quarta-feira, 10 de junho de 2026

O discurso final de O Grande Ditador, sempre atual. Salve Chaplin!

De tempos em tempos é preciso rever e reouvir esse discurso, sempre atual com interpretações diferentes. No Natal do ano que vem faz 50 anos que Charles Chaplin morreu, aos 88 anos. Naquela altura da minha vida era como se Chaplin tivesse feito parte dela sempre, e no entanto já se vai meio século. O tempo não passa igual a vida inteira, passa devagar e parece longo quando se é jovem, passa depressa e sempre igual quando se envelhece. É a variedade de acontecimentos que torna o tempo longo ou breve. Thomas Mann discorreu sobre isso em A Montanha Mágica. A espécie humana tem muitas coisas interessantes para conhecer, para todos os indivíduos de uma sociedade conhecerem, não só os cientistas, não só os intelectuais, não só os ricos. É isso que eu admiro em Cuba, uma pequena nação em que qualquer um conversa sobre literatura, segundo inúmeros relatos (nunca fui lá, nem nos EUA nem na Europa nem em qualquer outro país). Cubanos são pobres e cruelmente perseguidos pelos governos da nação mais rica do planeta. Fico imaginando como seria Cuba rica, como seria um mundo rico em que todos ouvissem ópera, conhecessem ciências, lessem literatura, discutissem filosofia. A espécie humana prefere a miséria e as bombas, a violência e o celular, a ignorância e o luxo. É uma escolha incompreensível para mim.   

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