domingo, 24 de maio de 2026

A Venezuela vista por uma repórter do O Globo

Essa entrevista é mais interessante pelas perguntas do que pelas respostas, muitas vezes, e pelo constrangimento da entrevistada. Ou seja, pelo que revela da chamada "grande imprensa" e dos seus jornalistas. Por exemplo, ela diz que havia (há ainda?) torturas a presos políticos na Venezuela, mas só ouviu um lado, o dos opositores. Parece que não checou, pelo menos não citou fontes governamentais ou uma investigação, como se exige para denunciar torturas da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Chama a Venezuela de ditadura, por reprimir manifestações populares, mas considera normal que repressões do tipo aconteçam em nações europeias. Espantosamente, uma correspondente internacional que já visitou Israel diz que não sabe que em Israel existem presos políticos, prisioneiros sem julgamento e torturas. Não há jornalista independente ou crítico trabalhando no O Globo ou nas televisões Globo ou em outros veículos empresariais. Jornalistas se moldam aos interesses da empresa em que trabalham ou são demitidos, isso é o básico do jornalismo, isto é, da chamada "grande imprensa".  

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