terça-feira, 7 de agosto de 2012

Não à privatização do espaço público!

Do blog Portas Abertas.
A agressão fascista do "condomínio" Ouro Velho contra o Bairro José de Almeida
Só pode ser uma grave enfermidade, esta de querer fechar a Rua Dr. Lund na passagem entre os bairros Ouro Velho e José de Almeida, que é um bairro de trabalhadores. Querem fechar a Dr. Lund para também impedir o trânsito do Onibus que, por concessão pública transita entre os dois bairros. Os maníacos da segregação querem porque querem expulsar este ônibus da região!
É a doença do elitismo mais estúpido. São bairros e populações que nasceram juntos e que ninguém, nem com a maior força do mundo, conseguirá separar!
É simples entender porque: o nosso país, depois de l988, é regido por uma Constituição que assegura o direito de ir e vir! Não estamos mais, depois disso, na ditadura, que agradava tanto os “líderes” da Assoc. do "condomínio" Ouro Velho. É o velho fascismo que tenta sempre ressurgir mas que é sempre fraco, fraquíssimo! Vive propondo e fazendo coisas desesperadas, tresloucadas!
Tentaram mais uma vez o que fizeram muitas outras e foram exemplarmente rechaçados: voltaram com uma cancela e uma corrente para dividir os dois bairros. Eles são os fanáticos da segregação.
Parabéns aos moradores do bairro José de Almeida pela clareza e firmeza da sua Associação de Bairro, presidida pela nossa companheira e cara amiga Da. Maria de Oliveira Pedro. Vejam abaixo a descrição das agressões fascistas da Assoc. do "condomínio" Ouro Velho contra a nossa amizade pela população do José de Almeida: A íntegra.

domingo, 5 de agosto de 2012

A biografia oculta de Serra

Não é novo, mas é relevante, pois Serra continua aí, querendo ser prefeito, presidente... Junto com FHC e Aécio, forma a trinca dos tucanos mais importantes. E os tucanos ou não são o que dizem que são ou têm vida oculta. Ou os dois. FHC não é o autor da tese que o celebrizou como sociólogo e pela qual recentemente ganhou US$ 1 milhão do governo dos EUA. Serra esconde a tese que defendeu quando "estudou" no mesmo país. Curioso. Seria a tese do Serra favorável à ditadura Pinochet e aos EUA? Por que não a publicou? Por que ele foi tão bem acolhido nos EUA? Quais foram suas relações com o governo americano enquanto se "exilou" lá? Como pôde se exilar "numa boa" num país que sustentava a Operação Condor, que perseguia todos os esquerdistas latino-americanos, ele, um ex-presidente da UNE, que tinha se refugiado no Chile e fugido de lá quando houve o golpe? Basta lembrar que esquerdistas chilenos foram perseguidos e mortos dentro de território americano. Será que a tese do Serra era já neoliberal e ligada à direita americana? Será que Serra colaborou com o governo americano? São dúvidas que interessariam ao Serra desfazer, caso as respostas não o comprometessem. O certo é que, quando o PSDB foi fundado, Serra já estava à direita de um empresário "nacionalista" como Fernando Gasparian, como se lê nesta boa história contada pelo Sebastião Nery.

Do blog Amigos do Presidente Lula.
Serra já era neoliberal entreguista em 1988
O jornalista Sebastião Nery conta essa história em seu livro Folclore Político:

O Conselho Editorial da Editora Paz e Terra era assim: Antonio Candido, Celso Furtado, Fernando Henrique Cardoso. O dono e editor, Fernando Gasparian. Foi assim que a Paz e Terra nasceu.
Cansados de brigar com Ulysses Guimarães e Orestes Quércia, porque queriam controlar o PMDB de São Paulo para lançar Mário Covas à Presidência da República nas eleições de 89, os então senadores Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso e os deputados José Serra e Fernando Gasparian, todos do PMDB de São Paulo, reuniram-se uma noite em São Paulo, durante a Constituinte, para fundar um novo partido.
Serra fez longa exposição, defendendo o fim do Estado forte, o neoliberalismo e as privatizações. Gasparian não gostou:
– Nesse partido eu não entro. Vai ser uma UDN entreguista.
Os três participaram do comando da fundação do PSDB. Gasparian continuou no PMDB.

