terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Como as 'big techs' colonizaram o mundo contemporâneo
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
Revolução, socialismo ou capitalismo, China, Vietnã, Brasil etc.
Banco Master: o escândalo que pega o sistema financeiro e os políticos corruptos
sexta-feira, 26 de dezembro de 2025
Governo entrega cultura brasileira para a indústria internacional de 'streaming'
quinta-feira, 25 de dezembro de 2025
Música do dia: A força do vento, Lô Borges
sábado, 20 de dezembro de 2025
Um debate rico e oportuno sobre neoliberalismo, governo Lula e muito mais
Governo desvia dinheiro da reforma agrária para banqueiros
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
O marxismo de Trótski, por Ruy Braga
O exemplo chinês para o Brasil e o projeto de desenvolvimento do Ciro
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
Renan Calheiros denuncia acordo secreto de Jaques Wagner
Ela voltou. Heloísa Helena assume vaga do deputado Glauber Braga
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
domingo, 14 de dezembro de 2025
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
O fim está próximo
Não é mensagem religiosa, ao contrário, os mensageiros da Bíblia contribuem decisivamaente, com a ideologia da prosperidade, para a aproximação acelerada do fim do mundo. É uma mensagem ecológica, transmitida pela Natureza aos humanos que sabem compreendê-la, como a cientista Luciana Gatti, renomada mundialmente. E inúmeros outros, inclusive quem não é cientista, feito eu, e as pessoas mais simples, mais "atrasadas", mais "ignorantes" e mais "pobres" deste mundo em que o critério de "progresso" é riqueza material.
"Tenho uma frustração gigantesca de ser cientista e não fazer a menor diferença na sociedade", diz Luciana nesta entrevista.
O chamado "agro", o agrotoxiconegócio, que nada mais é do que o velho latifúndio exportador, agora industrializado e tecnologizado, produz muita "riqueza" na Amazônia, ao mesmo tempo em que derruba a floresta e enche o solo, as águas e o ar de venenos. "Progresso", que o governo do bozo liberou, ao "abrir a porteira", e que os governos democráticos não contiveram, porque o modelo político brasileiro é expressão do domínio econômico do "agro", junto com a mineração e os banqueiros. Esse "progresso" é a destruição da Natureza e da espécie humana, que é parte dela mas finge ignorar, porque o que interessa a todo mundo é ganhar dinheiro. É o fim do mundo. A consciência disso já me angustiou muito, hoje penso que se livrar da espécie humana é o melhor que a Terra pode fazer para se recuperar e novamente, em milhares ou milhões de anos, voltar a ter a biodiversidade que nós extinguimos e a Natureza maravilhosa que nós destruímos.
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
Revolução ou reforma, o velho dilema dos socialistas
Sempre achei que, em vez de fundar um partido para disputar eleições burguesas, os revolucionários deviam fortalecer e unir os movimentos populares e sindicatos de forma independente do Estado burguês. Organizá-los para exigir o atendimento das suas reivindicações pelo Estado burguês. Nesse processo, os trabalhadores não apenas arrancariam conquistas com a luta, mas também se organizariam de forma independente e formariam a consciência da necessidade de substituir o Estado burguês capitalista por um Estado popular socialista, ou seja, construiriam sua consciência e as instituições do futuro Estado socialista. Formar um partido, disputar eleições burguesas, conquistar assentos nas Câmaras de Vereadores e Assembleias estaduais e no Congresso Nacional, eleger prefeitos, governadores e até presidente, governar municípios, estados e até o país na ordem burguesa, tudo isso é fazer a política burguesa e participar da sua lógica, fortalecer o sistema capitalista e o Estado burguês, explorador, opressor, injusto, desigual. Se a esquerda marxista quer fazer uma revolução, destruir o capitalismo e construir o socialismo, não deve fortalecer o Estado burguês, suas instituições e ideologia, entre as quais se incluem partidos, eleições, parlamentos, governos etc. Para fazer a revolução, o caminho é fortalecer a organização popular e a ideologia socialista, tratar sempre o Estado burguês e seus representantes como inimigos. Foi isso que o partido bolchevique fez na Rússia, foi esse o significado da palavra de ordem "Todo poder aos sovietes!" lançada por Lênin e Trotski em 1917, que deflagrou a revolução, transferiu o poder para o povo e começou a construção do Estado socialista.
