No noticiário de hoje, uma aula de jornalismo. De jornalismo e política, porque ambos se misturam mais do que nunca, no Brasil e no mundo.
Procure notícias sobre o conflito na Faixa de Gaza. Veja como jornais brasileiros tratam do assunto.
Escondem as notícias pró-palestinos -- inclusive esta, em que é o secretário-geral da ONU quem fala e quando instalações da ONU são atingidas e as vítimas são crianças dormindo.
Destacam as notícias pró-Israel.
No melhor dos casos, fingem neutralidade dando "o mesmo peso" aos dois lados.
Como dar o mesmo peso a dois lados num noticiário em que de um lado já morreram mais de 1.300 civis, metade crianças, e do outro lado, 50 soldados e três civis? Em que de um lado há o exército mais bem armado do mundo e do outro civis?
Qualquer pessoa minimamente informada sabe que não existe "guerra" na Palestina. O que existe é um Estado judeu criado artificialmente depois da 2ª Guerra Mundial onde já viviam outros povos, um Estado em expansão permanente, o Estado mais bem armado do mundo, que recebe apoio da nação mais poderosa do planeta.
Basta olhar o mapa e ver o tamanho que tinha Israel ao ser criado pela ONU e o tamanho que tem hoje.
Qualquer pessoa minimamente informada se horroriza há décadas com o que faz Israel contra os palestinos. A ONU também se horroriza e se manifesta, mas nada pode fazer de fato porque seu Conselho de Segurança só age por unanimidade e os EUA não admitem nenhuma ação militar internacional contra Israel, como são feitas em outras partes do mundo.
Enquanto isso, o noticiário se ocupa do Hamas e dos seus "terroristas".
O mundo continua se emocionando -- justificadamente -- com o que fizeram os nazistas contra os judeus, mas ignora o que fazem os judeus com os palestinos.
A comunicação mundial é controlada por judeus pró-Israel, basta ler nomes de proprietários, articulistas e jornalistas.
Assim como a imprensa brasileira é controlada pela direita "neoliberal".
No mesmo dia, notícias nacionais mostram a mesma face manipuladora na imprensa brasileira.
Aécio admite que usou o aeroporto que construiu com dinheiro público, como governador, na fazenda da sua família. A notícia é dada sem destaque.
O destaque do noticiário são os réus do "mensalão" -- mais uma vez, pela milésima vez, há dez anos.
Experimente inverter: foi um governador ou presidente petista quem construiu aeroporto para uso pessoal em fazenda da família -- como a imprensa trataria o fato?
Os réus do "mensalão" são tucanos -- como a imprensa trataria o caso? Há réus tucanos no "mensalão" mineiro e raramente sai uma notícia sobre o assunto...
Vamos um pouco além e pensemos que um helicóptero pertencente a um aliado e amigo íntimo da candidata a presidente petista é apreendido pela polícia com meia tonelada de cocaína. Há suspeita de que ele usou o tal aeroporto. Como a imprensa trataria do assunto? Ele teria sido esquecido ou estaria no noticiário diariamente há seis meses?
É neste mundo que estamos vivendo. A percepção que temos da realidade passa pelas informações que recebemos. E as informações são dadas pela mídia. E a mídia é controlada por alguns grupos reacionários, no Brasil e no mundo.
Da Agência Brasil.
Ban Ki-moon condena ataque à escola da ONU em Gaza
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, condenou hoje (30/7) o ataque de Israel a uma escola que servia de abrigo da ONU para refugiados em Gaza, que matou pelo menos 16 palestinos, inclusive crianças.
"Nada é mais vergonhoso que atacar crianças dormindo", Ban Ki-moon ao desembarcar na Costa Rica, para uma visita oficial, segundo informações da Agência de Notícias da ONU. "Foi um ataque condenável. É injustificável. E exige responsabilização e justiça", acrescentou.
De acordo com o chefe da ONU, a localização da escola foi comunicada por 17 vezes militares israelenses, inclusive na noite de ontem (29), horas antes do ataque.
A escola é gerenciada pela Agência das Nações Unidas para Assistência aos Refugiados da Palestina (Unrwa, na sigla em inglês). O chefe da agência, Pierre Krähenbühl, disse que o ataque ao abrigo foi "uma afronta" e motivo "de vergonha universal".
quinta-feira, 31 de julho de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Único condenado pelos protestos de 2013 é morador de rua
Do Diário do Centro do Mundo.
"Único condenado pelos protestos de 2013 é morador de rua"
Abaixo, trechos de um artigo de Lincoln Secco, professor de História Contemporânea da Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas e Letras da USP:
"Rafael Braga Vieira, de 25 anos, foi preso no dia 20 de junho de 2013, no Rio de Janeiro, durante os protestos que sacudiram o Brasil naquele ano. Ele não adotava tática black bloc. Ele não pertence a uma organização anarquista. Não possui amigos influentes que o defendam, pois é morador de rua.
"Não se ouviu o Ministro da Injustiça dizer que o inquérito foi forjado. É que até para se lembrar de um acusado é preciso que ele seja bem nascido, com nível superior, preferencialmente branco e com uma rede de amigos solidários. A grande imprensa e seus áulicos preferiram fazer uma novela de baixa qualidade para acusar "pessoas mais interessantes" como Sininho, Camila e seus "seguidores". Sem esquecer que aquelas ativistas são igualmente vítimas da desinformação midiática e da mentalidade fascista de muitos policiais.
"Aliás, pessoas como o ministro e outros políticos graúdos não se solidarizaram nem mesmo com os condenados do seu partido. Se não ajudam aos amigos, o que dizer dos outros? Mas veremos muita gente (de direita ou não) escrever que Rafael é terrorista ou que não devia estar ali, já que nada tinha a ver com protestos. Como se protestar também fosse crime. Bem, Rafael morava ali… Na rua."
