Novidade na nova imprensa.
Do Diário do Centro do Mundo.
Pierre Omidyar: quem é o homem que acaba de fazer o negócio mais importante da mídia mundial em muitos anos
Por Kiko Nogueira
A notícia recente mais importante do mundo da mídia foi a de um bilionário que resolveu investir milhões numa empresa jornalística. Não estou falando de Jeff Bezos e do Washington Post, mas de Pierre Omidyar e do saite que está criando com Glenn Greenwald, o jornalista e advogado responsável pelos furos sobre o esquema de espionagem dos Estados Unidos.
Omidyar também foi abordado pela família proprietária do Post, mas a conversa não prosperou. "Esse processo me fez pensar sobre que tipo de impacto social pode ser criado se um investimento semelhante for feito em algo totalmente novo, construído a partir do zero. Algo em que eu estaria pessoalmente envolvido", escreveu ele em seu blog.
Está pondo US$ 250 milhões no projeto. Greenwald deixa o jornal inglês The Guardian, no que definiu como oportunidade de uma vida. A equipe ainda terá Laura Poitras, a documentarista que trabalhou nas entrevistas com Edward Snowden, e Jeremy Scahill, correspondente da revista Nation, escritor e documentarista dedicado a contar histórias da política externa americana.
Ou seja, dá para ter uma ideia do que vem por aí. Diferentemente de muitos de seus colegas que enriqueceram com tecnologia e continuam na área, Omidyar tem interesses mais amplos. Criou, há anos, um saite com a mulher Pam para divulgar informações sobre o vírus ebola. Acredita que as pessoas "são basicamente boas".
Nascido na França numa família de iranianos exilados, Omidyar tem 46 anos. É filho único. Seu pai é médico e a mãe é uma acadêmica reconhecida. Em 1995, fundou o eBay, a gigante do e-commerce. A Forbes calcula sua fortuna em US$ 8,5 bilhões. Seu perfil no Twitter tem duas frases: "Seja você. Seja cool". Ele vive com Pam no Havaí, onde financiou empreendimentos de jornalismo cidadão. Ali já havia uma tentativa de cobrar transparência das autoridades. "Eu desenvolvi um interesse em apoiar jornalistas independentes de maneira a fazer seu trabalho, tudo em prol do interesse público. E eu quero encontrar um modo de converter leitores do mainstream em cidadãos engajados. Acho que dá para fazer mais nesse espaço e estou animado em explorar as possibilidades", disse no blog.
O saite — que ainda não tem nome definitivo; por enquanto, NewCo — será para todos os tipos de consumidores de notícias. "Vai cobrir esportes, negócios, entretenimento, tecnologia: tudo o que o usuário quiser", diz Jay Rosen, crítico de mídia e professor de jornalismo da Universidade de Nova York, que foi consultado sobre a NewCo.
A íntegra.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
O Partido (que se distancia) dos Trabalhadores
O leilão do Campo de Libra provoca mais uma ruptura na trajetória do PT governista, partido do capital e do possível para os trabalhadores. Só o futuro -- pelos resultados dela -- dirá se a decisão do governo foi correta ou não e se os ganhos valeram as perdas.
Do blog Viomundo.
PT: A despedida de Emanuel Cancella, do Sindipetr
À Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores, PT
C/C À direção Municipal e Estadual do PT do Rio de Janeiro
É com tristeza que me despeço dos companheiros! Durante décadas ajudei a construir o PT. Dediquei grande parte de minha vida ao partido, e o único partido ao qual me filiei. Nunca tive cargo no partido e em nenhuma empresa e governo, como também nunca o desejei. Que fique claro que não tenho nada contra quem ocupa cargos, muito pelo contrário, acho legítimo! O leilão de Libra, para mim, é a gota dagua que faltava para me afastar definitivamente de um partido que, a cada dia, se torna mais entreguista e neoliberal.
O Partido dos Trabalhadores se coloca agora contra uma das principais bandeiras do povo brasileiro, o qual foi para as ruas na década de 40 e 50, na campanha "O petróleo é nosso!", a maior campanha cívica que este país conheceu! Continuarei a participar ativamente dos movimentos sindicais e sociais, mas não posso levar nas costas o peso de um partido que tão importante para a organização da classe trabalhadora e a democratização do país, transformando-se hoje num partido burguês, a serviço do grande capital dos patrões e a defender privatizações, com ajuda até do exército, diga-se de passagem.
Como se não bastasse, o PT continua a defender o governador do Rio, Sérgio Cabral, símbolo da corrupção no País, e apóia também o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Sérgio Cabral e Eduardo Paes mandaram a PM bater em professores! Não dá para um militante socialista, com o mínimo de dignidade e de compromisso com a classe trabalhadora e a soberania de nosso país, continuar no PT.
A íntegra.
Do blog Viomundo.
PT: A despedida de Emanuel Cancella, do Sindipetr
À Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores, PT
C/C À direção Municipal e Estadual do PT do Rio de Janeiro
É com tristeza que me despeço dos companheiros! Durante décadas ajudei a construir o PT. Dediquei grande parte de minha vida ao partido, e o único partido ao qual me filiei. Nunca tive cargo no partido e em nenhuma empresa e governo, como também nunca o desejei. Que fique claro que não tenho nada contra quem ocupa cargos, muito pelo contrário, acho legítimo! O leilão de Libra, para mim, é a gota dagua que faltava para me afastar definitivamente de um partido que, a cada dia, se torna mais entreguista e neoliberal.
O Partido dos Trabalhadores se coloca agora contra uma das principais bandeiras do povo brasileiro, o qual foi para as ruas na década de 40 e 50, na campanha "O petróleo é nosso!", a maior campanha cívica que este país conheceu! Continuarei a participar ativamente dos movimentos sindicais e sociais, mas não posso levar nas costas o peso de um partido que tão importante para a organização da classe trabalhadora e a democratização do país, transformando-se hoje num partido burguês, a serviço do grande capital dos patrões e a defender privatizações, com ajuda até do exército, diga-se de passagem.