Serra nos EUA no período da Operação Condor
O jornal Folha de São Paulo, de domingo, disse que enviou um enviado especial à Bulgária para "investigar" os antepassados de Dilma Rousseff.
O que importa mais ao leitor de um jornal?Saber sobre o próprio José Serra, principalmente de seus supostos estudos nos EUA que, para ele, o faz "o mais preparado", ou buscar ancestrais longínquos de Dilma na Bulgária, terra natal de seu pai, mas que ela nunca teve maiores vínculos, pois nasceu, cresceu e viveu toda sua vida no Brasil?
A decisão da Folha seria como procurar parentes distantes de Serra na Itália, ou, quem sabe, na Transilvânia.
Mais interessante do que isso, é um episódio que instiga a curiosidade de qualquer jornalista: Como José Serra saiu foragido do Chile com o golpe que derrubou Allende em 1973, e foi encontrar as facilidades de morar com a família justamente nos EUA, o país que mais apoiou o golpe?
Seria natural Serra se exilar em países europeus, ou no Canadá, ou países socialistas. Mas não nos EUA de Richard Nixon e Gerald Ford, ainda mais com Henry Kissinger com o porrete na mão, conduzindo a política externa.
Como Serra conseguiu o green card nos EUA? Como ele se sustentou lá? Como ele conseguiu estudar nas caras Universidades estadunidenses? Ainda mais sem ter o diploma de Bacharel em Economia? E quem pagou essa conta, já que ele diz que o pai não era rico?
A Folha deve uma reportagem sobre esta singela curiosidade que a nação brasileira tem o direito de saber, e Serra foge do assunto.
Outro mistério é o conteúdo da tese de Serra "Some aspects of economic policy and income distribution in Chile, 1970-1973" (Alguns aspectos da política econômica e distribuição de renda no Chile).
Seria uma tese neoliberal, da "Escola de Chicago" de Milton Friedman?
As teorias da "Escola de Chicago" inicialmente embasaram a administração econômica da ditadura de Pinochet no Chile na década de 1970, com os "chicago boys", antes mesmo de serem adotadas, na década de 80, por Margaret Thatcher na Inglaterra e por Ronald Reagan nos EUA.
Seria Serra um "Chicago boy", usado para fazer estudos que instruíram o governo de Pinochet nas privatizações chilenas?
É preciso lembrar que no governo FHC, Serra foi um autêntico "chicago boy" no Ministério do Planejamento, quando colocou em prática sua fúria privatista neoliberal e de estado mínimo.
O blog procura o paradeiro desta tese, para fazermos o sacrifício de ler e ver se Serra foi um "Chicago Boy" já naquela época, como se suspeita, ou se só tornou-se um deles durante o governo FHC.
Serra, que deveria se orgulhar de sua obra acadêmica, parece imitar FHC no estilo "esqueçam o que escrevi", porque não divulga sua tese em nenhum lugar na internet.
Quem souber do paradeiro, favor encaminhar ao blog.

(De um leitor:) 
Acho que ajudo a esclarecer algumas das perguntas da matéria. José Serra nao terminou sua graduaçao e conseguiu uma prova de proficiencia ou algo do tipo, no Chile, equivalendo a graduação genérica (náo é economista). Daí, fez um mestradinho, uma monografia de umas 70 paginas sobre o milagre brasileiro. Uma versao foi publicada como uma brochura (ed. Periferia, B.Aires, 1972). Daí veio o golpe e muitos latino-americanos tiveram que abandonar o Chile. Serra foi pros E.Unidos e ganhou uma bolsa de estudos da Fundação Ford (consta que graças a FHC). Entre 1974 e 1978 conseguiu o prodígio, segundo ele, de fazer um outro mestrado (?) e um doutorado em ecnomia, em Cornell, além de dar aulas em Princeton. Na verdade, a universidade de Princeton já negou que Serra fosse professor da instituição: ele era bolsista de um centro de estudos associado à universidade. O doutrado é outro mistério, de fato. Consta na biblioteca de Cornell o titulo da tese. Ela está permanentemente "indisponível". Sites de busca especializados nao a conseguem encontrar em nenhuma biblioteca academica do mundo. No Braisl, muito menos. NEm mesmo na Unicamp, onde ele foi misteriosamente contratado e precocemente aposentado (salario integral) como professor titular, o mais alto posto da carreira. Já pratiquei o esporte de perguntar a economistas de varias universidades do Brasil (muitos deles simpaticos a Serra) qual era o argumento da famosa tese: percebi que nenhum sabia sequer o titulo. Nem os do Instituto de Economia da Unicamp. Já procurei em muitas fontes rastreadoras: ela nao é citada em nenhum trabalho (acadêmico ou nao). De fato, é um mistério. Qualquer professor que defende tese relevante sonha com sua publicação. Um cara faz uma tese em Cornell, tem amigos influentes nas editoras importantes, trabalha numa unviersidade de ponta que tem uma grande editora. E sua tese é clandestina. Muita modéstia.
A íntegra.