A íntegra.
"Único condenado pelos protestos de 2013 é morador de rua"
Abaixo, trechos de um artigo de Lincoln Secco, professor de História Contemporânea da Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas e Letras da USP:
"Rafael Braga Vieira, de 25 anos, foi preso no dia 20 de junho de 2013, no Rio de Janeiro, durante os protestos que sacudiram o Brasil naquele ano. Ele não adotava tática black bloc. Ele não pertence a uma organização anarquista. Não possui amigos influentes que o defendam, pois é morador de rua.
"Não se ouviu o Ministro da Injustiça dizer que o inquérito foi forjado. É que até para se lembrar de um acusado é preciso que ele seja bem nascido, com nível superior, preferencialmente branco e com uma rede de amigos solidários. A grande imprensa e seus áulicos preferiram fazer uma novela de baixa qualidade para acusar "pessoas mais interessantes" como Sininho, Camila e seus "seguidores". Sem esquecer que aquelas ativistas são igualmente vítimas da desinformação midiática e da mentalidade fascista de muitos policiais.
"Aliás, pessoas como o ministro e outros políticos graúdos não se solidarizaram nem mesmo com os condenados do seu partido. Se não ajudam aos amigos, o que dizer dos outros? Mas veremos muita gente (de direita ou não) escrever que Rafael é terrorista ou que não devia estar ali, já que nada tinha a ver com protestos. Como se protestar também fosse crime. Bem, Rafael morava ali… Na rua."
A íntegra.
Guardas municipais armadas
Quanto mais aumenta a violência urbana, mais aumenta o número de policiais. Ou será o contrário?
Duas ações são essenciais para que o Brasil se torne uma nação mais democrática: democratizar os meios de comunicação e democratizar as polícias, uns e outras resquícios da ditadura.
No entanto, em relação às polícias o que vemos é o contrário: cada vez mais numerosas, mais armadas, mais violentas, militarizadas e com inúmeros episódios de ligação com o crime organizado, como tornaram notório os filmes da série Tropa de Elite.
A questão fundamental das guardas municipais é: se elas substituírem as polícias militares no trato das manifestações populares e atuarem sem armas serão um avanço democrático. Se forem apêndices da polícia militar, serão mais um passo na escalada da violência.
Do Portal Minas Livre.
Porte de arma é polêmica em Estatuto da Guarda Municipal
Projeto de lei que regulamenta criação e funcionamento da Guarda Municipal em todo o país é enviado para sanção de Dilma Rousseff
Por Thaíne Belissa
Enviado para a sanção da presidente Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (21/7/14), o Projeto de Lei 1332/03, que cria um estatuto nacional para a Guarda Municipal, tem sido muito elogiado por sua iniciativa de unificar a corporação. Mas, apesar do apoio em relação ao seu objetivo, a proposta também é motivo de polêmica, uma vez que garante o porte de arma aos guardas. Outro ponto de discórdia é a possibilidade de uma emenda que dá poder de polícia à corporação, o que a tornaria semelhante à Polícia Militar.
O projeto de lei é do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e regulamenta a criação e o funcionamento da Guarda Municipal em todo o país. De acordo com o texto, os guardas deverão ter equipamentos e uniformes padronizados, preferencialmente na cor azul-marinho. O porte de arma será liberado aos guardas durante o horário de serviço, nas capitais dos estados e nos municípios com mais de 500 mil habitantes e nas demais cidades com pelo menos 50 mil habitantes.
Segundo o projeto, a competência geral da corporação é a proteção de bens, serviços, ruas públicas e instalações do município. Já a lista de competências específicas é mais ampla e inclui a colaboração com outros órgãos de segurança pública, a segurança em grandes eventos, a proteção de autoridades e a fiscalização de trânsito mediante a convênio com os órgãos responsáveis. O texto também prevê que o guarda municipal poderá agir em situação de flagrante delito, encaminhando o autor da infração ao delegado competente.
Em relação à criação da Guarda Municipal em uma cidade, o projeto define que ela deve ocorrer por lei e os guardas deverão ser selecionados por meio de concurso público. Eles devem ser brasileiros, ter mais de 18 anos, nível médio de escolaridade e ter competência física e psicológica para o cargo. O servidor também passa a ter direito de, em caso de ser preso como suspeito, ficar recolhido separadamente dos demais presos até a condenação definitiva.
O texto também cria a exigência de capacitação específica para os guardas municipais, além de órgãos de controle da corporação, visando a fiscalização, investigação e auditoria. Com esse estatuto, a Guarda Municipal também passa a ter uma linha telefônica de número 153 e faixa exclusiva de frequência de rádio.
O autor do projeto, que já comandou a Guarda Municipal de São Paulo, afirma que o projeto era uma necessidade antiga da corporação. Ele afirma que enquanto esteve à frente do órgão conseguiu fazer um bom trabalho, mas sempre se via cerceado por uma série de limitações. Ele acredita que o estatuto vai garantir a formação dos guardas de maneira unificada, impedindo que cada cidade haja da forma que quer.
A íntegra.
Da RBA.