Como se não bastasse, o PT continua a defender o governador do Rio, Sérgio Cabral, símbolo da corrupção no País, e apóia também o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Sérgio Cabral e Eduardo Paes mandaram a PM bater em professores! Não dá para um militante socialista, com o mínimo de dignidade e de compromisso com a classe trabalhadora e a soberania de nosso país, continuar no PT.
A íntegra.
Dilma em BH (23/10/13): educação
Tudo que é feito em Belo Horizonte e em Minas Gerais é obra do governo federal. Apesar das placas e propagandas caras que os governos quebrados e incompetentes de Lacerda, Anastasia e Aécio espalham em todos os cantos e veículos de comunicação.
Do Blog do Planalto.
Creche é crucial para que nós tenhamos educação de qualidade no Brasil, afirma Dilma
A presidenta Dilma Rousseff destacou nesta quarta-feira (23/10/13), durante inauguração de creche em Belo Horizonte, a importância do ensino infantil para a educação, como o "primeiro tijolo, que vai sendo construído até a pós-graduação". No evento, ainda foi assinada a parceria com a prefeitura para construção de outras 44 unidades na capital mineira.
"Aqui, começa aquele menino que vai virar físico nuclear, aquela outra que vai ser presidenta da República. (…) Poucas vezes a gente fica tão satisfeita nesse momento que visita uma escola com essas características. Aí você sente que o Brasil está mudando mesmo, e uma mudança que atinge as crianças", destacou Dilma.
A íntegra.
As crianças estão aprendendo enquanto os pais estão trabalhando, afirma funcionária de creche
A cantineira Edmêe Maria de Almeida Matos falou ao Blog do Planalto sobre os benefícios que a Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Vila Clóris traz a toda a comunidade. Esta é uma das Umei inauguradas pela presidenta Dilma em Belo Horizonte (MG) nesta quarta-feira (23).
A íntegra.
Dilma: Não existe país desenvolvido sem trabalho técnico qualificado
A presidenta Dilma afirmou, em formatura de 2 mil alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (23), que o desenvolvimento do Brasil depende de trabalhadores técnicos qualificados. "A cada um [dos formandos] quero dizer que encontraram um caminho, e começaram a percorrer", disse.
A íntegra.
Muitos alunos do Pronatec tornam-se empreendedores, afirma professor
Alunos do Pronatec já se formam empregados e muitos se tornam empreendedores, avalia Marcos Flávio Araújo Assunção, professor do curso Técnico em Redes de Computadores, pelo Senac, em Belo Horizonte (MG). Ele foi um dos professores que qualificou parte dos 2 mil alunos que se formaram nesta quarta-feira (23), em cerimônia que contou com a presença de Dilma Rousseff.
A íntegra.
Do Blog do Planalto.
Creche é crucial para que nós tenhamos educação de qualidade no Brasil, afirma Dilma
A presidenta Dilma Rousseff destacou nesta quarta-feira (23/10/13), durante inauguração de creche em Belo Horizonte, a importância do ensino infantil para a educação, como o "primeiro tijolo, que vai sendo construído até a pós-graduação". No evento, ainda foi assinada a parceria com a prefeitura para construção de outras 44 unidades na capital mineira.
"Aqui, começa aquele menino que vai virar físico nuclear, aquela outra que vai ser presidenta da República. (…) Poucas vezes a gente fica tão satisfeita nesse momento que visita uma escola com essas características. Aí você sente que o Brasil está mudando mesmo, e uma mudança que atinge as crianças", destacou Dilma.
A íntegra.
As crianças estão aprendendo enquanto os pais estão trabalhando, afirma funcionária de creche
A cantineira Edmêe Maria de Almeida Matos falou ao Blog do Planalto sobre os benefícios que a Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Vila Clóris traz a toda a comunidade. Esta é uma das Umei inauguradas pela presidenta Dilma em Belo Horizonte (MG) nesta quarta-feira (23).
A íntegra.
Dilma: Não existe país desenvolvido sem trabalho técnico qualificado
A presidenta Dilma afirmou, em formatura de 2 mil alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (23), que o desenvolvimento do Brasil depende de trabalhadores técnicos qualificados. "A cada um [dos formandos] quero dizer que encontraram um caminho, e começaram a percorrer", disse.
A íntegra.
Muitos alunos do Pronatec tornam-se empreendedores, afirma professor
Alunos do Pronatec já se formam empregados e muitos se tornam empreendedores, avalia Marcos Flávio Araújo Assunção, professor do curso Técnico em Redes de Computadores, pelo Senac, em Belo Horizonte (MG). Ele foi um dos professores que qualificou parte dos 2 mil alunos que se formaram nesta quarta-feira (23), em cerimônia que contou com a presença de Dilma Rousseff.
A íntegra.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Dilma, FHC, Collor, privatizações e Exército
O PT faz hoje o que FHC fez antes e antes dele Collor e o Exército antes de todos. A serviço do capital. Há outro PT, sempre houve.
O leilão do Campo de Libra foi vencido com o lance mínimo pela único consórcio que apresentou proposta, formado por Shell (20%), Total (20%) e duas empresas chineses (10% cada uma), sob liderança obrigatória da Petrobrás (40%).
O pré-sal foi descoberto pela Petrobrás, com tecnologia desenvolvida pela Petrobrás e era todo brasileiro. Agora é 60% estrangeiro. A questão é: por quê? Se os lucros podiam ser todos do Estado brasileiro e transformados em investimentos em educação e saúde, por que entregar a maior parte para gigantes multinacionais? Por que a Petrobrás não explora o Campo de Libra sozinha?
