sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Adeus 2010

Um ano ruim que terminou bem.

O mito deixa o Palácio pela última vez

Última foto de Lula saindo do Palácio do Planalto como presidente. (Foto Ricardo Stuckert / PR.) Lula sai do governo e entra na história. História que nossos filhos e netos contarão e que se tornará cada vez maior, à medida que o tempo passar: como um operário retirante nordestino semianalfabeto chegou à Presidência da República e fez o melhor governo que o Brasil já teve. Mostrou que o país não é só safadeza e que político não é tudo igual.

A última grande decisão de um grande presidente

Lula não é Getúlio, que entregou Olga Benário para os nazistas. O partido da direita, é claro, está chiando, fazendo coro com o primeiro ministro protofascista italiano.

Da Agência Brasil.
Lula decide não extraditar Battisti
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu hoje (31) não extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti, anunciou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. A decisão foi baseada em parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), feito com base nos termos da Constituição brasileira, nas convenções internacionais sobre direitos humanos e do tratado de extradição entre o Brasil e a Itália. Agora, caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) expedir alvará de soltura do ex-ativista. É um ato formal de execução da decisão do presidente da República. Desde março de 2007, Battisti está preso preventivamente no Presídio da Papuda, em Brasília. O processo de extradição envolvendo o ex-ativista está repleto de vícios jurídicos. Ex-dirigente dos Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), grupo extremista que atuou na Itália nas décadas 60 e 70, Cesare Battisti, de 52 anos, foi condenado à prisão perpétua à revelia na Itália por quatro homicídios atribuídos ao PAC entre 1977 e 1979.
A íntegra.

Aécio sai, Andrea Neves continua

A primeira irmã do governo Aécio fica à frente do Servas no governo Anastasia. Continuará dando ordens às redações?

Governo federal aplicou R$ 3,5 milhões em publicidade em 10 grandes portais em 2010

Notícia do Blog do Planalto é uma decepção: publicidade do governo Lula foi para a "grande" imprensa também na internet.

Colunista da Folha infla números e levanta suspeitas descabidas. É no que dá a falta de rigor…
Na sua coluna de hoje na Folha de S.Paulo, a jornalista Eliane Cantanhede diz que 2.512 saites e blogs teriam sido "agraciados" com investimentos publicitários do governo federal no ano de 2010. A jornalista errou. Na verdade, esse número refere-se à rubrica "outros" – ou seja, outros veículos além das TVs, rádios, jornais e revistas –, que compreende uma variada gama de mídias, como outdoors, busdoors, painéis eletrônicos, cinemas, painéis em metrôs, terminais rodoviários e ferroviários, aeroportos, carros de som, além de portais, saites e blogs. No caso da Secom, os investimentos em publicidade na internet em 2010 foram de R$ 3.948.284,98 e alcançaram apenas 71 veículos – menos de 3% do total equivocadamente citado pela colunista, portanto. Registre-se ainda que 88% desses recursos foram aplicados em dez dos maiores portais do país, a saber: MSN, Uol, Globo.com, Terra, iG, Yahoo, Abril, Estadão, Valor Online e Folha.com.br. Nenhum deles pode ser incluído na categoria dos chamados "blogs sujos". Estão mais próximos daquilo que alguns batizaram de "massa cheirosa".
A íntegra.

Um governo que não ficou com a bunda sentada na cadeira

No finalzinho do governo, com a estupenda vitória de outubro, praticamente uma unanimidade nacional (só 2,2% dos brasileiros não gostam dele), o presidente Lula tripudia sobre a imprensa reacionária.

Do Blog do Planalto.
Minha Casa, Minha Vida supera meta de 1 milhão de casas contratadas e cala críticos
Muitos duvidaram que o governo conseguisse contratar, até o final deste ano, um milhão de casas dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. Não só conseguiu como ultrapassou a meta, chegando a 1 milhão e 3 mil casas, conforme anunciou nesta quarta-feira (29/12) a presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, durante cerimônia realizada em Salvador (BA). O presidente Lula, em sua última viagem antes de entregar a faixa presidencial à presidente eleita Dilma Rousseff, neste sábado (1/1) em Brasília (DF), comemorou os números e pediu humildade aos críticos da imprensa que duvidaram nas últimas semanas que isso não aconteceria: "Possivelmente algumas pessoas estavam acostumados com um tipo de governo que ficava sentado com a bunda na cadeira e que não se importava de chamar os seus companheiros para cobrar as coisas que tinham que cobrar. (…) E nós fizemos, para dizer àqueles que duvidavam que nunca mais ousem duvidar da capacidade de construção de casas dos trabalhadores brasileiros, da CEF e do governo brasileiro, que está determinado a resolver um problema de déficit habitacional crônico neste País. Então aqueles que escreveram esta semana que a gente não ia entregar 1 milhão de casas, por favor, peçam desculpas e reescrevam a matéria de vocês. Falem que nós fizemos mais do que a gente imaginava, não é feio pedir desculpas. Feio é persistir no erro e na ignorância de alguns que ousaram não acreditar que nós seríamos capazes." O presidente lembrou quantas vezes se reuniu com a presidente eleita, então minista da Casa Civil, Dilma Rousseff, a presidente da Caixa e a coordenadora do PAC, Miriam Belchior (futura ministra do Planejamento), para cobrar resultados, sendo muitas vezes duro com os interlocutores. Mas a pressão deu tão certo que a contratação de novas unidades habitacionais já começou a entrar pelo programa da presidente Dilma

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A entrevista de Franklin Martins na Rede TV

Ótima entrevista de um grande ministro. Pena que está saindo.

Programa É notícia, 27/12/2010.




Lula: 83,4% de aprovação

Um novo recorde do governo do melhor presidente que o Brasil já teve. Só 2,2% não gostam de Lula: demotucanos, Folha, Globo, Estadão, Veja e outros barões da mídia.

Da Agência Brasil.
Lula fecha governo com aprovação recorde de 83,4%
O presidente do Luiz Inácio Lula da Silva fechou o governo com o recorde de avaliação positiva nos oito anos em que chefiou o Executivo. O índice de aprovação é 83,4%, segundo mostra a 110ª Pesquisa CNT/Sensus, divulgada hoje (29). Houve um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao índice de setembro, que era de 79,4%. A aprovação do desempenho pessoal de Lula também é um recorde de seus dois mandatos: ficou em 87%. A avaliação negativa do governo Lula ficou em 2,2%, contra os 4% medidos em setembro. A desaprovação pessoal de Lula também caiu: de 16,4% em setembro para 10,7% em dezembro. A fim de comparação, a pesquisa apresenta que o melhor índice de aprovação obtido no governo de Fernando Henrique Cardoso, em seu segundo mandato, foi de 33,3% em março de 2001. FHC entregou o governo com avaliação pessoal positiva de 34,7%, em outubro de 2002.
A íntegra.

Curso livre de jornalismo

Do blog Brasília, eu vi.
Jornalismo para quem precisa
Há alguns dias, lancei na minha página do Facebook uma idéia que venho acalentando há tempos, desde que encerrei um curso de extensão para uma faculdade privada de jornalismo, aqui em Brasília. O curso, de Técnica Geral de Jornalismo, reuniu pouco mais de 10 alunos, basicamente, porque era muito caro. Perguntei, então, no Facebook, o que estudantes de jornalismos e jornalistas formados achariam de eu transferir essas aulas para um espaço barato e democrático, capaz de levar esses conhecimentos a muito mais gente, sobretudo ao estudante pobre – e, quem sabe, credenciar também os pobres a brigar por uma vaga nas redações, que se tornaram ambientes muito elitistas.
A íntegra.

O milagre cubano

Por que Cuba, uma ilhota pobre que a população de São Paulo (cidade), é capaz de realizar prodígios que a todos espanta, como nos esportes e na medicina? Simples: o capitalismo atrapalha os esforços e as mentes que pretendem (?) fazer as coisas simples e essenciais. Neste fim de ano, em que o capital celebra o amor com vendas monumentais, quem dá lição de fraternidade cristã é o pequeno país comunista. Ateu?

Da Agência Carta Maior.
Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado
Nina Lakhani, The Independent
Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados. Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.
A íntegra.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Na contramão, Lacerda reajusta passagens de ônibus acima da inflação e concentra renda

De um dia para o outro, o prefeito Márcio Lacerda reajustou as passagens dos ônibus urbanos de Belo Horizonte em 6,5%. O jornal Hoje em Dia informou no dia 25/12 que o reajuste previsto era de 4,5%, mas a palavra final caberia ao prefeito. E Lacerda decidiu aumentar mais 2%. A decisão é mais uma demonstração de como o prefeito empresário milionário que não mora na cidade que administra lida com a coisa pública e preza a população que o elegeu. O reajuste já está valendo nesta quarta-feira, 29/12.

6,5% podem parecer pouco, mas não são. São mais do que o reajuste previsto para o salário mínimo (5,88%), de acordo com o orçamento da União de 2011, aprovado pelo Congresso, no dia 22/12. É também um índice maior do que a inflação anual, prevista para 5,9% em 2010. Maior ainda foi o reajuste da tarifa do táxi-lotação, que opera nas avenidas do Contorno e Afonso Pena: 8,33%, passando de R$ 2,40 para R$ 2,60. Os preços das passagens dos ônibus intermunicipais e metropolitanos, administrados pelo estado, também subiram, mas os aumentos – 5,86% e 5,52%, respectivamente.

Com o reajuste, o transporte passará a pesar mais no bolso do trabalhador belo-horizontino. Em 2010, considerando a tarifa mais comum, R$2,30, quem tomou duas conduções para ir e voltar do trabalho, gastou R$ 138 – ou 27% do salário mínimo atual (R$ 510). Em 2011, com a tarifa reajustada para R$ 2,45, passará a gastar R$ 147 por mês – 27,22% do salário mínimo de R$ 540. Muitos trabalhadores tomam quatro conduções, o que aumenta ainda mais o peso desse "imposto".

