E a concentração começa na Praça da Estação, privatizada pelo prefeito Lacerda. A forma de a população recuperar a posse dos espaços públicos é ocupá-los. A bandeira mais importante é o apoio à greve dos professores da rede estadual pelo pagamento do piso salarial legal, que já dura três meses e é um marco na história da educação em Minas. Será que este protesto o Estado de Minas – que escolhe corrupção contra a qual protestar – vai divulgar?
Do Portal Minas Livre.
Grito dos Excluídos ocupa BH no Dia da Independência
Os movimentos sociais, sindical e populares vão ocupar as ruas de Belo Horizonte nesta quarta-feira (7/9), Dia da Independência do Brasil, na 17ª edição do Grito dos Excluídos. Neste ano, o tema é: "Pela vida grita a Terra, por direitos todos nós!". A concentração começa às 8h30, na Praça da Estação, na Região Central da capital mineira. A manifestação deste ano servirá para fortalecerá as lutas dos movimentos social e sindical contra o governo do estado, em especial o movimento dos trabalhadores e trabalhadoras em educação, em greve há três meses pelo pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN).
A íntegra.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Quem são os ricos brasileiros?
"Uns com muito, outro tanto com algum, mas a maioria sem nenhum", diz o samba. Reportagem de capa da Carta Capital mostra quem são os poucos que têm muito e que aproveitam o capitalismo "de montão", como diria o dono da CBF. Têm muito mais grana do que sonha a nossa vã filosofia. Não foi só a classe C que aumentou, as classes A e B também.
Privilegiados. E incógnitos
Rodrigo Martins e Willian Vieira
Um jato executivo Phenon 300 da Embraer foi vendido, no mês passado, para um endereço bem específico. Não era um hangar comum ou o pátio de um magnata, mas o Prime Fraction Club, clube de bens de luxo fracionados no qual duas ou mais pessoas dividem a posse de um jato, helicóptero, barco ou carro de luxo. "O perfil do nosso usuário é o cara que galgou a pirâmide social, já comprou o carro esportivo, a segunda casa de praia e quer agora um novo brinquedo", diz Walterson Carvajal, ex-executivo da Varig que gerencia os mimos. Nunca houve tanta gente rica no Brasil. O País ganhou 23 novos milionários por dia no ano passado, segundo dados das consultorias Capgemini e Merril Lynch, alcançando o número de 155,4 mil pessoas com 1 milhão de dólares na conta.
A íntegra.
Privilegiados. E incógnitos
Rodrigo Martins e Willian Vieira
Um jato executivo Phenon 300 da Embraer foi vendido, no mês passado, para um endereço bem específico. Não era um hangar comum ou o pátio de um magnata, mas o Prime Fraction Club, clube de bens de luxo fracionados no qual duas ou mais pessoas dividem a posse de um jato, helicóptero, barco ou carro de luxo. "O perfil do nosso usuário é o cara que galgou a pirâmide social, já comprou o carro esportivo, a segunda casa de praia e quer agora um novo brinquedo", diz Walterson Carvajal, ex-executivo da Varig que gerencia os mimos. Nunca houve tanta gente rica no Brasil. O País ganhou 23 novos milionários por dia no ano passado, segundo dados das consultorias Capgemini e Merril Lynch, alcançando o número de 155,4 mil pessoas com 1 milhão de dólares na conta.
A íntegra.
Congresso do PT: Dilma dá lição de democracia e coerência
E de habilidade política. Boa matéria da Carta Capital.