Lei dá poder de polícia a guardas civis do país, mas não prevê articulação
Para especialistas em segurança pública, legislação pode abrir espaço para amplo debate na sociedade, mas incertezas podem piorar cenário atual
por Gisele Brito, publicado 28/7/2014 17:06, última modificação 28/07/2014 17:17
São Paulo – Para quem acreditava que duas polícias, a civil e a militar, eram demais, é bom se preparar: uma terceira deve começar a operar em breve. Na verdade, ela já está nas ruas em 993 das 5.570 cidades do país, mas, no último dia 16, o Senado aprovou o Projeto de Lei 39/2014, que dá poderes de polícia às guardas civis municipais. O texto, que só aguarda a sanção da presidenta Dilma Rousseff, estabelece, por exemplo, a obrigatoriedade de formação civil e controle interno e externo das guardas, hoje restrito apenas a 21% das corporações espalhadas pelo país. Por isso, especialistas em segurança pública ouvidos pela RBA acreditam que a lei não é "necessariamente ruim", já que regulamenta a atuação, mas veem como principal desafio a articulação entre municípios, estados e União para a criação de um sistema de segurança pública.
A existência de policiais municipais é comum em países como México, Estados Unidos e Espanha. No Brasil, o projeto tramitou por 11 anos e é uma antiga demanda dos guardas, que se queixam do tratamento de "guardas de praça."
A íntegra.
Duas ações são essenciais para que o Brasil se torne uma nação mais democrática: democratizar os meios de comunicação e democratizar as polícias, uns e outras resquícios da ditadura.
No entanto, em relação às polícias o que vemos é o contrário: cada vez mais numerosas, mais armadas, mais violentas, militarizadas e com inúmeros episódios de ligação com o crime organizado, como tornaram notório os filmes da série Tropa de Elite.
A questão fundamental das guardas municipais é: se elas substituírem as polícias militares no trato das manifestações populares e atuarem sem armas serão um avanço democrático. Se forem apêndices da polícia militar, serão mais um passo na escalada da violência.
Do Portal Minas Livre.
Porte de arma é polêmica em Estatuto da Guarda Municipal
Projeto de lei que regulamenta criação e funcionamento da Guarda Municipal em todo o país é enviado para sanção de Dilma Rousseff
Por Thaíne Belissa
Enviado para a sanção da presidente Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (21/7/14), o Projeto de Lei 1332/03, que cria um estatuto nacional para a Guarda Municipal, tem sido muito elogiado por sua iniciativa de unificar a corporação. Mas, apesar do apoio em relação ao seu objetivo, a proposta também é motivo de polêmica, uma vez que garante o porte de arma aos guardas. Outro ponto de discórdia é a possibilidade de uma emenda que dá poder de polícia à corporação, o que a tornaria semelhante à Polícia Militar.
O projeto de lei é do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e regulamenta a criação e o funcionamento da Guarda Municipal em todo o país. De acordo com o texto, os guardas deverão ter equipamentos e uniformes padronizados, preferencialmente na cor azul-marinho. O porte de arma será liberado aos guardas durante o horário de serviço, nas capitais dos estados e nos municípios com mais de 500 mil habitantes e nas demais cidades com pelo menos 50 mil habitantes.
Segundo o projeto, a competência geral da corporação é a proteção de bens, serviços, ruas públicas e instalações do município. Já a lista de competências específicas é mais ampla e inclui a colaboração com outros órgãos de segurança pública, a segurança em grandes eventos, a proteção de autoridades e a fiscalização de trânsito mediante a convênio com os órgãos responsáveis. O texto também prevê que o guarda municipal poderá agir em situação de flagrante delito, encaminhando o autor da infração ao delegado competente.
Em relação à criação da Guarda Municipal em uma cidade, o projeto define que ela deve ocorrer por lei e os guardas deverão ser selecionados por meio de concurso público. Eles devem ser brasileiros, ter mais de 18 anos, nível médio de escolaridade e ter competência física e psicológica para o cargo. O servidor também passa a ter direito de, em caso de ser preso como suspeito, ficar recolhido separadamente dos demais presos até a condenação definitiva.
O texto também cria a exigência de capacitação específica para os guardas municipais, além de órgãos de controle da corporação, visando a fiscalização, investigação e auditoria. Com esse estatuto, a Guarda Municipal também passa a ter uma linha telefônica de número 153 e faixa exclusiva de frequência de rádio.
O autor do projeto, que já comandou a Guarda Municipal de São Paulo, afirma que o projeto era uma necessidade antiga da corporação. Ele afirma que enquanto esteve à frente do órgão conseguiu fazer um bom trabalho, mas sempre se via cerceado por uma série de limitações. Ele acredita que o estatuto vai garantir a formação dos guardas de maneira unificada, impedindo que cada cidade haja da forma que quer.
A íntegra.
Da RBA.
Lei dá poder de polícia a guardas civis do país, mas não prevê articulação
Para especialistas em segurança pública, legislação pode abrir espaço para amplo debate na sociedade, mas incertezas podem piorar cenário atual
por Gisele Brito, publicado 28/7/2014 17:06, última modificação 28/07/2014 17:17
São Paulo – Para quem acreditava que duas polícias, a civil e a militar, eram demais, é bom se preparar: uma terceira deve começar a operar em breve. Na verdade, ela já está nas ruas em 993 das 5.570 cidades do país, mas, no último dia 16, o Senado aprovou o Projeto de Lei 39/2014, que dá poderes de polícia às guardas civis municipais. O texto, que só aguarda a sanção da presidenta Dilma Rousseff, estabelece, por exemplo, a obrigatoriedade de formação civil e controle interno e externo das guardas, hoje restrito apenas a 21% das corporações espalhadas pelo país. Por isso, especialistas em segurança pública ouvidos pela RBA acreditam que a lei não é "necessariamente ruim", já que regulamenta a atuação, mas veem como principal desafio a articulação entre municípios, estados e União para a criação de um sistema de segurança pública.
A existência de policiais municipais é comum em países como México, Estados Unidos e Espanha. No Brasil, o projeto tramitou por 11 anos e é uma antiga demanda dos guardas, que se queixam do tratamento de "guardas de praça."
