pedindo mudanças, espelha as comichões no estômago de uma sociedade que pressente a vinda de novos tempos.
O pessimismo é uma falácia. O brasileiro nunca esteve tão satisfeito.
Estar satisfeito, porém, não é ser um imbecil. O brasileiro quer mudanças, claro!
Todo mundo – com exceção dos imbecis – quer mudar, quer melhorar de vida!
Até os ricos querem ficar mais ricos!
Segundo o Ibope divulgado hoje, 81% dos brasileiros estão satisfeitos com vida que levam hoje.
A íntegra.
Faz sol na democracia brasileira.
Que diferença entre a sombria atmosfera política das redes sociais e da mídia, e o Brasil real!
O desemprego caiu aos níveis mais baixos da nossa história.
De um lado, um bando de neurastênicos pessimistas.
De outro, um povo vivendo a sua vida.
Fazendo churrasco nos subúrbios, bebendo cerveja nos finais de semana, lotando os aeroportos, assistindo seus filhos entrarem na universidade!
O crescimento modesto da economia, contudo, reflete o fim de um ciclo.
Não um ciclo político. Este ainda vive a sua infância.
O que chega ao fim é um ciclo econômico. Sem completar as obras de infra-estrutura, que estão em curso, será muito difícil voltar a crescer sem inflação.
Um país de pobres está se tornando um país de classe média.
E isso corresponde, naturalmente, a uma mudança química profunda no espírito de todo um povo.
As manifestações de 2013 foram – quem sabe – o ponto de ebulição.
Estamos no limiar de grandes transformações estruturais!
Os anseios dos brasileiros, pedindo mudanças, espelha as comichões no estômago de uma sociedade que pressente a vinda de novos tempos.
Nos últimos doze anos, renovamos a malha elétrica, investimos em novas fontes de energia (alternativas e tradicionais), descobrimos enormes reservas de petróleo, iniciamos grandes obras de infra-estrutura, assentamos as bases para um novo ciclo de industrialização.
O pessimismo é uma falácia. O brasileiro nunca esteve tão satisfeito.
Estar satisfeito, porém, não é ser um imbecil. O brasileiro quer mudanças, claro!
Todo mundo – com exceção dos imbecis – quer mudar, quer melhorar de vida!
Até os ricos querem ficar mais ricos!
Segundo o Ibope divulgado hoje, 81% dos brasileiros estão satisfeitos com vida que levam hoje.
satisfeito