Coisa diferente é se os marxistas não pretendem fazer uma revolução, mas sim reformar o Estado burguês, transformá-lo gradualmente num Estado socialista e transferir também gradualmente o poder das mãos da burguesia para os trabalhadores, substituir o capitalismo pelo socialismo sem fazer revolução, de forma civilizada, consensual, pacífica, ainda que em conflitos, mas acreditando que a ordem burguesa é capaz de resolvê-los. Neste caso, formar um partido para disputar eleições burguesas e legitimar a política burguesa faz sentido. Trata-se de participar das instituições do Estado burguês, conquistar a maioria do eleitorado, chegar ao governo pelo voto e reformar o Estado burguês internamente, transformando-o num Estado socialista. O PT, liderado por Lula, evidentemente, não escolheu o caminho da revolução. Tampouco, porém escolheu o caminho da reforma. Na falta de definições claras e na confusão provocada pelo fim da URSS e pela ofensiva neoliberal, tornou-se um partido burguês comum, cujo governo é determinado pelos interesses dos setores burgueses mais fortes e mais influentes.
Carlos Marighella, por Breno Altamn
Mais uma aula de história do Breno Altman. Desta vez, a aula inclui o PCB, o Partido Comunista Brasileiro, o partidão, sua trajetória sinuosa e contraditória e suas inúmeras defecções e dissidências, das quais Carlos Marighella é das mais famosas (antes de ser petista, B.A. foi do PCB; trocou o partidão pelo PT e Stalin por Lula). Estamos vivendo uma época rica em debates na esquerda. Podcasts, transmissões de programas, noticiários, debates, palestras etc. via YT. Espero que tudo isso seja também fértil em novas forças políticas de esquerda. É um fenômeno intelectual, reúne e atrai classe média, acadêmicos, estudantes, militantes diversos. As grandes forças sociais estão no trabalho, nos locais de trabalho, nos ambientes sociais, não nos virtuais, são os trabalhadores, e estes estão desorganizados, desmobilizados, e quando se mobilizam o fazem em torno de movimentos sociais conservadores, reacionários, de direita e extrema direita, isto é, das igrejas evangélicas e do bozoísmo. Isso acontece porque a esquerda, o PT e Lula se afastaram das suas bases sociais nas últimas décadas e se dedicaram a administrar o Estado capitalista, deixando o povo para a militância e as ideias da direita e da extrema direta. Esse fenômeno de discussões na esquerda expressa o fim de um ciclo, o ciclo protagonizado pela liderança do Lula e do PT, sendo que este foi sempre um instrumento daquele. Breno Altman é uma das principais estrelas do fenômeno e um dos principais expoentes do lulopetismo. Destaca-se por sua cultura ampla e por suas posições marxistas. É um marxista stalinista, o que é muito interessante, porque o stalinismo é o marxismo vitorioso, por assim dizer, e Altman mostra como funciona o pensamento de um stalinista, isto é, de um marxista vitorioso. É diferente do pensamento dos trotskistas, que são muito mais brilhantes, a exemplo do seu ídolo, Leon Trotski, o político revolucionário mais importante do século XX, porém foram e continuam sendo sempre derrotados, minoritários, oposição etc. (Trotski liderou a derrota dos inimigos externos da revolução russa, mas foi derrotado pelo inimigo interno, Stalin). O stalinista Altman é um marxista vitorioso mais uma vez, porque pode-se negar todas as qualidades ao PT, mas não se pode negar que, seguindo devotadamente o Lula (assim como os marxistas vitoriosos se curvaram ao Stalin), o PT é um partido vitorioso, mais do que foi o PTB e ao contrário dos demais partidos que pretenderam representar os trabalhadores brasileiros até hoje. É a vitória do Lula que legitima o discurso do Altman. A ponderada, culta, ilustrada e convincente retórica do Breno Altman é cheia de falácias, justificadas pelo cerne do pensamento stalinista, isto é, marxista vitorioso: se deu certo é porque é certo, é marxista, é materialista. Quem pensa diferente, como o Nildo Ouriques (com quem Altman debateu em alto nível, porque Ouriques é, como diz o Altman, "muito preparado", um dos marxistas mais qualificados do país, e de fato demonstra isso), é "idealista", porque não vê a realidade vitoriosa dos fatos que se resumem ao Lula, ao governo petista "de frente ampla", às vitórias eleitorais. Fora do Lula e do PT, não há salvação, diz a cartilha do Breno Altman, em resumo, assim como fora do Stalin e do Estado soviético não havia salvação para os comunistas, para os marxistas vitoriosos.