E também o salário do piloto. O que o leitor, eleitor, contribuinte, cidadão deve pensar desse uso do dinheiro público pelo poder legislativo mineiro?
É incrível a discrição da imprensa sobre o assunto. Se a gente procurar, acha uma notícia aqui, outra ali, mais uma acolá, mas escondidinhas. Por que será? Avião de político transportando quase meia tonelada de cocaína é fato corriqueiro? O "grande" jornal dos mineiros, por exemplo, já esqueceu o assunto. Curioso também que a quantidade de droga está diminuindo: eram 450 quilos, depois 445 e agora já se fala em 443.
Mas há quem dê ao caso a devida importância, mostre as relações entre os Perrella e o tucano Aécio Neves e critique o silêncio, por exemplo, da Globo. Na internet, é claro.
Do Jornal GGN.
Assembleia Legislativa de Minas abastece helicóptero de Perrella
O helicóptero que transportou 445kg de cocaína é abastecido pela Assembleia Legislativa de Minas. O deputado Gustavo Perrella (SDD) gastou R$ 14.071 com querosene para avião, entre janeiro e outubro deste ano, segundo dados do relatório do Portal da Transparência do Legislativo. Além disso, a Assembléia também custeava R$ 1.700 de salário para o piloto Rogério Almeida, desde abril.
O piloto e copiloto do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG) continuam presos. Enquanto isso, os dois e o próprio deputado afirmam desconhecer que transportavam a droga. O helicóptero, que pertence à família do senador Zezé Perrella (PDT-MG), foi apreendido, no domingo (24), pela Polícia Militar, em uma fazenda no interior do Espírito Santo. A PF (Polícia Federal) investiga o caso.
A íntegra.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
E se o helicóptero dos Perrella fosse do filho de José Dirceu?
Um exercício de imaginação feito pelo Blog do Rovai.
Outros são possíveis. Por exemplo: aplicar ao caso a teoria do domínio do fato, que o ministro Joaquim Barbosa aplicou para prender José Dirceu e José Genoíno.
Como o piloto trabalha na fazenda de Gustavo e Zezé Perrella, é impossível que não soubessem o que ele fazia. Como trabalha para o deputado Alencar da Silveira, é impossível que este também não soubesse. Já são quatro: o piloto, o deputado Silveira, o deputado Perrella, o senador Perrella -- portanto, uma quadrilha! E como todos são aliados de Aécio Neves, seu chefe político supremo, este seria o chefe da quadrilha. Aliás, duas quadrilhas, pois havia mais três no helicóptero: uma quadrilha de transporte, da iniciativa privada, e outra formada por políticos.
Seguindo o raciocínio de Barbosa, todos devem ser condenados por tráfico de droga e formação de quadrilha! Já que se tratam de dois senadores, o processo deve ser julgado diretamente pelo STF, sem direito a apelação. E como relator, o presidente do STF pode levantar a hipótese de que o dinheiro da venda da droga seria empregado na campanha do candidato tucano à presidência. Mais: que a compra da droga teria sido feita com dinheiro público, desviada de verbas dos dois Legislativos...
É assim que funciona o Brasil da oposição, da "grande" imprensa e de Joaquim Barbosa.
Com uma diferença: se o acontecimento está relacionado ao governo do PT, ganha manchete diariamente, mas se atinge políticos da direita, cai no esquecimento imediatamente.
Nunca é demais frisar: helicóptero da empresa de um senador e um deputado estadual mineiros, transportando 450 quilos de cocaína, avaliada em R$ 50 milhões. Piloto empregado também na Assembleia Legislativa mineira a pedido do deputado, mas que não ia trabalhar.
E a indignação contra a corrupção, o crime organizado, a desmoralização dos políticos? Por que não se manifesta?
Do Blog do Rovai.
Na mídia, a história dos 450 kg de cocaína no helicóptero dos Perrella virou pó
Renato Rovai
Vamos imaginar que um dos filhos de Marta Suplicy fosse deputado. E um helicóptero dele fosse apreendido pela PF com 450 quilos de cocaína. Você acha que este fato teria a mesma cobertura discreta e cuidadosa que o dos Perrellas está tendo? Você acha que o Uol daria apenas registros aqui e ali do caso? Ou acha que a casa da atual ministra teria filas de repórteres tentando pular o muro para falar com ela?
Talvez o exemplo não seja o melhor. Tentemos, pois, outro exercício hipotético. Imagine que o helicóptero fosse de um irmão do senador carioca Lindbergh. O que você acha que aconteceria? Quantos minutos isso renderia no Jornal Nacional? Quantas páginas do jornal O Globo?
Mas podemos ir ainda mais longe. Imagine que o helicóptero fosse de alguém que tivesse relação com o ex-presidente Lula. Alguém, por exemplo, que tivesse feito churrasco na casa dele uma ou outra vez. O que será que aconteceria com Lula e com o suposto churrasqueiro de Lula?
Como você acha que seria a cobertura dessa história se o avião fosse do Zeca Dirceu, deputado pelo Paraná e filho de José Dirceu? Ou de um filho do vereador Donato, que ontem voltou à Câmara para enfrentar do legislativo a quadrilha do ISS? Ou se fosse da Miruna, filha de José Genoíno?
A íntegra.
Do blog Viomundo.
Piloto diz que fez duas ligações a deputado antes de voar; fazenda destino da cocaína era dos Perrella, diz advogado
por Luiz Carlos Azenha
O advogado Nicácio Pedro Tiradentes, que representa Rogério Almeida Antunes, disse esta tarde ao Viomundo que o deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade-MG) mentiu ao dizer, em entrevista, que o piloto roubou o helicóptero que estava em nome da Limeira Agropecuária e foi apreendido em uma fazenda no município de Afonso Cláudio, Espírito Santo, com mais de 400 quilos de cocaína a bordo.
A apreensão aconteceu domingo.
Nicácio, que foi contratado pelo pai do piloto, passou algumas horas com o acusado e saiu do encontro dizendo que Rogério era homem "de confiança" do deputado Perrella, tanto que ocupava um cargo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde não trabalhava. Segundo o jornal O Estado de Minas, o piloto era "agente de serviço de gabinete da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Almg). Com salário de R$ 1,7 mil, Antunes está lotado desde abril deste ano na 3ª Secretaria da Almg, presidida pelo deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT)". O pedetista informou que Rogério seria demitido nas próximas horas.