Transporte é uma taxa que o trabalhador é obrigado a pagar. É inclusive descontado do salário, na forma de vale transporte, parcialmente custeado pelo empregador. Os cartões eletrônicos amenizam essa despesa, mas ela não deixa de ser um imposto. Tal condição já torna um escândalo o transporte coletivo caro e de má qualidade, como o oferecido pela administração de Belo Horizonte. Quando o reajuste da tarifa supera a inflação e o salário mínimo, converte-se em política social de concentração de renda: dinheiro que será tirado dos mais pobres e transferido para os mais ricos (as empresas de ônibus). Empresas que têm um sócio, o Estado, no caso a administração municipal, com poder de regular a tarifa.

A pergunta óbvia é: por que a passagem de ônibus de Belo Horizonte é tão cara? O sistema de transporte coletivo da capital é uma caixa preta. É também um sistema completamente irracional: os trajetos das linhas se confundem e inúmeras fazem o mesmo percurso, formando um emaranhado na malha viária da cidade. O trânsito fica congestionado, a poluição do ar e sonora aumenta, muitas viagens são feitas com veículos praticamente vazios, a passagem fica mais cara.

Os números falam por si. Segundo a BHTrans, Belo Horizonte tem 296 linhas de ônibus operadas por 4 concessionários, com um total de 2.832 veiculos. Isso mesmo: apenas 4 concessionários para 296 linhas! Trata-se de um sistema extremamente concentrado e com altíssimo número de linhas que se superpõem.

Uma confrontação simples mostra que tem alguma coisa errada nisso. Segundo a BHTrans, a média de passageiros pagantes em 2010 foi de 1.493.000 usuários por dia útil. Isto significa que cada ônibus transportou, em média, 527 passageiros. Os 285 microônibus das 25 linhas do sistema suplementar transportaram 110.000 passageiros. Significa que cada microônibus transportou 386 passageiros por dia. Ora, a capacidade do ônibus convencional é mais do dobro da capacidade do microônibus.

Se considerarmos as linhas, a relação fica ainda mais escandalosa: cada linha de ônibus convencional transportou, em média, 5.044 passageiros por dia, enquanto cada linha de microônibus transportou 4.400! Será que o pessoal altamente qualificado e bem remunerado da BHTrans não faz contas? O sistema suplementar, que nasceu de forma improvisada, para combater o transporte irregular em kombis, é muito mais eficiente do que o sistema convencional! Como isso é possível?

A incompetência, marca da BHTrans, não é suficiente para explicar por que o sistema de transporte coletivo de Belo Horizonte é tão ruim. Se o sistema é assim é porque dá lucro para as empresas. Onde o lucro é baixo, o grito dos empresários é alto. Belo Horizonte, que até alguns anos atrás tinha três tipos de ônibus, os azuis, os amarelos e os vermelhos, agora tem uma infinidade de cores, com novas linhas e novas empresas, o que serve só para confundir o passageiro. Racionalizar o sistema significa cortar lucros das empresas de ônibus, provavelmente eliminar várias delas, desnecessárias. A administração municipal tem competência, coragem e honestidade para isso?
(Ilustração: Latuff.)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O blog operaleaks

Os vazamentos do Wikileaks publicados no Brasil pelo saite Opera Mundi.

EUA veem julgamento de ex-oligarca do petróleo russo como 'político'

27 de dezembro de 2010 Marina Terra – Redação
Um julgamento político. É dessa forma que diplomatas norte-americanos classificaram em documentos vazados pelos Wikileaks o caso do ex-oligarca do petróleo Mikhail Khodorkovski, condenado nesta segunda-feira (26/12) (sic) a mais 14 anos de prisão por fraude e lavagem de dinheiro. Khodorkovski, que cumpre desde 2003 oito anos de pena em uma prisão na Sibéreia, denuncia que os procesos têm motivações políticas e procura legitimar o desmantelamento da Yukos, que foi a maior petrolífera privada da Rússia, em benefício da concentração das atividades ligadas ao gás e ao petróleo em dois gigantes russos: Gazprom e Rosneft. Em um despacho enviado a Washington em abril de 2007, o embaixador dos Estados Unidos em Moscou, William J. Burns, descreve encontro com o advogado do empresário russo, Yuriy Shmidt, em que ele se mostrava convencido de que Khodorkovski permaneceria preso enquando o primeiro-ministro, Vladimir Putin, estivesse no poder.
A íntegra.

Um manual para entender Washington

Do Opera Mundi.
Martín Granovsky, de Buenos Aires.
O embaixador era um tipo simpático, entendia bem espanhol, captava inclusive as piadas com duplo sentido, lidava com muita gente diferente e lia os informes de Inteligência. Mas, além disso, tinha construído seu próprio indicador: uma vez por semana, tomava o automóvel e percorria de ponta a ponta o Camino del Buen Ayre [estrada de 23 quilômetros de extensão, localizada na Grande Buenos Aires] "Não quero que me contem tudo", dizia. "Quero ver algumas coisas com meus próprios olhos."
A íntegra.

Frases de 2010

"Somos eleitos pelos mais pobres, mas quem tem acesso ao gabinete são os mais ricos."
Presidente Lula.

Imagens de 2010: gregos tomam as ruas em protesto contra a política neoliberal

No dia 20 de maio, milhares de grevistas gregos fizeram passeata até o Parlamento, em protesto contra as medidas de austeridade fiscais exigidas pela União Europeia e pelo FMI. "Saiam, ladrões", gritavam os manifestantes em frente ao prédio neoclássico do Parlamento, cujas escadarias estavam tomadas por tropas de choque com escudos e cassetetes. Outros milhares de manifestantes, levando cartazes, ocupavam um amplo bulevar de mais de 1.500 metros, que desemboca na praça do Parlamento. (Foto AP, matéria da Reuters via Último Segundo.)

Imagens de 2010

A belo-horizontina Dilma Rousseff é eleita a primeira presidenta do Brasil.

Grandes atos governamentais de 2010: a privatização da Praça da Estação

Decreto nº 13.961, de 4 de maio de 2010
O prefeito de Belo Horizonte, no exercício de suas atribuições, em especial as que lhe conferem o inciso XVI do art. 108 da Lei Orgânica do Município e o art. 40 da Lei nº 5.641, de 22 de dezembro de 1998, DECRETA:
Art. 1º – O Anexo I do Decreto nº 9.687, de 21 de agosto de 1998, passa a vigorar acrescido do seguinte Grupo II-A:
“II-A – Utilização da Praça da Estação para realização de eventos, proporcionalmente ao número de dias:
1- De 1 a 2 dias…R$ 9.600,00;
2- De 3 a 4 dias…R$ 14.400,00;
3- De 5 a 6 dias…R$ 19.200,00. (NR)
Art. 2º – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Belo Horizonte, 4 de maio de 2010
Márcio Araújo de Lacerda
prefeito de Belo Horizonte

Frases de 2010

"Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada."
Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais e executiva da Folha de S. Paulo, em O Globo, 18/3/10.

Imagens maravilhosas de 2010

A fantástica Folha de S.Paulo, que processa a FAlha de S.Paulo (agora Desculpe a nossa FAlha) por uso indevido de imagem, também usa e abusa das imagens dos outros, como se vê acima. Será que moverá processo contra si própria? Ou continuará sendo apenas um jornal oportunista de direita? Mais incrível (?) é que a justiça (?) deu ganho de causa ao grande jornal do tucanos.

Maravilhas da liberdade de expressão em 2010

No Mato Grosso do Sul, polícia apreendeu jornal e prendeu jornalista. Governador candidato à reeleição conseguiu na justiça que jornalista fosse proibido de publicar seu nome, sob pena de pagar multa de R$ 50 mil por cada exemplar do jornal. Foi reeleito.

Do Repórteres Sem Fronteira.
Apreensão de 850 exemplares de um jornal e detenção de um de seus redatores para contentar o governador
O semanário Impacto Campo Grande, distribuído no Mato Grosso do Sul, foi alvo de um ato de censura caricatural por parte das autoridades locais. Oitocentos e cinquenta exemplares do jornal foram confiscados pela polícia, no dia 12 de setembro de 2010, devido a artigos considerados críticos para com André Puccinelli, governador do estado e candidato à reeleição, cujos amigos estariam envolvidos em vários casos suspeitos. Mário Pinto, jornalista e distribuidor do semanário, foi também ele interpelado pelas forças da ordem e detido durante cerca de sete horas na delegacia. A apreensão do jornal vem na sequência de uma liminar que proíbe de publicar o nome do governador, caso contrário o jornal deverá pagar a este último 50 000 reais (22 500 euros) por cada exemplar que reproduza as informações incômodas.
A íntegra.

O protesto dos Repórteres Sem Fronteiras contra a censura da Folha à Falha

Seria um deslize da Folha se ela levasse liberdade de imprensa a sério. Não podemos nos esquecer, porém, que o grande jornal dos tucanos emprestou carros para a ditadura militar transportar presos políticos e entrou na campanha das diretas como uma opção mercadológica, para impulsionar vendas.

Do saite internacional Repórteres Sem Fronteira.
A Folha de São Paulo se prestigiaria desistindo das ações judiciais contra um blog satírico independente
Um mês após seu lançamento, o blog independente Falha de São Paulo, que parodia o maior diário do Brasil A Folha de São Paulo, enfrenta um processo aberto pelo diário por "uso indevido de marca", devido à semelhança entre os dois nomes e ao logotipo do blog. Não satisfeito depois de ter conseguido o encerramento do saite, o jornal iniciou um novo processo contra seus autores e reclama agora uma indenização financeira por danos morais. No entanto, parece pouco provável que o mais importante diário do país possa efetivamente ser lesado por um blog independente.
A íntegra.