A íntegra.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Hilda Furacão em Buenos Aires
O repórter Ivan Drummond encontrou a personagem do livro na Argentina.
domingo, 27 de julho de 2014
O catador que virou médico
Do UOL Educação, em 25/7/2014
Pegava livros no lixo: ex-catador de Brasília conta como virou médico
Bruna Souza Cruz
O dia seis de junho de 2014 é uma data muito importante para Cícero Pereira Batista, 33. É data da sua formatura, quando ele fez o "Juramento de Hipócrates" e jurou fidelidade à medicina. O diploma na tão sonhada carreira foi um investimento de quase oito anos da vida do ex-catador.
Natural de Taguatinga, cidade satélite a 22,8 km de Brasília, Cícero nasceu em família pobre e precisou de muita perseverança para alcançar a formação em uma das carreiras mais concorridas nos vestibulares. Ele só começou a fazer a graduação aos 26 anos.
"Minha família era muito pobre. Já passei fome e pegava comida e livros do lixo. Para ganhar algum dinheiro eu vigiava carro, vendia latinha. Foi tudo muito difícil pra mim, mas chegar até aqui é uma sensação incrível de alívio. Eu consegui superar todas as minhas dificuldades. A sensação é de que posso tudo! A educação mudou minha vida, me tirou da miséria extrema", conta Cícero.
A íntegra.
Pegava livros no lixo: ex-catador de Brasília conta como virou médico
Bruna Souza Cruz
O dia seis de junho de 2014 é uma data muito importante para Cícero Pereira Batista, 33. É data da sua formatura, quando ele fez o "Juramento de Hipócrates" e jurou fidelidade à medicina. O diploma na tão sonhada carreira foi um investimento de quase oito anos da vida do ex-catador.
Natural de Taguatinga, cidade satélite a 22,8 km de Brasília, Cícero nasceu em família pobre e precisou de muita perseverança para alcançar a formação em uma das carreiras mais concorridas nos vestibulares. Ele só começou a fazer a graduação aos 26 anos.
"Minha família era muito pobre. Já passei fome e pegava comida e livros do lixo. Para ganhar algum dinheiro eu vigiava carro, vendia latinha. Foi tudo muito difícil pra mim, mas chegar até aqui é uma sensação incrível de alívio. Eu consegui superar todas as minhas dificuldades. A sensação é de que posso tudo! A educação mudou minha vida, me tirou da miséria extrema", conta Cícero.
A íntegra.
sábado, 26 de julho de 2014
Aécio, aeroportos e aeronaves 2
Na época da apreensão do helicoca dos Perrellas, foi observado pelos mais atentos que as contas dos pesos da aeronave não batem.
Ficou por isso mesmo, tratou-se logo de inocentar os Perrellas e o assunto sumiu.
Agora aparece esse aeroporto, denunciado pela Folha, cuja irregularidade remonta ao governo Tancredo, segundo reportagem do Estadão.
Aécio mistura o público e o privado, segundo a revista piauí. (A íntegra pode ser lida aqui.)
É interessante ver os mapas publicados na matéria do GGN.
Não se trata de acusar Aécio de nada, não se trata sequer de insinuar nada.
Trata-se de investigar o caso do helicoca e elucidar as dúvidas que ficaram sem resposta e sem cobertura jornalística.
Trata-se de mostrar as irregularidades dos aeroportos que envolvem o governo Aécio, como fizeram publicações da grande imprensa.
Um candidato a presidente precisa ser conhecido pelos eleitores.
Em 2010, Dilma teve toda a sua vida investigada e várias suspeitas levianas foram lançadas sobre ela.
Do jornal GGN.
O aeroporto de Cláudio, o helicóptero e a rota do tráfico de drogas
Cíntia Alves
Quando a apreensão de quase meia tonelada de pasta de cocaína transportada num helicóptero dos Perrellas veio à tona, no final de 2013, autoridades estadunidenses pisaram em solo brasileiro para ajudar na apuração da origem e destino da droga. Investigações apontavam que a demanda teria sido negociada com mexicanos, mas saído oficialmente do Paraguai, com forte suspeita de que a Europa era o norte. Fato é que consta nos depoimentos de Rogério Almeida, piloto preso em flagrante pela Polícia de Espírito Santo com mais comparsas, que a aeronave do então deputado Gustavo Perrella (Solidariedade) viajou de Avaré paulista até o Campo de Marte (A). De lá, para Divinópolis (B), e da cidade mineira para Afonso Cláudio, no Estado vizinho.
Na época, a imprensa levantou dúvidas técnicas sobre o helicóptero.
Modelo R-66, a aeronave só sai do chão suportando o peso máximo de 1.225 quilos. O helicóptero consome 581 quilos desse limite. Com o tanque cheio, iriam mais 224 quilos. Sobrariam 420 para a carga restante, contando aí os passageiros. Só de cocaína, a polícia informou ter apreendido 445 quilos.
Com os cálculos feitos levando-se em conta a distância percorrida pelo helicóptero (entre os três pontos, pelo menos 1,17 mil quilômetros, em linha reta) e a autonomia da nave, duas hipóteses foram levantadas: ou o piloto mentiu e a droga foi carregada num local mais próximo da fazenda em Afonso Cláudio, onde pousou o helicóptero, ou menos combustível foi colocado para equilibrar o peso da nave. Consequentemente, mais paradas para abastecimento seriam necessárias.
Nesse último caso, aeroportos não fiscalizados seriam perfeitos. O de Cláudio (C), construído durante a gestão de Aécio Neves (PSDB) enquanto governador de Minas Gerais (2003-2010), até hoje não foi homologado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O órgão federal garantiu que faltam documentos para concluir esse processo.
