Um exemplo de como a Globo manipula o noticiário. Não é de hoje: começou na ditadura militar, foi aprimorado na eleição do Collor e depois virou rotina. A pergunta que se faz sobre jornalistas assim: são de fato jornalistas?
Do Brasil 247.
Globo tentou ligar Lula e Agnelo a Cachoeira
No encontro com Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, o Programa Fantástico, da Rede Globo, insistiu na tentativa de associar petistas com o esquema do contraventor. Ela negou e os trechos não foram ao ar. Uma pequena parte da conversa com a jornalista Sônia Bridi foi ao ar na revista dominical da Globo, dia 1º de julho. O Brasil247 teve acesso com exclusividade à íntegra da entrevista, gravada de um iPhone. Eis alguns links:
http://www.youtube.com/watch?v=mMdQOmTKT3Y
http://www.youtube.com/watch?v=Ah0AZS1wWcA
http://www.youtube.com/watch?v=OGFNd0Ds1-I
http://youtu.be/7y962vJ3cx4
http://youtu.be/YtA86iRH9CU
http://youtu.be/2gwzSe6TExw
http://youtu.be/bSZxrvxmfU0
http://youtu.be/viiLGKAu4UQ
Num dos trechos, a mulher de Cachoeira é questionada sobre o suposto pagamento de uma aeronave para o que médium João de Deus, que realiza cirurgias espirituais em Abadiânia (município goiano bem no meio do caminho entre Goiânia e Brasília), visitasse Lula em São Paulo. À época o ex-presidente realizava seu tratamento contra o câncer na Laringe no hospital Sírio Libanês.
A íntegra.
domingo, 15 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
A Coca-Cola e o câncer
Se Coca-Cola provoca câncer, por que é vendida? Os britânicos não querem consumir.
Do Terra, 27/6/12.
Coca-Cola brasileira tem maior taxa de produto cancerígeno no mundo
A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), produto presente no corante Caramelo IV e classificado como cancerígeno nos Estados Unidos, de acordo com informações da assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Conforme o Idec, a Coca-Cola do Brasil tem nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que fixou a quantidade máxima de consumo diário de 39 ml do refrigerante por dia. Nos EUA, a empresa alterou a fórmula do produto para diminuir a concentração do 4-MI, segundo o jornal britânico Daily Mail. No Reino Unido, ativistas favoráveis a uma alimentação saudável para crianças querem que a empresa tome a mesma medida. De acordo com o levantamento, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 microgramas do corante em 350 ml. Na Coca-Cola vendida no Quênia, que ficou na segunda posição, há 170 cmg para cada 355ml. A pesquisa, realizada pelo Centro de Pesquisa CSPI (Center for Science in the Public Interest, em inglês), de Washington testou a quantidade da substância nas latas vendidas também no Canadá, Emirados Árabe, México, Reino Unido e nos Estados Unidos. Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre a pesquisa.
A íntegra.
Do Terra, 27/6/12.
Coca-Cola brasileira tem maior taxa de produto cancerígeno no mundo
A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), produto presente no corante Caramelo IV e classificado como cancerígeno nos Estados Unidos, de acordo com informações da assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Conforme o Idec, a Coca-Cola do Brasil tem nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que fixou a quantidade máxima de consumo diário de 39 ml do refrigerante por dia. Nos EUA, a empresa alterou a fórmula do produto para diminuir a concentração do 4-MI, segundo o jornal britânico Daily Mail. No Reino Unido, ativistas favoráveis a uma alimentação saudável para crianças querem que a empresa tome a mesma medida. De acordo com o levantamento, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 microgramas do corante em 350 ml. Na Coca-Cola vendida no Quênia, que ficou na segunda posição, há 170 cmg para cada 355ml. A pesquisa, realizada pelo Centro de Pesquisa CSPI (Center for Science in the Public Interest, em inglês), de Washington testou a quantidade da substância nas latas vendidas também no Canadá, Emirados Árabe, México, Reino Unido e nos Estados Unidos. Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre a pesquisa.
A íntegra.
domingo, 8 de julho de 2012
O protesto dos "hippies" contra a administração Lacerda
Vamos ver até quando o jornal vai dar cobertura a manifestações que se opõem ao candidato do Aécio à prefeitura da capital. Hoje foi distribuído na Savassi o primeiro número de um dos melhores jornais que a cidade viu nos últimos tempos: Movimenta BH.
Do Estado de Minas.
Hippies fazem protesto para ficar na Praça Sete
Humberto Siqueira, 7/7/2012
Popularmente conhecidos como hippies, embora se considerem uma reconstrução do conceito hippie justamente por terem recebido outras influências, como indígena e portuguesa, artesãos estão sendo proibidos de exporem seus trabalhos na Praça Sete, no Centro da capital, onde tradicionalmente estão presentes há várias décadas. Ontem, às 14h, os malucos, como se autoentitulam, fizeram uma manifestação na praça para esclarecer as pessoas sobre o impasse.