De acordo com o advogado, o piloto fez duas ligações para o deputado Perrella antes de voar o frete. Ele sustenta que tanto o piloto quanto o deputado acreditavam tratar-se de implementos agrícolas. Disse também que o deputado estaria tentando "empurrar o pepino" para o piloto. Sugeriu que haveria a tentativa de livrar outro envolvido, pessoa "de posses" que acompanhava o vôo, mas não identificou esta pessoa, com a qual o advogado deve se encontrar ainda hoje para obter novas informações.
A íntegra.
Do UOL, em São Paulo
PF apreende 450 kg de cocaína em helicóptero da família de senador de MG
Guilherme Balza
A superintendência da Polícia Federal do Espírito Santo apreendeu, durante operação nesse domingo (24), 450 kg de cocaína em um helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa do deputado estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (Solidariedade), filho do senador e ex-presidente do Cruzeiro Zezé Perrella (PDT-MG).
O helicóptero foi interceptado pela Polícia Federal perto da cidade de Afonso Cláudio, no interior do Espírito Santo. Estavam na aeronave o piloto, que é funcionário da agropecuária, e mais três pessoas cujas identidades não foram reveladas pela PF.
A íntegra.
Do Estado de Minas.
Helicóptero da família Perrella é apreendido com mais de 400 quilos de cocaína
Luana Cruz
Um helicóptero de uma agropecuária que faz parte do grupo de empresas do senador Zezé Perrella (PDT) e do filho dele, deputado estadual Gustavo Perrella (SDD), foi apreendido com mais de 400 quilos de cocaína durante uma operação da Polícia Federal do Espírito Santo, no domingo. A droga foi interceptada pelos policiais perto da cidade de Afonso Cláudio, o interior do estado.
De acordo com o advogado da família, Antônio Carlos de Almeida Castro, a aeronave está em nome da Limeira Agropecuária – empresa do deputado, mas ele não estava no voo. Segundo Castro, o piloto usou indevidamente a aeronave, sem avisar, para o transporte da droga. O piloto foi preso, junto com outras três pessoas que o acompanhavam.
A íntegra.
Outros são possíveis. Por exemplo: aplicar ao caso a teoria do domínio do fato, que o ministro Joaquim Barbosa aplicou para prender José Dirceu e José Genoíno.
Como o piloto trabalha na fazenda de Gustavo e Zezé Perrella, é impossível que não soubessem o que ele fazia. Como trabalha para o deputado Alencar da Silveira, é impossível que este também não soubesse. Já são quatro: o piloto, o deputado Silveira, o deputado Perrella, o senador Perrella -- portanto, uma quadrilha! E como todos são aliados de Aécio Neves, seu chefe político supremo, este seria o chefe da quadrilha. Aliás, duas quadrilhas, pois havia mais três no helicóptero: uma quadrilha de transporte, da iniciativa privada, e outra formada por políticos.
Seguindo o raciocínio de Barbosa, todos devem ser condenados por tráfico de droga e formação de quadrilha! Já que se tratam de dois senadores, o processo deve ser julgado diretamente pelo STF, sem direito a apelação. E como relator, o presidente do STF pode levantar a hipótese de que o dinheiro da venda da droga seria empregado na campanha do candidato tucano à presidência. Mais: que a compra da droga teria sido feita com dinheiro público, desviada de verbas dos dois Legislativos...
É assim que funciona o Brasil da oposição, da "grande" imprensa e de Joaquim Barbosa.
Com uma diferença: se o acontecimento está relacionado ao governo do PT, ganha manchete diariamente, mas se atinge políticos da direita, cai no esquecimento imediatamente.
Nunca é demais frisar: helicóptero da empresa de um senador e um deputado estadual mineiros, transportando 450 quilos de cocaína, avaliada em R$ 50 milhões. Piloto empregado também na Assembleia Legislativa mineira a pedido do deputado, mas que não ia trabalhar.
E a indignação contra a corrupção, o crime organizado, a desmoralização dos políticos? Por que não se manifesta?
Do Blog do Rovai.
Na mídia, a história dos 450 kg de cocaína no helicóptero dos Perrella virou pó
Renato Rovai
Vamos imaginar que um dos filhos de Marta Suplicy fosse deputado. E um helicóptero dele fosse apreendido pela PF com 450 quilos de cocaína. Você acha que este fato teria a mesma cobertura discreta e cuidadosa que o dos Perrellas está tendo? Você acha que o Uol daria apenas registros aqui e ali do caso? Ou acha que a casa da atual ministra teria filas de repórteres tentando pular o muro para falar com ela?
Talvez o exemplo não seja o melhor. Tentemos, pois, outro exercício hipotético. Imagine que o helicóptero fosse de um irmão do senador carioca Lindbergh. O que você acha que aconteceria? Quantos minutos isso renderia no Jornal Nacional? Quantas páginas do jornal O Globo?
Mas podemos ir ainda mais longe. Imagine que o helicóptero fosse de alguém que tivesse relação com o ex-presidente Lula. Alguém, por exemplo, que tivesse feito churrasco na casa dele uma ou outra vez. O que será que aconteceria com Lula e com o suposto churrasqueiro de Lula?
Como você acha que seria a cobertura dessa história se o avião fosse do Zeca Dirceu, deputado pelo Paraná e filho de José Dirceu? Ou de um filho do vereador Donato, que ontem voltou à Câmara para enfrentar do legislativo a quadrilha do ISS? Ou se fosse da Miruna, filha de José Genoíno?
A íntegra.
Do blog Viomundo.
Piloto diz que fez duas ligações a deputado antes de voar; fazenda destino da cocaína era dos Perrella, diz advogado
por Luiz Carlos Azenha
O advogado Nicácio Pedro Tiradentes, que representa Rogério Almeida Antunes, disse esta tarde ao Viomundo que o deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade-MG) mentiu ao dizer, em entrevista, que o piloto roubou o helicóptero que estava em nome da Limeira Agropecuária e foi apreendido em uma fazenda no município de Afonso Cláudio, Espírito Santo, com mais de 400 quilos de cocaína a bordo.