A entrevista de Julian Assange ao Estadão

Este é o trecho em que o fundador do Wikileaks fala da Folha e da Falha, mas vale a pena ler a entrevista toda.

Sobre liberdade de informação na América Latina, qual a avaliação do Sr.? É algo que o preocupa ou não mais do que em outras regiões?
Há boas leis e proteções constitucionais em vários países latino-americanos. Mas a questão é se essas leis estão sendo seguidas na prática. A associação entre Estados (e seus Poderes Judiciários) e empresas pode permitir a censura na prática. Entendo que há um grande escândalo em relação ao blog Falha de S. Paulo, que é uma sátira ao nome do jornal com o qual temos uma parceria no Brasil (mais informações nesta página). Entendo a importância de proteger a marca e temos saites similares que se passam por WikiLeaks. Mas o blog não pretende ser o jornal e acho que deve ser liberado. A censura é um problema especial quando ocorre de forma camuflada. Sempre que haja censura, ela deve ser denunciada.
A íntegra.

Ombudswoman critica Folha que censura Falha

Blog crítico está sendo processado pelo grande jornal dos tucanos.

Do blog Desculpe a nossa falha, ex-Falha de S.Paulo.
FalhaLeaks! Vazou a crítica interna da ombudsman da Folha!
Vazou para nós, a la WikiLeaks, a crítica interna da ombudsman da Folha, Suzana Singer, que circulou entre os jornalistas da Folha em 23/12 à tarde, com um aviso bem grande pedindo para "Não divulgar":
Falha de S. Paulo
A incrível capacidade de mobilização dos irmãos responsáveis pelo saite Falha de S.Paulo, processado pela Folha, obteve uma vitória impressionante hoje, quando Julian Assange, o símbolo do momento da luta pela liberdade de imprensa, defendeu o saite. Está na entrevista exclusiva publicada no Estadão. (...) Tem um box de outro lado, com a Folha negando que seja censura. Os dois blogueiros já tinham conseguido que os Repórteres sem Fronteiras condenassem o processo, por considerarem difícil que um jornal do porte da Folha tenha sofrido danos à imagem por causa do saite. Também dizem que os irmãos Bocchini não terão dinheiro para pagar a indenização. A Global Voices, comunidade internacional de blogueiros, também apoiou os irmãos. O saite da Wired contou a história, sem emitir opinião. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo condenou a atitude da Folha. O jornal precisa noticiar o processo, fazer reportagem ouvindo os dois lados, explicar melhor sua posição. Não dá mais pra fingir que nada está acontecendo.
A íntegra.

Imagens de 2010

Marques (sem camisa), o grande ídolo do Galo nas últimas décadas, presta homenagem à gloriosa camisa alvinegra, ao comemorar o gol mágico que fez na vitória por 2 a 0 sobre o Ipatinga, que deu o título de campeão mineiro de 2010 ao Atlético. (Foto de Carlos Roberto.)

O melhor e o pior de 2010

BH vive seus piores momentos, desde 1992, quando Patrus Ananias foi eleito prefeito e começou uma nova fase na vida da cidade. A administração Lacerda é, como eu esperava, um horror. Aquele horror que muitos eleitores temeram ocorrer caso o eleito, em 2008, fosse Leonardo Quintão. O prefeito empresário milionário neoliberal que não mora na cidade que administra tenta transformar a prefeitura em empresa e a cidade num grande negócio. Grandes eventos, privatização dos espaços públicos e cortes de despesas com supérfluos, como cultura, são as marcas do seu governo. Felizmente, ainda há inteligências e talentos que se levantam contra isso. O blog Praça Livre BH, por exemplo. Dele cheguei ao blog Odisseia no espaço, do qual reproduzo o belo texto abaixo, outra visão crítica deste 2010 que acaba.

Ô abre valas que o Pato Donald quer passar
Quem chegasse nervoso, exigindo explicações pelas intervenções na orla da Lagoa da Pampulha para o evento que aconteceria no dia seguinte, seria desconcertado pela simpática recepção de Dona Valdete. A secretária da Regional Pampulha derreteria qualquer coração gelado com a gentileza encarnada em sua voz doce e sorriso delicado. Logo lhe ofereceria uma cadeira, uma água, um cafezinho, e um release que colocaria tudo em pratos limpos. Como lá constava, no sábado, dia 27 de março, a Pampulha abriria suas portas para uma homenagem da Nestlé a Belo Horizonte. A cidade receberia atividades voltadas às famílias mineiras, “promovendo ações de conscientização ambiental e conservação da área, apoiando projetos de melhoria e prestando serviço para a comunidade por meio de atividades de educação, lazer e entretenimento.” Para coroar o dia e encantar o público, entraria em cena a Parada Disney, um desfile que percorreria dois quilômetros da orla com carros alegóricos espalhando a magia da turma do Mickey Mouse. Diante de tamanha homenagem, o que significavam algumas árvores, quebra-molas e canteiros a menos? A organização do evento vinha sofrendo uma série de críticas e reclamações, especialmente dos moradores da região que abrigaria o evento – formada em grande parte por bairros de vistosas mansões.
A íntegra.

sábado, 25 de dezembro de 2010

A cidade é da prefeitura ou de todos nós?

De quem é a cidade?
Em agosto deste ano, seis homens foram presos em Belo Horizonte sob a acusação de formação de quadrilha. Essa seria apenas mais uma nota policial não fosse a singularidade do crime praticado: pichação. Na visão da pesquisadora Deborah Pennachin, o episódio levanta questões importantes e intimamente relacionadas à arte urbana. "De quem é a cidade? É da prefeitura ou de todos nós? A pichação é um ato político, assim como a "Praia da Estação". É um diálogo que acontece nos muros e que mostra que a cidade está viva, se transformando", defende Deborah.
A matéria do jornal O Tempo.

Praia da Estação: destaque da arte em BH, em 2010

Do jornal O Tempo.
24/12/2010
Ações entre arte e política
Daniel Toledo
É difícil precisar o momento exato do surgimento do termo arte urbana para nomear a arte que ocupa as cidades. Durante séculos, o termo monumento parecia suficiente para designar as obras de arte que, com a principal função de glorificar deuses e governantes, eram instaladas em ambientes como praças cívicas e religiosas. No entanto, desde o início do século XX e sobretudo a partir dos anos 60, esses objetos passaram a conviver com outras ações artísticas, singulares em suas formas e em seus conteúdos. (...) O grande destaque do ano, nesse sentido, foi certamente a consolidação da "Praia da Estação". Reformada pela prefeitura em 2005, a Praça da Estação, para além de sua ocupação rotineira, conformava-se como um importante local público para a realização de grandes eventos como shows e espetáculos teatrais. Alegando que a realização desses eventos gerava situações em que era impossível garantir a segurança pública e, ainda mais, contribuía para a depredação do patrimônio da cidade, a prefeitura emitiu, em dezembro de 2009, um decreto proibindo a realização de eventos de qualquer natureza no local.
A íntegra.

Pimentel e a reeleição de Lacerda

O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que a partir de janeiro será ministro da presidenta Dilma Rousseff, deu entrevista à revista Star, do ex-governador Newton Cardoso, distribuída gratuitamente. Nela, o candidato derrotado do PT ao Senado, reafirma sua amizade ao ex-governador e senador eleito Aécio Neves, elogia a administração municipal de Márcio Lacerda e atribui, sutilmente, a derrota do PT em Minas, para governador, ao ex-prefeito e ex-ministro Patrus Ananias.
Segundo Pimentel, Patrus não viu que sua hora tinha passado, que a hora era dele, Pimentel; ao exigir as prévias, Patrus teria protelado a definição do candidato do PT, o que inviabilizou sua candidatura (de Pimentel), vencedora nas prévias, e possibilitou que Hélio Costa, do PMDB, conquistasse a vaga na coligação.
Mais significativa é a posição de Pimentel sobre a eleição municipal de 2012: ele garante que não será candidato, manifesta clara simpatia pela reeleição de Márcio Lacerda e nenhuma boa vontade com uma eventual candidatura de Patrus, para recuperar o PT belo-horizontino (processo, aliás, que já está em curso, com o nome de Colóquio Petista). Na avaliação política do ex-prefeito – que não é o seu forte, haja visto o acordo com o ex-governador Aécio Neves, em que este levou tudo e Pimentel, nada – o PT deve pensar bem antes de lançar candidato, pois o atual prefeito é praticamente imbatível, na reeleição.
Aquela grandeza que esperavam de Pimentel os que, apesar de tudo, votaram nele para senador, não se manifestou na entrevista. Ainda não foi dessa vez que ele teve humildade para reconhecer seus erros e a posição subalterna em que eles o colocaram. E olha que sua carreira política sobrevive graças à amizade antiga da presidente eleita, que lhe conferiu um prêmio de consolação incomum na política: ministro é cargo de candidato vencedor, não de derrotado. Imagina se tivesse sido eleito.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

'Grande' jornal de direita dos mineiros condena pichadores

O de sempre: matéria só tem um lado, o oficial. Cita duas testemunhas "que participaram das investigações". Como assim? Testemunha que participa de investigação tem nome: policial, como explica o jornal Hoje em Dia, que não tem mania de grandeza: "Para chegar até os suspeitos, um agente da Delegacia de Meio Ambiente se passou por pichador, em saite de relacionamentos, com o objetivo de acessar as páginas individuais dos integrantes da gangue e identificar os envolvidos, além de ter acesso à forma como o grupo agia. Por meio dos codinomes existentes nas diversas pichações, a polícia conseguiu identificar os suspeitos". Acusação de formação de quadrilha é acusação: o crime só se configura com a condenação, mas maus jornalistas ignoram isso. Dos acusados, nenhuma palavra. O mais interessante é que a matéria do 'grande' jornal é praticamente cópia da matéria da Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que no entanto não comete o erro de chamar os pichadores de quadrilha. Segundo o HeD, 347 pichadores foram presos este ano, até outubro. Ah se a polícia fosse tão eficiente para prender bandidos que invadem prédios como é com esses jovens que picham as fachadas!
A matéria do "grande" jornal: Testemunhas confirmam pichações da quadrilha conhecida como 'Piores de Belô'.
A matéria da Ascom: Testemunhas confirmam pichações.
E a matéria do Hoje em Dia: Prisão de pichadores cresce na capital.
Todas são do dia 16/12/10.