Rafael Lage, artesão, fotógrafo, blogueiro e um dos responsáveis pela manifestação, viajou oito anos pelo Brasil e se assustou com a forma como os hippies eram repreendidos em BH, quando retornou em 2009. "Aquilo me impactou e desde então venho registrando isso num trabalho fotográfico. Em 18 ações de repressão, fui agredido em todas. Estou exibindo algumas das fotos e a intenção, no fundo, é tentar o reconhecimento dessa cultura", pondera.
A íntegra.
Do Estado de Minas.
Hippies fazem protesto para ficar na Praça Sete
Humberto Siqueira, 7/7/2012
Popularmente conhecidos como hippies, embora se considerem uma reconstrução do conceito hippie justamente por terem recebido outras influências, como indígena e portuguesa, artesãos estão sendo proibidos de exporem seus trabalhos na Praça Sete, no Centro da capital, onde tradicionalmente estão presentes há várias décadas. Ontem, às 14h, os malucos, como se autoentitulam, fizeram uma manifestação na praça para esclarecer as pessoas sobre o impasse.
Rafael Lage, artesão, fotógrafo, blogueiro e um dos responsáveis pela manifestação, viajou oito anos pelo Brasil e se assustou com a forma como os hippies eram repreendidos em BH, quando retornou em 2009. "Aquilo me impactou e desde então venho registrando isso num trabalho fotográfico. Em 18 ações de repressão, fui agredido em todas. Estou exibindo algumas das fotos e a intenção, no fundo, é tentar o reconhecimento dessa cultura", pondera.
A íntegra.
sábado, 7 de julho de 2012
A guerra americana contra a democracia
Primeira parte do documentário "A guerra contra a democracia", dirigido por John Pilger e Christopher Martin em 2007, que mostra como os EUA interferem na política dos países da América do Sul.
O povo venezuelano é o mais feliz da América do Sul
Quanto mais lemos, mais aprendemos que devemos desconfiar do que publicam os veículos das quatro ou cinco famílias e empresas que controlam a comunicação no Brasil. Paulo Nogueira é insuspeito para falar, o estudo da universidade americana, muito mais. Como diz o ex-editor de Exame: "mas a Venezuela não é um inferno e Chávez, o diabo?". Para má fé não há remédio, mas para ignorância tem.
Do Diário do Centro do Mundo.
Por que os venezuelanos são o povo mais feliz da América do Sul
Paulo Nogueira, 21 de junho de 2012.
Me interesso muito pelas listas de felicidade nos países mundo afora. Em geral, elas combinam dados sociais e entrevistas nas quais um grupo representativo de pessoas diz qual é seu grau de felicidade numa escala de 1 a 10.
Foi ao ver uma delas, em que a Dinamarca estava na ponta e seus vizinhos nas primeiras colocações, que acabei conhecendo pessoalmente a Escandinávia. Era 2009, e fui para Copenhague para entender o que estava por trás da satisfação dos dinamarqueses. Fiz uma reportagem para a Época, da qual era então correspondente.
Bem, de lá para cá, sempre que posso vou à Escandinávia. Agora mesmo, poucos dias atrás, estive na Noruega e na Dinamarca em missões jornalísticas.
O modelo escandinavo é a coisa mais fascinante que encontrei na Europa. Combina as virtudes do capitalismo com as do socialismo de uma maneira extremamente bem sucedida.
Repare. Em todas as listas relativos a avanço social, a Escandinávia domina.
Bem, fiz este intróito porque outro dia vi uma lista da Gallup que colocava os venezuelanos como o quinto povo mais feliz do mundo.
Um levantamento da universidade americana de Columbia e chancelado pela ONU trouxe também os venezuelanos numa situação invejável: o povo mais feliz da América do Sul. Como? Mas não é um inferno a Venezuela? Chávez não é o Satã? Como curioso que sou, fui pesquisar para tentar entender.
Fui dar num estudo feito por um instituto americano chamado CEPR, baseado em Washington: “A Economia Venezuelana nos anos de Chávez”. O CEPR jamais poderia ser desqualificado como "chavista".
E então fico sabendo coisas como essas:
1) Em 1998, quando Chávez assumiu o poder, havia 1628 médicos para uma população de 23,4 milhões. Dez anos mais tarde, eram quase 20 000 médicos para uma população de 27 milhões.
2) Os gastos sociais subiram de 8,2% do PIB, em 1998, para quase 14%. “Se comparamos a taxa de pobreza pré-Chávez (43,9%) com a registrada dez anos depois (27,5%), chegamos a uma queda de 37% no número de venezuelanos pobres”, afirma o estudo.