A apreensão aconteceu domingo.
Nicácio, que foi contratado pelo pai do piloto, passou algumas horas com o acusado e saiu do encontro dizendo que Rogério era homem "de confiança" do deputado Perrella, tanto que ocupava um cargo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde não trabalhava. Segundo o jornal O Estado de Minas, o piloto era "agente de serviço de gabinete da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Almg). Com salário de R$ 1,7 mil, Antunes está lotado desde abril deste ano na 3ª Secretaria da Almg, presidida pelo deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT)". O pedetista informou que Rogério seria demitido nas próximas horas.
De acordo com o advogado, o piloto fez duas ligações para o deputado Perrella antes de voar o frete. Ele sustenta que tanto o piloto quanto o deputado acreditavam tratar-se de implementos agrícolas. Disse também que o deputado estaria tentando "empurrar o pepino" para o piloto. Sugeriu que haveria a tentativa de livrar outro envolvido, pessoa "de posses" que acompanhava o vôo, mas não identificou esta pessoa, com a qual o advogado deve se encontrar ainda hoje para obter novas informações.
A íntegra.
Do UOL, em São Paulo
PF apreende 450 kg de cocaína em helicóptero da família de senador de MG
Guilherme Balza
A superintendência da Polícia Federal do Espírito Santo apreendeu, durante operação nesse domingo (24), 450 kg de cocaína em um helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa do deputado estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (Solidariedade), filho do senador e ex-presidente do Cruzeiro Zezé Perrella (PDT-MG).
O helicóptero foi interceptado pela Polícia Federal perto da cidade de Afonso Cláudio, no interior do Espírito Santo. Estavam na aeronave o piloto, que é funcionário da agropecuária, e mais três pessoas cujas identidades não foram reveladas pela PF.
A íntegra.
Do Estado de Minas.
Helicóptero da família Perrella é apreendido com mais de 400 quilos de cocaína
Luana Cruz
Um helicóptero de uma agropecuária que faz parte do grupo de empresas do senador Zezé Perrella (PDT) e do filho dele, deputado estadual Gustavo Perrella (SDD), foi apreendido com mais de 400 quilos de cocaína durante uma operação da Polícia Federal do Espírito Santo, no domingo. A droga foi interceptada pelos policiais perto da cidade de Afonso Cláudio, o interior do estado.
De acordo com o advogado da família, Antônio Carlos de Almeida Castro, a aeronave está em nome da Limeira Agropecuária – empresa do deputado, mas ele não estava no voo. Segundo Castro, o piloto usou indevidamente a aeronave, sem avisar, para o transporte da droga. O piloto foi preso, junto com outras três pessoas que o acompanhavam.
A íntegra.
O advogado Nicácio Pedro Tiradentes disse que o deputado estadual
Gustavo Perrella (Solidariedade-MG) está mentindo. Tiradentes representa
o piloto Rogério Almeida Antunes, que dirigia o helicóptero apreendido
em uma fazenda no município de Afonso Cláudio, Espírito Santo, com mais
de 400 quilos de cocaína a bordo.
Perrela afirma que o piloto roubou o helicóptero.
Tiradentes passou algumas horas com o acusado. Ele saiu do encontro dizendo que Rogério era “homem de confiança” do deputado Perrella, tanto que ocupava um cargo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais mesmo sem dar expediente.
De acordo com o advogado, o piloto fez duas ligações para o deputado Perrella antes do voo em questão.
Ele sustenta que tanto o piloto quanto o deputado acreditavam tratar-se de implementos agrícolas. Disse também que o deputado estaria tentando “empurrar o pepino” para o piloto. Ele sugeriu que haveria a tentativa de livrar outro envolvido, pessoa “de posses”.
- See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/11/26/aecio-e-alckmin-sao-ligados-a-dono-do-helicoptero-do-po/#more-15351
Perrela afirma que o piloto roubou o helicóptero.
Tiradentes passou algumas horas com o acusado. Ele saiu do encontro dizendo que Rogério era “homem de confiança” do deputado Perrella, tanto que ocupava um cargo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais mesmo sem dar expediente.
De acordo com o advogado, o piloto fez duas ligações para o deputado Perrella antes do voo em questão.
Ele sustenta que tanto o piloto quanto o deputado acreditavam tratar-se de implementos agrícolas. Disse também que o deputado estaria tentando “empurrar o pepino” para o piloto. Ele sugeriu que haveria a tentativa de livrar outro envolvido, pessoa “de posses”.
- See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/11/26/aecio-e-alckmin-sao-ligados-a-dono-do-helicoptero-do-po/#more-15351
Os médicos de Joaquim Barbosa
Para saber se Genoíno precisa ou não de tratamento médico, nada melhor do que o laudo de uma junta médica, certo? Depende da junta médica. Se fosse a que cuidou do Tancredo... A decisão do presidente do STF mostra como ele age: escolheu a dedos médicos que são inimigos do PT e do programa Mais Médicos, além de estarem implicados em denúncias de falcatruas. Se Genoíno morre, Barbosa pode dizer que fez o que os médicos disseram. A junta médica do presidente do STF é como o julgamento do "mensalão": preparada para obter o fim desejado.
Procure na "grande" imprensa e veja se encontra o que vai ler abaixo. Jornalismo hoje só se faz na internet.
Do blog O Cafezinho.
Quem são os médicos de Barbosa que examinaram Genoíno
Por Miguel do Rosário
O Cafezinho foi investigar quem são os médicos selecionados por Barbosa para fazer um laudo médico que justifique trazer Genoíno de volta para Papuda. Todos os laudos anteriores indicavam que seria muito mais seguro para Genoíno se tratar em casa. Barbosa não se deu por satisfeito e pediu um último laudo, feito com médicos mais velhos, a maioria professores, acadêmicos, ou empresários da saúde, que aceitaram o jogo de Barbosa e prepararam um documento que prima por ser "contra" o réu. É a primeira vez que eu vejo uma junta médica agir, deliberadamente, com apavorante frieza, com vistas à sabotar qualquer tratamento a Genoíno.