O operário da Prefeitura morto no trabalho

Não tinha visto esta notícia terrível. Fatalidade? Quando se juntam os elementos em questão -- capeamento intenso de ruas da zona sul nas vésperas da eleição, terceirização para "economizar" gastos públicos (que na prática são desviados para outros fins e outros bolsos) e a incompetência da administração Lacerda evidenciada nesses quase quatro anos -- é difícil pensar que essa morte não poderia ser evitada. O motorista é tão vítima quanto o morto. Já a Prefeitura, a Sudecap, a firma terceirizada e seus dirigentes... Num país democrático, a investigação de um acidente assim certamente descobriria fatos como condições de trabalho exaustivas dos operários, falta de treinamento adequado, precedentes e alertas dados pelos próprios trabalhadores, e penalizaria exemplarmente os responsáveis. O acidente terrível na Nossa Senhora do Carmo, semanas atrás, que também revelou a incompetência e o descaso com o trânsito da atual administração, provocou comoção. Eram pessoas de classe média. A morte brutal de um simples operário não causou a mesma reação. A especulação imobiliária que derruba casas para construir edifícios em Belo Horizonte também é responsável por grande número de acidentes de trabalho, vários deles com mortes. Mortes que poderiam ser evitadas e que não têm nenhuma repercussão, a não ser eventualmente uma notícia de jornal. Afinal, que importância tem um trabalhador pobre e anônimo?

Do Hoje em Dia. 
Funcionário terceirizado da PBH morre esmagado por máquina de recapagem durante o trabalho
Jefferson Delbem e Pedro Rotterdam
Um funcionário terceirizado da prefeitura de Belo Horizonte, de 59 anos, morreu esmagado por uma máquina de recapagem de asfalto na manhã desta quinta-feira (19/7/12). De acordo com o Corpo de Bombeiros, ele trabalhava na rua Mar de Espanha, praça Cairo, no bairro Santo Antônio, região Centro-Sul da capital, quando ocorreu o acidente. A empresa para a qual ele trabalhava e que era terceirizada da PBH é a Santo Pio Serviços.
Ainda segundo os bombeiros, com o atropelamento, a cabeça e o peito do homem foram esmagados. O filho da vítima, que era encarregado da obra, contou que o pai trabalhava como rasteleiro e seria responsável por retirar o asfalto das áreas de bueiros. No momento do acidente, o condutor do veículo acelerou a máquina e, segundo ele, não teria visto o trabalhador.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas ao chegar ao local constatou que o operário estava morto. O corpo dele foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).
Farley Morais, funcionário da mesma obra, estava no local, mas conseguiu se livrar do acidente sem ferimentos. Ele chegou a avisar o condutor, mas não deu tempo de salvar o colega. "Eu fiz o sinal, ele parou, daí quando eu ia tirar o cara de lá ele acelerou novamente e passou com as outras rodas sobre o funcionário", informou Farley.
O motorista fugiu do local, mas ligou tempo depois para a polícia e informou onde estava. Testemunhas contaram que o homem fugiu porque ficou desesperado ao perceber a tragédia
A íntegra.

A direita armada

Em São Paulo, policiais militares conhecidos por ações violentas são subprefeitos e disputam vagas na Câmara Municipal apoiados por Serra e Kassab. É a militarização da política pela direita 27 anos depois do fim da ditadura militar. Dessa vez, a direita não usa o Exército, mas sua "força auxiliar", a PM. Está passando da hora da sociedade olhar para esse fato, de conhecer a formação desses policiais e das Forças Armadas (será que continuam sendo treinados pelos EUA no Panamá?) e de se completar o que até hoje não foi feito: a reforma do aparato militar e a criação de uma polícia da democracia.