Dilma ataca 'mitos' da imprensa
Soraya Aggege
A presidenta Dilma Rousseff aproveitou o 4º Congresso Nacional do PT, que acontece neste final de semana, em Brasília, para desmentir rumores, desfazer intrigas e se aproximar do coração do partido. Durante 40 minutos de seu discurso, na sexta-feira 2, ela foi taxativa. Desmistificou o que tem lido em grande parte da imprensa: a "herança maldita", sua "inapetência política", a "faxina" contra a corrupção. Terminou garantindo que seu governo fará a Comissão da Verdade e será "bastante firme" com os direitos humanos. Foi ovacionada pelos 1.500 delegados petistas de todo o país. Dilma mostrou logo no início do discurso que ganhou os corações petistas ao sair ilesa de um incidente causado pela truculência de sua equipe de segurança. Dezenas de delegados credenciados do partido foram barradas pela segurança presidencial, que alegava falta de espaço no auditório. Antes da fala de Dilma, enquanto o presidente da legenda, Rui Falcão, falava, os delegados barrados começaram a esmurrar as portas, aos gritos de "Abram, abram, é nosso partido e é de massas". Os delegados que estavam confortavelmente sentados dentro do auditório pararam de ouvir Falcão e gritaram: "Abram, abram! Partido, partido é dos trabalhadores!". Até que as portas foram abertas. Falcão terminou sua fala com a platéia já pacificada. O ex-presidente Lula falou por 10 minutos. A presidenta começou então o seu discurso dizendo que o episódio, ignorado nas falas de Falcão e de Lula, demonstrava que aquele era o seu partido, forte: “Quando os companheiros ficaram de fora, esse plenário parou e gritou: abram, abram. Eu disse ao Lula: 'essa é a força do PT'". Foi assim que ela introduziu uma conversa difícil com a militância. Explicou que aprendeu com Lula que quando se passa por momentos difíceis, em que a razão e o coração se confundem, deve-se sempre seguir a segunda voz. "E a voz do coração me diz sempre que temos que proteger os setores mais frágeis do nosso país". Foi aplaudida de novo.
A íntegra.
Dilma ataca 'mitos' da imprensa
Soraya Aggege
A presidenta Dilma Rousseff aproveitou o 4º Congresso Nacional do PT, que acontece neste final de semana, em Brasília, para desmentir rumores, desfazer intrigas e se aproximar do coração do partido. Durante 40 minutos de seu discurso, na sexta-feira 2, ela foi taxativa. Desmistificou o que tem lido em grande parte da imprensa: a "herança maldita", sua "inapetência política", a "faxina" contra a corrupção. Terminou garantindo que seu governo fará a Comissão da Verdade e será "bastante firme" com os direitos humanos. Foi ovacionada pelos 1.500 delegados petistas de todo o país. Dilma mostrou logo no início do discurso que ganhou os corações petistas ao sair ilesa de um incidente causado pela truculência de sua equipe de segurança. Dezenas de delegados credenciados do partido foram barradas pela segurança presidencial, que alegava falta de espaço no auditório. Antes da fala de Dilma, enquanto o presidente da legenda, Rui Falcão, falava, os delegados barrados começaram a esmurrar as portas, aos gritos de "Abram, abram, é nosso partido e é de massas". Os delegados que estavam confortavelmente sentados dentro do auditório pararam de ouvir Falcão e gritaram: "Abram, abram! Partido, partido é dos trabalhadores!". Até que as portas foram abertas. Falcão terminou sua fala com a platéia já pacificada. O ex-presidente Lula falou por 10 minutos. A presidenta começou então o seu discurso dizendo que o episódio, ignorado nas falas de Falcão e de Lula, demonstrava que aquele era o seu partido, forte: “Quando os companheiros ficaram de fora, esse plenário parou e gritou: abram, abram. Eu disse ao Lula: 'essa é a força do PT'". Foi assim que ela introduziu uma conversa difícil com a militância. Explicou que aprendeu com Lula que quando se passa por momentos difíceis, em que a razão e o coração se confundem, deve-se sempre seguir a segunda voz. "E a voz do coração me diz sempre que temos que proteger os setores mais frágeis do nosso país". Foi aplaudida de novo.
A íntegra.
Os prejuízos da copa da fifa
No Rio como em BH, o desrespeito com os moradores. Tudo pela copa da máfi(f)a. Os benefícios são promessas, os prejuízos são imediatos e certos. Mas a população reage.
Do Viomundo.