O professor Wanderley Guilherme acertou, mais uma vez, na mosca. A oposição – tanto a oficial quanto a que agora se esconde no cavalo de tróia de Marina Silva – quer colher o que não plantou.
Quando no poder, o PSDB não realizou nenhuma obra substancial de infra-estrutura; e ainda entregou um governo com as finanças estouradas.
Desemprego, inflação, juros, câmbio, dívida pública. Os indicadores ao final da era FHC eram desastrosos.
O povo sabe disso, daí o fracasso eleitoral de Aécio Neves e o declínio dos partidos da direita clássica, PSDB e DEM.
Daí também a angústia das classes mais abastadas para segurar as rédeas de um processo que começa, naturalmente, a se acelerar.
Marina Silva é o Luis Bonaparte dos novos tempos.
Assim como Bonaparte na França de 1851, Marina Silva unifica um grande contingente de despolitizados, de um lado, e setores da elite irritados com seus próprios representantes partidários, de outro.
O ensaio de Marx nunca foi tão atual.
Só que a burguesia marinista deve se cuidar, porque o bonapartismo acabou se voltando contra os próprios conspiradores.
O aventureiro Luis Bonaparte surfou nas “jornadas de junho” de 1848, um período de fogosa rebeldia política.
Bonaparte teve a sabedoria de se abster por ocasião das violentas repressões que marcaram o período. Com isso, elegeu-se com grande maioria em 1851.
Marina quer igualmente surfar em nossas jornadas de junho de 2013.
Sem cargo político ou administrativo, contando apenas com financiamento de Neca Setúbal, herdeira do Itaú, morando num apartamento pertencente a um dono de postos de gasolina (para isso o petróleo serve), Marina Silva pode posar de vestal imaculada.
Só que as ruas não pediram “independência do Banco Central”.
As ruas quebraram agências do Itaú. Marina entregou seu programa de governo em mãos da herdeira do Itaú.
O bonapartismo verde-zen de Marina pode ser tão perturbador quanto o de Luis Bonaparte no século XIX.
Sem base partidária, sem apoio de movimentos sociais ou sindicais importantes, resta ao marinismo, assim como a Bonaparte, brandir um suposto apoio das massas despolitizadas, de um lado, e da elite financeira de outro.
Que lindo e romântico casamento! Banqueiros e black blocs!
Felizmente, como eu dizia ao início do post, o sol brilha forte em nossa democracia.
O PIB crescerá pouco este ano. Mas, como disse algum sábio, o trabalhador não come PIB.
O consumo de carne nunca foi tão farto. Segundo a CNA, apenas de 2010 a 2013, o brasileiro elevou seu consumo de carne de 36 para 42 quilos por ano.
A mortalidade infantil nunca foi tão baixa.
Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional da Longevidade, afirma que o Brasil vive uma “revolução” da longevidade.
Na década de 70, a esperança de vida dos brasileiros era de 53 anos. Hoje ultrapassa os 75!
Nenhuma notícia dessas virou capa de jornal. Nem as propagandas eleitorais parecem se importar com isso.
O clima de apocalipse nacional, contudo, que alguns brandem nas redes sociais, é uma odiosa mentira!
Um novo Brasil está nascendo!
*
Eu fiz cálculos usando os números do Ibope divulgados hoje. A íntegra da apresentação da CNI e o relatório completo seguem ao final do post.
Dilma tem aprovação de 48% dos entrevistados. Considerando que o Brasil tem hoje 142 milhões de eleitores, podemos dizer que a presidenta é aprovada por 68 milhões de eleitores. Outros 65 milhões não a aprovam. E 8,5 milhões não sabem ou não quiseram responder.
Se o número de abstenções e votos em branco repetir o número registrado em 2010 (quando houve 25 milhões de abstenções ou votos nulos, mais 3 milhões de votos em branco), teremos um total de 114 milhões de votos válidos este ano.
Para ganhar no segundo turno, Dilma precisaria, portanto, ter um mínimo de 57 milhões de votos (em 2010, ela ganhou com 55 milhões de votos).
Se 68 milhões de eleitores a aprovam, então ela tem uma boa margem para ganhar as eleições.
Sem esquecer os 8,5 milhões que não responderam se aprovam ou não a presidenta. Um milhãozinho ou mais desse grupo também pode votar nela.
Embora marque 42% num segundo turno com Marina Silva, Dilma marcaria 48% se disputasse a segunda rodada com Aécio Neves. Esses 48% provavelmente são os mesmos 68 milhões  de eleitores que aprovam a presidenta.
A petista tem um eleitorado mais consolidado que seus adversários. Segundo o Ibope, 32% dos entrevistados responderam que votariam nela “com certeza”.
Já Marina tem 26% dos votos consolidados (votariam nela com certeza).
Aécio, coitado, tem somente 15%. Os mesmos 15% que ainda lhe restam na pesquisa sugerida.
Na pesquisa do voto espontâneo, para o primeiro turno, a vantagem de Dilma sobre Marina cresceu de 8 para 12 pontos.
Em pesquisa realizada nos dias 31 de agosto a 2 de setembro, Dilma tinha 31% na espontânea, contra 25% de Marina.
Menos de uma semana depois, Dima subiu 4 pontos, para 35%, enquanto Marina caiu 2, para 23%.
Na espontânea, Dilma vence entre os mais jovens e quase empata junto ao público com ensino superior.
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

TVT + TV Brasil = cidadania

Da RBA.
Parceria entre TVT e TV Brasil produz série inédita 
Como sintonizar: Canal 44 UHF Digital: Grande São Paulo. Canal 2 NET Digital: São Paulo (das 19h às 20h30). Canal UHF 46: Mogi das Cruzes. No saite: tvt.org.br. Na internet: tvt.org.br