A obra é questionada pelo fato de beneficiar, teoricamente, um município de 25 mil habitantes e pouca expressividade econômica. Além disso, Divinópolis, por onde passou o helicóptero dos Perrellas, fica a poucos quilômetros dali, e possui aeroporto bem equipado.
Aécio não comenta se já usou a pista em Cláudio para facilitar o acesso à Fazenda da Mata, que pertence à sua família há décadas, a seis quilômetros do aeroporto denunciado. Há vídeos na internet comprovando que o espaço é utilizado para shows de aeromodelismo. Familiares de Aécio disseram à Folha que pelo menos um avião pousa por semana por ali. A Anac vai investigar.
Na versão de Aécio, o aeroporto de Cláudio integra o Proaero, um programa que em sua raiz visava a intervenções em mais de 160 lugares. Seriam construídos aeroportos locais ou regionais, ou melhoradas as condições das pistas existentes.
Denúncias sobre aeroportos construídos ou pistas que receberam investimentos vultosos nos últimos anos pipocam na mídia todos os dias desde que a Folha de S. Paulo revelou, em 20 de julho, que o equipamento em Cláudio foi construído em um terreno que pertence ao tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino. É a família Tolentino que, segundo o jornal, cuida das chaves do aeroporto enquanto o imbróglio envolvendo a desapropriação do terreno não se resolve na Justiça.
Segundo a assessoria de Aécio, a família Tolentino exige R$ 9 milhões pelo terreno. O Estado depositou em juízo cerca de R$ 1 milhão. Nesta sexta-feira (25), o periódico informa que Múcio Tolentino, ex-prefeito de Cláudio, é alvo de uma ação por improbidade administrativa.
A íntegra.
Ficou por isso mesmo, tratou-se logo de inocentar os Perrellas e o assunto sumiu.
Agora aparece esse aeroporto, denunciado pela Folha, cuja irregularidade remonta ao governo Tancredo, segundo reportagem do Estadão.
Aécio mistura o público e o privado, segundo a revista piauí. (A íntegra pode ser lida aqui.)
É interessante ver os mapas publicados na matéria do GGN.
Não se trata de acusar Aécio de nada, não se trata sequer de insinuar nada.
Trata-se de investigar o caso do helicoca e elucidar as dúvidas que ficaram sem resposta e sem cobertura jornalística.
Trata-se de mostrar as irregularidades dos aeroportos que envolvem o governo Aécio, como fizeram publicações da grande imprensa.
Um candidato a presidente precisa ser conhecido pelos eleitores.
Em 2010, Dilma teve toda a sua vida investigada e várias suspeitas levianas foram lançadas sobre ela.
Do jornal GGN.
O aeroporto de Cláudio, o helicóptero e a rota do tráfico de drogas
Cíntia Alves
Quando a apreensão de quase meia tonelada de pasta de cocaína transportada num helicóptero dos Perrellas veio à tona, no final de 2013, autoridades estadunidenses pisaram em solo brasileiro para ajudar na apuração da origem e destino da droga. Investigações apontavam que a demanda teria sido negociada com mexicanos, mas saído oficialmente do Paraguai, com forte suspeita de que a Europa era o norte. Fato é que consta nos depoimentos de Rogério Almeida, piloto preso em flagrante pela Polícia de Espírito Santo com mais comparsas, que a aeronave do então deputado Gustavo Perrella (Solidariedade) viajou de Avaré paulista até o Campo de Marte (A). De lá, para Divinópolis (B), e da cidade mineira para Afonso Cláudio, no Estado vizinho.
Na época, a imprensa levantou dúvidas técnicas sobre o helicóptero.
Modelo R-66, a aeronave só sai do chão suportando o peso máximo de 1.225 quilos. O helicóptero consome 581 quilos desse limite. Com o tanque cheio, iriam mais 224 quilos. Sobrariam 420 para a carga restante, contando aí os passageiros. Só de cocaína, a polícia informou ter apreendido 445 quilos.
Com os cálculos feitos levando-se em conta a distância percorrida pelo helicóptero (entre os três pontos, pelo menos 1,17 mil quilômetros, em linha reta) e a autonomia da nave, duas hipóteses foram levantadas: ou o piloto mentiu e a droga foi carregada num local mais próximo da fazenda em Afonso Cláudio, onde pousou o helicóptero, ou menos combustível foi colocado para equilibrar o peso da nave. Consequentemente, mais paradas para abastecimento seriam necessárias.
Nesse último caso, aeroportos não fiscalizados seriam perfeitos. O de Cláudio (C), construído durante a gestão de Aécio Neves (PSDB) enquanto governador de Minas Gerais (2003-2010), até hoje não foi homologado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O órgão federal garantiu que faltam documentos para concluir esse processo.
A obra é questionada pelo fato de beneficiar, teoricamente, um município de 25 mil habitantes e pouca expressividade econômica. Além disso, Divinópolis, por onde passou o helicóptero dos Perrellas, fica a poucos quilômetros dali, e possui aeroporto bem equipado.
Aécio não comenta se já usou a pista em Cláudio para facilitar o acesso à Fazenda da Mata, que pertence à sua família há décadas, a seis quilômetros do aeroporto denunciado. Há vídeos na internet comprovando que o espaço é utilizado para shows de aeromodelismo. Familiares de Aécio disseram à Folha que pelo menos um avião pousa por semana por ali. A Anac vai investigar.
Na versão de Aécio, o aeroporto de Cláudio integra o Proaero, um programa que em sua raiz visava a intervenções em mais de 160 lugares. Seriam construídos aeroportos locais ou regionais, ou melhoradas as condições das pistas existentes.