Do jornal GGN.
Exército e Força Nacional reprimem manifestantes contrários ao leilão do pré-sal
Enviado por Juliana C. Silva, seg, 21/10/2013 - 14:47 - Atualizado em 21/10/2013 - 15:02
Jornal GGN - Tropas do Exército cercam o Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde está previsto para acontecer, nesta tarde, a privatização do Campo de Libra, do pré-sal, maior reserva de petróleo já descoberta no país. Manifestantes contrários à privatização estão no local desde as primeiras horas da manhã.
Por volta das 10h45, policiais da Força de Segurança Nacional, lançaram pela primeira vez uma enorme quantidade de bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo contra os participantes do ato, que acontece na altura da Praça do Ó. Muitos tiros de bala de borracha foram disparados, e há pelo menos um ferido com mais gravidade na cabeça, que foi encaminhado para um hospital, além de vários outros feridos nas pernas e nos braços. Até aquele momento, nada havia sido quebrado por manifestantes. O ataque ocorreu no momento em que alguns manifestantes forçaram a grade que cerca o acesso ao hotel. Cerca de 600 pessoas participam do protesto.
Duas barreiras, a primeira da Força de Segurança Nacional, a segunda do Exército, esta com cerca de 200 homens, separam os manifestantes do hotel. Há dois caminhões de jato d'água posicionados nos extremos da área cercada. No mar, dois barcos da Marinha patrulham a orla. Helicópteros da polícia sobrevoam o local. Grades foram colocadas até mesmo na faixa de areia, onde também há soldados, na barreira mais próxima ao hotel, e policiais da Força Nacional, à altura de onde se encontram os manifestantes, agora mais afastados por conta dos ataques da polícia, que, por volta das 13h, dava tiros e lançava bombas de forma esporádica contra os manifestantes.
A íntegra.
O leilão do Campo de Libra foi vencido com o lance mínimo pela único consórcio que apresentou proposta, formado por Shell (20%), Total (20%) e duas empresas chineses (10% cada uma), sob liderança obrigatória da Petrobrás (40%).
O pré-sal foi descoberto pela Petrobrás, com tecnologia desenvolvida pela Petrobrás e era todo brasileiro. Agora é 60% estrangeiro. A questão é: por quê? Se os lucros podiam ser todos do Estado brasileiro e transformados em investimentos em educação e saúde, por que entregar a maior parte para gigantes multinacionais? Por que a Petrobrás não explora o Campo de Libra sozinha?
Do jornal GGN.
Exército e Força Nacional reprimem manifestantes contrários ao leilão do pré-sal
Enviado por Juliana C. Silva, seg, 21/10/2013 - 14:47 - Atualizado em 21/10/2013 - 15:02
Jornal GGN - Tropas do Exército cercam o Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde está previsto para acontecer, nesta tarde, a privatização do Campo de Libra, do pré-sal, maior reserva de petróleo já descoberta no país. Manifestantes contrários à privatização estão no local desde as primeiras horas da manhã.
Por volta das 10h45, policiais da Força de Segurança Nacional, lançaram pela primeira vez uma enorme quantidade de bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo contra os participantes do ato, que acontece na altura da Praça do Ó. Muitos tiros de bala de borracha foram disparados, e há pelo menos um ferido com mais gravidade na cabeça, que foi encaminhado para um hospital, além de vários outros feridos nas pernas e nos braços. Até aquele momento, nada havia sido quebrado por manifestantes. O ataque ocorreu no momento em que alguns manifestantes forçaram a grade que cerca o acesso ao hotel. Cerca de 600 pessoas participam do protesto.
Duas barreiras, a primeira da Força de Segurança Nacional, a segunda do Exército, esta com cerca de 200 homens, separam os manifestantes do hotel. Há dois caminhões de jato d'água posicionados nos extremos da área cercada. No mar, dois barcos da Marinha patrulham a orla. Helicópteros da polícia sobrevoam o local. Grades foram colocadas até mesmo na faixa de areia, onde também há soldados, na barreira mais próxima ao hotel, e policiais da Força Nacional, à altura de onde se encontram os manifestantes, agora mais afastados por conta dos ataques da polícia, que, por volta das 13h, dava tiros e lançava bombas de forma esporádica contra os manifestantes.
A íntegra.
O simulacro de realidade nas novelas
O Brasil (a Globo, principalmente) criou um gênero dramático e um ganha-pão para atores, escritores e todos os profissionais que fazem uma novela ir para o ar. Sempre achei que seria ótimo se as novelas fossem boas, vi algumas memoráveis, mas a maioria era clichê e manipulação da opinião pública, isso de que fala este texto. Há muito tempo não vejo nenhuma, ficaram todas "invisíveis". Sem falar na prepotência dos "artistas" globais.
Do blog Viomundo.
Walcyr, o carrasco do black power
por Lelê Teles, via e-mail
Walcyr Carrasco, autor da novela Amor à Vida, da Rede Globo, orientou a equipe de caracterização da trama das 9 da noite a cortar o cabelo do ator Kayky Gonzaga, que faz o personagem Jayminho, um garoto negro que foi adotado por um casal de gays brancos.
Nada demais não fosse a explicação do autor: "tenho ouvido críticas muito pesadas e rejeição, principalmente ao cabelo dele. Eu quero um personagem bem aceito".
Como é, principalmente ao cabelo dele, então há outras críticas "muito pesadas" e "rejeição" contra o ator negro? Quais seriam?
Carrasco dá uma pista: "bem, se não estão felizes com o que estou fazendo contra o preconceito, tiro o personagem da novela e acaba a polêmica".
Humm, taí uma boa forma de lutar contra o preconceito.