O último pronunciamento do presidente Lula


O presidente Lula fala à nação pela última vez (23/12/10), faz um balanço das realizações do seu governo e abençoa a presidenta eleita Dilma: "Ela conhece como ninguém o que foi feito e como fazer mais e melhor". Um belo discurso do Getúlio Vargas que não suicidou: "Saio do governo para viver a vida das ruas. Serei mais povo do que nunca. Vivi no coração do povo e nele quero continuar vivendo até o último dos meus dias. Não me perguntem pelo meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem sim, pelo futuro do Brasil. E acreditem nele". Um discurso de modéstia e humildade: "Se governei bem, foi porque, antes de me sentir presidente, me senti sempre um brasileiro comum, que tinha de superar suas dores, vencer os preconceitos e não fracassar". Um discurso cheio de otimismo: "Onde houver um jovem que queira sonhar grande, peço-lhe que olhe para a minha história e veja que na vida nada é impossível." Sei não, mas sendo Lula o craque no uso de símbolos e Franklin Martins um artista da expressão, arrisco dizer que a bela música de fundo na altura dos três minutos é um arranjo inspirado no hino da Internacional Comunista.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Lacerda faz sua reforma administrativa

Final de ano é época de desova no Legislativo. É nessa época que se aprovam as leis mais escabrosas. Vários vereadores foram eleitos deputados, estão se despedindo, inclusive a presidente. A Câmara funciona assim: para aprovar o que o prefeito quer, os vereadores negociam aprovação dos seus projetinhos – adoçante para diabéticos, por exemplo. Ou proibição de uso de jaleco fora do local de trabalho. Matérias de políticas públicas, que não são assunto para vereador. Coisa realmente importante os vereadores não aprovam: ou vem do Executivo ou é vetada pelo Executivo. O que é essa "reforma administrativa" do prefeito empresário milionário que não mora na cidade que administra e quer transformar a prefeitura em empresa? A população não sabe. Outro dia mesmo Pimentel fez uma reforma, agora Lacerda faz a sua. Pra deixar sua marca. Os vereadores cordeirinhos aprovaram, é claro. Quando essas gentes exaltam a democracia é disso que estão falando, desse joguinho político que passa longe da população, cujo papel é apenas votar, de quatro em quatro anos, para eleger os mais espertos e que têm mais grana para gastar em propaganda.

Do saite da vereadora Luzia Ferreira.
Vereadores aprovam 33 projetos de lei

Em reunião extraordinária realizada na manhã do dia 22 de dezembro, os parlamentares da capital votaram a favor de 33 projetos de lei. Entre as propostas aprovadas em 2º turno, está a reforma administrativa da Prefeitura e a municipalização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. O Plenário ainda rejeitou o projeto que obriga o município a fornecer protetor solar a funcionário que trabalhe exposto a raios solares. O projeto do Executivo que reorganiza a administração municipal prevê a criação de mais cinco secretarias, assim como o desmembramento e a fusão de outras, além da extinção de cargos. Durante a plenária, integrantes de movimentos populares protestaram contra a extinção da Secretaria de Habitação, que deve ser incorporada pela Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel). Aprovado em 2º turno com 22 votos, o PL 1380/2010 segue para redação final na CMBH e, em seguida, será encaminhado à Prefeitura para sanção ou veto.
A íntegra.

Na rua


Com um bom arranjo e boas vozes essa música fica bacana.

Barões da mídia querem acabar com a Voz do Brasil

Senadores de direita já aprovaram "flexibilização" do horário na Comissão de Comissão e Justiça. Objetivo é, ao mesmo tempo, ganhar mais dinheiro com anúncios em horários nobre e tirar público de um programa que desde 1935 leva informação aos mais distantes locais do país.

Do Blog do Miro.
Voz do Brasil e regulamentação da mídia
Reproduzo artigo enviado pelo amigo Beto Almeida, membro da junta diretiva da Telesur:
Na contra-mão dos esforços para a regulamentação (da mídia), nota-se um incoerente silêncio em relação a uma iniciativa da Abert e dos magnatas da mídia para flexibilizar a transmissão do mais antigo programa do rádio brasileiro ainda no ar, a Voz do Brasil. O programa surge de um esforço de regulação do Estado sobre o campo informativo, na Era Vargas, levando informações relevantes para um público estimado em cerca de 80 milhões de ouvintes que não possuem praticamente outra via para ter acesso a informações sobre a atividade dos poderes públicos. Se flexibilizada, resultará numa menor presença do público na vida dos brasileiros que vivem nos grotões do campo e da cidade, e que são praticamente proibidos da leitura de jornal ou revista. Menos informação sobre verbas para a saúde, sobre políticas públicas para a agricultura, a reforma agrária, a pesca, o meio-ambiente, os transportes, educação no campo etc. Por quê o silêncio?
A íntegra.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Relatora da ONU: governos removem pobres para realizar Copa do Mundo e Olimpíadas

Raquel Rolnik acompanha os protocolos assinados entre o governo federal, os governos estaduais e prefeituras que envolvem a Copa do Mundo e denuncia que constituem uma "caixa preta". São os efeitos perversos da realização dos grandes eventos esportivos internacionais: bons para os negócios, péssimos para as populações.

A moradia do pobre ameaçada pela Copa e pelas Olimpíadas
Brasil de Fato – Trata-se de um mito o fato de que a realização de grandes eventos valorizam as cidades-sede e melhoram os indicadores socioeconômicos?
Raquel Rolnik – A pergunta central que deve ser feita é "benefício para quem?". Esses grandes eventos esportivos geram oportunidades de negócios. Isso implica uma movimentação do ponto de vista dos negócios, da dinamização econômica dessas cidades. Agora, toda a discussão é quem será beneficiado por isso. (...) Nós já estamos assistindo às propostas de remoção em Belo Horizonte (MG), em Fortaleza (CE), no Rio de Janeiro (RJ), em São Paulo (SP). Em várias cidades do Brasil isso já está acontecendo sem a adequada compensação com propostas de assentamento. Até o momento isso é um dos grandes problemas, dos grandes perigos na realização desses eventos aqui no Brasil, violações no campo do direito à moradia.
Você sabe a quantidade de famílias que já foram ou serão atingidas?
Eu estou tentando montar uma base de dados. Mas não há informação, é uma caixa preta. Como é possível que projetos que estão sendo apresentados para acontecerem por cima de comunidades sequer disponibilizam a informação de quantas famílias vão ser afetadas, e qual será o destino dessas famílias. Essa informação não existe, ela não está disponível. O que eu sei, inicialmente, é que, no Rio de Janeiro, sessenta comunidades seriam de alguma forma atingidas por obras ligadas à Copa do Mundo e às Olimpíadas.
A íntegra.

Lula e a folha ranheta

Gosto desse tom informal do Blog do Planalto, que tem a cara do Franklin Martins.

Eta turminha ranheta
Vejam se não é coisa de gente ranzinza: a Folha de S. Paulo gastou uma coluna de 100 cm² de tinta e papel importados e isentos de impostos para apontar uma contradição entre o que o presidente Lula disse no programa de rádio "Café com o Presidente" de ontem e o pronunciamento que fez à Nação em 22 de dezembro de 2008. O título do texto publicado na edição de hoje do caderno Mercado é: "Lula agora pede responsabilidade na hora de gastar". É um exemplo do tipo de jornalismo sem compromisso com a verdade, que publica tudo que está na cabeça do editor ou do repórter, sem amparo na realidade. No caso, bastaria ter consultado a íntegra do pronunciamento do presidente. Todas estas informações estão disponíveis na página mantida pela Secretaria de Imprensa da Presidência. No pronunciamento, o presidente disse aos brasileiros e brasileiras que não tivessem "medo de consumir com responsabilidade" e, se tivessem dívidas, procurassem "equilibrar seu orçamento".
A íntegra.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Copa do Mundo e Jogos Olímpicos provocam estado de exceção nos países sede

Relatos de pesquisadores em seminário internacional em São Paulo mostram efeitos danosos dos grandes eventos esportivos na vida das populações dos países sede.

Do blog da Raquel Rolnik.
Será que conseguiremos evitar a instalação de um estado de exceção no Brasil durante a Copa e as Olimpíadas?
Ontem e hoje participei de um seminário sobre impactos urbanos em megaeventos esportivos, promovido pela FAU-USP, pelo Núcleo de Direito à Cidade do Departamento Jurídico XI de Agosto e pela Relatoria da ONU para o Direito à Moradia Adequada. Entre os participantes, havia pesquisadores da Grécia e da África do Sul, que já realizaram Jogos Olímpicos (Atenas) e Copa do Mundo. Também ouvimos o relato dos Commonwealth Games (os jogos das ex-colônias britânicas), que acabaram de acontecer em Nova Déli, na Índia. Ouvimos relatos principalmente de violações de direitos trabalhistas, especialmente na construção civil; ouvimos também relatos sobre o controle das áreas em volta dos locais dos jogos, da proibição do comércio local, inclusive da proibição de circulação de pessoas em determinadas áreas. Essas questões todas somadas caracterizam o que foi chamado no seminário de uma espécie de estado de emergência ou de exceção.
A íntegra.