3) O índice de desemprego, que era de 19% em 1998, caiu pela metade.
No trabalho, os autores notam que a percepção entre os americanos sobre a Venezuela de Chávez é ruim. Motivo: a cobertura enviesada da mídia. E, com números, desmontam o mito de que o segredo do avanço da Venezuela está no petróleo e apenas nele.
Mas eu queria saber mais.
Dei no saite do Jazeera, uma emissora árabe bancada pelo Catar que faz jornalismo de primeira qualidade. O Jazeera traz vozes que você não costuma encontrar na imprensa brasileira, e isso ajuda você a entender melhor o mundo.
Vi um programa jornalístico cujo título era: "Os venezuelanos estão melhor sob Chávez?" Como sempre, o Jazeera colocou especialistas com visão diferente. Um comentarista americano criticou o "espírito de mártir" de Chávez.
Mas os dados objetivos ninguém contestou. A mortalidade infantil diminuiu, a expectativa de vida aumentou, o número de universitários cresceu e as crianças venezuelanas testão indo à escola numa quantidade sem paralelo na história do país.
Um consultor americano de empresas interessadas em investir no exterior disse: "Quem quer que queira se eleger na Venezuela vai ter que dar prosseguimento aos programas sociais". (O vídeo está aqui.)
Problemas? Muitos. Criminalidade alta, pobreza e desigualdade ainda elevadas. Mas atenção: os problemas antes eram muito maiores. (Vale a pena ver o premiado documentário do jornalista australiano John Pilger, radicado na Inglaterra, sobre o papel dos Estados Unidos na América do Sul. O nome é Guerra contra a Democracia. Ele está disponível, em fatias, no YouTube, com legendas em português. Pilger visitou a Venezuela e entrevistou Chávez.)
Da imersão em Venezuela, compreendi por que Chávez é tão popular – e por que seu maior adversário nas eleições futuras é, na verdade, o câncer.
Do Diário do Centro do Mundo.
Por que os venezuelanos são o povo mais feliz da América do Sul
Paulo Nogueira, 21 de junho de 2012.
Me interesso muito pelas listas de felicidade nos países mundo afora. Em geral, elas combinam dados sociais e entrevistas nas quais um grupo representativo de pessoas diz qual é seu grau de felicidade numa escala de 1 a 10.
Foi ao ver uma delas, em que a Dinamarca estava na ponta e seus vizinhos nas primeiras colocações, que acabei conhecendo pessoalmente a Escandinávia. Era 2009, e fui para Copenhague para entender o que estava por trás da satisfação dos dinamarqueses. Fiz uma reportagem para a Época, da qual era então correspondente.
Bem, de lá para cá, sempre que posso vou à Escandinávia. Agora mesmo, poucos dias atrás, estive na Noruega e na Dinamarca em missões jornalísticas.
O modelo escandinavo é a coisa mais fascinante que encontrei na Europa. Combina as virtudes do capitalismo com as do socialismo de uma maneira extremamente bem sucedida.
Repare. Em todas as listas relativos a avanço social, a Escandinávia domina.
Bem, fiz este intróito porque outro dia vi uma lista da Gallup que colocava os venezuelanos como o quinto povo mais feliz do mundo.
Um levantamento da universidade americana de Columbia e chancelado pela ONU trouxe também os venezuelanos numa situação invejável: o povo mais feliz da América do Sul. Como? Mas não é um inferno a Venezuela? Chávez não é o Satã? Como curioso que sou, fui pesquisar para tentar entender.
Fui dar num estudo feito por um instituto americano chamado CEPR, baseado em Washington: “A Economia Venezuelana nos anos de Chávez”. O CEPR jamais poderia ser desqualificado como "chavista".
E então fico sabendo coisas como essas:
1) Em 1998, quando Chávez assumiu o poder, havia 1628 médicos para uma população de 23,4 milhões. Dez anos mais tarde, eram quase 20 000 médicos para uma população de 27 milhões.
2) Os gastos sociais subiram de 8,2% do PIB, em 1998, para quase 14%. “Se comparamos a taxa de pobreza pré-Chávez (43,9%) com a registrada dez anos depois (27,5%), chegamos a uma queda de 37% no número de venezuelanos pobres”, afirma o estudo.
3) O índice de desemprego, que era de 19% em 1998, caiu pela metade.
No trabalho, os autores notam que a percepção entre os americanos sobre a Venezuela de Chávez é ruim. Motivo: a cobertura enviesada da mídia. E, com números, desmontam o mito de que o segredo do avanço da Venezuela está no petróleo e apenas nele.
Mas eu queria saber mais.