Para prevenir situações de violência, o Grupo de Mulheres Cidadania Feminina distribui apitos entre os moradores do bairro Córrego de Euclides, em Recife. Quando alguma mulher se sente ameaçada, seja na rua ou em casa, começa a apitar e outras seguem o exemplo. O apitaço intimida o agressor e amplia as chances de se evitar a agressão. São iniciativas como esta o foco da série + Direitos + Humanos, realização da TV Brasil, com produção com a TV dos Trabalhadores (TVT), que estreia amanhã (10/9/14), às 19h30, na TV Brasil.
A série dirigida por Max Alvim e Kiko Goifman é apresentada pelo cineasta ­Jeferson De (diretor de Bróder) e pela atriz Sílvia Lourenço (de Contra Todos, Bicho de Sete Cabeças e O Cheiro do Ralo). São 13 programas, com uma hora de duração cada, que tratam sobre cidadania, diversidade e democracia a partir de experiências singulares de grupos de jovens de todas as regiões do país que atuam na defesa dos direitos humanos.
Não importa se do meio urbano ou rural, do centro ou da periferia, a iniciativa pretende dar voz a todos: mulheres indígenas, negros, travestis, prostitutas, surdos, idosos, imigrantes... A intenção é fazer com que o espectador percorra caminhos inusitados e conheça propostas originais e ousadas que são pouco conhecidas. Para tanto, os jovens abrem um diá­logo criativo entre as diferentes iniciativas e conversam em um ambiente em que todos – entrevistados, plateia e grupos musicais – são convidados a participar.
A íntegra.

O economista de Marina e o choque inflacionário

Entrevistei Giannetti uma vez sobre tema bem específico: pequenas e micros empresas. Um sujeito simpático e muito educado, de fala calma e agradável, com ares de aristocrata e de gênio, discurso de filósofo, que é, apesar de ser famoso como economista.
Me pareceu um liberal bem-intencionado, como os tucanos pareciam no começo dos anos 90. Gente com boas ideias, que não suja as mãos na política corrupta e acredita que vencerá pelo virtude, como o bem que vence o mal.
Deixava a sensação de que "se gente assim chegar ao poder, o Brasil pode melhorar".
O tempo mudou essa imagem dos tucanos e do neoliberalismo.
Hoje, vejo Giannetti com menos glamour, ainda bem-intencionado, mas insistente nas teses do Estado mínimo e das virtudes da iniciativa privada.
O que me pergunto é como é possível persistir num purismo tão em desacordo com a realidade e ser de fato inteligente e bem-intencionado?
Nassif disseca as contradições do filósofo-economista.

Do jornal GGN.
Uma entrevista-bomba de Eduardo Gianetti 
Luis Nassif

A entrevista de Eduardo Gianetti -- o economista de Marina Silva -- ao jornal Valor Econômico (clique aqui) é literalmente uma bomba. Gianetti -- que é um filósofo -- avançou radicalmente além das chinelas e, em nome de Marina Silva, apresentou um conjunto de propostas econômicas desconjuntadas e imprudentes.
Ele vai despejando medidas, parecendo atender às demandas de cada grupo aliado, sem conseguir desenhar o cenário resultante. É como se cada medida se bastasse a si própria, sem consequências para o todo.
Comporta-se como o jogador de xadrez novato que só consegue analisar a jogada em curso, sem discernimento sobre seus desdobramentos.
Por exemplo, tem-se um problema: as interferências de Dilma nos preços administrados criaram uma inflação represada que impede a convergência das expectativas de mercado. Ninguém sabe para onde irá a inflação quando os preços forem liberados.
Dilma propõe -- para o pós-eleições, é claro -- um reajuste gradual das tarifas no tempo, para evitar um choque inflacionário.
Gianetti defende um choque tarifário -- a correção imediata dos preços administrados. Se tem um problema -- diz o valente -- temos que enfrentá-lo.
A íntegra.

Os militantes pagos de Aécio

Responda depressa: onde fica a sede da empresa que contrata militantes para o Aécio? Em Belo Horizonte ou no Rio?
A R$ 2.248 por cabeça por mês.