Vê-se que Barbosa foi cuidadoso. Depois de trocar o juiz, escolheu cinco médicos perfeitos para executar sua missão. A maioria são médicos já maduros, com longa carreira acadêmica e donos de clínicas particulares. Barbosa não se arriscou com nenhum jovem idealista. Chamou só macaco velho.
Vamos a eles. Os nomes são: Luiz Fernando Junqueira Júnior, Cantídio Lima Vieira, Fernando Antibas Atik, Alexandre Visconti Brick, e Hilda Maria Benevides da Silva de Arruda. Segue a ficha cada um:
A íntegra.
Procure na "grande" imprensa e veja se encontra o que vai ler abaixo. Jornalismo hoje só se faz na internet.
Do blog O Cafezinho.
Quem são os médicos de Barbosa que examinaram Genoíno
Por Miguel do Rosário
O Cafezinho foi investigar quem são os médicos selecionados por Barbosa para fazer um laudo médico que justifique trazer Genoíno de volta para Papuda. Todos os laudos anteriores indicavam que seria muito mais seguro para Genoíno se tratar em casa. Barbosa não se deu por satisfeito e pediu um último laudo, feito com médicos mais velhos, a maioria professores, acadêmicos, ou empresários da saúde, que aceitaram o jogo de Barbosa e prepararam um documento que prima por ser "contra" o réu. É a primeira vez que eu vejo uma junta médica agir, deliberadamente, com apavorante frieza, com vistas à sabotar qualquer tratamento a Genoíno.
Vê-se que Barbosa foi cuidadoso. Depois de trocar o juiz, escolheu cinco médicos perfeitos para executar sua missão. A maioria são médicos já maduros, com longa carreira acadêmica e donos de clínicas particulares. Barbosa não se arriscou com nenhum jovem idealista. Chamou só macaco velho.
Vamos a eles. Os nomes são: Luiz Fernando Junqueira Júnior, Cantídio Lima Vieira, Fernando Antibas Atik, Alexandre Visconti Brick, e Hilda Maria Benevides da Silva de Arruda. Segue a ficha cada um:
A íntegra.
Mais um tribunal de exceção
Depois que os vampiros provam sangue, querem sempre mais, é o que diz a lenda. O autoritarismo também. Foi assim na escalada do nazismo, foi assim no golpe de 64 e está sendo assim agora com esse novo judiciário de exceção, que apela até para a lei de segurança nacional, da ditadura. O julgamento do "mensalão", em que Joaquim Barbosa revirou de cabeça para baixo a justiça e o STF aceitou, deu o exemplo, e pelo visto movimentos sociais e militantes agora passam a ser perseguidos com rigor. Conhecemos a justiça brasileira e seu rigor, sabemos que ela é seletiva (os réus do "mensalão" mineiro, por exemplo, continuam aguardando julgamento -- haverá? -- com todas as regalias, como direito a dois tribunais, enquanto os petistas foram julgados diretamente no tribunal do Barbosa) e desconfiamos dos seus propósitos, pois nunca vimos o mesmo rigor funcionar para os ricos e políticos de direita. Liberdade de pensamento -- nunca é demais lembrar essa lição liberal elementar -- é sempre para quem pensa diferente de nós.
Do blog da Fist.
Jair Baiano submetido a tribunal de exceção
Negada a liberdade de Jair Seixas em um jogo de cartas marcadas comandada pela polícia, pelo governador e pela presidente da República.
O objetivo é criminalizar a Frente Internacionalista dos Sem Teto – Fist, pois, esta se coloca contra as remoções e despejos e contra os criminosos leilões do petróleo e do xisto, um dos pilares do sistema capitalista. Não há uma prova sequer contra o membro de nossa entidade, não há uma foto sequer ligando-o a qualquer ato criminoso.
Qual a quadrilha a que Jair Seixas pertence? Será o nosso movimento a tal quadrilha internacional a que se referiu o governador? Como ligá-lo a Black Blocs, se nunca ele andou mascarado? A única foto mostrada no processo aparece Baiano segurando um objeto, que pode ser um mastro de bandeira, uma bengala ou uma barra de ferro.Qual o crime de andar com esse objetos? Daqui para frente, Jair estará sendo defendido pelos advogados da Fist, sendo que no dia 16/12/13 às 14h ocorrerá a Audiência de Instrução e Julgamento na 14ª Vara Criminal.
A íntegra.
Do blog da Fist.
Jair Baiano submetido a tribunal de exceção
Negada a liberdade de Jair Seixas em um jogo de cartas marcadas comandada pela polícia, pelo governador e pela presidente da República.
O objetivo é criminalizar a Frente Internacionalista dos Sem Teto – Fist, pois, esta se coloca contra as remoções e despejos e contra os criminosos leilões do petróleo e do xisto, um dos pilares do sistema capitalista. Não há uma prova sequer contra o membro de nossa entidade, não há uma foto sequer ligando-o a qualquer ato criminoso.
Qual a quadrilha a que Jair Seixas pertence? Será o nosso movimento a tal quadrilha internacional a que se referiu o governador? Como ligá-lo a Black Blocs, se nunca ele andou mascarado? A única foto mostrada no processo aparece Baiano segurando um objeto, que pode ser um mastro de bandeira, uma bengala ou uma barra de ferro.Qual o crime de andar com esse objetos? Daqui para frente, Jair estará sendo defendido pelos advogados da Fist, sendo que no dia 16/12/13 às 14h ocorrerá a Audiência de Instrução e Julgamento na 14ª Vara Criminal.
A íntegra.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
O nosso tempo, segundo Chomsky
Do Direto da Redação, via blog Luís Nassif Online.
Como se manipula a informação
Por Mário Augusto Jakobskind
Não é de hoje que vários pensadores sérios estudam o mecanismo da manipulação da informação na mídia de mercado. Um deles, o linguista Noam Chomsky, relacionou dez estratégias sobre o tema.
Na verdade, Chomsky elaborou um verdadeiro tratado que deve ser analisado por todos (jornalistas ou não) os interessados no tema tão em voga nos dias de hoje em função da importância adquirida pelos meios de comunicação na batalha diária de "fazer cabeças".
Vale a pena transcrever o quinto tópico elaborado e que remete tranquilamente a um telejornal brasileiro de grande audiência e em especial ao apresentador.