Dei no saite do Jazeera, uma emissora árabe bancada pelo Catar que faz jornalismo de primeira qualidade. O Jazeera traz vozes que você não costuma encontrar na imprensa brasileira, e isso ajuda você a entender melhor o mundo.
Vi um programa jornalístico cujo título era: "Os venezuelanos estão melhor sob Chávez?" Como sempre, o Jazeera colocou especialistas com visão diferente. Um comentarista americano criticou o "espírito de mártir" de Chávez.
Mas os dados objetivos ninguém contestou. A mortalidade infantil diminuiu, a expectativa de vida aumentou, o número de universitários cresceu e as crianças venezuelanas testão indo à escola numa quantidade sem paralelo na história do país.
Um consultor americano de empresas interessadas em investir no exterior disse: "Quem quer que queira se eleger na Venezuela vai ter que dar prosseguimento aos programas sociais". (O vídeo está aqui.)
Problemas? Muitos. Criminalidade alta, pobreza e desigualdade ainda elevadas. Mas atenção: os problemas antes eram muito maiores. (Vale a pena ver o premiado documentário do jornalista australiano John Pilger, radicado na Inglaterra, sobre o papel dos Estados Unidos na América do Sul. O nome é Guerra contra a Democracia. Ele está disponível, em fatias, no YouTube, com legendas em português. Pilger visitou a Venezuela e entrevistou Chávez.)
Da imersão em Venezuela, compreendi por que Chávez é tão popular – e por que seu maior adversário nas eleições futuras é, na verdade, o câncer.
Patrus fala
No primeiro post publicado no seu blog desde que se tornou candidato, Patrus diz que a campanha de 2012 será ainda melhor do que a de 1992, quando se elegeu prefeito de Belo Horizonte pela primeira vez.
Do Blog do Patrus.
Candidatura lançada. PT unido em BH.
Foi uma festa bonita. Nesta quinta-feira, 5 de julho, o registro da nossa candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte se transformou em uma bela celebração da unidade do PT, dos partidos de centro-esquerda e das forças progressistas da nossa capital. Também foi esse o clima que predominou no encontro com a presença do presidente nacional do PT, Rui Falcão. Para que isso se tornasse possível, houve muito trabalho da militância. Mas, é bom que se destaque, houve também gestos de generosidade e grandeza sem os quais nada disso estaria acontecendo.
O primeiro gesto a ser destacado é do companheiro e amigo de quase 40 anos, vice-prefeito Roberto Carvalho, que abriu mão de sua candidatura em nome da união. Mas a importância de seu gesto vem desde o início do processo, quando disponibilizou seu nome, liderou e manteve a tese da candidatura própria e, com isso manteve aceso o debate dentro do partido, empreitada na qual contou com muitos outros companheiros e companheiras.
O deputado Miguel Correa Júnior também participou dessa corrente de desprendimento abrindo mão da candidatura a vice, manifestando total solidariedade e contribuindo para a unidade do partido e para a composição da aliança.
O companheiro ministro Fernando Pimentel, no momento das decisões, fez um gesto solidário no sentido de superar diferenças em nome do partido e da aliança e manifestou total solidariedade à nossa candidatura. Nossa amizade antiga foi sempre preservada em face de eventuais diferenças de compreensão do processo.
É extensa a lista de participação, solidariedade e de transcendência política; não poderíamos citar todo mundo. Mas é importante lembrar também do companheiro Rui Falcão, que soube, na direção nacional do partido, conduzir o processo de definição da candidatura aqui em Belo Horizonte com o mais profundo respeito às lideranças e aos militantes do PT municipal. Importante lembrar que no evento de quinta-feira estavam sentados à mesa as três instâncias de direções do PT, representadas pelo presidente nacional, Rui Falcão, o presidente do diretório estadual, deputado Reginaldo Lopes, e o presidente do diretório municipal, já referido companheiro Roberto Carvalho.
A aliança com o PMDB, em decisão consensual dentro do partido, foi possível também com o gesto generoso do deputado Leonardo Quintão, que abriu mão da candidatura própria, e do companheiro Aloísio Vasconcellos, que aceitou o convite para compor a nossa chapa como candidato a vice. Engenheiro de formação, Aloísio Vasconcellos tem uma larga experiência política e administrativa e certamente somará muito conosco.
Fundamental também é a adesão de nossos aliados históricos do PCdoB, que manifestaram total e amplo apoio. Importante ressaltar a incorporação de um novo aliado, o PSD, a quem damos boas vindas. Estavam todos presentes, junto a militantes de outras forças políticas e sociais, manifestando toda disposição para trabalhar pela candidatura e abrindo uma ampla interlocução com todos os setores da nossa cidade.