O governo Lula pelo Globo e pelo Blog do Planalto

O governo Lula aprendeu a usar a internet como arma de informação, contra a desinformação da "grande" imprensa. Nesta postagem um balanço amplo das realizações dos últimos oito anos.

Do Blog do Planalto.
Balanço da Era Lula no Globo: Olho torto entorta a vista

Quem leu ou vier a ler o caderno especial do jornal O Globo sobre a Era Lula não terá dúvida: a direção do jornal, seus editores e analistas estão entre os 3% a 4% de brasileiros que consideram o Governo Lula ruim ou péssimo. Para eles, a aprovação de mais de 80% alcançada pelo presidente Lula e seu governo ao final de oito anos de mandato é um mistério. Talvez uma ilusão ou uma hipnose coletiva, que estaria impedindo o povo de enxergar a realidade. Para O Globo e seus analistas, o Brasil avançou muito pouco na Era Lula e os poucos avanços teriam sido apesar do governo e não por causa de suas ações. Como disse o presidente Lula no dia em que registrou em cartório o seu legado, a imprensa não tem interesse nas ações construtivas do governo, ela prefere focalizar as destrutivas. Cabe ao próprio governo fazer chegar à sociedade o contraponto. Por isso, o Blog do Planalto consolida aqui as contestações feitas pelo governo ao balanço da Era Lula publicado pelo Globo no último domingo.
A íntegra.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

'A UNE somos nós! Nossa força e nossa voz!'

Confesso que em 1977, quando o movimento estudantil voltou às ruas, este grito já me soava um tanto artificial. A UNE já pertencia à história: campanha O petróleo é nosso, Centro Popular de Cultura, Passeata dos 100 mil, jovens pegando em armas contra a ditadura militar... Durante um breve período, antes que eclodissem as greves operárias no ABC, lideradas por Lula, o movimento estudantil voltou a ter grande importância. A UNE, não. A reconstrução da entidade, em 1979, em Salvador, num encontro cuja infraestrutura foi oferecida pelo então governador Antônio Carlos Magalhães, foi uma grande batalha entre inúmeras tendências de esquerda, sem repercussão nas massas estudantis. A UNE foi o PTB dos estudantes, representa uma época histórica populista, pré-1964, uma organização política cuja espinha dorsal a ditadura militar quebrou. Refundada, nunca chegou a ser um PT – substituto atualizado do PTB. Voltou à cena, com êxito, na campanha pelo impeachment do presidente Collor. Não deixa de ser curioso recuperar uma sede localizada na antiga capital federal. Talvez ajude a UNE a se tornar novamente uma instituição viva entre os estudantes universitários brasileiros, massa popular hoje muito mais numerosa e difererente daquela que a entidade liderou nos anos 50 e 60. Tomara que a UNE, que sempre se bateu pelo ensino público, seja capaz de abraçar a mais importante bandeira para a sociedade brasileira contemporânea, que os políticos teimam em não ver: escola pública de qualidade em tempo integral para todas as crianças e adolescentes. (Foto Arquivo da UNE.)

Do Blog do Planalto.
UNE resgata seu endereço histórico na Praia do Flamengo, 132
Praia do Flamengo, 132, Rio de Janeiro (RJ). O endereço tem um significado e tanto para os estudantes brasileiros: ali funcionou a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), centro de resistência do movimento estudantil ao regime militar (1964-1985). O prédio foi incendiado em 1964, um dia depois do golpe militar, e foi demolido na década de 1980. Nesta segunda-feira (20/12), a entidade verá o sonho de reerguer sua sede começar a tomar forma, com o lançamento da pedra fundamental do novo prédio, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. O lançamento será feito em cerimônia que contará com a presença do presidente Lula no histórico endereço na Praia do Flamengo. Para conhecer um pouco mais da história da sede da UNE na Praia do Flamengo, confira o livro Praia do Flamengo, 132: Histórias e Memórias, das pesquisadoras Angélica Müller e Tatiana Rezende, do projeto Memória do Movimento Estudantil.
A íntegra.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Hino ao amor

Aniversário de Édith Piaf (95 anos). Que voz! E que vida infeliz. Sofrimento + talento = arte. O pequeno pardal (1,47 m) morreu em 1963, aos 47 anos. Era um caquinho, parecia ter vinte anos mais. Sofria de incapacidade para viver.

Qual é a diferença entre Chávez e Anastasia? Acertou quem respondeu 'a imprensa'

Nesse caso. Nunca é demais lembrar.

Do blog Praça Livre BH.
Anastasia e o chavismo que no dos outros (quer dizer, no dos mineiros) é refresco

Por Luther Blissett
Procê ver como a imprensa brasileira é uma coisa especial. Hugo Chavez e Antônio Anastasia tomam a mesma medida: decidem pular o legislativo e fazer as leis eles mesmos. Segundo a imprensa brasileira, na Venezuela isso é terrível, atentado à democracia, digno de repúdio na capa dos jornais.

Já em Minas? Totalmente normal e aceitável! Bonito, até! Vale uma notinha de rodapé e olhe lá!

Essa é a imprensa brasileira, turminha. Minas Gerais caminha para ganhar o título de Novo Pará: terra sem lei onde os que tem grana e poder fazem o que querem, enquanto a imprensa só se movimenta pra bater em pobre.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Assange fala à BBC

Acusações na Suécia fazem parte de uma campanha de difamação do Wikileaks. Político de direita sueco mudou o promotor, depois que o primeiro não viu nenhuma prova contra Julian Assange. A apresentadora da BBC (será jornalista ou "apresentadora", como acontece comumente no Brasil?) demonstra ignorância sobre o assunto e é irritante, ao interromper seguidamente as respostas de Assange. É uma característica do jornalismo de televisão, que exige pessoas que tenham boa voz, boa apresentação, que se imponham ao entrevistado, mas apenas repetem perguntas. "Aparentam" saber do que estão falando e na verdade não sabem. Mas a entrevista é informativa.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Nosso Walt Disney

Maurício de Sousa é um fenômeno brasileiro equivalente a Walt Disney. Digo o óbvio. Quantas vezes mudou de editora? Sempre com sucesso, parece. Na última, Panini, criou a Turma da Mônica Jovem, em estilo mangá. Conquistou a garotada. Qualidade? Eu gostava das primeiras histórias, na década de 1970, quando a revista foi lançada pela Abril. Tinha enredos e criatividade. Depois passou a usar fórmulas das quais não gosto, um trabalho industrial, padronizado. Sem falar no merchandising, essa prática abominável de usar a imagem da Mônica para vender mais produtos de todos os tipos. Quanto a isso, meu modelo é Bill Watterson, que não vende a imagem do Calvin. Mas nosso Disney cresceu e conquistou o mundo. Impossível não admirar.

Do Blog do Planalto.
Turma da Mônica quer parceiros sul-americanos para alegrar crianças do Mercosul

Um projeto do governo brasileiro, lançado na manhã desta quinta-feira (16/12) em Foz do Iguaçu, vai integrar um milhão de crianças com idade entre 8 e 13 anos por meio de uma história em quadrinhos da Turma da Mônica. A revista, Turma da Mônica – Amizade Sem Fronteiras, será distribuída para os países que integram o Mercosul. O anúncio foi feito com a participação do desenhista Maurício de Sousa, autor das histórias da Turma da Mônica, e com os ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) e Luiz Dulci (Secretaria Geral), além do presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek.
A íntegra.

Dandara resistirá ao despejo

Para os pobres, o governo Anastasia tem o Batalhão de Choque de gestão.

Comunidade Dandara: 900 famílias pobres ameaçadas de despejo
Em 9/4/2009, mais de mil famílias de sem-teto e sem-terra ocuparam 36 hectares de terra abandonada, ociosa, que não cumpria a função social. Hoje, após 1,8 ano de luta, já construiram quase 900 casas de alvenaria, com mais de 400 hortas nos quintais, estão organizadas e jamais aceitarão despejo, pois têm necessidade, estão firmes na luta e têm forte apoio na sociedade civil organizada. Confira no vídeo quem que o Tribunal de MG, o governador Anastasia, o prefeito Márcio Lacerda e a Construtora Modelo querem despejar e devolver para a marginalização. Contamos com seu apoio à Comunidade Dandara, em Belo Horizonte, MG, uma maiores ocupações urbanas do Brasil.
Abraço terno na luta.
Frei Gilvander Moreira.
www.gilvander.org.br

Na festa dos direitos humanos, o muro de Berlim de Márcio Lacerda cerca a Praça da Estação

Como o prefeito empresário milionário neoliberal de Belo Horizonte, que não mora na cidade que administra, vê o uso do espaço público: praça cercada, revista policial e ingresso. Isso para comemorar a Declaração Unversal dos Direitos Humanos. Durante a ditadura militar havia mais liberdade.