O tópico assinala que o apresentador deve "dirigir-se ao público como criaturas de pouca idade ou deficientes mentais. A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantil, muitas vezes próxima da debilidade, como se o espectador fosse uma pessoa de pouca idade ou um deficiente mental. Quanto mais se tenta enganar o espectador, mais se tende a adotar um tom infantil".
A íntegra.
Como se manipula a informação
Por Mário Augusto Jakobskind
Não é de hoje que vários pensadores sérios estudam o mecanismo da manipulação da informação na mídia de mercado. Um deles, o linguista Noam Chomsky, relacionou dez estratégias sobre o tema.
Na verdade, Chomsky elaborou um verdadeiro tratado que deve ser analisado por todos (jornalistas ou não) os interessados no tema tão em voga nos dias de hoje em função da importância adquirida pelos meios de comunicação na batalha diária de "fazer cabeças".
Vale a pena transcrever o quinto tópico elaborado e que remete tranquilamente a um telejornal brasileiro de grande audiência e em especial ao apresentador.
O tópico assinala que o apresentador deve "dirigir-se ao público como criaturas de pouca idade ou deficientes mentais. A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantil, muitas vezes próxima da debilidade, como se o espectador fosse uma pessoa de pouca idade ou um deficiente mental. Quanto mais se tenta enganar o espectador, mais se tende a adotar um tom infantil".
A íntegra.
A prisão dos "mensaleiros" vista por quem melhor cobriu o julgamento
É como eu tenho repetido: quem quiser concordar com Joaquim Barbosa e seus colegas (exceção honrosa feita ao ministro Lewandowski) e achar que José Dirceu e os demais réus do "mensalão" devem mesmo ir pra cadeia, pode, é um direito, mas tem que encontrar sua própria argumentação para isso, porque o que se fez não foi justiça e o processo foi uma aberração. E quem quiser se informar de verdade deve ler mais do que Veja, Folha e Globo, para ser levado a sério. Nem que seja pra dizer: "eu sou reacionário mesmo, odeio petista e acho ótimo que tenham sido presos por um crime que não cometeram. Quero que morram na prisão, são todos comunistas" etc. e tal, como dizem aqueles que continuam na era da ditadura e da guerra fria.
Do blog Retrato do Brasil.
Mensalão: o terceiro absurdo
Primeiro, o STF não aceitou julgar os réus separadamente: alegou que seus crimes eram inextricáveis. Depois, fatiou o julgamento. Por fim, esquartejou também a sentença
Raimundo Rodrigues Pereira
Em meio à preparação de nossa edição especial sobre o "mensalão", que circulará no próximo mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu não aguardar o julgamento dos embargos infringentes previsto para meados do ano que vem, quando serão reexaminados alguns dos crimes dos quais são acusados vários dos réus. Decidiu "fatiar" a aplicação das sentenças, considerando, na linguagem forense, "transitadas em julgado", ou seja, prontas para serem executadas, todas as "fatias" das penas a que foram condenados réus para as quais não houvesse mais possibilidade de recurso. Com isso, foram presos, na sexta-feira (15), vários dos julgados, entre os quais José Dirceu, o mais famoso deles. Dirceu foi preso por uma das duas "fatias" de sua condenação: a de sete anos e onze meses de prisão, referente ao crime de "corrupção ativa", para a qual não haveria mais apelação. E aguardará o julgamento da outra "fatia", na qual recebeu sentença condenatória de dois anos e 11 meses, pelo crime de "formação de quadrilha", a ser revista em 2014, no julgamento do respectivo embargo infringente aceito pelo tribunal.
O fatiamento das sentenças dos réus completou o tripé de arbitrariedades no qual o julgamento da Ação Penal (AP) 470 foi assentado. No início da ação, quando ela foi aceita pelo STF em 2007, a Procuradoria-Geral da República, por meio de Antônio Fernando de Souza, seu então titular, e o ministro Barbosa, relator do caso, sustentaram que seu desmembramento seria impossível, tendo em vista a imbricação dos crimes cometidos e o fato de os acusados formarem três quadrilhas intimamente relacionadas. Posteriormente, no acordão do julgamento, Barbosa confirmou a inextricabilidade do caso ao dizer que o chefão dos três bandos era um só – Dirceu, que teria desempenhado papel "proeminente", não junto a um, apenas, mas a "todos os acusados".
Qual o grande crime chefiado por Dirceu e para a realização do qual comandou três quadrilhas, uma de seu partido, o PT, outra de publicitários e a terceira, de banqueiros? Segundo a acusação, a compra de votos de parlamentares. Com que dinheiro foi feita essa compra? Não com os empréstimos fictícios forjados pelos quadrilheiros banqueiros , disse a acusação, mas com 74 milhões de reais desviados do Banco do Brasil (BB) pelos quadrilheiros publicitários.
Cabia então, indubitavelmente, à acusação apresentar a prova material do crime – a existência de desvio de dinheiro do BB. E cabia ao pleno do STF cobrar tal prova – a da existência de instrumento material indispensável à execução do crime. Nenhum dos dois procuradores-gerais da República que tocaram o caso – Souza, já citado, e Roberto Gurgel, a seguir – fez a prova. E, pasmem, nenhum dos juízes do STF a exigiu, embora se saiba que, desde a Idade Média, a primeira tarefa do Estado acusador, ao privar uma pessoa de sua liberdade, é a de provar a materialidade do crime.
A íntegra.
Do blog Retrato do Brasil.
Mensalão: o terceiro absurdo
Primeiro, o STF não aceitou julgar os réus separadamente: alegou que seus crimes eram inextricáveis. Depois, fatiou o julgamento. Por fim, esquartejou também a sentença
Raimundo Rodrigues Pereira
Em meio à preparação de nossa edição especial sobre o "mensalão", que circulará no próximo mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu não aguardar o julgamento dos embargos infringentes previsto para meados do ano que vem, quando serão reexaminados alguns dos crimes dos quais são acusados vários dos réus. Decidiu "fatiar" a aplicação das sentenças, considerando, na linguagem forense, "transitadas em julgado", ou seja, prontas para serem executadas, todas as "fatias" das penas a que foram condenados réus para as quais não houvesse mais possibilidade de recurso. Com isso, foram presos, na sexta-feira (15), vários dos julgados, entre os quais José Dirceu, o mais famoso deles. Dirceu foi preso por uma das duas "fatias" de sua condenação: a de sete anos e onze meses de prisão, referente ao crime de "corrupção ativa", para a qual não haveria mais apelação. E aguardará o julgamento da outra "fatia", na qual recebeu sentença condenatória de dois anos e 11 meses, pelo crime de "formação de quadrilha", a ser revista em 2014, no julgamento do respectivo embargo infringente aceito pelo tribunal.