Nos nossos encontros de quinta, muitas pessoas manifestaram a alegria de resgatar a força e alegria da campanha de 1992, quando vencemos as eleições pela primeira vez em Belo Horizonte. Realmente foi uma ótima campanha. E será ainda melhor. Não será uma volta ao passado, será uma retomada dos nossos compromissos de mudanças no presente e de construção de projetos e possibilidades para o futuro.
Do Blog do Patrus.
Candidatura lançada. PT unido em BH.
Foi uma festa bonita. Nesta quinta-feira, 5 de julho, o registro da nossa candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte se transformou em uma bela celebração da unidade do PT, dos partidos de centro-esquerda e das forças progressistas da nossa capital. Também foi esse o clima que predominou no encontro com a presença do presidente nacional do PT, Rui Falcão. Para que isso se tornasse possível, houve muito trabalho da militância. Mas, é bom que se destaque, houve também gestos de generosidade e grandeza sem os quais nada disso estaria acontecendo.
O primeiro gesto a ser destacado é do companheiro e amigo de quase 40 anos, vice-prefeito Roberto Carvalho, que abriu mão de sua candidatura em nome da união. Mas a importância de seu gesto vem desde o início do processo, quando disponibilizou seu nome, liderou e manteve a tese da candidatura própria e, com isso manteve aceso o debate dentro do partido, empreitada na qual contou com muitos outros companheiros e companheiras.
O deputado Miguel Correa Júnior também participou dessa corrente de desprendimento abrindo mão da candidatura a vice, manifestando total solidariedade e contribuindo para a unidade do partido e para a composição da aliança.
O companheiro ministro Fernando Pimentel, no momento das decisões, fez um gesto solidário no sentido de superar diferenças em nome do partido e da aliança e manifestou total solidariedade à nossa candidatura. Nossa amizade antiga foi sempre preservada em face de eventuais diferenças de compreensão do processo.
É extensa a lista de participação, solidariedade e de transcendência política; não poderíamos citar todo mundo. Mas é importante lembrar também do companheiro Rui Falcão, que soube, na direção nacional do partido, conduzir o processo de definição da candidatura aqui em Belo Horizonte com o mais profundo respeito às lideranças e aos militantes do PT municipal. Importante lembrar que no evento de quinta-feira estavam sentados à mesa as três instâncias de direções do PT, representadas pelo presidente nacional, Rui Falcão, o presidente do diretório estadual, deputado Reginaldo Lopes, e o presidente do diretório municipal, já referido companheiro Roberto Carvalho.
A aliança com o PMDB, em decisão consensual dentro do partido, foi possível também com o gesto generoso do deputado Leonardo Quintão, que abriu mão da candidatura própria, e do companheiro Aloísio Vasconcellos, que aceitou o convite para compor a nossa chapa como candidato a vice. Engenheiro de formação, Aloísio Vasconcellos tem uma larga experiência política e administrativa e certamente somará muito conosco.
Fundamental também é a adesão de nossos aliados históricos do PCdoB, que manifestaram total e amplo apoio. Importante ressaltar a incorporação de um novo aliado, o PSD, a quem damos boas vindas. Estavam todos presentes, junto a militantes de outras forças políticas e sociais, manifestando toda disposição para trabalhar pela candidatura e abrindo uma ampla interlocução com todos os setores da nossa cidade.
Nos nossos encontros de quinta, muitas pessoas manifestaram a alegria de resgatar a força e alegria da campanha de 1992, quando vencemos as eleições pela primeira vez em Belo Horizonte. Realmente foi uma ótima campanha. E será ainda melhor. Não será uma volta ao passado, será uma retomada dos nossos compromissos de mudanças no presente e de construção de projetos e possibilidades para o futuro.
Marcos Coimbra e o "mensalão"
Um dos melhores analistas políticos brasileiros, Marcos Coimbra disseca o processo do "mensalão", nome genérico e impróprio cunhado pela velha imprensa de direita. Sob a forte nuvem de fumaça da ladainha repetida incessantemente pela máquina de propaganda da direita, acusações sem prova, números imprecisos, denúncias genéricas. Enquanto o "mensalão do PT" será julgado antes das eleições municipais, o "mensalão tucano", anterior a ele, segue em passos de tartaruga. Por que será? O "mensalão do PT" é o equivalente brasileiro do golpe que depôs o presidente Lugo, do Paraguai, e os golpes que tentaram depor os presidentes Evo Morales, da Bolívia, Rafael Correa, do Equador, e Hugo Chávez, da Venezuela. Na época, Lula resistiu e a direita recuou da tentativa de impeachment. O julgamento no STF é o segundo tempo.
Da CartaCapital.