Denúncias sobre aeroportos construídos ou pistas que receberam investimentos vultosos nos últimos anos pipocam na mídia todos os dias desde que a Folha de S. Paulo revelou, em 20 de julho, que o equipamento em Cláudio foi construído em um terreno que pertence ao tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino. É a família Tolentino que, segundo o jornal, cuida das chaves do aeroporto enquanto o imbróglio envolvendo a desapropriação do terreno não se resolve na Justiça.
Segundo a assessoria de Aécio, a família Tolentino exige R$ 9 milhões pelo terreno. O Estado depositou em juízo cerca de R$ 1 milhão. Nesta sexta-feira (25), o periódico informa que Múcio Tolentino, ex-prefeito de Cláudio, é alvo de uma ação por improbidade administrativa.
A íntegra.
Ariano Suassuna, nosso Shakespeare
Ariano Suassuna, Rubem Alves, João Ubaldo Ribeiro... O Brasil está mais pobre. Perdeu em uma semana três grandes escritores. Mais que um escritor, Rubem Alves é uma referência filosófica. Ariano Suassuma é o nosso Shakespeare, um gênio da dramaturgia, autor de tramas tão geniais quanto as do inglês. E também uma personalidade simpática, inteligente, bem humorada.
Do Diário de Pernambuco, via jornal GGN.
A carta de Matheus Nachtergaele para Ariano Suassuna
O ator Matheus Nachtergaele, que interpretou o personagem João Grilo na adaptação para a TV e cinema de Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, publicou uma carta para o escritor. No texto, publicado no jornal Diário de Pernambuco, o ator descreve a importância do papel em sua carreira, além de destacar o afeto que mantém pelo escritor.
Veja a carta, na íntegra.
Carta para Ariano,
Quem te escreve agora é o Cavalo do teu Grilo. Um dos cavalos do teu Grilo. Aquele que te sente todos os dias, nas ruas, nos bares, nas casas. Toda vez que alguém, homem, mulher, criança ou velho, me acena sorrindo e nos olhos contentes me salva da morte ao me ver Grilo.
Esse que te escreve já foi cavalgado por loucos caubóis: por Jó, cavaleiro sábio que insistia na pergunta primordial. Por Trepliev, infantil édipo de talento transbordante e melancólicas desculpas. Fui domado por cavaleiros de Shakespeare, de Nelson, de Tchekov. Fui duas vezes cavalgado por Dias Gomes. Adentrei perigosas veredas guiado por Carrière, por Büchner e Yeats. Mas de todos eles, meu favorito foi teu Grilo.
O Grilo colocou em mim rédeas de sisal, sem forçar com ferros minha boca cansada. Sentou-se sem cela e estribo, a pelo e sem chicote, no lombo dolorido de mim e nele descansou. Não corria em cavalgada. Buscava sem fim uma paragem de bom pasto, uma várzea verde entre a secura dos nossos caminhos. Me fazia sorrir tanto que eu, cavalo, não notava a aridez da caminhada. Eu era feliz e magro e desdentado e inteligente. Eu deixava o cavaleiro guiar a marcha e mal percebia a beleza da dor dele. O tamanho da dor dele. O amor que já sentia por ele, e por você, Ariano.
Depois do Grilo de você, e que é você, virei cavalo mimado, que não aceita ser domado, que encontra saídas pelas cercas de arame farpado, e encontra sempre uma sombra, um riachinho, um capim bom. Você, Ariano, e teu João Grilo me levaram para onde há verde gramagem eterna. Fui com vocês para a morada dos corações de toda gente daqui desse país bonito e duro.
Depois do Grilo de você, que é você também, que sou eu, fui morar lá no rancho dos arquétipos, onde tem néctar de mel, água fresca e uma sombra brasileira, com rede de chita e tudo. De lá, vê-se a pedra do reino, uns cariris secos e coloridos, uns reis e uns santos. De lá, vejo você na cadeira de balanço de palhinha, contando, todo elegante, uma mesma linda estória pra nós. Um beijo, meu melhor cavaleiro.
Teu,
Matheus Nachtergaele
Do Diário de Pernambuco, via jornal GGN.
A carta de Matheus Nachtergaele para Ariano Suassuna
O ator Matheus Nachtergaele, que interpretou o personagem João Grilo na adaptação para a TV e cinema de Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, publicou uma carta para o escritor. No texto, publicado no jornal Diário de Pernambuco, o ator descreve a importância do papel em sua carreira, além de destacar o afeto que mantém pelo escritor.
Veja a carta, na íntegra.
Carta para Ariano,
Quem te escreve agora é o Cavalo do teu Grilo. Um dos cavalos do teu Grilo. Aquele que te sente todos os dias, nas ruas, nos bares, nas casas. Toda vez que alguém, homem, mulher, criança ou velho, me acena sorrindo e nos olhos contentes me salva da morte ao me ver Grilo.
Esse que te escreve já foi cavalgado por loucos caubóis: por Jó, cavaleiro sábio que insistia na pergunta primordial. Por Trepliev, infantil édipo de talento transbordante e melancólicas desculpas. Fui domado por cavaleiros de Shakespeare, de Nelson, de Tchekov. Fui duas vezes cavalgado por Dias Gomes. Adentrei perigosas veredas guiado por Carrière, por Büchner e Yeats. Mas de todos eles, meu favorito foi teu Grilo.
O Grilo colocou em mim rédeas de sisal, sem forçar com ferros minha boca cansada. Sentou-se sem cela e estribo, a pelo e sem chicote, no lombo dolorido de mim e nele descansou. Não corria em cavalgada. Buscava sem fim uma paragem de bom pasto, uma várzea verde entre a secura dos nossos caminhos. Me fazia sorrir tanto que eu, cavalo, não notava a aridez da caminhada. Eu era feliz e magro e desdentado e inteligente. Eu deixava o cavaleiro guiar a marcha e mal percebia a beleza da dor dele. O tamanho da dor dele. O amor que já sentia por ele, e por você, Ariano.