Para o autor decidir tirar o personagem da trama é porque as críticas devam ser realmente muito pesadas.
Por que a estética negra incomoda tanto? Por que um garoto negro não pode ter um cabelo comprido?
Segundo Walcyr "a verdade é essa: só pedi para mudar o visual de Jayminho porque ele foi adotado por alguém de dinheiro. É o que aconteceria".
Mentira, o ator Marcello Antony, que é o pai adotivo do garoto na novela, é pai adotivo de um garoto negro na vida real e o filho de Antony, veja você, tem o cabelo quase igual ao de Jayminho.
Ninho, outro personagem da novela, tinha um longo cabelo rastafári. Como rastafári ele era um pai irresponsável, seqüestrador da própria filha, traficante e violento.
Aí ele se mudou para os Estados Unidos, cortou os cabelos e, qual Sansão, perdeu as forças. Tornou-se um cara compreensivo, responsável e amigo da filha.
O diabo é que Ninho é um artista, ganha a vida como artista, mas passou a andar vestido como um gerente de loja de shopping Center.
As novelas, há muito, não criam somente um simulacro de sociedade no Brasil, elas confundem a realidade com esse simulacro.
Mamãe não sabe se a campainha tocou na novela ou se foi na casa dela.
A íntegra.
Do blog Viomundo.
Walcyr, o carrasco do black power
por Lelê Teles, via e-mail
Walcyr Carrasco, autor da novela Amor à Vida, da Rede Globo, orientou a equipe de caracterização da trama das 9 da noite a cortar o cabelo do ator Kayky Gonzaga, que faz o personagem Jayminho, um garoto negro que foi adotado por um casal de gays brancos.
Nada demais não fosse a explicação do autor: "tenho ouvido críticas muito pesadas e rejeição, principalmente ao cabelo dele. Eu quero um personagem bem aceito".
Como é, principalmente ao cabelo dele, então há outras críticas "muito pesadas" e "rejeição" contra o ator negro? Quais seriam?
Carrasco dá uma pista: "bem, se não estão felizes com o que estou fazendo contra o preconceito, tiro o personagem da novela e acaba a polêmica".
Humm, taí uma boa forma de lutar contra o preconceito.
Para o autor decidir tirar o personagem da trama é porque as críticas devam ser realmente muito pesadas.
Por que a estética negra incomoda tanto? Por que um garoto negro não pode ter um cabelo comprido?
Segundo Walcyr "a verdade é essa: só pedi para mudar o visual de Jayminho porque ele foi adotado por alguém de dinheiro. É o que aconteceria".
Mentira, o ator Marcello Antony, que é o pai adotivo do garoto na novela, é pai adotivo de um garoto negro na vida real e o filho de Antony, veja você, tem o cabelo quase igual ao de Jayminho.
Ninho, outro personagem da novela, tinha um longo cabelo rastafári. Como rastafári ele era um pai irresponsável, seqüestrador da própria filha, traficante e violento.
Aí ele se mudou para os Estados Unidos, cortou os cabelos e, qual Sansão, perdeu as forças. Tornou-se um cara compreensivo, responsável e amigo da filha.
O diabo é que Ninho é um artista, ganha a vida como artista, mas passou a andar vestido como um gerente de loja de shopping Center.
As novelas, há muito, não criam somente um simulacro de sociedade no Brasil, elas confundem a realidade com esse simulacro.
Mamãe não sabe se a campainha tocou na novela ou se foi na casa dela.
A íntegra.
domingo, 20 de outubro de 2013
Ombudsman da Folha contesta a Folha
Denúncia contra o governo federal não tem fundamento e o próprio jornal reconheceu isso, mas publicou a matéria assim mesmo. Para que? Para servir de munição para os programas eleitorais da oposição no ano que vem, sugere Suzana Singer.
Da Folha de S. Paulo.
No escuro e a seco
Suzana Singer
A Folha acusou a presidente Dilma de entregar casas sem água nem luz no interior da Bahia. O jornal mostrou, na quarta-feira, que parte das moradias inauguradas em Vitória da Conquista, no programa Minha Casa Minha Vida, estavam no escuro e a seco. Os moradores usavam velas à noite e enchiam baldes nas casas dos vizinhos.
Bastava ler o "outro lado" para concluir que a acusação não fazia sentido. O Ministério das Cidades explicou que as casas foram entregues com instalações elétricas e hidráulicas e que cabia ao beneficiário do programa pedir a ligação dos serviços às empresas de distribuição do Estado.
Acontece o mesmo com quem compra um imóvel sem ajuda federal: é a pessoa que, depois de receber as chaves, aciona o fornecimento de água, luz, gás, telefone.
Diante das explicações dadas pelo governo e pelas concessionárias de serviços estaduais, o jornal deveria ter derrubado a reportagem. Não adianta registrar burocraticamente o "outro lado", como prega o "Manual da Redação", mas insistir numa acusação vazia.
Em plena campanha (alguém duvida que já começou?), é preciso ser mais rigoroso com as denúncias envolvendo qualquer um dos candidatos. Do contrário, o jornal estará apenas fornecendo matéria-prima para os programas eleitorais de 2014.
A íntegra.
Da Folha de S. Paulo.
No escuro e a seco
Suzana Singer
A Folha acusou a presidente Dilma de entregar casas sem água nem luz no interior da Bahia. O jornal mostrou, na quarta-feira, que parte das moradias inauguradas em Vitória da Conquista, no programa Minha Casa Minha Vida, estavam no escuro e a seco. Os moradores usavam velas à noite e enchiam baldes nas casas dos vizinhos.
Bastava ler o "outro lado" para concluir que a acusação não fazia sentido. O Ministério das Cidades explicou que as casas foram entregues com instalações elétricas e hidráulicas e que cabia ao beneficiário do programa pedir a ligação dos serviços às empresas de distribuição do Estado.