Os mensalões, um comparativo
Marcos Coimbra
Por coincidência, justamente quando o julgamento do mais famoso "mensalão", que alguns chamam "do PT", foi marcado, a Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) sua denúncia contra os acusados de outro, o "mensalão do DEM" do Distrito Federal.
Trata-se mesmo de um acaso, pois a única coisa que os dois compartilham é o nome. Equivocado por completo para caracterizar o primeiro e inadequado para o segundo.
Naquele "do PT", nada foi provado que sugerisse haver "mensalão", na acepção que a palavra adquiriu em nosso vocabulário político: o pagamento de (gordas, como indica o aumentativo) propinas mensais regulares a parlamentares para votar com o governo. No outro, essa é uma das partes menos importante da história.
Alguns acham legítimo – e até bonito – empregar a expressão como sinônimo genérico de "escândalo" ou "corrupção", mas isso só distorce o entendimento. O que se ganha ao usar mal o português? No máximo, contundência na guerra ideológica. Chamar alguma coisa de "mensalão" (ou adotar neologismos como "mensaleiro") tornou-se uma forma de ofender.
Fora o nome errado igual, os dois são diferentes.
Ninguém olha o "mensalão" de Brasília como se tivesse significado especial. É somente, o que não quer dizer que seja pouco, um caso de agentes políticos e funcionários públicos, associados a representantes de empresas privadas, suspeitos de irregularidades.
Por isso, se o STJ acolher a denúncia, o processo terá tramitação normal. Sem cobranças para que ande celeremente. Sem que seja pintado com cores mais fortes que aquelas que já possui. Sem que se crie em seu torno um clima de "julgamento do século" ou sequer do ano.
É provável que aconteça com ele o mesmo que com outro mais antigo, o "mensalão do PSDB". Esse, que alguns dizem ser o "pai de todos", veio a público no mesmo período daquele "do PT", mas avança em câmara lenta. Está ainda na fase de instrução, sem qualquer perspectiva de julgamento.
Por que o que afeta o PT é mais importante?
A resposta é óbvia: porque atinge o PT. Se os "mensalões" da oposição são tratados como secundários e se outros são irrelevantes (como os que a toda hora são noticiados em estados e municípios), deveria existir no do PT algo que justifique tratamento diferente.
Há quem responda com uma frase feita, tão difundida, quanto vaga: seria o "maior escândalo da história política brasileira". Repetida como um mantra pelos adversários do PT, não é substanciada por nenhuma evidência, mas circula como se fosse verdade comprovada.
"Maior" em que sentido? Os recursos públicos movimentados seriam maiores? Mais gente estaria envolvida?
É difícil para quem lê as alegações finais do Ministério Público Federal (MPF) compreender o montante que em sua opinião teria sido desviado e como. O documento é vago e impreciso em algo tão fundamental.
Essa indefinição pode ser, no entanto, positiva: deixa a imaginação livre. Qualquer um pode inventar o valor que quiser.
O "mensalão do DEM", ao contrário, tem tamanho especificado: 110 milhões de reais. Nele, o MPF não se confundiu com as contas.
Se o critério para considerar maior o petista for a quantidade de envolvidos, temos um curioso empate: dos 40 acusados originais, número buscado pelo MPF apenas por seu simbolismo, restam 37, tantos quanto os denunciados no escândalo de Brasília.
E há diferenças notáveis. No "mensalão do DEM", os agentes públicos foram citados por desviar dinheiro para enriquecimento pessoal, o que, em linguagem popular, significa roubar. No "do PT", nenhum.
De um lado, valores certos, acusados em número real, motivações inaceitáveis. Do outro, o oposto.
Quando o procurador-geral declarou que "a instrução comprovou que foi engendrado um plano criminoso para a compra de votos dentro do Congresso Nacional", esqueceu que nem sequer uma linha de suas alegações o demonstrou. Arrolou 12 deputados (quatro do PT), que equivalem a 2% da Câmara, número insuficiente para sequer presumir que houvesse "um esquema de cooptação de apoio político", a menos que inteiramente inepto.
No caso de Brasília, nada está fantasiado, é tudo visível, o que não significa que tenha sido provado de forma juridicamente correta.
No fundo, essa é a questão e a grande diferença entre os dois. Quando a hora chegar, o "mensalão do DEM" deverá, ao que tudo indica, ser analisado de maneira técnica. Se o "do PT" o fosse, pouco da acusação se sustentaria.
Tomara que os ministros do STF consigam independência para julgá-lo de maneira isenta, livres das pressões dos que exigem veredictos condenatórios.
Da CartaCapital.
Os mensalões, um comparativo
Marcos Coimbra
Por coincidência, justamente quando o julgamento do mais famoso "mensalão", que alguns chamam "do PT", foi marcado, a Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) sua denúncia contra os acusados de outro, o "mensalão do DEM" do Distrito Federal.