O fatiamento das sentenças dos réus completou o tripé de arbitrariedades no qual o julgamento da Ação Penal (AP) 470 foi assentado. No início da ação, quando ela foi aceita pelo STF em 2007, a Procuradoria-Geral da República, por meio de Antônio Fernando de Souza, seu então titular, e o ministro Barbosa, relator do caso, sustentaram que seu desmembramento seria impossível, tendo em vista a imbricação dos crimes cometidos e o fato de os acusados formarem três quadrilhas intimamente relacionadas. Posteriormente, no acordão do julgamento, Barbosa confirmou a inextricabilidade do caso ao dizer que o chefão dos três bandos era um só – Dirceu, que teria desempenhado papel "proeminente", não junto a um, apenas, mas a "todos os acusados".
Qual o grande crime chefiado por Dirceu e para a realização do qual comandou três quadrilhas, uma de seu partido, o PT, outra de publicitários e a terceira, de banqueiros? Segundo a acusação, a compra de votos de parlamentares. Com que dinheiro foi feita essa compra? Não com os empréstimos fictícios forjados pelos quadrilheiros banqueiros , disse a acusação, mas com 74 milhões de reais desviados do Banco do Brasil (BB) pelos quadrilheiros publicitários.
Cabia então, indubitavelmente, à acusação apresentar a prova material do crime – a existência de desvio de dinheiro do BB. E cabia ao pleno do STF cobrar tal prova – a da existência de instrumento material indispensável à execução do crime. Nenhum dos dois procuradores-gerais da República que tocaram o caso – Souza, já citado, e Roberto Gurgel, a seguir – fez a prova. E, pasmem, nenhum dos juízes do STF a exigiu, embora se saiba que, desde a Idade Média, a primeira tarefa do Estado acusador, ao privar uma pessoa de sua liberdade, é a de provar a materialidade do crime.
A íntegra.
Freud em quadrinhos
A psicanalista Juliana Caldeira entrevistou o cartunista Pacha Urbano, quando esteve em BH em meados de novembro. Ele é autor de uma HQ que faz sucesso na internet.
Do blog Prima Letra.
Psicanálise e Humor
Entrevista de Pacha Urbano, criador das tirinhas "As fantásticas traumáticas aventuras do Filho do Freud", concedida a Juliana Marques Caldeira Borges, psicanalista do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais (CPMG). Pacha está em Belo Horizonte para o lançamento do livro "O Filho do Freud" no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), com sessão de autógrafos hoje, 15/11, às 18h, na Serraria Souza Pinto.
Juliana: Pacha, como surgiu a idéia de escrever as tirinhas "As fantásticas traumáticas aventuras do Filho do Freud"?
Pacha: Foi durante uma aula de Psicanálise e Educação, no ano passado, na faculdade onde curso pedagogia. A professora passou uma cinebiografia sobre Freud e ao final do filme pensei: "Deve ter sido uma droga ser filho do Freud", porque um homem tão devoto ao próprio trabalho não teria muito tempo para compartilhar com a família, além, claro, de como lhe pareceriam óbvias todas as gracinhas de uma criança. E veio aquele estalo! Sempre levo comigo algum caderno de desenho, e então rabisquei a que viria a ser a primeira tirinha da série. Nela o primogênito do Freud aparecia no consultório com uma toalha nas costas e uma cueca na cabeça, se mostrando para o pai como sendo o Superego, estas coisas que as crianças fazem e nós rimos, mas para o pobre Jean-Martin o resultado foi traumático.
Juliana: Você imaginava a repercussão que elas teriam?
Pacha: Não fazia ideia. Até hoje me surpreendo com a quantidade de gente que diz conhecer as tirinhas, ou mesmo o tráfego de curtidores na página do Facebook. A princípio publiquei uma foto do meu caderno com a tirinha rabiscada no meu perfil, para meus amigos, e a coisa foi compartilhada por uma porção de pessoas. Acabou que alguns meses depois um saite de humor a republicou, sem qualquer crédito para mim, e isso me deixou preocupado. Como virava e mexia me pediam outras tirinhas, decidi fazer mais algumas dentro daquele mesmo clima da primeira e passei a publicá-las num tumblr, e então no Facebook, e foi aí que a coisa se proliferou de verdade. De 31 de maio do ano passado, data da primeira tirinha publicada no Facebook, até hoje, toda terça-feira, e às vezes em outros dias da semana também, publico uma tirinha nova, que é compartilhada por centenas (algumas delas por milhares) de pessoas.
A íntegra.
Do blog Prima Letra.
Psicanálise e Humor
Entrevista de Pacha Urbano, criador das tirinhas "As fantásticas traumáticas aventuras do Filho do Freud", concedida a Juliana Marques Caldeira Borges, psicanalista do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais (CPMG). Pacha está em Belo Horizonte para o lançamento do livro "O Filho do Freud" no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), com sessão de autógrafos hoje, 15/11, às 18h, na Serraria Souza Pinto.
Juliana: Pacha, como surgiu a idéia de escrever as tirinhas "As fantásticas traumáticas aventuras do Filho do Freud"?
Pacha: Foi durante uma aula de Psicanálise e Educação, no ano passado, na faculdade onde curso pedagogia. A professora passou uma cinebiografia sobre Freud e ao final do filme pensei: "Deve ter sido uma droga ser filho do Freud", porque um homem tão devoto ao próprio trabalho não teria muito tempo para compartilhar com a família, além, claro, de como lhe pareceriam óbvias todas as gracinhas de uma criança. E veio aquele estalo! Sempre levo comigo algum caderno de desenho, e então rabisquei a que viria a ser a primeira tirinha da série. Nela o primogênito do Freud aparecia no consultório com uma toalha nas costas e uma cueca na cabeça, se mostrando para o pai como sendo o Superego, estas coisas que as crianças fazem e nós rimos, mas para o pobre Jean-Martin o resultado foi traumático.