Acontece o mesmo com quem compra um imóvel sem ajuda federal: é a pessoa que, depois de receber as chaves, aciona o fornecimento de água, luz, gás, telefone.
Diante das explicações dadas pelo governo e pelas concessionárias de serviços estaduais, o jornal deveria ter derrubado a reportagem. Não adianta registrar burocraticamente o "outro lado", como prega o "Manual da Redação", mas insistir numa acusação vazia.
Em plena campanha (alguém duvida que já começou?), é preciso ser mais rigoroso com as denúncias envolvendo qualquer um dos candidatos. Do contrário, o jornal estará apenas fornecendo matéria-prima para os programas eleitorais de 2014.
A íntegra.
Libra: a véspera do crime ou o PT tucano ataca mais uma vez
Quem poderia imaginar um governo do PT usando o Exército contra movimentos sociais, para garantir um leilão de privatização?! Como fez Collor, há 22 anos, quando os movimentos sociais eram liderados pelo próprio PT?
No entanto, não é novidade, no mundo inteiro aconteceu isso: o melhor partido para administrar o sistema para o capital é aquele que tem bases populares. Assim como a função do Estado é investir dinheiro público para criar negócios lucrativos para as empresas privadas.
A estatal Petrobrás -- porque não foi privatizada pelo governo tucano de FHC -- descobriu o pré-sal e agora o governo -- petista! -- entrega a exploração do campo de Libra para a iniciativa privada. A lógica do capitalismo é esta, despesas socializadas (pelo Estado) e lucros privados (para os grandes acionistas donos das poucas corporações que controlam a economia mundial).
Ou será que o neoliberalismo petista é diferente do neoliberalismo tucano?
As visões do senador Roberto Requião, um raro caso de integridade no Senado, do PT dos trabalhadores e de um sino-petista. E a análise imprescindível da Carta Maior.
PS: E aqui a análise do Luís Nassif: falta dinheiro para o Brasil explorar pré-sal, mas as precauções foram tomadas; o projeto do PT não é o projeto entreguista do PSDB.
Do saite do senador Roberto Requião via blog Viomundo.
Requião se diz perplexo com uso do Exército e leilão sem debate
Para Requião, leilão do Campo de Libra é um crime contra o Brasil
"O que está acontecendo no Brasil? O Governo quer leiloar o campo petrolífero de Libra, que pode ter 15 bilhões de barris de petróleo, e não tem justificativa nenhuma para isso", afirmou o senador Roberto Requião (PMDB/PR). "Estão entregando o petróleo brasileiro, mesmo depois do escândalo da espionagem da Petrobrás, do Ministério dos Transportes e até do telefone particular da presidente Dilma (Rousseff)", completou.
Para Requião, o leilão do Campo de Libra, marcado para o próximo dia 21, "é um crime contra o Brasil. Um absurdo". Ele comunicou que, junto com os senadores Pedro Simon (PMDB/RS) e Randolfe Rodrigues (Psol/AP), há mais de um mês entrou com um projeto de decreto legislativo para anular a licitação. No entanto, o projeto não tramitou no Senado.
"Isto está causando a indignação dos movimentos populares, dos setores mais esclarecidos do país. Mas a imprensa toda está a favor do entreguismo. Porque na verdade, hoje, PSDB e PSB estão todos nesta visão entreguista. Eles querem só derrubar o PT para fazer o mesmo, mas sem os programas sociais", afirmou."Eu pergunto a você, que como eu votou e lutou pela Dilma: era isso que a gente esperava? E eu pergunto ao PT: foi isso que nós propusemos na campanha? E eu pergunto ao PMDB: foi por isso que nós apoiamos a presidente Dilma? Não. Não foi."
A íntegra.
Do saite da CUT, via blog Viomundo.
Petroleiros em greve explicam oposição ao leilão de Libra
Para federação, governo brasileiro erra ao não considerar petróleo estratégico para as próximas décadas Por Luiz Carvalho
Na próxima segunda-feira (21), o governo brasileiro promove o leilão do campo de Libra, no Rio de Janeiro, o primeiro após a descoberta do pré-sal.
A área que fica a 183 km da costa carioca será disputada por empresas de 10 nacionalidades: as chinesas Cnooc International Limited e China National Petroleum Corporation -- CNPC, a colombiana Ecopetrol, a japonesa Mitsui & CO, a indiana Onbc Videsh, a portuguesa Petroga, a malasiana Petronas, a híspano-chinesa Respsol/Sinopec, a anglo-holandesa Shell, além da própria Petrobrás*.
Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o campo tem capacidade de produção entre 12 e 15 bilhões de barris de petróleo, o equivalente a toda a reserva nacional – em torno de 14 bilhões – e renderia mais de dois trilhões de dólares ao país.
Diante de tamanho potencial, a FUP comanda uma mobilização para suspender a licitação e cobrar que a riqueza fique em território nacional.
Como parte da mobilização, iniciou uma greve por tempo indeterminado no último dia 16, que atinge 90% de todo o sistema Petrobrás.
A íntegra.
Do saite Página 13 via blog Viomundo.
Pomar: Parceria com a China é um bom negócio para o Brasil
Pré-Sal: Ficção e Realidade
Por Wladimir Pomar
Oitenta entidades representativas dos movimentos sociais, com a certeza de estarem imbuídas da "vontade de defender os interesses da soberania da nação brasileira e de nosso povo, sobre os nossos recursos naturais", enviaram carta a Dilma para suspender o leilão das reservas do pré-sal, previsto para o dia 21 de outubro de 2013.
Nesse meio tempo, porém, ocorreu algo inusitado. A Exxon, a British Petroleum (BP) e a British Gas (BG), três das maiores gigantes da área internacional de petróleo, anunciaram que não têm interesse em participar do leilão do Campo de Libra.