Trata-se mesmo de um acaso, pois a única coisa que os dois compartilham é o nome. Equivocado por completo para caracterizar o primeiro e inadequado para o segundo.
Naquele "do PT", nada foi provado que sugerisse haver "mensalão", na acepção que a palavra adquiriu em nosso vocabulário político: o pagamento de (gordas, como indica o aumentativo) propinas mensais regulares a parlamentares para votar com o governo. No outro, essa é uma das partes menos importante da história.
Alguns acham legítimo – e até bonito – empregar a expressão como sinônimo genérico de "escândalo" ou "corrupção", mas isso só distorce o entendimento. O que se ganha ao usar mal o português? No máximo, contundência na guerra ideológica. Chamar alguma coisa de "mensalão" (ou adotar neologismos como "mensaleiro") tornou-se uma forma de ofender.
Fora o nome errado igual, os dois são diferentes.
Ninguém olha o "mensalão" de Brasília como se tivesse significado especial. É somente, o que não quer dizer que seja pouco, um caso de agentes políticos e funcionários públicos, associados a representantes de empresas privadas, suspeitos de irregularidades.
Por isso, se o STJ acolher a denúncia, o processo terá tramitação normal. Sem cobranças para que ande celeremente. Sem que seja pintado com cores mais fortes que aquelas que já possui. Sem que se crie em seu torno um clima de "julgamento do século" ou sequer do ano.
É provável que aconteça com ele o mesmo que com outro mais antigo, o "mensalão do PSDB". Esse, que alguns dizem ser o "pai de todos", veio a público no mesmo período daquele "do PT", mas avança em câmara lenta. Está ainda na fase de instrução, sem qualquer perspectiva de julgamento.
Por que o que afeta o PT é mais importante?
A resposta é óbvia: porque atinge o PT. Se os "mensalões" da oposição são tratados como secundários e se outros são irrelevantes (como os que a toda hora são noticiados em estados e municípios), deveria existir no do PT algo que justifique tratamento diferente.
Há quem responda com uma frase feita, tão difundida, quanto vaga: seria o "maior escândalo da história política brasileira". Repetida como um mantra pelos adversários do PT, não é substanciada por nenhuma evidência, mas circula como se fosse verdade comprovada.
"Maior" em que sentido? Os recursos públicos movimentados seriam maiores? Mais gente estaria envolvida?
É difícil para quem lê as alegações finais do Ministério Público Federal (MPF) compreender o montante que em sua opinião teria sido desviado e como. O documento é vago e impreciso em algo tão fundamental.
Essa indefinição pode ser, no entanto, positiva: deixa a imaginação livre. Qualquer um pode inventar o valor que quiser.
O "mensalão do DEM", ao contrário, tem tamanho especificado: 110 milhões de reais. Nele, o MPF não se confundiu com as contas.
Se o critério para considerar maior o petista for a quantidade de envolvidos, temos um curioso empate: dos 40 acusados originais, número buscado pelo MPF apenas por seu simbolismo, restam 37, tantos quanto os denunciados no escândalo de Brasília.
E há diferenças notáveis. No "mensalão do DEM", os agentes públicos foram citados por desviar dinheiro para enriquecimento pessoal, o que, em linguagem popular, significa roubar. No "do PT", nenhum.
De um lado, valores certos, acusados em número real, motivações inaceitáveis. Do outro, o oposto.
Quando o procurador-geral declarou que "a instrução comprovou que foi engendrado um plano criminoso para a compra de votos dentro do Congresso Nacional", esqueceu que nem sequer uma linha de suas alegações o demonstrou. Arrolou 12 deputados (quatro do PT), que equivalem a 2% da Câmara, número insuficiente para sequer presumir que houvesse "um esquema de cooptação de apoio político", a menos que inteiramente inepto.
No caso de Brasília, nada está fantasiado, é tudo visível, o que não significa que tenha sido provado de forma juridicamente correta.
No fundo, essa é a questão e a grande diferença entre os dois. Quando a hora chegar, o "mensalão do DEM" deverá, ao que tudo indica, ser analisado de maneira técnica. Se o "do PT" o fosse, pouco da acusação se sustentaria.