Vicente de Carvalho: A má notícia veio pelo Diário Oficial
por Manuela Azenha
Vicente de Carvalho é um bairro da zona Norte do Rio de Janeiro. Fica entre o aeroporto internacional do Galeão e a Barra da Tijuca, que sediará a maior parte das competições dos Jogos Olímpicos de 2016. Transformar a avenida Vicente de Carvalho, que corta o bairro, em via expressa é um projeto antigo. Pensando nos megaeventos que a cidade vai sediar — a Copa do Mundo de 2014 terá no Maracanã seu palco mais importante –, a Prefeitura tratou de agilizar a construção do BRT Transcarioca. BRT é a sigla que, em inglês, define os corredores de ônibus, Bus Rapid Transit. Os moradores de Vicente de Carvalho foram notificados de que o BRT passaria pelo bairro em 2009. O corredor incluiria um trecho elevado. Em outubro de 2010 os planos foram modificados. Uma publicação no Diário Oficial informou que o BRT seria transferido da avenida principal para uma pequena rua residencial. Não houve aviso da Prefeitura, nem por carta, nem pessoalmente. André ficou sabendo pelo DO que as cem casas da rua em que mora há 34 anos seriam desapropriadas num prazo de seis meses. Nenhum morador foi informado sobre o motivo da alteração do projeto.
A íntegra.
Do Viomundo.
Vicente de Carvalho: A má notícia veio pelo Diário Oficial
por Manuela Azenha
Vicente de Carvalho é um bairro da zona Norte do Rio de Janeiro. Fica entre o aeroporto internacional do Galeão e a Barra da Tijuca, que sediará a maior parte das competições dos Jogos Olímpicos de 2016. Transformar a avenida Vicente de Carvalho, que corta o bairro, em via expressa é um projeto antigo. Pensando nos megaeventos que a cidade vai sediar — a Copa do Mundo de 2014 terá no Maracanã seu palco mais importante –, a Prefeitura tratou de agilizar a construção do BRT Transcarioca. BRT é a sigla que, em inglês, define os corredores de ônibus, Bus Rapid Transit. Os moradores de Vicente de Carvalho foram notificados de que o BRT passaria pelo bairro em 2009. O corredor incluiria um trecho elevado. Em outubro de 2010 os planos foram modificados. Uma publicação no Diário Oficial informou que o BRT seria transferido da avenida principal para uma pequena rua residencial. Não houve aviso da Prefeitura, nem por carta, nem pessoalmente. André ficou sabendo pelo DO que as cem casas da rua em que mora há 34 anos seriam desapropriadas num prazo de seis meses. Nenhum morador foi informado sobre o motivo da alteração do projeto.
A íntegra.
"O Brasil tem de resistir à Fifa." A entrevista de Andrew Jennings a Romário
Entrevista pela qual o dono da CBF, Ricardo Teixeira, anunciou que processará o jornalista britânico, quando chegar a Londres, na próxima segunda-feira. O deputado ex-jogador informou em entrevista à ESPN que Jennings comparecerá ao Congresso para mostrar provas contra Teixeira. "Após a corrupção na África do Sul, quando tantos estádios de futebol desnecessários foram construídos – e os lucros foram para políticos e empreiteiros corruptos – o Brasil, que ainda tem de superar a pobreza, será analisado pelo resto do mundo. O Brasil precisa resistir à pressão da Fifa", diz o jornalista na entrevista. "É o momento para a presidente Dilma Rousseff tomar medidas para encerrar este escândalo. Meu conselho é que ela deve chamar Teixeira. Ele deve ser despejado rapidamente da organização de 2014, uma faxina no Comitê Organizador Local. Há uma abundância de talentos no Brasil para substituí-los e produzir um grande torneio com o orçamento disponível."
Jornalista Andrew Jennings concede entrevista exclusiva ao deputado Romário
Romário - Há quanto tempo você vem investigando a corrupção no esporte?
Andrew Jennings - Eu tenho sido um repórter investigativo há 40 anos e 20 anos atrás eu estava investigando a máfia de Palermo e as suas operações na Europa, Reino Unido e América do Norte. Um dia, durante as filmagens em Palermo, fiquei frente a frente com um mafioso muito irritado, que nos mandou parar de filmar. Esta experiência e entendimento de como as famílias do crime organizado operam foi o treinamento perfeito para o próximo alvo - as federações esportivas internacionais. Eu pensei que este trabalho não iria durar muito tempo. Vinte anos depois ainda estou desenterrando evidências de corrupção – especialmente na Fifa! Não tenho dúvidas de que a Fifa é uma família do crime organizado e que Blatter (presidente da Fifa) mantém a sua influência distribuindo fartamente ingressos da Copa do Mundo.