Além disso, das 40 empresas que a ANP esperava disputarem o leilão, somente 11 pagaram a taxa de participação. Com isso, grande parte dos argumentos expendidos pelas entidades sociais desceu água abaixo, e muita gente está sem entender o que ocorreu.
Alguns especialistas do setor dizem que um dos fatores que afastaram as petroleiras americanas e inglesas teria sido a presença obrigatória de uma operadora, no caso a Petrobras, durante exploração. O problema não seria o trabalho da Petrobrás, em si, mas o fato de que as grandes empresas transnacionais só têm interesse em entrar como operadoras do negócio. Isto é algo para o qual as entidades sociais parecem não ter dado atenção.
A participação obrigatória da Petrobras subordina as estrangeiras, e as transnacionais têm horror a isso. Não é por acaso que cresce a campanha contra a interferência do Estado na economia.
A íntegra.
Da Agência Carta Maior.
Libra não é só petróleo
Em todo mundo o discurso conservador subsiste em estado comatoso. O empenho é para injetar sobrevida ao defunto, resistir e desgastar o anseio de mudança.
Por Saul Leblon
Quando o extraordinário acontece, as lentes da rotina já não conseguem explicar a vida. A "redescoberta" de Marx, é mais que uma redescoberta intelectual. Essa é a hora em que o preconceito histórico inoculado contra o socialismo perde força. Até nos EUA.
Uma pesquisa feita pela Pew Research, no final de 2011, tentou medir esse ponto de mutação. Os resultados foram significativos:
a) na faixa etária entre 19 e 28 anos a menção ao "socialismo" encontra receptividade favorável entre 49% dos jovens norte-americanos (entre 43% ela é negativa).
b) entre a população negra – açoitada pela crise – os dados são ainda mais expressivos: respectivamente 55% de aprovação; 36%, rejeição.
c) a mesma medição, agora para "capitalismo", obteve os seguintes percentuais nos grupos mencionados: 46% e 47%, entre os jovens; e 41% favorável e 51% negativo, entre os negros.
A íntegra.
No entanto, não é novidade, no mundo inteiro aconteceu isso: o melhor partido para administrar o sistema para o capital é aquele que tem bases populares. Assim como a função do Estado é investir dinheiro público para criar negócios lucrativos para as empresas privadas.
A estatal Petrobrás -- porque não foi privatizada pelo governo tucano de FHC -- descobriu o pré-sal e agora o governo -- petista! -- entrega a exploração do campo de Libra para a iniciativa privada. A lógica do capitalismo é esta, despesas socializadas (pelo Estado) e lucros privados (para os grandes acionistas donos das poucas corporações que controlam a economia mundial).
Ou será que o neoliberalismo petista é diferente do neoliberalismo tucano?
As visões do senador Roberto Requião, um raro caso de integridade no Senado, do PT dos trabalhadores e de um sino-petista. E a análise imprescindível da Carta Maior.
PS: E aqui a análise do Luís Nassif: falta dinheiro para o Brasil explorar pré-sal, mas as precauções foram tomadas; o projeto do PT não é o projeto entreguista do PSDB.
Do saite do senador Roberto Requião via blog Viomundo.
Requião se diz perplexo com uso do Exército e leilão sem debate
Para Requião, leilão do Campo de Libra é um crime contra o Brasil
"O que está acontecendo no Brasil? O Governo quer leiloar o campo petrolífero de Libra, que pode ter 15 bilhões de barris de petróleo, e não tem justificativa nenhuma para isso", afirmou o senador Roberto Requião (PMDB/PR). "Estão entregando o petróleo brasileiro, mesmo depois do escândalo da espionagem da Petrobrás, do Ministério dos Transportes e até do telefone particular da presidente Dilma (Rousseff)", completou.
Para Requião, o leilão do Campo de Libra, marcado para o próximo dia 21, "é um crime contra o Brasil. Um absurdo". Ele comunicou que, junto com os senadores Pedro Simon (PMDB/RS) e Randolfe Rodrigues (Psol/AP), há mais de um mês entrou com um projeto de decreto legislativo para anular a licitação. No entanto, o projeto não tramitou no Senado.
"Isto está causando a indignação dos movimentos populares, dos setores mais esclarecidos do país. Mas a imprensa toda está a favor do entreguismo. Porque na verdade, hoje, PSDB e PSB estão todos nesta visão entreguista. Eles querem só derrubar o PT para fazer o mesmo, mas sem os programas sociais", afirmou."Eu pergunto a você, que como eu votou e lutou pela Dilma: era isso que a gente esperava? E eu pergunto ao PT: foi isso que nós propusemos na campanha? E eu pergunto ao PMDB: foi por isso que nós apoiamos a presidente Dilma? Não. Não foi."
A íntegra.
Do saite da CUT, via blog Viomundo.
Petroleiros em greve explicam oposição ao leilão de Libra
Para federação, governo brasileiro erra ao não considerar petróleo estratégico para as próximas décadas Por Luiz Carvalho
Na próxima segunda-feira (21), o governo brasileiro promove o leilão do campo de Libra, no Rio de Janeiro, o primeiro após a descoberta do pré-sal.
A área que fica a 183 km da costa carioca será disputada por empresas de 10 nacionalidades: as chinesas Cnooc International Limited e China National Petroleum Corporation -- CNPC, a colombiana Ecopetrol, a japonesa Mitsui & CO, a indiana Onbc Videsh, a portuguesa Petroga, a malasiana Petronas, a híspano-chinesa Respsol/Sinopec, a anglo-holandesa Shell, além da própria Petrobrás*.
Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o campo tem capacidade de produção entre 12 e 15 bilhões de barris de petróleo, o equivalente a toda a reserva nacional – em torno de 14 bilhões – e renderia mais de dois trilhões de dólares ao país.