Juliana: Você imaginava a repercussão que elas teriam?
Pacha: Não fazia ideia. Até hoje me surpreendo com a quantidade de gente que diz conhecer as tirinhas, ou mesmo o tráfego de curtidores na página do Facebook. A princípio publiquei uma foto do meu caderno com a tirinha rabiscada no meu perfil, para meus amigos, e a coisa foi compartilhada por uma porção de pessoas. Acabou que alguns meses depois um saite de humor a republicou, sem qualquer crédito para mim, e isso me deixou preocupado. Como virava e mexia me pediam outras tirinhas, decidi fazer mais algumas dentro daquele mesmo clima da primeira e passei a publicá-las num tumblr, e então no Facebook, e foi aí que a coisa se proliferou de verdade. De 31 de maio do ano passado, data da primeira tirinha publicada no Facebook, até hoje, toda terça-feira, e às vezes em outros dias da semana também, publico uma tirinha nova, que é compartilhada por centenas (algumas delas por milhares) de pessoas.
A íntegra.
PPS vai de Eduardo Campos
PPS é o antigo Partido Comunista, o Partidão, stalinista, que mudou de
nome quando a União Soviética acabou. Desde então virou uma legenda sem
rumo, ora indo para um lado, ora para outro -- é popular e socialista no
nome, mas na prática defende bandeiras neoliberais. Vai entender. Já
apoiou o PT, depois apoiou o PSDB. Ficou à direita de Serra, ofereceu
para ele a legenda, caso não conseguisse ser o candidato tucano; depois
convidou Marina. Agora vai de Campos. Em Minas está na base do governo
Aécio e serviu aos propósitos do ex-governador em 2010, quando abrigou o
ex-presidente Itamar Franco como candidato ao Senado, para derrotar o
candidato do PT, Fernando Pimentel. Freire é o dono do partido, já foi
candidato a presidente, em 1989, quando ainda tinha pretensões; agora se
resignou a ser nanico e luta para não desaparecer, mas às vezes faz
barulho. A única convicção do PPS é que é oposição ao PT e que a
oposição deve ter mais candidatos para forçar o segundo turno em 2014.
Do Brasil 247.
PPS sinaliza apoio a Campos em 2014
O senador e pré-candidato do PSDB à Presidência em 2014, Aécio Neves (MG), tem procurado forçar uma aproximação com o PPS de Roberto Freire. Depois de cortejar o tucano José Serra para ser lançado como candidato pelo partido, a sigla abriu as portas para Marina Silva, mas acabou sozinha. Agora, no entanto, sinaliza que tende a ficar ao lado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
A íntegra.
Do Brasil 247.
PPS sinaliza apoio a Campos em 2014
O senador e pré-candidato do PSDB à Presidência em 2014, Aécio Neves (MG), tem procurado forçar uma aproximação com o PPS de Roberto Freire. Depois de cortejar o tucano José Serra para ser lançado como candidato pelo partido, a sigla abriu as portas para Marina Silva, mas acabou sozinha. Agora, no entanto, sinaliza que tende a ficar ao lado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
A íntegra.
Avaliação e números da eleição no PT
Uma das visões sobre o PT é que ele está abandonando suas origens para se tornar um partido semelhante aos dos EUA, com mais "aparato" do que "discussão política", mais "filiados" do que "militantes", mais dinheiro do que trabalho, enfim.
Do saite Página 13.
PED 2013: Avaliação preliminar
15. Do ponto de vista organizativo, o PED 2013 foi pior do que todos os anteriores. Podemos dizer que há um amplo consenso sobre isto dentro do Partido. O problema é que esta avaliação comum parte de posições muito distintas e até opostas. Por um lado estão os que, como nós, defendemos que o processo de eleição das direções partidárias seja feito através de encontros partidários. Por outro lado, estão os que defendem "qualificar" o PED, por meio de adoção de regras que reduzam o peso dos filiados-eleitores e ampliem o peso dos militantes, na linha do que foi aprovado no IV Congresso do Partido e posteriormente flexibilizado ou até mesmo revogado pelo Diretório Nacional. Finalmente, há os que querem flexibilizar ainda mais as regras, secundarizando a participação ativa, a formação política, o autofinanciamento, os debates etc. reforçando assim a influência dos filiados-eleitores em detrimento dos militantes.
16. Em termos objetivos, o número de filiados que participou do PED 2013 foi inferior ao PED 2009. Em 2009 votaram 518.192 filiados e filiadas. Em 2013, votaram 425.604 petistas.
17. Dos mais de 1 milhão e 700 mil filiados petistas, foram pagas as cotizações de 809 mil. Destes que cotizaram (ou foram cotizados), 387.837 filiados não compareceram para votar, deixando clara a alta dose de artificialidade e a influência do poder econômico presentes no processo de filiação e cotização. A artificialidade foi tamanha que só restou, a um dos responsáveis pela organização do PED, ter um surto de “amnésia” para tentar explicar o grande número de cotizados ausentes: “O voto hoje é mais criterioso, as pessoas precisam passar por atividade partidária, tem que efetuar contribuição financeira. É um processo muito mais complexo. No PT, não é só voto. As pessoas têm que participar efetivamente do processo”, disse o dirigente citado, numa coletiva à imprensa.
18. Somando os que votaram nulo (10.343) ou branco (36.317), com os que estavam cotizados mas não compareceram (387.837), temos 434.497 filiados, número maior do que os dos 421.507 que votaram em alguma chapa. É preciso analisar cuidadosamente os motivos pelos quais tantos filiados votaram em branco ou nulo para presidente e chapas nacionais. Assim como é necessário compreender por quais motivos a "abstenção de cotizados" variou, de cidade para cidade, de estado para estado.
19. A quebra na votação pode ser ilustrada pelo resultado presidencial: em 2009 José Eduardo Dutra ganhou no primeiro turno com 58% e 274 mil votos. Rui Falcão foi eleito, agora, com 69,5% mas com 268 mil votos.