Do jornal GGN.
Aécio paga R$ 2,5 milhões por atividades de militância


Jornal GGN - É destaque no Estadão desta terça (9) que o comitê financeiro da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB) despendeu, em agosto, cerca de R$ 2,5 milhões a uma empresa de eventos especializada em "atividades de militância e mobilização de rua". De acordo com a reportagem, a Entreter Festas e Eventos, sediada no Rio de Janeiro, forneceu a Aécio 1.112 cabos eleitorais. Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) não registraram o mesmo tipo de serviço em suas prestações de contas.
Segundo especialistas ouvidos pelo periódico, contratar cabos eleitorais não é ilegal, desde que o candidato informe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha de Aécio disse ao Estadão que as despesas com a Entreter são de serviços de "adesivação de veículos" e o custo total engloba gasto com gasolina, transporte e outros itens, e "não são apenas salários". 
A íntegra.

Um cidadão comum, Google, o "direito ao esquecimento" e a justiça

Retrato do Brasil = jornalismo.

Da Retrato do Brasil.
Esquecer ou não, eis a questão 
por Thiago Domenici, matéria publicada na edição de agosto de Retrato do Brasil

Em 1998, o diário espanhol La Vanguardia publicou, em sua versão impressa, anúncio relativo a um leilão de um imóvel de 90 metros quadrados localizado na cidade de Barcelona. O texto detalhava uma dívida dos donos do imóvel com a seguridade social. A divida acabou quitada antes da realização do leilão, mas a informação que revelava o nome dos ex-devedores, o advogado Mario Costeja González e sua ex-mulher, Maria Vosteja González, tornou-se um problema quando o mesmo jornal disponibilizou seu acervo digital na internet.
Desde então, quem pesquisasse o nome deles no Google, por exemplo, seria remetido ao link da página do periódico com a informação desabonadora. Segundo González, aquilo se tornou um tormento profissional e prejudicava sua imagem. "Tinha que dar explicações [a clientes] e ir com um dossiê para demonstrar que nunca havia sido devedor do Estado", disse em entrevista ao diário Folha de S.Paulo. Ele tentou "ser esquecido", ou seja, pediu que as informações fossem apagadas, mas tanto o jornal espanhol quanto o Google negaram seu pedido. Sem alternativas, foi à Justiça em 2009.
Somente em maio deste ano o caso teve um desfecho favorável a González. Sua história ganhou notoriedade não só por se tratar de uma briga de um cidadão contra a gigante da tecnologia americana, mas também pelo fato de o assunto tratar de questões delicadas e polêmicas, como o direito à privacidade e o acesso à informação.
A sentença proferida pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), seu órgão judiciário máximo, decidiu que o Google deve remover de seus resultados de pesquisa não só os links de González, mas de qualquer cidadão europeu que não quiser ver seu nome associado a fatos que eles próprios considerem "inadequados, irrelevantes ou descontextualizados".
Os buscadores podem ser multados caso descumpram a decisão. Para o TJUE, os cidadãos da União Europeia (UE) têm o direito a ser esquecidos, "salvo se existirem razões particulares, como o papel assumido na vida pública pela pessoa envolvida que justificaria, assim, um interesse público preponderante".
No caso de González, o processo pedia que fossem suprimidas ou alteradas as páginas eletrônicas nas quais seus dados estavam disponíveis, de modo que estes não mais aparecessem ou não mais fosse possível sua leitura por terceiros. No entanto, somente os mecanismo de buscas foram atingidos pela decisão, e saites como portais de notícias, por exemplo, nos quais as informações foram originalmente publicadas, não foram afetados.
Em maio, o Google disponibilizou aos europeus um formulário on-line para que façam suas solicitações de esquecimento. Já no primeiro dia foram realizados 12 mil pedidos. Um balanço do mês passado informava que esse número passara dos 70 mil pedidos, com a França liderando a lista com quase 15 mil, seguida da Alemanha, com 12 mil, e do Reino Unido, com 8 mil.
O Google – o principal mecanismo de busca na Europa, dominando cerca de 93% desse mercado, de acordo com a empresa de estatísticas global StatCounter (o Bing, da Microsoft, tem 2,4%, e o Yahoo!, 1,7%) – afirmou que os links serão tratados individualmente por um comitê de especialistas, que conta com figuras importantes, como Jimmy Wales, fundador da Wikipédia, Sylvie Kauffmann, diretora editorial do diário francês Le Monde, Frank La Rue, relator especial das Nações Unidas, e Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, ex-ministra da Justiça da Alemanha.
A íntegra.