Do blog Praça Livre BH.
Carta aberta a Márcio Lacerda
Praça da Estação, em 11 de dezembro de 2010
Marcio, querido, rogo que escute os conselhos desta sua velha tia. Tenho observado, muito de perto, as feridas que tem aberto nesta cidade e a proliferação delas me causa um grande desconforto. No domingo pela tarde, combinei com alguns amigos, de reviver os velhos tempos na Estação, apenas nos sentarmos no hall e observarmos as pessoas indo e vindo, o trem chegar e partir, tomar um café e jogar conversa fora. Sim, não há mais o trem, mas temos o metrô, a dona Maria que vende balas e ainda costumamos nos reunir por lá anualmente, até que a memória dos trens morra conosco. O acontecido foi que, ao me aproximar de um dos mais importantes e belos espaços cívicos da cidade, cai estupefata, pois havia no horizonte da Praça da Estação, um muro. Vendo aquela imagem, recordei do muro de Berlim, e, como ele já caiu há muitos anos, pensei estar, nos altos de minha idade, dentro de um delírio senil. Foi triste perceber que aquilo não era produto de minha velhice. Então, percorri todo o muro sem entender como um espaço público pode tornar-se privado, como pode uma prefeitura transformar a Estação em praça privada? Imagine que já tenho muitas limitações, mas tamanho era o meu assombramento, que tive energia suficiente para dar a volta completa na praça. Aquela belíssima Praça, espaço de transição para os que acessavam a Estação, espaço de trocas, de encontro, de civilidade, de humanidade: murada! E eu, cidadã belo-horizontina, obrigada a ficar do lado de fora. E isto não foi tudo, no meio da volta, vi que alguns cidadãos iam se aproximando e eram recebidos por policiais que os revistavam um a um. Como pode uma prefeitura receber seus nobres habitantes em praça pública, com revista policial? Pelo vão de acesso, onde haviam vários policiais, vi um palco no interior da praça. Descobri que iria acontecer um show em comemoração à Declaração Universal dos Direitos Humanos e ao aniversário de Belo Horizonte. Como acompanhei o 1° Show dos Direitos Humanos, ainda durante a ditadura, resolvi entrar para assistir um pouco, contudo fui informada que era preciso ter ingressos. Ingressos para entrar na Praça Pública? Então, olhei de fora o monumento para À Terra Mineira, um homem livre até das roupas e que alça aos céus uma bandeira, e ele também estava cercado e murado, abaixei a cabeça e com outros belo-horizontinos, desingressados, fui embora. Meu filho, exatamente no Show dos Direitos Humanos, presenciei a sociedade sendo privada de seu direito mais elementar, que é o de ir e vir e em plena praça pública.
A íntegra.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Espanha homenageia Niemeyer, 103

Da BBC Brasil.
Espanha inaugura Centro Cultural Niemeyer no aniversário do arquiteto
O aniversário de 103 anos de Oscar Niemeyer será comemorado nesta quarta-feira na cidade espanhola de Avilés, norte do país, com a inauguração do maior projeto do arquiteto brasileiro na Europa. O "presente" é o Centro Niemeyer, um complexo cultural que custou R$ 100 milhões. Instalado em uma área de 44 mil metros quadrados, com quatro edifícios e capacidade para 10 mil visitantes por dia, o local concentra teatros, auditório, museu, centro de convenções, espaços gastronômicos e um "Film Center", cuja programação será coordenada por Woody Allen. O projeto, que também é o primeiro de Niemeyer na Espanha, tem claras referências a Brasília e ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói.
A íntegra.
Fotos no El País.

O remédio capitalista contra a crise: cortar salários e ajudar banqueiros. Brasil é exceção

Do que o governo Lula nos livrou, mais uma vez.

Da BBC Brasil
Crise reduz à metade o crescimento dos salários no mundo, diz OIT
Crescimento dos salários passou de 2,8% em 2007 para 1,5% em 2008 Um relatório divulgado nesta quarta-feira, em Genebra (Suíça), pela Organização Internacional do Trabalho aponta que a crise econômica e financeira global reduziu à metade o crescimento dos salários no mundo. A pesquisa revela, porém, que as remunerações no Brasil continuaram crescendo de forma estável mesmo durante a crise.
A íntegra.

Portugal se move: para frente

Da BBC Brasil.
Greve geral contra cortes paralisa principais serviços de Portugal
Uma greve geral convocada pelas duas maiores centrais sindicais do país paralisou nesta quarta-feira grande parte do sistema de transporte, das escolas e dos serviços públicos em Portugal. O objetivo da paralisação é protestar contra medidas tomadas pelo governo para reduzir o déficit público – que vem comprometendo a credibilidade do país nos mercados financeiros internacionais (leia-se: exigida pelos organismos capitalistas internacionais, os mesmos que socorrem bancos que quebram). O principal setor em que a greve está sendo sentida em Lisboa é o de transportes.
A íntegra.

Portugal se move: para trás

Da BBC Brasil.
Em meio a crise, governo de Portugal propõe reforma trabalhista
Pressionado pelo fato de ser a bola da vez nos mercados internacionais, o governo português decidiu adotar uma série de medidas, na tentativa de aumentar a competitividade da economia. As mais polêmicas dizem respeito a mecanismos que facilitam as demissões. Segundo a ministra do Trabalho, Helena André, o objetivo é reduzir os custos das empresas na hora de demitir funcionários. Ela afirmou que deverá ser criado um limite às indenizações para os casos de demissão sem justa causa.
A íntegra.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A Europa se move: Grécia em greve geral

Da BBC Brasil.
Manifestantes e policiais se enfrentam em Atenas
Policiais e manifestantes se enfrentaram nesta quarta-feira nas ruas da capital da Grécia, Atenas, em meio a uma greve geral e a protestos devido ao plano de austeridade financeira proposto pelo governo e aprovado pelo Parlamento. Os confrontos ocorreram na Praça Syntagma, do lado de fora do Parlamento grego, onde manifestantes destruíram carros, arremessaram coquetéis Molotov e pedras contra os policiais, que responderam jogando bombas de gás lacrimogêneo. Esta é a sétima paralisação na Grécia somente este ano devido ao ajuste fiscal iniciado pelo governo em maio, quando o país recebeu uma ajuda financeira de 110 bilhões de euros (cerca de R$ 250 bilhões) do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE). Trabalhadores de outros países europeus, como Espanha e Irlanda, também marcaram greves gerais e manifestações nesta quarta-feira, em protesto contra os ajustes econômicos impostos pelos governos.
A íntegra.

Dilma confirma Pimentel como ministro

Ex-prefeito de Belo Horizonte, que desarticulou o PT mineiro, entregou a prefeitura à oposição e perdeu eleição para o Senado, ganha prêmio de consolação da amiga Dilma. No novo cargo, Pimentel deverá passar muito tempo fora do Brasil, bem longe de BH. Provavelmente será bom ministro, como foi bom secretário na capital.

Da Agência Brasil
Dilma anuncia mais cinco integrantes do futuro governo
A presidenta eleita, Dilma Rousseff, confirmou hoje (15/11/10) o nome de mais cinco integrantes do primeiro escalão do futuro governo. O atual secretário-geral do Itamaraty, embaixador Antonio Patriota, será o ministro das Relações Exteriores. Nelson Jobim continuará comandando o Ministério da Defesa. O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, amigo pessoal da presidenta eleita, assumirá o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) será o novo ministro da Ciência e Tecnologia. A vaga de chefe de gabinete da Presidência da República será ocupada pelo geólogo Giles Carriconde, que foi chefe de gabinete de Dilma Rousseff quando ela estava à frente da Casa Civil.
A íntegra.

O herói Assange, segundo os americanos

Da BBC Brasil
Fundador do Wikileaks divide opiniões nos EUA
Julian Assange é o mais votado para o título de "Personalidade do Ano", concedido anualmente pela revista Time. O fundador do saite Wikileaks é considerado uma espécie de herói, disposto a correr riscos para expor a verdade. O governo americano acusou Assange de ser irresponsável e colocar vidas em risco com a divulgação de cerca de 250 mil mensagens secretas enviadas por diplomatas dos Estados Unidos, iniciada no fim de novembro.
A íntegra.

Belo Horizonte, em 1949

Filme produzido pelo governo americano sobre Belo Horizonte, durante a administração de Juscelino Kubitschek. Narrado em inglês. Não é preciso entender, basta olhar as imagens. Na primeira parte, a devastação do solo do estado pelas multinacionais exportadoras de minérios. Na segunda, uma surpreendente cidade, agradável, simpática, horizontal, tranquila. É improvável que a própria prefeitura tenha feito e guardado imagens assim.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Wikileaks mostra que Serra se comprometeu com interesses das multinacionais do petróleo

Os telegramas do governo americano sobre o pré-sal revelados pelo Wikileaks. Além de Serra, são consideradas "parceiras" pelo lobby das multinacionais do petróleo a OGX Petróleo e Gás, do empresário Eike Batista, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional das Indústrias (CNI).

Da CartaCapital Wikileaks.
Nos bastidores, o lobby pelo pré-sal

Natalia Viana
"A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?". Este é o título de um extenso telegrama enviado pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro do ano passado. Como ele, outros cinco telegramas a serem publicados hoje (13/12/10) pelo WikiLeaks mostram como a missão americana no Brasil tem acompanhado desde os primeiros rumores até a elaboração das regras para a exploração do pré-sal – e como fazem lobby pelos interesses das petroleiras. Os documento revelam a insatisfação das pretroleiras com a lei de exploração aprovada pelo Congresso – em especial, com o fato de que a Petrobras será a única operadora – e como elas atuaram fortemente no Senado para mudar a lei. "Eles são os profissionais e nós somos os amadores", teria afirmado Patrícia Padral, diretora da americana Chevron no Brasil, sobre a lei proposta pelo governo. Segundo ela, o tucano José Serra teria prometido mudar as regras se fosse eleito presidente.
A íntegra.

A primeira vitória: juiz manda soltar líder do Wikileaks

Da BBC Brasil.
Justiça britânica concede liberdade sob fiança a Julian Assange
A Justiça britânica concedeu nesta terça-feira liberdade sob fiança ao fundador do saite WikiLeaks, Julian Assange, que está detido em Londres desde a semana passada acusado de supostos crimes sexuais na Suécia. Assange alega que as acusações têm motivação política. Ele despertou a ira do governo americano ao divulgar mais de 250 mil documentos secretos. O australiano de 39 anos deve aguardar em liberdade até a próxima audiência do caso, marcada para o dia 11 de janeiro. Seu passaporte será confiscado e ele será monitorado eletronicamente, devendo permanecer em sua residência todos os dias entre 22h e 2h e entre 10h e 16h.
A íntegra.

