terça-feira, 3 de março de 2026

Esse mundo maluco (2)

Desde que Marx concebeu sua ideologia, a esquerda de todo o mundo concorda que existem duas classes sociais antagônicas na sociedade capitalista: os capitalistas e os trabalhadores, os proprietários e os assalariados, uma minoria cada vez menor e todos os outros indivíduos, uma maioria cada vez maior. A proposta marxista era muito simples: os trabalhadores devem se organizar, tomar o poder dos capitalistas, destruir o capitalismo e construir o socialismo. Na verdade, essa ideia já existia, o que ele fez foi desenvolvê-la melhor. Marx fez uma análise pormenorizada de como os capitalistas exploravam os trabalhadores, como o capital desenvolvia as forças produtivas e não conseguia controlá-las, gerando crises cada vez maiores, que só poderiam ser superadas com a mudança do modo de produção capitalista para um modo de produção socialista. Ele sustentou sua proposta com uma teoria da história segundo a qual o desenvolvimento das forças produtivas se dá pela luta de classes e pela tomada do poder pela classe que representava o avanço das forças produtivas. Hoje isso parece óbvio, diante da destruição que o capitalismo produz no mundo, com desigualdades, miséria, violências de todos os tipos, guerras, mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, a China (governada pelo partido) comunista é o melhor exemplo de como o controle do capital pelo Estado é capaz de acelerar o desenvolvimento das forças produtivas. Ela nos faz pensar no que teria acontecido se as nações centrais do capitalismo tivessem feito revoluções socialistas.

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