Romário - Por que está tão interessado em Ricardo Teixeira, na CBF e no envolvimento deles na Copa do Mundo de 2014?
Andrew Jennings - Qualquer fã – ou repórter – tem de estar interessado em quem está hospedando a próxima Copa do Mundo e como os preparativos estão indo. Após a corrupção na África do Sul quando tantos estádios de futebol desnecessários foram construídos - e os lucros que foram para políticos e empreiteiros corruptos – o Brasil, que ainda tem de superar a pobreza, será analisado pelo resto do mundo. Globalmente, não há confiança na CBF. Há também pouca confiança nas demonstrações freqüentes do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, de que o Brasil não está se preparando rápido o suficiente. Se isso é verdade ou não, de qualquer maneira, observadores internacionais notam a relação calorosa entre Teixeira e Valcke. O Brasil precisa resistir à pressão da FIFA. Estou certo de que nos últimos anos, Blatter prometeu a Teixeira que o brasileiro seria o próximo presidente da Fifa. Mas com os dois envolvidos em tantos escândalos, isso é menos provável.A íntegra.
Jornalista Andrew Jennings concede entrevista exclusiva ao deputado Romário
Romário - Há quanto tempo você vem investigando a corrupção no esporte?
Andrew Jennings - Eu tenho sido um repórter investigativo há 40 anos e 20 anos atrás eu estava investigando a máfia de Palermo e as suas operações na Europa, Reino Unido e América do Norte. Um dia, durante as filmagens em Palermo, fiquei frente a frente com um mafioso muito irritado, que nos mandou parar de filmar. Esta experiência e entendimento de como as famílias do crime organizado operam foi o treinamento perfeito para o próximo alvo - as federações esportivas internacionais. Eu pensei que este trabalho não iria durar muito tempo. Vinte anos depois ainda estou desenterrando evidências de corrupção – especialmente na Fifa! Não tenho dúvidas de que a Fifa é uma família do crime organizado e que Blatter (presidente da Fifa) mantém a sua influência distribuindo fartamente ingressos da Copa do Mundo.
Romário - Por que está tão interessado em Ricardo Teixeira, na CBF e no envolvimento deles na Copa do Mundo de 2014?
Andrew Jennings - Qualquer fã – ou repórter – tem de estar interessado em quem está hospedando a próxima Copa do Mundo e como os preparativos estão indo. Após a corrupção na África do Sul quando tantos estádios de futebol desnecessários foram construídos - e os lucros que foram para políticos e empreiteiros corruptos – o Brasil, que ainda tem de superar a pobreza, será analisado pelo resto do mundo. Globalmente, não há confiança na CBF. Há também pouca confiança nas demonstrações freqüentes do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, de que o Brasil não está se preparando rápido o suficiente. Se isso é verdade ou não, de qualquer maneira, observadores internacionais notam a relação calorosa entre Teixeira e Valcke. O Brasil precisa resistir à pressão da FIFA. Estou certo de que nos últimos anos, Blatter prometeu a Teixeira que o brasileiro seria o próximo presidente da Fifa. Mas com os dois envolvidos em tantos escândalos, isso é menos provável.A íntegra.
Governo expulsa moradores e quer turistas
Para população sem moradia, o prédio não servia: moradores foram obrigados a abandoná-lo, pelos governos estadual e municipal, que usaram a PM na ação. Depois foi entregue a uma empresa, para virar hotel para a copa da máfi(f)a. É assim que funcionam os governos Lacerda e Anastasia, tirando dos pobres para dar aos ricos. E a imprensa oficial publica a versão do governo e das empresas, como sempre.
Do jornal Hoje em dia.