'Pelo debate franco e aberto. O PT BH não deve temer a exposição sincera de críticas'

O PT de Belo Horizonte parece ter acordado, depois das lambanças feitas na sucessão do prefeito Fernando Pimentel que tiveram consequências funestas nas eleições deste ano e mais ainda para a população da cidade, que sofre com os desatinos de uma administração neoliberal. No dia 5 de dezembro foi deflagrado um processo de discussões denominado "Colóquio petista", que se pretende amplo e profundo. Espera-se que seja o que precisa ser: a renovação democrática do partido, para que ele volte a representar os setores progressistas e as aspirações da maioria dos belo-horizontinos.

Do saite do PT BH.
Colóquio petista na capital de Minas Gerais
Para o reencontro do petismo com BH
Um mal-estar é sentido pela militância petista em BH. A despeito de nossa vitória para a presidência da República no estado, aqui na capital fomos derrotados no primeiro e no segundo turnos. Some-se a isso a derrota ao governo do estado e ao Senado, faixas nas quais esperávamos melhor desempenho. Basta mencionar que para o governo do estado obtivemos apenas 23% e para o senado, 29% dos votos dos belo-horizontinos. Assumir que há problemas é o primeiro passo para resolvê-los. O petismo em BH ainda se ressente das tensões e divisões vividas nos últimos processos eleitorais. E o melhor meio para superar isso é o debate franco e aberto. Sem cochichos e diálogos restritos. O PT-BH não deve temer a exposição sincera de críticas, dúvidas e opiniões. Nesse sentido, vamos realizar uma série de discussões abertas, cujo objetivo é recuperar o convívio entre petistas e simpatizantes, essencial ao resgate de nosso partido da cidade. Vamos buscar as lideranças progressistas, sem partido, que se multiplicam nas universidades, na cultura, nas igrejas, nos movimentos sociais. O "Colóquio petista" é ponto de encontro. Colóquio é muito mais que uma conversa a dois. É prosa para mais de mil. Será formado por debates, seminários, mesas-redondas, palestras etc. Seu ponto de partida é a sede central do partido, mas seu ponto de chegada serão as regionais, os bairros, as vilas e favelas de nossa cidade. O colóquio será desenvolvido por todo o ano de 2011 e adentrará 2012, sendo estruturado em três grandes eixos: 1) BH: capital de Minas e "cidade grande do Brasil" – a cidade contribui para a sustentação do governo Dilma e a construção de projeto democrático popular para Minas Gerais; 2) A capital: antes e depois do PT na PBH – balanço, propostas e desafios; 3) O PT daqui: recompor a unidade, a criatividade e a diversidade internas, para contribuir no PT das Gerais e do Brasil.
A íntegra.

Burguês é o novo presidente da Câmara

Faz sentido: o prefeito de Belo Horizonte é milionário e o presidente da Câmara de vereadores, burguês. A nova mesa diretora não tem nenhum membro do PT.

Leo Burguês é eleito presidente da CMBH
Em eleição realizada na manhã do dia 12 de dezembro e transmitida ao vivo pela internet, os parlamentares da capital escolheram a nova Mesa Diretora, responsável pela administração da Câmara de BH no biênio 2011/2012. Depois de quase duas horas de reunião, muitas discussões e articulações, os nomes foram definidos: Léo Burguês (PSDB), presidente; Alexandre Gomes (PSB), 1º vice-presidente; Moamed Rachid (PDT), 2º vice-presidente; Cabo Júlio (PMDB), secretário-geral; Ronaldo Gontijo (PPS), 1º secretário; e Pricila Teixeira (PTB), 2ª secretária. O grupo toma posse no dia 1º de janeiro de 2011.
A íntegra.

Lula cobra recursos para saúde pública

A oposição PSDB-DEM-PPS, num golpe baixo para prejudicar o governo Lula, tirou R$ 40 bilhões anuais que eram destinados para a saúde, ao acabar com a CPMF, o imposto mais justo que este país já teve, porque atingia os ricos.

Do Blog do Planalto.
Saúde não pode ser considerada gasto
O grande sonho do presidente e cidadão Lula é que cada pessoa, por mais simples e humilde que seja, tenha acesso a tratamentos de saúde no padrão que é oferecido pela Rede Sarah, que está “a um passo da perfeição” e que oferece a seus pacientes conforto, humanização, respeito e qualidade incomparáveis. "Gostaria que a gente pudesse chegar ao dia, ainda com todos nós em vida, em que a questão da saúde não fosse tratada mais como despesa do Estado. Eu fico imaginando se é gasto a gente tratar as pessoas com carinho, se é gasto a gente tratar as pessoas passando para elas esperança."
A íntegra.

Sábado tem praia em BH

Do blog Praça Livre BH.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O complexo de inferioridade dos jornalistas

Sempre me intrigou o fato de os melhores jornalistas não se atreverem a criar publicações das quais fossem os donos. Mesmo agora, quando a internet torna isso possível praticamente sem custos, quantos jornais de jornalistas existem? Em Minas, nenhum. Talvez tenha a ver com esse comportamento servil de que fala Paulo Nogueira.

Do livro "Minha tribo – jornalismo e jornalistas".
Jornalistas injustiçados
Por que os próprios jornalistas, quando escrevem sobre a história da imprensa brasileira, são tão generosos com as empresas e tão mesquinhos com os profissionais como eles próprios? Pode ser um complexo atávico de inferioridade. Ou apenas a reprodução de coisas que estão nos departamentos de pesquisas. Mas a razão mais provável é que façam assim para agradar seus patrões e com isso eventualmente galgar posições na carreira.
A íntegra.

O panegírico de Otávio Frias e a hagiografia de Roberto Marinho

Otto Lara Resende (com s) foi demitido porque imitava o patrão, Walter Clark porque bebia no serviço. Curiosidades do livro que Paulo Nogueira está escrevendo sobre suas experiências profissionais. "Minha tribo – o jornalismo e os jornalistas" merece ser lido não apenas por estudantes de jornalismo, mas por todos que se interessam pela imprensa. Relevem-se erros de redação comuns em textos que não foram revistos e um ranço de jornalista executivo. A seguir trechos de mais um capítulo, disponível no blog do autor, Diário do Centro do Mundo.

Frias e Roberto Marinho
A última vez em que analisei um livro foi quando chegou a mim, na Editora Globo, o panegírico dedicado ao falecido dono da Folha, Octavio Frias de Oliveira. Fiquei incomodado não apenas com a bajulação deslavada, mas com a miopia do conteúdo ao ignorar o trabalho duro e brilhante dos jornalistas da Folha antes e depois que Frias a comprasse, no início da década de 1960. (...) Frias, no livro póstumo, era tratado como um editor. Um momento. Henry Luce era editor da Time. Mas Frias? Luce concebera, nos anos de 1920, uma revista semanal de informações que organizasse a semana para seus leitores. Luce era um aluno notável de Yale, como seu parceiro na fundação da Time, Britton Haden, morto ainda nos primeiros tempos da revista. Ambos escreviam, faziam títulos e legendas, eram capazes de dar vida a um texto de capa maçante. E Frias? No próprio livro em sua homenagem, está dito que Frias comprou a Folha em busca do status que a granja lhe negava. No livro uma série de fotos de Frias com personalidades do poder militar e civil das últimas décadas mostra que o status lhe foi dado pelo jornal. Aquelas pessoas não sorririam tanto para um granjeiro. A resenha que fiz do livro de Frias foi uma das raras ocasiões em que um texto meu na Editora Globo foi lido, antecipadamente, pela família Marinho. Textos sobre os proprietários de empresas de mídia, no Brasil, costumam ser lidos – e escritos – com cuidado redobrado.
A íntegra.

Não é o que parece: O Xangô de Jô

Um exemplo dos bastidores da notícia.

Do Diário do Centro do Mundo:
"É clássica a sentença que diz que se você soubesse como é feita a salsicha não a comeria. Muitas vezes pensei, em minha carreira, que se o público soubesse como são feitas certas coisas nas redações, ficaria um tanto desapontado. Dentro de minhas possibilidades limitadas, me insurgi, desde que tive o primeiro cargo de poder efetivo, contra práticas que me provocavam engulhos, como o endeusamento literário sem razão nenhuma do pseudo-romancista Jô Soares."
A íntegra.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A crônica do jornalismo

Um dos benefícios da internet é ter possibilitado que bons jornalistas escrevam a "crônica" do jornalismo, expondo ao público os bastidores da notícia. Tínhamos um pouco disso na revista Imprensa, que virou um house organ de direita, e no chato Observatório da Imprensa. O que se vê na web, em blogs como O Diário do Centro do Mundo e o Doladodelá, é incomparavelmente mais rico e mais crítico. Ao publicar e comentar informações, jornalistas que fizeram carreira em grandes veículos de comunicação frequentemente recorrem à própria experiência e dessa forma revelam ao leitor os interesses que cercam a produção do noticiário e que não saem nas publicações e emissoras.

Os cidadãos do mundo na internet

A palavra ainda não foi cunhada, mas a internet está criando um novo tipo de cidadão, gente comum, de qualquer parte do mundo, que interfere, via web, nos assuntos que dizem respeito a toda a humanidade. Como liberdade de expressão.