As jogadas da Net para segurar seus clientes

Assinar a Net é fácil, cancelar é quase impossível.

Do jornal GGN.
Qual é a da Net?
Luis Nassif

Já narrei aqui minhas aventuras para cancelar os serviços da Net. A jogada da companhia consistia em encaminhar a ligação para uma atendente sem passar o número do protocolo. A atendente ficava enrolando até o cliente desistir. Quando o cliente ligava novamente para reclamar, não havia número de protocolo.
Descoberto o golpe, liguei novamente, pedi o número do protocolo e conseguir chegar ao fim.
Depois disso, de 2 de julho para cá, a Net continuou enviando faturas com cobrança. Não para. Depois que ameaçamos denunciar para o Procon, toparam retirar os equipamentos. Nas ligações, apresenta uma série de protocolos de chamadas, mas não aqueles em que especificamente foi solicitado o cancelamento dos serviços.
A íntegra.

Apesar da ajuda de Veja e da perseguição a blogueiros, Aécio continua caindo

Esta eleição presidencial será uma eleição diferente, se as pesquisas se confirmarem.
Talvez ela não seja decidida pelo eleitor do PT, pelo indeciso ou pelo que quer mudança.
Talvez seja decidida pelo eleitor apartidário e conservador.
Aécio e o PSDB representam para uma parcela da população uma coisa que efetivamente não são, mas parecem ser, graças à máquina da imprensa atuando a seu favor há 12 anos.
Que coisa é essa? Uma ideia de seriedade, competência e honestidade, misturada com um sentimento de que são "mais parecidos conosco do que esse pessoal do PT".
Uma parcela da população conservadora, mas, digamos assim, do bem.
Aqueles dos quais se diz que o inferno está cheio: os bem-intencionados.
Que em 1964 saíram às ruas na marcha da família, mas nos anos seguintes se horrorizaram com o que a ditadura fez com seus filhos.
Entre Marina e Dilma, é possível que pelo menos uma parcela dos conservadores bem-intencionados prefira Dilma, como mal menor, como mal conhecido, diferente das incertezas representadas por Marina.
Porque o único significado de Marina, além de "tirar o PT do poder", é este: incerteza.
Não temos uma maioria de ambientalistas -- ainda.
Não temos uma maioria de evangélicos -- provavelmente nunca teremos.
Também não vivemos um momento de crise que exige mudança radical.
Que maioria é essa então capaz de eleger Marina?
Esta é a pergunta desta eleição.
A maioria formada pela desinformação da imprensa reacionária, que desde 1989 exercita o poder de eleger e derrubar presidentes?
Mas essa imprensa se voltou agora contra Marina, tentando ajudar Aécio -- inutilmente...
Que maioria seria capaz de eleger Marina? Ambientalistas mais evangélicos mais conservadores raivosos, que preferem ver o circo pegar fogo se junto morrerem queimados todos os petistas?
Difícil fazer essa conta, mesmo porque os evangélicos não votarão em bloco em Marina e tampouco os ambientalistas.
Marina me parece uma farsa, mas seu eleitorado é um enigma.