Diante de tamanho potencial, a FUP comanda uma mobilização para suspender a licitação e cobrar que a riqueza fique em território nacional.
Como parte da mobilização, iniciou uma greve por tempo indeterminado no último dia 16, que atinge 90% de todo o sistema Petrobrás.
A íntegra.
Do saite Página 13 via blog Viomundo.
Pomar: Parceria com a China é um bom negócio para o Brasil
Pré-Sal: Ficção e Realidade
Por Wladimir Pomar
Oitenta entidades representativas dos movimentos sociais, com a certeza de estarem imbuídas da "vontade de defender os interesses da soberania da nação brasileira e de nosso povo, sobre os nossos recursos naturais", enviaram carta a Dilma para suspender o leilão das reservas do pré-sal, previsto para o dia 21 de outubro de 2013.
Nesse meio tempo, porém, ocorreu algo inusitado. A Exxon, a British Petroleum (BP) e a British Gas (BG), três das maiores gigantes da área internacional de petróleo, anunciaram que não têm interesse em participar do leilão do Campo de Libra.
Além disso, das 40 empresas que a ANP esperava disputarem o leilão, somente 11 pagaram a taxa de participação. Com isso, grande parte dos argumentos expendidos pelas entidades sociais desceu água abaixo, e muita gente está sem entender o que ocorreu.
Alguns especialistas do setor dizem que um dos fatores que afastaram as petroleiras americanas e inglesas teria sido a presença obrigatória de uma operadora, no caso a Petrobras, durante exploração. O problema não seria o trabalho da Petrobrás, em si, mas o fato de que as grandes empresas transnacionais só têm interesse em entrar como operadoras do negócio. Isto é algo para o qual as entidades sociais parecem não ter dado atenção.
A participação obrigatória da Petrobras subordina as estrangeiras, e as transnacionais têm horror a isso. Não é por acaso que cresce a campanha contra a interferência do Estado na economia.
A íntegra.
Da Agência Carta Maior.
Libra não é só petróleo
Em todo mundo o discurso conservador subsiste em estado comatoso. O empenho é para injetar sobrevida ao defunto, resistir e desgastar o anseio de mudança.
Por Saul Leblon
Quando o extraordinário acontece, as lentes da rotina já não conseguem explicar a vida. A "redescoberta" de Marx, é mais que uma redescoberta intelectual. Essa é a hora em que o preconceito histórico inoculado contra o socialismo perde força. Até nos EUA.
Uma pesquisa feita pela Pew Research, no final de 2011, tentou medir esse ponto de mutação. Os resultados foram significativos:
a) na faixa etária entre 19 e 28 anos a menção ao "socialismo" encontra receptividade favorável entre 49% dos jovens norte-americanos (entre 43% ela é negativa).
b) entre a população negra – açoitada pela crise – os dados são ainda mais expressivos: respectivamente 55% de aprovação; 36%, rejeição.
c) a mesma medição, agora para "capitalismo", obteve os seguintes percentuais nos grupos mencionados: 46% e 47%, entre os jovens; e 41% favorável e 51% negativo, entre os negros.
A íntegra.
Como funciona a imprensa
A velha "grande" imprensa, digo. Velha "grande" imprensa mineira, no caso. Velha "grande" imprensa mineira e velha política mineira.
Primeiro, o caso: movimentos sociais começam campanha para diminuir o preço da conta de energia da Cemig. Argumentos: a energia da Cemig é a mais cara do Brasil. Por quê? Porque foi privatizada pela metade pelos governos tucanos de Azeredo, Aécio e Anastasia (não foi totalmente porque a privatização foi contida no governo Itamar) e sua prioridade agora é dar lucro aos acionistas privados. Para isso corta despesas, demite funcionários, terceiriza serviços -- e até boicota a redução de tarifas decretada pelo governo federal.
Além disso, serve de instrumento da política tucana de oferecer subsídios às grandes e gigantescas empresas.
Resultados:
1) a Cemig distribuiu quase R$ 17 bilhões aos seus acionistas nos últimos dez anos (80% do lucro);
2) o consumidor residencial da Cemig paga 10 vezes mais pela tarifa do que as grandes empresas -- por um consumo mensal de 200 Kw, por exemplo, uma família paga R$ 100, enquanto grandes empresas pagam R$ 32 e as maiores empresas R$ 10;
3) a qualidade do serviço prestado pela Cemig cai.
Nem bem a campanha dos movimentos sociais começa, a "grande" imprensa local estampa anúncios de duas páginas da Cemig.
O que mantém a imprensa são anúncios e os governos são os maiores anunciantes.
Os governos tucanos de Aécio e Anastasia se notabilizaram por multiplicar os gastos com propaganda.
A Cemig é uma empresa que não tem concorrentes, não precisa de propaganda para conquistar os consumidores e vender seu produto.
Seus anúncios são pagos com dinheiro do próprio consumidor, aquele que paga a mais cara energia do Brasil.
A velha "grande" imprensa recebe uma pequena fortuna (duas páginas num "grande" jornal podem custar a bagatela de R$ 783 mil!).
Notícias sobre a campanha dos movimentos sociais para diminuir o preço da energia pago pelo consumidor residencial deixam de ser publicadas ou no máximo se transformam em matérias pequenas, escondidas, e sempre acompanhadas de declarações do governador e do presidente da Cemig ("o outro lado").
Um assunto importante, que afeta a vida de 20 milhões de mineiros, será ignorado e desaparecerá do noticiário.
O anúncio da Cemig não é novidade, a história é velha, velhíssima. O que há de novo é a internet, a nova imprensa; ninguém mais lê os velhos "grandes" jornais e revistas. A influência dos velhos "grandes" veículos (incluída aí a televisão) é cada vez menor e a das propagandas oficiais neles também.