Torre 'gêmea' será hotel para a Copa do Mundo
Um dos prédios abandonados conhecidos como "Torres Gêmeas", no Bairro Santa Tereza, na Região Leste de Belo Horizonte, está em obras e vai ser transformado em hotel. O empreendimento será usado para a Copa de 2014. O edifício foi vendido por R$ 2,6 milhões em um leilão realizado pela Justiça, no dia 12 de junho deste ano. O dinheiro da compra será destinado ao pagamento de dívidas da empreiteira que iniciou e abandonou a obra, sendo que as trabalhistas serão as primeiras. Segundo a assessoria de Imprensa do Fórum Lafayette, o leilão chegou a ser realizado duas vezes sem que houvesse interessados e foi cancelado uma vez, por falta de condições para sua realização. O juiz temia agressão entre os representantes dos proprietários e invasores que ocupavam o imóvel. A outra torre continua ocupada por pessoas sem teto.
A íntegra.
Do jornal Hoje em dia.
Torre 'gêmea' será hotel para a Copa do Mundo
Um dos prédios abandonados conhecidos como "Torres Gêmeas", no Bairro Santa Tereza, na Região Leste de Belo Horizonte, está em obras e vai ser transformado em hotel. O empreendimento será usado para a Copa de 2014. O edifício foi vendido por R$ 2,6 milhões em um leilão realizado pela Justiça, no dia 12 de junho deste ano. O dinheiro da compra será destinado ao pagamento de dívidas da empreiteira que iniciou e abandonou a obra, sendo que as trabalhistas serão as primeiras. Segundo a assessoria de Imprensa do Fórum Lafayette, o leilão chegou a ser realizado duas vezes sem que houvesse interessados e foi cancelado uma vez, por falta de condições para sua realização. O juiz temia agressão entre os representantes dos proprietários e invasores que ocupavam o imóvel. A outra torre continua ocupada por pessoas sem teto.
A íntegra.
A obra porca na Savassi
É a obra mais porca que a cidade já viu, uma bagunça sem tamanho, tudo feito ao mesmo tempo, bem lentamente (a gente passa e não vê uma máquina funcionando, vê um monte de operários batendo papo), com consequências terríveis para os moradores (barulho, confusão, sujeira), os lojistas (movimento caiu drasticamente, lojas fecharam, ratos transitam na sujeira das obras), os motoristas e usuários de ônibus (trânsito mais engarrafado ainda), os pedestres (poeira, buracos, falta de caminhos alternativos aos passeios destruídos). Nem as construtoras de prédios, que mandam na cidade sem serem molestadas pela prefeitura, têm tanto descaso com a população assim. E o que a "grande" imprensa diz? Nada, só transmite as informações divulgadas pela prefeitura. É a imprensa oficial do Lacerda e do Anastasia.
Do jornal O Tempo.
Trânsito será alterado na Savassi para nova etapa de obras
Devido a mais uma etapa das obras de revitalização da Praça Diogo Vasconcelos (Praça da Savassi), serão realizadas novas alterações no trânsito da região. De acordo com a BHTrans, as mudanças serão, inicialmente, para o teste operacional e começarão às 15h deste sábado (3) e às 16h deste domingo (4). A partir das 10h da próxima terça-feira (6), as intervenções passam a ter caráter definitivo.
A íntegra.
Do jornal O Tempo.
Trânsito será alterado na Savassi para nova etapa de obras
Devido a mais uma etapa das obras de revitalização da Praça Diogo Vasconcelos (Praça da Savassi), serão realizadas novas alterações no trânsito da região. De acordo com a BHTrans, as mudanças serão, inicialmente, para o teste operacional e começarão às 15h deste sábado (3) e às 16h deste domingo (4). A partir das 10h da próxima terça-feira (6), as intervenções passam a ter caráter definitivo.
A íntegra.
E agora, PM? Vai criar os jogos de uma torcida organizada só?