Do portal Terra.
Anonymous: 'não somos hackers, mas cidadãos da internet'

Os ativistas do grupo que coletivamente se chama de Anonymous, divulgaram nota afirmando que não são hackers, mas sim "cidadãos comuns da internet", de acordo com a agência Reuters. "Não queremos roubar suas informações pessoais ou números de cartões de crédito. Também não queremos atacar infraestrutura crítica de companhias como Mastercard, Visa, PayPal e Amazon", diz a nota. "O ponto da Operation Payback nunca foi atacar infraestrutura crítica de qualquer das companhias ou organizações afetadas. Em vez disso, nos concentramos em seus sites corporativos, o que é equivalente à 'imagem online' delas. É uma ação simbólica."
A íntegra.

Anonymous: o exército mundial de internautas pela liberdade de informação

Do portal Terra.
Hackers lançam nova ferramenta nos ataques pró-WikiLeaks
A ferramenta usada pelo grupo "Anonymous" nos ataques a favor do WikiLeaks agora tem uma versão que roda direto do navegador. O JS Loic é baseado em JavaScript e por isto não precisa ser instalado, bastando acessar uma página da web para colaborar com os ataques. Além da facilidade de usar, o JS Loic traz a vantagem de rodar em qualquer navegador moderno, incluindo os navegadores do iPhone e Android. Segundo Sean-Paul Correll, da Panda Security, o JS Loic não é tão eficiente quanto a versão original, instalada na máquina, mas, por outro lado, abre a possibilidade de um número absurdamente maior de pessoas colaborar com os ataques. Para os ativistas digitais, o conceito é até romântico: usar pequenos aparelhos celulares para atacar grandes saites.
A íntegra.

Retrato do governo Lula

O governo Lula está longe de ser um bom governo, mas os anteriores foram muito piores.

Da BBC Brasil.
Nível das escolas no Brasil passa 'de desastroso a muito ruim'
Em edição publicada nesta quinta-feira, a revista britânica The Economist diz que dados recém-divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que a educação brasileira teve "ganhos sólidos" na última década. Ainda assim, a revista afirma que "o progresso recente meramente elevou o nível das escolas de desastroso para muito ruim". A Economist se referia à divulgação, na última terça-feira, do 4º Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mediu o nível da educação em 65 países. O Brasil ficou na 53º colocação, tendo obtido 412 pontos em leitura, 386 em matemática e 405 pontos em ciência.
A íntegra.

Protesto estudantil em Londres

Direto do confessionário

Da BBC Brasil.
WikiLeaks divulga documentos diplomáticos sobre o Vaticano
Os telegramas foram publicados no jornal britânico Guardian. Um deles diz que o papa Bento 16, quando cardeal, em 2004, fez lobby contra a entrada da Turquia (de maioria muçulmana) na União Europeia e tentou – sem sucesso – assegurar que a Constituição da EU fizesse referência às "raízes cristãs" da Europa. Outra leva de documentos revela críticas de 2001 de diplomatas americanos ao papel "inútil" do Vaticano no processo de paz do Oriente Médio e sugere que o Vaticano fez oposição ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, por conta da deterioração da importância da Igreja no país.
A íntegra.

Tereza da praia, de Tom Jobim e Billy Blanco, com Billy e Bilinho



Uma pérola da bossa nova. A notícia ruim é que Billy Blanco, 86, está internado, vítima de um avc. Seus parentes e amigos cantam para ele, que está consciente, mas não pode falar.

'Só tem Pepsi, pode ser?'


Esta propaganda da Pepsi por pouco não se tornou uma obra de arte. Para isso lhe faltou exatamente a sensibilidade de um artista. Publicidade é uma "arte" curiosa, porque fica, escancaradamente, entre o comércio e o cinema. Atrai gente criativa, talentosa, que quer ser artista, mas precisa ganhar dinheiro. Na publicidade, ninguém pode esconder que está ali para vender, que aquele trabalho não tem nenhuma "nobreza" – embora, eventualmente, campanhas institucionais defendam bandeiras sociais importantes. Além das melhores técnicas do cinema e da informática, a propaganda vive de boas ideias (embora grande parte seja copiada do exterior – pudera: com tanta produto a ser vendido, não é fácil ser original) e quando uma boa ideia encontra uma boa execução, atinge o status de arte. É raro, porém. A propaganda da Pepsi é ideia genial, mas mal executada. "Só tem Pepsi, pode ser?" é uma das perguntas mais feitas por garçons há décadas e décadas, uma espécie de propaganda gratuita da Coca-Cola. Usá-la para o bem do anunciante foi a sacada do publicitário. Equiparar Pepsi a coisas surpreendentementes boas, mas amplamente conhecidas, colocar o produto ao lado do que é sinônimo de qualidade, daria uma bela campanha para o refrigerante. Era preciso que ela apresentasse imagens que passassem a ideia de uma maravilha escondida, menosprezada, mas não é isso que ela faz. A "amiga" não poderia ser uma deusa mascando cicletes, que se aproxima para engolir o rapaz, porque, afinal, deusas não ficam assim esperando que uma amiga a apresente. Era preciso ser aquela moça tímida, recatada, que só se desnuda quando é escolhida, e revela uma beleza surpreendentemente estonteante. Há mulheres assim, felizardos sabem, e os homens compreenderiam. Paulo Henrique Ganso precisaria estar no meio de fortões uniformizados, por exemplo, ele miúdo, encolhido, quase irreconhecível. E por aí vai. São exemplos assim que a própria propaganda sugere e o espectador espera, mas o filminho não nos dá. Passariam a ideia sutil de que estamos perdendo muito não escolhendo Pepsi. A propaganda chegou quase lá: uma boa sacada mal executada, que preferiu ficar na mediocridade dos clichês a arriscar se tornar uma obra de arte.

BH, 113 anos: Viva a Praia da Estação!

Belo Horizonte completa 113 anos cada vez mais feia e com menos horizonte para se ver, uma metrópole cuja qualidade de vida é prejudicada por dois inimigos vorazes: os carros e os edifícios. O modelo capitalista de transporte individual, que todos os governos adotam, enche a cidade de carros barulhentos, violentos, autoritários, conduzidos por motoristas egoístas, estúpidos, prepotentes. Como são prepotentes as construtoras, que põem abaixo residências, escolas, árvores, pequenos prédios, tudo que significa vida comunitária, para erguer no lugar arranha-céus horrorosos, frios, massivos. Os carros são os donos das ruas, as construtoras são as donas dos passeios e dos terrenos, mandam e desmandam sem que sejam incomodados pela administração pública prevaricadora. Como viver numa cidade assim? Como viver bem numa cidade assim? O próprio prefeito mora numa cidade vizinha, num condomínio de luxo. A contrapartida para uma cidade de carros e edifícios tem de ser o transporte coletivo de qualidade e muitas áreas verdes, mas o transporte belo-horizontino é péssimo, burro, ineficiente, incompetente como a atual administração municipal, e o prefeito, um empresário milionário que no ano passado nos deu de presente de aniversário a proibição de uso da Praça da Estação pela população (ver decreto nesta página), este ano nos presenteia com a privatização de 81 imóveis públicos remanescentes, para que neles, em vez de áreas de lazer, se façam mais edifícios. Há quem resista, como o movimento Praia da Estação, que voltou ontem.

Brasil e EUA negociam 'lei do abate' na moita

Da CartaCapital
Na Lei do Abate, Brasil se submete à aprovação dos EUA
Por Natalia Viana
Documentos obtidos pelo WikiLeaks mostram que o Brasil se submete a avaliações de segurança aérea para obter uma assinatura do presidente americano aprovando a maneira como a polêmica Lei do Abate é aplicada. A lei prevê a possibilidade da Força Aérea derrubar aviões sob suspeita de fazer tráfico de drogas. Um documento de 2004 mostra que as negociações para que os EUA fizessem a avaliação aconteceram "por debaixo do pano", de maneira que não tivessem que passar pelo crivo do Congresso Nacional brasileiro. Os países "parceiros" passam por certificação do presidente americano. Somente com essa certificação as empresas americanas podem continuar fornecendo equipamentos às forças aéreas. No caso do Brasil, a Força Aérea Brasileira (FAB) tem que provar que segue direitinho os "requisitos de segurança" dos EUA.
A íntegra.

Liberdade de informação! Liberdade para Assange!

Da CartaCapital.
Imagens do protesto em Sao Paulo pela liberdade de Assange
Natalia Viana
Fotos do protesto realizado neste sábado em frente ao Consulado Geral Britânico, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Com faixas e cartazes, os manifestantes pediam a liberdade do fundador do WikiLeaks, Julian Assange. A manifestação foi organizada, principalmente, por meio de redes sociais como facebook.
A íntegra.

Donos dos jornais censuram informações. Só 'papistas' fazem carreira

Do blog Diário do Centro do Mundo.
Um Wikileaks brasileiro
Que o Brasil precisa de um Wikileaks é fato. O Wikileaks é um avanço jornalístico. Seu único alvo é, genuinamente, o interesse público. Por ser uma organização sem fins lucrativos, tocada por voluntários idealistas, não sofre as pressões típicas de grandes empresas jornalísticas. A Folha de S. Paulo fez do bordão "sem rabo preso" um instrumento de publicidade, mas veja os arquivos da Folha e tente achar artigos duros sobre anunciantes ou credores. Os jornalistas da Folha, em seu código interno, chamam de "Operação Portugal" as reportagens mais delicadas. Quem me informou sobre o curioso apelido das matérias melindrosas foi o autor de muitas delas, o jornalista Nelson Blecher. Não à toa Blecher era escalado para muitas das Operações Portugal. É que ele tinha e tem espinha dobrável: faz o que o chefe ou o patrão mandar, sem maiores discussões. Para usar a palavra com que o jornalista Evandro Carlos de Andrade se autodefiniu para convencer o empresário Roberto Marinho a contratá-lo para dirigir o Globo, é um "papista". O papa falou, a conversa está encerrada. O papismo domina, em variados graus, o jornalismo internacional e brasileiro. Fazer carreira sem ser papista é complicado.
A íntegra.