20. A maioria dos que votaram não participou de nenhum debate, tampouco teve acesso ao jornal com as posições das chapas e candidaturas nacionais. Setores do PT trabalharam para esvaziar e esterilizar a discussão. Em alguns estados, como São Paulo, não ocorreu nenhum debate nacional. Mesmo onde o debate ocorreu, sua profundidade foi inferior ao necessário. A falta de debates contribuiu para a impressão, forte em muitos setores do Partido, de que o PED não ajudou a qualificar nossas direções partidárias.
21. Apesar do enorme esforço político e material, o resultado final do PED nacional não provocou alterações significativas na composição do Diretório e da Comissão Executiva Nacional do PT. Exemplo disto: em 2013 as chapas que apoiam Rui Falcão receberam 69% dos votos; em 2009, os mesmos setores obtiveram 70%.
A íntegra.
Do saite Página 13.
PED 2013: Avaliação preliminar
15. Do ponto de vista organizativo, o PED 2013 foi pior do que todos os anteriores. Podemos dizer que há um amplo consenso sobre isto dentro do Partido. O problema é que esta avaliação comum parte de posições muito distintas e até opostas. Por um lado estão os que, como nós, defendemos que o processo de eleição das direções partidárias seja feito através de encontros partidários. Por outro lado, estão os que defendem "qualificar" o PED, por meio de adoção de regras que reduzam o peso dos filiados-eleitores e ampliem o peso dos militantes, na linha do que foi aprovado no IV Congresso do Partido e posteriormente flexibilizado ou até mesmo revogado pelo Diretório Nacional. Finalmente, há os que querem flexibilizar ainda mais as regras, secundarizando a participação ativa, a formação política, o autofinanciamento, os debates etc. reforçando assim a influência dos filiados-eleitores em detrimento dos militantes.
16. Em termos objetivos, o número de filiados que participou do PED 2013 foi inferior ao PED 2009. Em 2009 votaram 518.192 filiados e filiadas. Em 2013, votaram 425.604 petistas.
17. Dos mais de 1 milhão e 700 mil filiados petistas, foram pagas as cotizações de 809 mil. Destes que cotizaram (ou foram cotizados), 387.837 filiados não compareceram para votar, deixando clara a alta dose de artificialidade e a influência do poder econômico presentes no processo de filiação e cotização. A artificialidade foi tamanha que só restou, a um dos responsáveis pela organização do PED, ter um surto de “amnésia” para tentar explicar o grande número de cotizados ausentes: “O voto hoje é mais criterioso, as pessoas precisam passar por atividade partidária, tem que efetuar contribuição financeira. É um processo muito mais complexo. No PT, não é só voto. As pessoas têm que participar efetivamente do processo”, disse o dirigente citado, numa coletiva à imprensa.
18. Somando os que votaram nulo (10.343) ou branco (36.317), com os que estavam cotizados mas não compareceram (387.837), temos 434.497 filiados, número maior do que os dos 421.507 que votaram em alguma chapa. É preciso analisar cuidadosamente os motivos pelos quais tantos filiados votaram em branco ou nulo para presidente e chapas nacionais. Assim como é necessário compreender por quais motivos a "abstenção de cotizados" variou, de cidade para cidade, de estado para estado.
19. A quebra na votação pode ser ilustrada pelo resultado presidencial: em 2009 José Eduardo Dutra ganhou no primeiro turno com 58% e 274 mil votos. Rui Falcão foi eleito, agora, com 69,5% mas com 268 mil votos.
20. A maioria dos que votaram não participou de nenhum debate, tampouco teve acesso ao jornal com as posições das chapas e candidaturas nacionais. Setores do PT trabalharam para esvaziar e esterilizar a discussão. Em alguns estados, como São Paulo, não ocorreu nenhum debate nacional. Mesmo onde o debate ocorreu, sua profundidade foi inferior ao necessário. A falta de debates contribuiu para a impressão, forte em muitos setores do Partido, de que o PED não ajudou a qualificar nossas direções partidárias.
21. Apesar do enorme esforço político e material, o resultado final do PED nacional não provocou alterações significativas na composição do Diretório e da Comissão Executiva Nacional do PT. Exemplo disto: em 2013 as chapas que apoiam Rui Falcão receberam 69% dos votos; em 2009, os mesmos setores obtiveram 70%.
A íntegra.
Jovens transformam em espaço cultural um ex-hospital de torturas em BH
Do blog do Rudá Ricci.
Local que foi palco de tortura infantil em BH vira espaço cultural comunitário
No próximo dia 26 comemora-se um mês que um casarão localizado no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, foi ocupado por jovens que diariamente oferecem atividades culturais à população.
Virou um centro cultural. Mais uma ação de jovens, muitos deles articuladores das manifestações de junho na capital mineira.
Não por outro motivo, logo na entrada do casarão, aparece um cartaz onde se lê: "O espaço é horizontal" (assim como a Assembleia Popular Horizontal, principal organização criada durante as manifestações juninas).
Não há hierarquia por lá.
O nome, Luiz Estrela, é uma espécie de Amarildo mineiro. Morador de rua que participava do circuito cultural da capital, foi assassinado próximo da Praça da Estação. O crime nunca foi investigado.
Há uma pendenga com o governo estadual que havia decidido ceder o espaço para uma empresa.
A íntegra.
Local que foi palco de tortura infantil em BH vira espaço cultural comunitário
No próximo dia 26 comemora-se um mês que um casarão localizado no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, foi ocupado por jovens que diariamente oferecem atividades culturais à população.
Virou um centro cultural. Mais uma ação de jovens, muitos deles articuladores das manifestações de junho na capital mineira.
Não por outro motivo, logo na entrada do casarão, aparece um cartaz onde se lê: "O espaço é horizontal" (assim como a Assembleia Popular Horizontal, principal organização criada durante as manifestações juninas).
Não há hierarquia por lá.
O nome, Luiz Estrela, é uma espécie de Amarildo mineiro. Morador de rua que participava do circuito cultural da capital, foi assassinado próximo da Praça da Estação. O crime nunca foi investigado.
Há uma pendenga com o governo estadual que havia decidido ceder o espaço para uma empresa.
A íntegra.
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