sábado, 20 de junho de 2020

Cinco anos de sofrimentos

A morte do netinho do Lula. A morte de dona Marisa. A condução coercitiva do Lula. Os interrogatórios do Lula. A prisão do Lula. A sessão de 'impeachment' da Dilma. As manifestações de elites vestidas com a camisa da CBF e acompanhadas de babás de uniforme branco para tomar conta dos seus filhinhos, aos domingos. As elites se confraternizando e posando para fotos com policiais militares que há décadas batem em manifestantes populares e matam pretos e pobres. Panelaços. As operações espetaculares da Polícia Federal. As gravações de conversas entre corruptos, autoridades e empresários. As sessões espetaculares do Supremo Tribunal Federal. As delações premiadas de prisioneiros. As edições escandalosas diárias do Jornal Nacional. A matança diária de jovens pretos e pobres pelas polícias. O Exército ocupando favelas para “pacificar”. A traição da Dilma no segundo mandato. A traição do Temer. O governo da oposição que não foi eleita. A reforma trabalhista. Um candidato preso, condenado, que não podia ser eleito. Um candidato condenado a perder. O assassinato da Marielle. A facada espetacular no ex-capitão. Notícias falsas, exércitos de robôs fraudando a eleição. Ele não, ele sim. A eleição de um presidente convalescente, sem debate, sem programa, sem nada. A reforma da previdência. Os militares ocupando postos civis no governo. Os piores de cada área escolhidos para comandar ministérios. Fake news, fake news, fake news. O crime de Mariana. O crime de Brumadinho. A liberação dos agrotóxicos. A devastação da Amazônia. Do Cerrado, da Mata Atlântica. A pandemia, o confinamento, a morte rondando, a vida virada de cabeça pra baixo. Os maus exemplos do presidente. Os conflitos diários do presidente com jornalistas, com outras autoridades. O governo que não nos protege da pandemia, que age contra o povo. Filas nos hospitais, falta de leitos, de equipamentos, de materiais, de remédios, de médicos. Doentes morrendo às dezenas, às centenas, aos milhares. Mortos que não podem ser velados. Enterros em covas coletivas. O espetáculo grotesco da reunião ministerial de 22/4. Desemprego, miséria, fome. Os 50 mil mortos, os 1 milhão de contaminados. E as perdas pessoais de cada um.

Há mais de cinco anos, nós, brasileiros, sofremos diariamente, intensamente, crescentemente, como se pagássemos por alguns anos de ingênua felicidade e otimismo que tivemos antes.

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