Difícil saber o que é pior em Minas, se a administração do Galo (que não vence time nenhum), os governos estadual e municipal (que fecham os dois estádios da capital durante dois anos ao mesmo tempo) ou a polícia militar. De algum tempo para cá, a PM se exime das suas obrigações "evitando" situações de conflito. Foi assim na Barragem Santa Lúcia, onde proibiu (como assim? A PM tem poder de proibir reuniões?) um encontro popular que "poderia resultar em violência". Foi assim nos jogos entre Atlético e Cruzeiro, que agora têm uma torcida só. Não importa se no mundo inteiro os jogos têm duas torcidas, não importa se em Belo Horizonte (quando a PM era mais competente e menos autoritária – é, durante a ditadura, a PM era menos poderosa do que é hoje) os clássicos tiveram sempre duas torcidas, não importa se o torcedor é a razão maior do futebol. A PM mineira decide que não pode e pronto. Chegou a proibir o uso de bandeiras nos estádios! E agora, que duas torcidas organizadas brigaram, o que ela vai fazer? De acordo com sua lógica, deve ser assim: num jogo, pode só a torcida organizada X, no outro só a torcida organizada Y... A "grande" imprensa, como sempre, publica sem qualquer senso crítico, fiel à sua função de porta-voz das autoridades.
Do jornal O Tempo.
Torcidas organizadas do Atlético Mineiro vão ser penalizadas após confronto no Clássico
Duas torcidas organizadas do Clube Atlético Mineiro serão penalizadas depois do confronto no clássico no último domingo (28). De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), a partir da próxima rodada da série A do Campeonato Brasileiro, elas não poderão usar faixas, bandeiras, instrumentos musicais ou qualquer outro apetrecho que as identifique. Os torcedores poderão usar apenas camisas das respectivas torcidas. A medida educativa foi aplicada em virtude dos últimos acontecimentos registrados no jogo entre Atlético e Cruzeiro, no domingo. Na ocasião, integrantes das torcidas entraram em confronto nas proximidades da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
A íntegra.
Do jornal O Tempo.
Torcidas organizadas do Atlético Mineiro vão ser penalizadas após confronto no Clássico
Duas torcidas organizadas do Clube Atlético Mineiro serão penalizadas depois do confronto no clássico no último domingo (28). De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), a partir da próxima rodada da série A do Campeonato Brasileiro, elas não poderão usar faixas, bandeiras, instrumentos musicais ou qualquer outro apetrecho que as identifique. Os torcedores poderão usar apenas camisas das respectivas torcidas. A medida educativa foi aplicada em virtude dos últimos acontecimentos registrados no jogo entre Atlético e Cruzeiro, no domingo. Na ocasião, integrantes das torcidas entraram em confronto nas proximidades da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
A íntegra.
A greve dos estudantes no Chile e a greve dos professores em Minas
Ambas têm a mesma duração – três meses. Ambas têm a mesma motivação – a defesa da educação pública de qualidade. No entanto, a greve chilena tem muito mais repercussão na "grande" imprensa do que a greve mineira. Por que será? Aqui, governo e capital controlam o noticiário. A greve no Chile é pimenta nos olhos dos outros pra imprensa sensacionalista, ainda mais com imagens de violência e morte de estudante. Mas também a sociedade não entendeu ainda a importância da greve dos professores mineiros, que lutam como não se via há muitos anos neste país. O aumento salarial considerável que o novo piso estabelece terá consequências amplas e duradouras na qualidade da educação pública. O bom ensino começa com bons professores. A mesma lei que criou o piso, em 2008, e que o Supremo Tribunal Federal mandou o governo mineiro cumprir, agora, estabelece que um terço da carga horária dos professores deve ser dedicado à preparação das aulas. Em Minas, atualmente é apenas um quarto. Isso também vai acarretar contratação de mais professores. Os governos neoliberais como o do "professor" Anastasia não querem gastar dinheiro com educação, preferem gastar com obras megalômanas como o Shoppings Administrativo. O movimento dos professores mineiros precisa do apoio dos estudantes, dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos professores da rede municipal, dos professores da rede particular, dos pais e de toda a sociedade.