Do Blog do Zé Dirceu.
Abre-se agora o jogo dos que deram espaço à extrema direita militar Conforme coloquei e adverti várias vezes aqui no blog, não era de graça que o prefeito paulistano Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD) -- principal aliado de José Serra na disputa eleitoral deste ano -- e os tucanos alavancavam carreiras políticas de praças e oficiais da PM paulista. O prefeito, inclusive, nomeando coronéis da reserva da PM para praticamente todas as subprefeituras da capital.
Agora essa movimentação revela a que veio. Encerradas as convenções, fechadas as chapas de candidatos à Câmara Municipal, dois coronéis, um ex-comandante da Polícia Militar, Álvaro Camilo, outro Paulo Telhada, ex-chefe da Rota - Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, saíram candidatos a vereador pelo PSD (de Kassab) e pelo PSDB (de José Serra) respectivamente.
A Rota, nem preciso lembrar, é considerada uma das polícias mais truculentas do país e agora está no centro da crise da insegurança, da chamada "escalada da violência" reconhecida pelo próprio governo estadual em São Paulo.
A Camilo e a Telhada, se juntam mais dois policiais como candidatos a vereador, o ex-sargento PM Abou Anni (PV) e o delegado licenciado da Polícia Civil Celso Jatene (PTB).
Camilo, um dos militares que mais acumularam poder junto a Kassab, indicou ou é o principal avalista da indicação de todos os coronéis que ocupam 30 das 31 subprefeituras de São Paulo nomeados pelo prefeito.
O coronel Camilo esteve à frente de duas das principais -- e de mais triste memória -- operações policiais realizadas mais recentemente em São Paulo: a ocupação militar da reitoria da USP e a desastrada reintegração de posse de um terreno no bairro do Pinheirinho em São José dos Campos (SP), deixando feridos e milhares de pessoas desabrigadas.
A íntegra.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A democracia neoliberal tucana também quer calar as vozes contrárias

"A internet é indomável..." Um artigo do "vinho" Santayana. Vai na íntegra, que vale e não há reparo a fazer.

