domingo, 7 de junho de 2026

Mais um alerta sobre a tragédia das mudanças climáticas catastróficas

Se o Homo sapiens fizesse jus ao nome que o botânico sueco Carl Linnaeus lhe deu e pegou, viveria em harmonia com a Natureza, além de igualdade social, mas não é, na verdade o Homo sapiens é estúpido, a ponto de destruir as condições que lhe possibilitaram existir, e condena-se assim à autoextinção, depois de extinguir número infinito de outras espécies. A onda de frio em Belo Horizonte é suficiente para percebermos quão sensíveis somos às mudanças climáticas: alguns graus a mais ou a menos na temperatura ambiente já afetam radicalmente nosso cotidiano, provocam adoecimentos e mudanças de comportamento. Fingimos que não vemos, fingimos que as mudanças climáticas não estão acontecendo e continuamos caminhando rumo ao abismo, seguindo o Flautista de Hamelin, isto é, os donos do capital, e sua música ideológica, isto é, ganhar dinheiro, enriquecer, "progredir". Os gregos já sabiam que somos seres trágicos: conhecemos os males que nos esperam, mas mesmo assim fazemos o que nos conduz a eles. O capital, com sua ideologia liberal, nos trouxe à catástrofe. A esquerda, com sua ideologia reformista, mostrou-se mais sensível a ela. Os fascistas negacionistas se insurgiram contra reformas, para impor o pensamento liberal e a destruição sem peias do capital, e aceleraram a destruição da Terra. Ser de esquerda, revolucionário, anticapitalista e tudo mais, numa palavra: marxista, hoje, como há duzentos anos, é assumir o controle do capital e lhe impor todas as medidas radicais que o combate às mudanças climáticas exigem, que a preservação da espécie humana exige, inclusive o decrescimento econômico. A economia não precisa crescer mais, mesmo porque não existem recursos na Terra para manter o luxo dos ricos e das nações capitalistas avançadas, como os EUA, as europeias e até a China. O que é preciso fazer é distribuir igualmente as riquezas produzidas e conter o crescimento para salvar o ambiente e a espécie humana, criando uma nova civilização, baseada em outros valores que não os do capital.   

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