segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Interferências tradicionais nas eleições de 2026
De tempos em tempos algum jornalista ou canal se destaca. Esse Paulo Motoryn tem feito algumas das melhores reportagens e análises lúcidas dessas eleições. Vale a pena ouvir porque ele fala claramente coisas importantes que ficam perdidas no noticiário. Coisas novas? Não. O que talvez seja mais importante é tentar entender por que não aprendemos coisas tão velhas, como o jornalismo tendencioso da Globo. Nos últimos anos, a velha Globo golpista e entreguista foi considerada quase de esquerda pela esquerda, o que diz muito mais sobre a esquerda do que sobre a Globo. O Alexandre Morais, outro velho direitista, também tornou-se quase um ídolo da esquerda. Ambos entraram na conta da esquerda, isto é, do lulismo, que não é de esquerda, mas é tratado como tal pela extrema direita. Vê se pode, Globo e Morais tirando votos do Lula. É inacreditável. Ou a esquerda de verdade entende o Brasil e formula sua proposta, que não é a proposta da Globo nem a do Morais, que não é uma proposta de direita, enfim, ou não tem solução. E eu acho que não tem, nesse campo da esquerda que não é esquerda. Minha análise é um pouco mais complexa do que isso, mas por ora queria chamar atenção para essa contradição absurda: Lula, a "esquerda" perdendo votos para a extrema direita por serem identificados com o sistema. E a extrema direita por sua vez, um antro de bandidos e corruptos, ganhando votos porque representa a mudança, a renovação e o combate ao sistema.
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