Do Jornal do Brasil.
Serra e a democracia de duas orelhas
A verdade, diz um provérbio berbere, é como o camelo: tem duas orelhas. Você pode agarrá-la como lhe for mais conveniente, pela direita ou pela esquerda. Essa parece ser a postura do candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, que prefere a direita. Para quem conheceu o jovem Serra de há quase 50 anos, é um desconsolo descobrir o que o tempo faz aos homens. Não só, como no poema de Drummond, ao abater com sua mão pesada, cobra os anos com “rugas, dentes, calva”, mas também costuma sulcar erosões nas ideias.
José Serra quer calar os blogueiros sujos, e usou o seu partido para isso. Dois nomes são mencionados, Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif. Não preciso expressar a minha solidariedade aos atingidos. O que está em questão — e os dois estarão de acordo com o raciocínio — é muito maior do que eles mesmos e todos os outros franco-atiradores da internet. O problema real são os limites que querem impor à democracia. O problema real são os limites que querem impor à democracia.
Ao que parece, há uma liberdade de imprensa para uns, e outra para os demais. Os grandes veículos de comunicação combatem o governo e recebem dele vultosas verbas de publicidade, como é do conhecimento geral. Alguns poucos blogs, por convicção, defendem o governo federal, mas, conforme o PSDB, estão impedidos de receber verbas publicitárias das empresas estatais.
Nenhum jornalista brasileiro pode se dar o luxo de não contar, em sua remuneração, qualquer que ela seja, com parcelas, ainda que pequenas, de dinheiro público. O poder público é a base de toda a economia nacional. Ele contrata as empreiteiras, compra das grandes empresas industriais, além de subsidiá-las com incentivos fiscais, financia as atividades agropecuárias, paga pelos serviços, participa do custeio das grandes organizações patronais, entre elas a Fiesp, para ficar apenas em São Paulo. Assim, indiretamente, participa de todos os gastos com publicidade.
E mais ainda: quem paga tudo, afinal, é a sociedade e, nela, os que realmente produzem, ou seja, os trabalhadores. E são os trabalhadores, com parcela de seu suor, que mantêm o enganoso Fundo de Amparo ao Trabalhador que, administrado pelo Estado, por intermédio do BNDES, financiou as privatizações e continua a financiar empresas estrangeiras, como é o caso notório das companhias telefônicas, a começar pela controlada pelos espanhóis. Em suma, o trabalhador paga pela corda que o sufoca. O candidato José Serra e seus correligionários se encontram alheios ao mundo que os cerca.
Serra e os que pensam como ele tentam, como Josué em Jericó, segurar o sol com as mãos ou, melhor, impedir que a Terra continue rodando em torno de seu eixo e em torno da nossa estrela. A internet é indomável. E, apesar de suas terríveis distorções, como veículo que serve à difamação, à calúnia, à contrainformação, à difusão de atos de insânia — ampliando o que a televisão vinha fazendo — não há, no horizonte das ideias plausíveis, como amordaçar os bytes, imobilizar os elétrons, apagar as telas. Tudo isso poderá ocorrer com uma tempestade solar, mas nunca pela ação dos Estados — a menos que, como tantos sonham, um governo fascista mundial destrua o sistema.
O candidato José Serra e seus correligionários se encontram alheios ao mundo que os cerca. Estão como um francês distraído que, em 10 de agosto de 1792, em um dos muitos cafés do Jardim das Tuileries, tomava placidamente uma baravoise — para os curiosos, mistura de café, conhaque e uma gema de ovo, segundo a receita do libertino Casanova. Enquanto isso, a multidão invadiu o Palácio Real — de onde, por pouco, escaparam Luis XVI e Maria Antonieta — e o saqueou. O desconhecido continuou a beber. Todos os que o cercavam fugiram esbaforidos. Na defesa do palácio, morreram seiscentos guardas suíços. O francês distraído estava alheio a tudo, em sua manhã de agosto. Cinco meses depois, o rei e a rainha encontrariam a lâmina da guilhotina.
José Serra e os seus estão pensando em seu outubro, embora estejamos, no mundo inteiro, em tempos semelhantes aos do francês sans souci. Como sempre, o que está em jogo é a mesma reivindicação dos sans culotte: igualdade, liberdade, fraternidade — ou, seja, a democracia real.

Na Rússia neoliberal, liberdade de expressão só atrás das grades

A "democracia" neoliberal do czar russo Putin manda para a prisão banda de rock e multa quem protesta em praça pública. Será que ainda deportam para a Sibéria? A velha imprensa dizia que o regime comunista era autoritário, mas não manifesta o mesmo horror contra o autoritarismo capitalista. Até a BBC é tolerante com o autoritarismo do regime russo.

Da BBC Brasil
Mulheres de grupo punk que invadiu catedral vão a julgamento em Moscou
Começa nesta segunda-feira em Moscou o julgamento de três integrantes do grupo punk Pussy Riot. As roqueiras e ativistas políticas invadiram a catedral de São Nicolau, a mais importante da cidade, em fevereiro deste ano, e interpretaram uma canção de protesto recheada de palavrões e críticas ao presidente russo, Vladimir Putin.
As militantes já estão presas há cinco meses e poderão ser condenadas a sete anos de prisão. Elas são acusadas de vandalismo e de haver profanado a catedral.
A íntegra.



Do Último Segundo. 
Putin sanciona lei que pune manifestantes 
Alvo de uma série de manifestações, presidente russo quer coibir protestos com multas que variam de US$ 9 mil e US$ 30 mil
O presidente russo Vladimir Putin anunciou nesta sexta-feira que sancionou uma controvertida lei que aplicará multas consideráveis para punir os participantes e organizadores de ações de protestos em caso de distúrbios.
A medida é vista como uma dura resposta do Kremlin a uma série de protestos de rua realizados desde dezembro contra os 12 anos de governo de Putin e como parte de uma repressão mais ampla contra a oposição desde seu retorno à presidência, em maio.
A lei fará com que as multas contra pessoas físicas subam dos atuais 2 mil rublos para 300 mil rublos (US$ 9 mil), oferecendo como alternativa o cumprimento de 200 horas de trabalho social. Pessoas jurídicas teriam de pagar 1 milhão de rublos (US$ 30 mil), números considerados exagerados pela oposição.