Depois do Grilo de você, e que é você, virei cavalo mimado, que não aceita ser domado, que encontra saídas pelas cercas de arame farpado, e encontra sempre uma sombra, um riachinho, um capim bom. Você, Ariano, e teu João Grilo me levaram para onde há verde gramagem eterna. Fui com vocês para a morada dos corações de toda gente daqui desse país bonito e duro.
Depois do Grilo de você, que é você também, que sou eu, fui morar lá no rancho dos arquétipos, onde tem néctar de mel, água fresca e uma sombra brasileira, com rede de chita e tudo. De lá, vê-se a pedra do reino, uns cariris secos e coloridos, uns reis e uns santos. De lá, vejo você na cadeira de balanço de palhinha, contando, todo elegante, uma mesma linda estória pra nós. Um beijo, meu melhor cavaleiro.
Teu,
Matheus Nachtergaele
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Aécio, aeroportos e aeronaves
A moralidade pública dos tucanos é a última bandeira que lhes restou. Não é original, porque os golpistas da UDN já a balançavam, até que veio o golpe de 64. Também não os distingue, como se vê em inúmeras histórias como esta.
O que distingue os tucanos é que têm a proteção da "grande" imprensa. Enquanto ela bate diariamente no governo petista, as denúncias contra os tucanos surgem e logo desaparecem do noticiário. Quem fala ainda no helicoca dos Perrelas? E o aeroporto que Aécio construiu na fazenda do tio?
Para se ter ideia do que isso significa, quando era oposição ao governo Newton Cardoso, o principal jornal mineiro transformava um caso como este em manchete, não deixava o assunto morrer e ainda levava a imprensa nacional a repercuti-lo.
Da RBA.
Aécio construiu aeroporto em outra cidade em que tem fazenda: Montezuma
Cidade tem 7.500 habitantes, apenas 27% das residências atendidas por rede de esgoto e muitas ruas não têm ainda um asfalto como o da pista do aeroporto, feito com recursos do município
por Helena Sthephanowitz, publicado 23/7/2014 17:22,
Não foi só a cidade de Cláudio (MG), onde o senador Aécio Neves (PSDB) tem propriedade rural, que teve aeroporto construído com critérios que mais atendem a conveniência privada da oligarquia política dos Neves da Cunha do que ao interesse público.
A cidade de Montezuma, no norte do estado, também teve sua pista de pouso asfaltada quando o tucano era governador. A Perfil Agropecuária, empresa herdada pelo senador tucano, apropriou-se de 950 hectares de terras no município, que o estado de Minas Gerais considerava públicas, por meio de um polêmico processo de usucapião.
Nas licitações do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) realizadas em 2008 aparece uma única obra de pavimentação de aeródromo no interior: Montezuma. Justamente onde a empresa agropecuária do Aécio tem fazenda.
Como o uso da pista é muito raro, já que a cidade tem cerca de 7.500 habitantes, a população dos sem-avião questionou a obra, uma vez que há diversas outras necessidades urgentes a ser atendidas. Detalhe: já há aeroportos em municípios vizinhos da região, como Salinas, Janaúba, Rio Pardo de Minas e Espinosa.
A íntegra.
O que distingue os tucanos é que têm a proteção da "grande" imprensa. Enquanto ela bate diariamente no governo petista, as denúncias contra os tucanos surgem e logo desaparecem do noticiário. Quem fala ainda no helicoca dos Perrelas? E o aeroporto que Aécio construiu na fazenda do tio?
Para se ter ideia do que isso significa, quando era oposição ao governo Newton Cardoso, o principal jornal mineiro transformava um caso como este em manchete, não deixava o assunto morrer e ainda levava a imprensa nacional a repercuti-lo.
Da RBA.
Aécio construiu aeroporto em outra cidade em que tem fazenda: Montezuma
Cidade tem 7.500 habitantes, apenas 27% das residências atendidas por rede de esgoto e muitas ruas não têm ainda um asfalto como o da pista do aeroporto, feito com recursos do município
por Helena Sthephanowitz, publicado 23/7/2014 17:22,
Não foi só a cidade de Cláudio (MG), onde o senador Aécio Neves (PSDB) tem propriedade rural, que teve aeroporto construído com critérios que mais atendem a conveniência privada da oligarquia política dos Neves da Cunha do que ao interesse público.
A cidade de Montezuma, no norte do estado, também teve sua pista de pouso asfaltada quando o tucano era governador. A Perfil Agropecuária, empresa herdada pelo senador tucano, apropriou-se de 950 hectares de terras no município, que o estado de Minas Gerais considerava públicas, por meio de um polêmico processo de usucapião.
Nas licitações do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) realizadas em 2008 aparece uma única obra de pavimentação de aeródromo no interior: Montezuma. Justamente onde a empresa agropecuária do Aécio tem fazenda.
Como o uso da pista é muito raro, já que a cidade tem cerca de 7.500 habitantes, a população dos sem-avião questionou a obra, uma vez que há diversas outras necessidades urgentes a ser atendidas. Detalhe: já há aeroportos em municípios vizinhos da região, como Salinas, Janaúba, Rio Pardo de Minas e Espinosa.