Tomara que os ministros do STF consigam independência para julgá-lo de maneira isenta, livres das pressões dos que exigem veredictos condenatórios.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Os assassinatos de moradores de rua em BH
Na entrevista que concedeu ao jornal O Tempo, segunda-feira passada, o vice-prefeito Roberto Carvalho (PT) citou um número estarrecedor: 54 moradores de rua foram assassinados em Belo Horizonte nos últimos três anos. "A política da prefeitura é jogar água em mendigos de madrugada, em vez de acolhê-los", denunciou, ao relacionar suas divergências com o prefeito Márcio Lacerda (PSB) desde que os dois foram eleitos, em 2008. Na verdade, o caso é ainda mais grave: 54 mendigos foram assassinados na capital nos últimos 15 meses. O levantamento foi feito pelo Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Material Reciclável (CNDDH) e publicado nesta impressionante reportagem do Estado de Minas reproduzida abaixo. A capital lidera esse hediondo ranking no País. A administração Lacerda é acusada de "higienizar" a cidade, "limpando-a" de mendigos, moradores de rua, hippies e outros seres humanos que não geram lucros. O prefeito milionário, que "administra Belo Horizonte como uma empresa", fechou o Centro de Referência de Moradores de Rua, como parte da sua política de corte de despesas na área social. Será que agora que Lacerda é sinônimo de Aécio e candidato do senador tucano à reeleição, adversário do PT, o jornal vai publicar denúncias assim ou só maravilhas do governo municipal?
Do jornal Estado de Minas, 22/6/2012.
MG lidera assassinatos de moradores de rua no País
Tiago de Holanda
"Há uns quatro meses mataram um companheiro nosso. Ele estava ali, perto daquela lixeira. Um cara meteu cinco tiros nele, não sei por quê", conta João (nome fictício) em uma calçada da Avenida do Contorno, na Região Centro-Sul da capital. A poucos metros dali, sob o Elevado Castelo Branco, uma menina dormia quando deram "ferrada na cabeça dela", lembra. "Rachou o crânio em seis pedaços. Acho que foi vingança", especula o catador de material reciclável de 36 anos que mora na rua há 14 nas contas dele.
Em Minas, as cenas brutais descritas por João não são tão raras quanto pode parecer. Nos últimos 15 meses, entre fevereiro de 2011 e maio de 2012, foram assassinados pelo menos 61 moradores de rua no estado. Quase todos os casos (54) ocorreram em Belo Horizonte. No mesmo período, pelo menos 195 mortes de moradores de rua foram registradas em todo o país. O levantamento foi feito pelo Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Material Reciclável (CNDDH), composto por representantes do Ministério Público, da Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, da Pastoral da Rua e de duas organizações ligadas a moradores de rua.
Minas lidera o ranking nacional de assassinatos, seguido por Alagoas (33). Os dois estados somam 48% dos casos, o que não significa que sejam os mais violentos com a população de rua. "Os números são maiores, mas não indicam necessariamente mais moradores de rua mortos. As polícias civis em Belo Horizonte e Maceió foram as que tiveram mais boa vontade em nos enviar informações. O número no país deve ser muito maior", afirma o sociólogo Maurício Botrel, do CNDDH.
A íntegra.
Do jornal Estado de Minas, 22/6/2012.
MG lidera assassinatos de moradores de rua no País
Tiago de Holanda
"Há uns quatro meses mataram um companheiro nosso. Ele estava ali, perto daquela lixeira. Um cara meteu cinco tiros nele, não sei por quê", conta João (nome fictício) em uma calçada da Avenida do Contorno, na Região Centro-Sul da capital. A poucos metros dali, sob o Elevado Castelo Branco, uma menina dormia quando deram "ferrada na cabeça dela", lembra. "Rachou o crânio em seis pedaços. Acho que foi vingança", especula o catador de material reciclável de 36 anos que mora na rua há 14 nas contas dele.
Em Minas, as cenas brutais descritas por João não são tão raras quanto pode parecer. Nos últimos 15 meses, entre fevereiro de 2011 e maio de 2012, foram assassinados pelo menos 61 moradores de rua no estado. Quase todos os casos (54) ocorreram em Belo Horizonte. No mesmo período, pelo menos 195 mortes de moradores de rua foram registradas em todo o país. O levantamento foi feito pelo Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Material Reciclável (CNDDH), composto por representantes do Ministério Público, da Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, da Pastoral da Rua e de duas organizações ligadas a moradores de rua.
Minas lidera o ranking nacional de assassinatos, seguido por Alagoas (33). Os dois estados somam 48% dos casos, o que não significa que sejam os mais violentos com a população de rua. "Os números são maiores, mas não indicam necessariamente mais moradores de rua mortos. As polícias civis em Belo Horizonte e Maceió foram as que tiveram mais boa vontade em nos enviar informações. O número no país deve ser muito maior", afirma o sociólogo Maurício Botrel, do CNDDH.
A íntegra.
A imprensa de Woody Allen
Algumas das partes mais engraçadas do novo filme de Woody Allen retratam a imprensa contemporânea. Não é só no Brasil, no mundo inteiro televisões, jornais e revistas do capital são uma piada. Em geral de mau gosto, mas em "Roma" nos arrancam gargalhadas.
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