Do jornal GGN. 
Cai diferença entre Dilma e Marina no 2º turno, aponta pesquisa 

Jornal GGN - A nova pesquisa contratada pela CNT (Confederação Nacional de Transporte) e divulgada nesta terça (9/9/14), mostra que caiu a vantagem de Marina Silva (PSB) sobre Dilma Rousseff (PT) na simulação de segundo turno. Já Aécio Neves (PSDB) caiu em todos os cenários e tem rejeição superior a de Dilma.
De acordo com o levantamento do instituto MDA, hoje Marina venceria a petista por 45,5% a 42,7% numa segunda rodada nas urnas. A diferença de 2,8 pontos percentuais é menor do que a distância registrada na última sondagem, quando a ex-ministra sairia vitoriosa por 43,7% a 37,8%.
Segundo aponta a CNT/MDA, Dilma e Marina cresceram na intenção espontânea de voto no primeiro turno. Em agosto, ela registrou 26,4% das intenções de voto, e hoje tem 30,9%. Marina, por sua vez, saltou de 18,6% para 25,8%. Aécio caiu de 11,3% para 10,1%.
Na estimulada, Dilma também subiu. Foi de 34,2% das intenções de voto para 38,1%. Marina foi de 28,2% para 33,5%. Aécio caiu de 16% para 14,7%. Dilma vence Aécio na simulação de segundo turno, por 45,7% a 33,7%.
A popularidade de Dilma cresceu com avaliação positiva do governo, passando de 33,1% para 37,5%.
A íntegra.

O que sobra quando eliminamos as notícias (sempre más) da imprensa?

A vida, as coisas boas da vida cotidiana, da vida simples, do dia a dia, que não é pra ver na televisão nem na internet, que não é pra ler em jornal ou revista, mas pra ver e ouvir ao vivo, pra fazer, na companhia de gente de carne e osso.
Se na Croácia tem essa beleza toda, imagina no Brasil.
O que a voz das ruas nos diz é que a vida é pra ser vivida. 
(Vídeo enviado por Ricardo Trigueiro.)

Histórias de Gaza

A vida segue mesmo -- ou será principalmente? -- depois do genocídio praticado por Israel, a nação criada pelos judeus, aquele povo perseguido e massacrado pelos nazistas e que agora persegue e massacra os palestinos, reproduzindo a roda-viva da miséria humana e da barbárie capitalista.

Da Inter Press Service, via Envolverde.  
A nova guerra na destruída Gaza é por moradia 
Por Khaled Alashqar, da IPS

Gaza, Palestina, 9/9/2014 – "Quando começou o bombardeio de Israel, reuni a família e fugimos para o que eu pensei que fosse um lugar seguro, uma escola, mas então ela ficou superlotada e com falta de saneamento, por isso acabamos na área do hospital", contou Islam Abu Sheira, refugiado oriundo de Beit Hanoun, cidade no extremo nordeste da Faixa de Gaza.
Islam falou à IPS em frente ao que é o "lar" improvisado de sua família no hospital Al Shifa, em Gaza, há dois meses. Seus olhos marejaram ao recordar sua casa destruída pela guerra que começou em 8 de julho e seus esforços para encontrar abrigo seguro para todos.
Com mais de 40 anos, Islam descreveu a odisseia que viveu sua família depois que os 50 dias de bombardeios israelenses os deixaram sem teto. Primeiro buscaram refúgio em uma escola dirigida pela Unrwa, a agência de ajuda e desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU) para os refugiados palestinos, mas a lotação e as más condições sanitárias os obrigaram a procurar outro local”.
"Não encontrei nenhum lugar seguro para nos abrigar a não ser no hospital Al Shifa. Junto com nossos sete filhos fugimos para o terreno do hospital e na primeira noite dormimos debaixo das árvores para escapar dos mísseis israelenses que estavam destruindo áreas inteiras, matando famílias inteiras. Durante a guerra só o que buscávamos era um lugar para nos proteger dos bombardeios", contou Islam.
Ele e sua família perderam seus pertences e também, no momento, suas possibilidades de viverem uma vida digna. A maioria dos refugiados na Faixa de Gaza tiveram de abandonar suas casas com tanta pressa que não tiveram tempo de pegar nada. "Simplesmente não temos como subsistir e meus filhos dormem todas as noites no chão. Nem mesmo temos cobertas para eles. Vivemos uma vida primitiva desde que fugimos de casa, nem mesmo pudemos pegar a roupa necessária", acrescentou Islam.
A íntegra.