A íntegra.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
O Galo é raça, o resto é fumaça
Ganha mais um título internacional, um ano depois de conquistar a Libertadores, exatamente no mesmo dia e com muita emoção outra vez. Espanta o fantasma do Mineirão e salva o futebol brasileiro em 2014. Diante da massa (que é de mais de 50 mil e não os 20 mil que cabem no Independência, nem os 10 mil ou menos que vão aos jogos). Apesar dos ingressos caríssimos (preço médio: R$ 105), que mais uma vez deram uma renda milionária: R$ 5,7 milhões. Marina estava lá e a filha do Zé de Castro publicou este poema no blog da kikacastro.
Guarde a data: 24 de julho
E o local: Mineirão novamente
A trilha: só alegria e barulho
55 mil que empurram pra frente
Todo mundo está confiante
Depois do 1 a 0 na Argentina
Tardelli fez gol e voltou o melhor
São Victor segue com sua batina
É pênalti!, falta do Ayala
E Tardelli, com o 100, abre o placar
Mas o mesmo Ayala retoma
E empata pra nos assustar
Putz, fazem mais um gol
E apertam o jogo inteiro
Maicosuel reempata
Mas Galo não passa do meio
(E Ronaldinho se despede ligeiro)
"Chupa, atleticanos!" (sic)
Gritam precoces da janela
E assim vejo o terceiro gol
Mas só pra partida virar novela
“Se não é sofrido, não é nosso”
“Eu acredito!, eu acredito!”
Aumentam os gritos pelo esforço
Lembra: só acaba no último apito
E o Luanzinho é quem salva de novo
E o Ayala faz contra pra enterrar
(Só que argentinos não sabem perder
E logo começam a querer brigar.)
Sosseguem, Lanús, a taça é nossa mesmo
E 24 de julho é mesmo dia pra história
Não há mais gritos na janela a esmo
Só escuto gritos de raça e de glória.
Guarde a data: 24 de julho
E o local: Mineirão novamente
A trilha: só alegria e barulho
55 mil que empurram pra frente
Todo mundo está confiante
Depois do 1 a 0 na Argentina
Tardelli fez gol e voltou o melhor
São Victor segue com sua batina
É pênalti!, falta do Ayala
E Tardelli, com o 100, abre o placar
Mas o mesmo Ayala retoma
E empata pra nos assustar
Putz, fazem mais um gol
E apertam o jogo inteiro
Maicosuel reempata
Mas Galo não passa do meio
(E Ronaldinho se despede ligeiro)
"Chupa, atleticanos!" (sic)
Gritam precoces da janela
E assim vejo o terceiro gol
Mas só pra partida virar novela
“Se não é sofrido, não é nosso”
“Eu acredito!, eu acredito!”
Aumentam os gritos pelo esforço
Lembra: só acaba no último apito
E o Luanzinho é quem salva de novo
E o Ayala faz contra pra enterrar
(Só que argentinos não sabem perder
E logo começam a querer brigar.)
Sosseguem, Lanús, a taça é nossa mesmo
E 24 de julho é mesmo dia pra história
Não há mais gritos na janela a esmo
Só escuto gritos de raça e de glória.
Enquanto a bola rolava, 118 mil campos de futebol foram desmatados
Na Amazônia, em junho.
Minha conta é diferente da conta do Greenpeace, segue o "padrão Fifa", que reduziu o gramado do Mineirão de 110x75 metros para 105x68, menor do que, por exemplo, o da Arena do Jacaré e igual o do Independência.
O mundo é da Fifa, o Brasil é dos latifundiários exportadores de soja e de gado.
E vamos todos rumo às grandes catástrofes ambientais.
Do Greenpeace.
Desmatamento avança 358% segundo Imazon
Apenas em junho deste ano 843 quilômetros quadrados de floresta na Amazônia Legal foram derrubados, de acordo com dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD). A área equivale a 84,3 mil campos de futebol.
Segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que indica tendências e alertas de desflorestamento, em junho deste ano a derrubada de florestas foi 358% maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado. Com isso foram perdidos 843 quilômetros quadrados de mata, o equivalente a 84,3 mil campos de futebol.
O maior avanço aconteceu nos estados do Acre, onde houve aumento de 262%, e em Roraima, que registrou 254% de crescimento. Essas são as regiões da Amazônia que estiveram menos cobertas por nuvens no período, o que permitiu ao SAD a visualização de áreas maiores, possibilitando ao sistema identificar desmatamentos que antes estavam “encobertos”. O SAD detectou, ainda, o aumento do desflorestamento no Amazonas (18%) e em Rondônia (13%).
A íntegra.
Minha conta é diferente da conta do Greenpeace, segue o "padrão Fifa", que reduziu o gramado do Mineirão de 110x75 metros para 105x68, menor do que, por exemplo, o da Arena do Jacaré e igual o do Independência.
O mundo é da Fifa, o Brasil é dos latifundiários exportadores de soja e de gado.
E vamos todos rumo às grandes catástrofes ambientais.
Do Greenpeace.
Desmatamento avança 358% segundo Imazon
Apenas em junho deste ano 843 quilômetros quadrados de floresta na Amazônia Legal foram derrubados, de acordo com dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD). A área equivale a 84,3 mil campos de futebol.
Segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que indica tendências e alertas de desflorestamento, em junho deste ano a derrubada de florestas foi 358% maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado. Com isso foram perdidos 843 quilômetros quadrados de mata, o equivalente a 84,3 mil campos de futebol.
O maior avanço aconteceu nos estados do Acre, onde houve aumento de 262%, e em Roraima, que registrou 254% de crescimento. Essas são as regiões da Amazônia que estiveram menos cobertas por nuvens no período, o que permitiu ao SAD a visualização de áreas maiores, possibilitando ao sistema identificar desmatamentos que antes estavam “encobertos”. O SAD detectou, ainda, o aumento do desflorestamento no Amazonas (18%) e em Rondônia (13%).
A íntegra.
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