A educação é direito, não é mercadoria
A política neoliberal de governos "democráticos" foi uma impressionante continuação da política das ditaduras militares na América Latina. Collor e FHC (mais que Sarney, presidente de um momento de transição, híbrido, e sensível aos movimentos populares que contestaram o regime de 1964-1985) fizeram aqui o que Pinochet fez no Chile. O modelo neoliberal na educação foi tentado no Brasil pela ditadura, com o chamado crédito educativo, que o movimento estudantil atacou nos anos 70 e acabou não vingando. Mais tarde, FHC privatizou o ensino superior de outra forma: expandindo as faculdades particulares e restringindo vagas e verbas para as universidades públicas. No Chile, graças à força da ditadura Pinochet, o modelo de privatização foi implantado plenamente e persiste até hoje. É contra ela que os estudantes chilenos se levantam, como mostra esta entrevista esclarecedora da presidente da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile, Camila Vallejo, ao saite da UNE. Com o fracasso do neoliberalismo e a ascensão de governos de esquerda, os movimentos sociais vão impondo a bandeira da educação pública de qualidade para todos como uma das bases de uma nova sociedade – ao lado saúde pública, do direito à moradia, do transporte coletivo e da conservação do meio ambiente.
Do saite da UNE.
Camila Vallejo: "A militância vai muito além do meu tempo na universidade, é um compromisso para a vida".
- Como foi sua aproximação com a política? Como passou a militar no movimento estudantil?
- Desde muito jovem, minha família me formou com valores políticos de esquerda, como democracia e justiça social. Com esta sensibilidade à esquerda é difícil manter-se fora da política e dos espaços que permitem fazer a mudança, especialmente em uma sociedade tão desigual e injusta como a do Chile. Foi assim que me interessei em fazer parte da política, desde muito jovem. Tal vontade se acentuou com a entrada na faculdade, de onde, finalmente, veio a adesão à juventude comunista. A partir deste momento, comecei a ser uma parte ativa de um movimento que tem sido gestado com trabalho, empenho e companheirismo.
- A principal bandeira de luta é a educação de qualidade e gratuita para os jovens, certo? Como você enxerga o cenário ideal, levando em consideração a realidade de hoje no Chile?
- É claro que a educação gratuita é uma ideia política que queremos instalar, mas sabemos que não será uma realidade em curto prazo. Antes de tal transformação, é necessário promover uma reforma tributária que impeça que a diferença socioeconômica entre ricos e pobres, hoje no Chile, se aguce. No entanto, lutamos contra um modelo essencialmente neoliberal, que vê a educação como um bem de mercado – como diz o próprio presidente do Chile – e não como um direito, visão intransigentemente defendida pela direita que chegou ao governo através de [Sebastian] Piñera. Esperamos mudar as raízes de um modelo educacional que nos mantém no subdesenvolvimento.
- Neste momento, como estão as negociações com o governo, e quais são as principais conquistas do movimento?
- Este governo tem se mostrado intransigente na hora de negociar sobre o modelo educacional que instalaram desde a ditadura militar. Não é só isso, tem se demonstrado disposto a levantar a face mais repressiva, não ouvindo as demandas legitimas e respaldadas por um movimento que as próprias pesquisas mostram ter uma aprovação superior a 80%. Até agora uma das grandes conquistas do movimento tem sido consolidar uma aprovação transversal e unificada na sociedade. Agora, depois de muitas pressões da nossa parte, estamos próximos de sentar à mesa e enfrentar cara a cara um diálogo com o presidente. Esperamos que neste espaço possamos avançar em questões concretas sobre nossas reivindicações. E que não voltem a faltar com respeito ao movimento, com uma soma de dinheiro cheia de ambigüidades, que não nos garante nenhum dos princípios que já defendemos nas ruas há três meses.
- Há quanto tempo a Universidade não é mais gratuita no Chile? Explique melhor a questão do endividamento dos alunos.
- Desde a ditadura militar, que foi quando mudou o modelo educacional no Chile. O Estado deixou de ser responsável pela educação em todos os níveis e tem um papel meramente subsidiário, deixando o trabalho para o ensino privado, a quem também é concedido o direito de lucrar o dinheiro de todos os chilenos, sob o pretexto de garantir a "liberdade de ensino". Como hoje a educação não é concebida como direito, mas sim como um bem de consumo, para obtê-la é preciso pagar. E como as universidades públicas não recebem aportes do Estado para a altura dos seus orçamentos, elas têm sido forçadas a se envolver em auto-financiamento, o que significa em palavras simples, que o seu faturamento vem principalmente das taxas pagas pelas famílias. Neste contexto, as quantias necessárias para que as universidades possam realizar seu trabalho é muito mais alta em comparação aos rendimentos recebidos por famílias chilenas. Por isso hoje, basicamente, quem quer estudar tem que se endividar, porque somente uma pequena porcentagem da sociedade tem condições de pagar altos preços pelos estudos.
