domingo, 27 de setembro de 2026

A quadrilha dos bozos e o escândalo do filme Dark Horse

Vi muitas reportagens sobre mais essa tramoia da quadrilha dos bozos e essa talvez seja a melhor. Esclarece todas a relações do filme com as falcatruas do banqueiro Vorcaro. O mais importante, porém não é isso, é o que a gente depreende dos fatos. O Brasil vive uma podridão tão grande que quem manda no país não é o governo que quer se reeleger, é o ex-presidente que está preso e doente, por meio da sua quadrilha e de enorme rede de tentáculos que estabeleceu com o crime organizado nos quatro anos em que teve o poder do Estado, que já vinha construindo antes e continuou construindo, mesmo depois de tudo que lhe aconteceu. É uma rede de corrupção de autoridades eleitas ou não e de grupos criminosos tão poderosa que resiste às partes sadias da polícia federal e do judiciário, conquistou quase a maioria do eleitorado e está prestes a voltar ao poder daqui a uma semana, o que vai significar o controle total do país pelo crime organizado e pela corrupção. Chama atenção o cinismo com que essa quadrilha e o governo americano tratam o assunto, pois são eles mesmos os aliados do crime e, num novo governo, certamente subiriam a rampa do Palácio do Planalto de mãos dadas com os maiores bandidos do Brasil. Esse é o cenário, esse é o futuro que está sendo preparado, o dos piores anos da nossa história.  

sábado, 26 de setembro de 2026

O debate presidencial na Globo em 2026

A Globo impediu Lula de ser presidente na primeira vez, em 1989, este ano pode ajudá-lo. Debates na televisão não têm a mesma importância mais, mas numa eleição tão equilibrada, uma pequena influência no eleitorado pode decidir. Consta que o bozo jr. não vai ao debate, o que me parece um tiro no pé, mas se for pode ser massacrado por Lula, porque tem pés de barro e as mãos sujas, até mais talvez que o pai, que também não foi a debates e parecia insuperável como bandido. Hoje se vê que jr. está envolvido em quase todos, senão todos, os crimes importantes praticados no país nos últimos anos e começou muito antes, bem jovem. Seria uma justiça histórica involuntária da Globo. Ainda temos chances de o Brasil não voltar a ser governado pelo crime organizado e não se tornar colônia dos EUA, depende de uma pequena parcela do eleitorado.  

Música do dia: Como é grande o meu amor por você (Roberto Carlos)

Essa canção é creditada só ao Roberto. Eu pensava que ele e o Erasmo tinham o mesmo pacto do Hohn e do Paul de creditarem as canções de ambos sempre aos dois. É uma daquelas antigas em que eu acho que ele acerto o ponto.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Música do dia: Retrato em branco e preto (Chico Buarque)

Para ela. Meu velho coração em sobressaltos não suporta mais a montanha russa da paixão. "From major to minor", de um dia para outro. Quem vai me socorrer, se me falta aquela a quem entreguei meu coração? 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Música do dia: Exagerado (Cazuza)

Com o Barão, Cazuza fez algumas das melhores músicas dos anos 1980, das quais Maior abandonado é a minha predileta, mas Exagerado, já sem o Barão, talvez seja ainda melhor.

Da Lagoinha para o mundo

Excelente. Quando o jornalismo encontra o humor. A revolução brasileira contará com os humoristas e terá muito humor.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Música do dia: Terra (Caetano Veloso)

"Eu estou apaixonado por uma menina Terra, signo de elemento Terra, do mar se diz Terra à vista, terra para o pé firmeza, terra para a mão carícia, outros astros lhe são guia..."

domingo, 20 de setembro de 2026

Música do dia seguinte: Something (George Harrison, The Beatles)

Alguma coisa no jeito como ela se move me atrai como nenhuma outra mulher, alguma coisa no jeito como ela me seduz... 

É um belo clipe. Como quase todas as canções dos Beatles, tem histórias. Todos os quatro foram filmados com suas mulheres, cada um num lugar: eles já tinham se separado então. E as mulheres são muito diferentes, embora a grande diferença seja entre Yoko e as outras. E é ela a mulher mais importante, embora Linda tenha seu lugar de destaque ao entrar na nova banda do Paul, o que Yoko fez também, mas Yoko teve uma influência criativa decisiva sobre John, o que não sei se Linda teve sobre Paul. Maureen foi a mulher do Ringo durante todo o período dos Beatles, mas a personagem principal da música é Pattie Boyd, a mulher do George e musa inspiradora da canção. Dizem que John considerava Something a música mais bonita do álbum que é a obra-prima da banda. E o Paul também fez grandes elogios. É uma gravação primorosa, uma música que não se cansa de ouvir e os primeiros versos e outros são daqueles que lembram imediatamente a mulher amada. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Música do dia: Gente, Caetano Veloso

Ontem vivi uma experiência e tanto. Deveria ser normal e aqui é normal, mas eu não sabia, descobrir isso melhorou minha opinião sobre a espécie humana e minha esperança no futuro. Perdi meu cartão de banco (não é de aproximação) em Milho Verde, ele foi encontrado e entregue em um restaurante, a funcionária divulgou em rede social, um morador de MV que eu conheci ontem contatou o motorista do ônibus para São Gonçalo para que esperasse, a funcionária levou o cartão para ele e ele o trouxe para mim, deixou-o na padaria, onde o peguei no começo da noite. Pelo menos cinco pessoas boas e sem nenhum interesse colaboraram para fazer o bem a um desconhecido e muitas outras procuraram ajudar também. Se aqui é assim, por que o mundo não pode ser? Pode, eu sempre acreditei nisso, a vida inteira ouvi o sistema dizendo para não acreditar, e hoje mais do que nunca, e esse fato que aconteceu comigo, não me contaram, confirma que tenho razão. É o que eu faria, é o que outros fazem, muitos, a maioria certamente, quase todos talvez, aqui é normal, já foi assim em outras partes, era assim no bairro em que cresci na cidade grande. É o capitalismo que corrompe as relações humanas quando transforma tudo em mercadoria e o lucro no objetivo da vida. Gente não é mercadoria, afetos não são mercadorias e a vida não é para enriquecer, é para viver. A gente vive bem quando faz o bem aos outros e recebe em troca. "And in the end the love you take is equal to the love you make." 

Sou o oposto zodiacal exato do Caetano e tenho ideias diferentes. Me interessa a gente anônima, a que brilha na intimidade, nas relações com outras gentes anônimas. Morrer de fome como oposição a brilhar não é uma ideia que me agrada, mas gosto das outras imagens, especialmente de gente lavado roupa e amassando pão. Sobre isso "Um índio" é melhor, mas Gente é um retrato amoroso da espécie.