Primeiro, o caso: movimentos sociais começam campanha para diminuir o preço da conta de energia da Cemig. Argumentos: a energia da Cemig é a mais cara do Brasil. Por quê? Porque foi privatizada pela metade pelos governos tucanos de Azeredo, Aécio e Anastasia (não foi totalmente porque a privatização foi contida no governo Itamar) e sua prioridade agora é dar lucro aos acionistas privados. Para isso corta despesas, demite funcionários, terceiriza serviços -- e até boicota a redução de tarifas decretada pelo governo federal.
Além disso, serve de instrumento da política tucana de oferecer subsídios às grandes e gigantescas empresas.
Resultados:
1) a Cemig distribuiu quase R$ 17 bilhões aos seus acionistas nos últimos dez anos (80% do lucro);
2) o consumidor residencial da Cemig paga 10 vezes mais pela tarifa do que as grandes empresas -- por um consumo mensal de 200 Kw, por exemplo, uma família paga R$ 100, enquanto grandes empresas pagam R$ 32 e as maiores empresas R$ 10;
3) a qualidade do serviço prestado pela Cemig cai.
Nem bem a campanha dos movimentos sociais começa, a "grande" imprensa local estampa anúncios de duas páginas da Cemig.
O que mantém a imprensa são anúncios e os governos são os maiores anunciantes.
Os governos tucanos de Aécio e Anastasia se notabilizaram por multiplicar os gastos com propaganda.
A Cemig é uma empresa que não tem concorrentes, não precisa de propaganda para conquistar os consumidores e vender seu produto.
Seus anúncios são pagos com dinheiro do próprio consumidor, aquele que paga a mais cara energia do Brasil.
A velha "grande" imprensa recebe uma pequena fortuna (duas páginas num "grande" jornal podem custar a bagatela de R$ 783 mil!).
Notícias sobre a campanha dos movimentos sociais para diminuir o preço da energia pago pelo consumidor residencial deixam de ser publicadas ou no máximo se transformam em matérias pequenas, escondidas, e sempre acompanhadas de declarações do governador e do presidente da Cemig ("o outro lado").
Um assunto importante, que afeta a vida de 20 milhões de mineiros, será ignorado e desaparecerá do noticiário.
O anúncio da Cemig não é novidade, a história é velha, velhíssima. O que há de novo é a internet, a nova imprensa; ninguém mais lê os velhos "grandes" jornais e revistas. A influência dos velhos "grandes" veículos (incluída aí a televisão) é cada vez menor e a das propagandas oficiais neles também.
sábado, 12 de outubro de 2013
Lição de história: os bandeirantes paulistas
Do Diário do Centro do Mundo.
O que está por trás do protesto contra os bandeirantes em São Paulo
Por Jura Passos.
Aconteceu o primeiro protesto contra os bandeirantes em São Paulo.
O protesto foi no Monumento às Bandeiras, cartão postal da cidade esculpido pelo italiano Vitor Brecheret, em que os tupis mamelucos ostentam cruzes no pescoço e seguem portugueses gigantes montados a cavalo.
O monumento foi pichado e os bandeirantes e mamelucos foram tingidos de vermelho. Merecidamente: os bandeirantes eram caçadores de escravos guaranis.
São Paulo nasceu de uma aliança entre os jesuítas e uma tribo de mamelucos tupis liderada por João Ramalho, casado com Bartira, a filha do cacique Tibiriçá.
A cidade surgiu de um acordo nepotista para a implantação de um colégio cristão às margens do Tamanduateí, o rio dos tamanduás. Esses escravos tupis integrantes das bandeiras escravagistas é que foram pichados no Ibirapuera – a árvore ou mata desaparecida.
Mas os jesuítas fundaram muito mais que São Paulo. Fundaram mais de 30 reduções, ou missões, em território guarani, no sul do atual Brasil, Argentina e Paraguai. Na época, os territórios eram disputados por espanhóis e portugueses.
Em São Paulo, Raposo Tavares – que dá nome à estrada que segue em direção às missões – é considerado herói. Nas missões jesuítas argentinas, paraguaias e gaúchas ele é chamado de bandido até hoje.
Sob o comando dos sacerdotes jesuítas mais cultos e bem preparados – que incluíam artistas, cientistas e arquitetos – as missões alcançaram um nível avançado de desenvolvimento social, artístico e cultural.
Os guaranis tornaram-se capazes de escrever e tocar música barroca, esculpir a pedra e construir e decorar igrejas como as florentinas ou sevilhanas.
Os escravos eram artistas. Os escravizadores, semianalfabetos. Os paulistas acabaram com as missões e com as habitações comunitárias que circundavam a igreja e o colégio centrais de cada uma delas, porque a educação era central no projeto missioneiro.
Liquidaram as escolas e a habitação popular. Reduziram a escombros as casas das reduções missionárias. Destruíram o Minha Casa Minha Vida guarani para obrigá-los a trabalhar de graça nas fazendas paulistas.
Depois de transformar as missões em ruínas e escravizar seus habitantes – coisa que as escolas paulistas ensinam mas não criticam – os paulistas começaram a ser expulsos ao perder pela primeira vez na batalha de Bororé, às margens do rio Uruguai, selando definitivamente a fronteira entre o Brasil e a Argentina. Bororé é o veneno que os índios colocavam na ponta das flechas. O veneno funcionou tanto quanto as armas de fogo que os jesuítas receberam da coroa espanhola, também inimiga dos bandidos paulistas.
A íntegra.
Cemig: consumidor residencial paga pelas grandes empresas
A energia mais cara do Brasil é também a mais injusta, como mostra a campanha do Plebiscito Popular (pleonasmo) sobre a conta da Cemig.
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