A íntegra.
Do saite da UNE.
Camila Vallejo: "A militância vai muito além do meu tempo na universidade, é um compromisso para a vida".
- Como foi sua aproximação com a política? Como passou a militar no movimento estudantil?
- Desde muito jovem, minha família me formou com valores políticos de esquerda, como democracia e justiça social. Com esta sensibilidade à esquerda é difícil manter-se fora da política e dos espaços que permitem fazer a mudança, especialmente em uma sociedade tão desigual e injusta como a do Chile. Foi assim que me interessei em fazer parte da política, desde muito jovem. Tal vontade se acentuou com a entrada na faculdade, de onde, finalmente, veio a adesão à juventude comunista. A partir deste momento, comecei a ser uma parte ativa de um movimento que tem sido gestado com trabalho, empenho e companheirismo.
- A principal bandeira de luta é a educação de qualidade e gratuita para os jovens, certo? Como você enxerga o cenário ideal, levando em consideração a realidade de hoje no Chile?
- É claro que a educação gratuita é uma ideia política que queremos instalar, mas sabemos que não será uma realidade em curto prazo. Antes de tal transformação, é necessário promover uma reforma tributária que impeça que a diferença socioeconômica entre ricos e pobres, hoje no Chile, se aguce. No entanto, lutamos contra um modelo essencialmente neoliberal, que vê a educação como um bem de mercado – como diz o próprio presidente do Chile – e não como um direito, visão intransigentemente defendida pela direita que chegou ao governo através de [Sebastian] Piñera. Esperamos mudar as raízes de um modelo educacional que nos mantém no subdesenvolvimento.
- Neste momento, como estão as negociações com o governo, e quais são as principais conquistas do movimento?
- Este governo tem se mostrado intransigente na hora de negociar sobre o modelo educacional que instalaram desde a ditadura militar. Não é só isso, tem se demonstrado disposto a levantar a face mais repressiva, não ouvindo as demandas legitimas e respaldadas por um movimento que as próprias pesquisas mostram ter uma aprovação superior a 80%. Até agora uma das grandes conquistas do movimento tem sido consolidar uma aprovação transversal e unificada na sociedade. Agora, depois de muitas pressões da nossa parte, estamos próximos de sentar à mesa e enfrentar cara a cara um diálogo com o presidente. Esperamos que neste espaço possamos avançar em questões concretas sobre nossas reivindicações. E que não voltem a faltar com respeito ao movimento, com uma soma de dinheiro cheia de ambigüidades, que não nos garante nenhum dos princípios que já defendemos nas ruas há três meses.
- Há quanto tempo a Universidade não é mais gratuita no Chile? Explique melhor a questão do endividamento dos alunos.
- Desde a ditadura militar, que foi quando mudou o modelo educacional no Chile. O Estado deixou de ser responsável pela educação em todos os níveis e tem um papel meramente subsidiário, deixando o trabalho para o ensino privado, a quem também é concedido o direito de lucrar o dinheiro de todos os chilenos, sob o pretexto de garantir a "liberdade de ensino". Como hoje a educação não é concebida como direito, mas sim como um bem de consumo, para obtê-la é preciso pagar. E como as universidades públicas não recebem aportes do Estado para a altura dos seus orçamentos, elas têm sido forçadas a se envolver em auto-financiamento, o que significa em palavras simples, que o seu faturamento vem principalmente das taxas pagas pelas famílias. Neste contexto, as quantias necessárias para que as universidades possam realizar seu trabalho é muito mais alta em comparação aos rendimentos recebidos por famílias chilenas. Por isso hoje, basicamente, quem quer estudar tem que se endividar, porque somente uma pequena porcentagem da sociedade tem condições de pagar altos preços pelos estudos.
A íntegra.
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