Os supersalários dos tucanos

Assessores do Aécio recebem salário do Senado, mas também recebem  jetons do governo de Minas, como se lê abaixo. Merecem, porque têm essa capacidade fantástica de estar em dois lugares ao mesmo tempo, capacidade que nem o Aécio tem. O senador tucano que quer ser presidente tem sim a capacidade de receber de dois governos, o federal e o estadual, como se vê na notícia seguinte, mas ainda não atingiu o elevado grau do seu colega FHC, que ganha dinheiro do governo brasileiro e do governo americano. 350 funcionários do governo Aécio-Anastasia recebem acima do piso constitucional de R$ 26 mil -- tem quem ganha R$ 43 mil. Infelizmente, para pagar o piso constitucional aos professores, que também têm de trabalhar em várias escolas pra sobreviver, Aécio nunca conseguiu dinheiro. Talvez devesse pedir ajuda ao seu amigo Alckmin, que é mais rico e paga R$ 86 mil ao seu secretário da Fazenda... Interessante como essa brava gente que gosta do Estado mínimo gosta também de receber o máximo do Estado. Funcionários da Fazenda tucanos são eficientes para arrecadar dinheiro -- para si.

Do Diário do Congresso. 
Ao menos dez assessores do governo ganham mais do que o teto em SP
Ao menos dez secretários e funcionários que ocupam conselhos de estatais do governo de São Paulo tiveram em junho rendimentos acima do teto constitucional de R$ 26,7 mil. Os valores incluem salários pagos pelo governo, jetons pela participação no conselho de empresas estatais vinculadas ao Estado e verbas esporádicas.
O maior valor pago em junho foi para o secretário da Fazenda, Andrea Calabi, com R$ 86,556 mil, de acordo com o que revelou ontem o jornal “Agora”, do Grupo Folha, que edita a Folha.
A íntegra.

Do Estado de S. Paulo.
Assessores de Aécio Neves no Senado recebem jetom em estatais mineiras 
Fábio Fabrini
Brasília -- Assessores do gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG) estão engordando seus contracheques graças a cargos em estatais mineiras. Três servidores comissionados recebem, além do salário do Senado, remunerações por integrar conselhos de empresas do Estado, governado pelo tucano de 2003 a 2010 e agora sob o comando do aliado Antônio Anastasia (PSDB). Assim, turbinam os rendimentos em até 46%. Ninguém é obrigado a bater ponto no Senado e, nas estatais, são exigidos a ir a no máximo uma reunião por mês.
Nomeado assessor técnico de Aécio em fevereiro de 2011, o administrador Flávio José Barbosa de Alencastro recebe R$ 16.337. No Conselho de Administração da Companhia de Abastecimento de Minas (Copasa), ele tem direito a até R$ 5.852 por mês, totalizando R$ 22.190. A política de remuneração da Copasa, enviada à Comissão de Valores Mobiliários, diz que em 2011 foram reservados R$ 632.100 para o pagamento dos nove conselheiros.
Também assessora de Aécio, com salário de R$ 16.337, a jornalista Maria Heloísa Cardoso Neves recebe jetons de R$ 5 mil por mês da Companhia de Desenvolvimento Econômico de MG (Codemig) para participar, obrigatoriamente, de três reuniões anuais do Conselho de Administração. E, por vezes, de encontros extraordinários. Em 2011, foram três.
Assistente parlamentar do senador, Maria Aparecida Moreira, trabalha como atendente no escritório político do tucano na capital, com salário de R$ 3.202 pago pelo Senado. A Companhia de Habitação (Cohab-MG) lhe garante R$ 1.500 mensais por integrar o Conselho de Administração. Segundo o órgão, os integrantes participam de "até uma reunião ordinária mensal". A assessora está no conselho desde 2003 e no Senado desde agosto de 2011.
A íntegra.

Do Estado de S. Paulo.
MP investigará repasses do governo de Minas para rádio de Aécio Neves
Marcelo Portela
Belo Horizonte -- O Ministério Público Estadual (MPE) de Minas Gerais instaurou inquérito civil para investigar repasses feitos pelo governo do Estado à Rádio Arco-Íris entre 2003 e 2010, época em que o tucano comandou o Executivo mineiro. Além de Aécio, também consta no inquérito civil MPMG-0024.12.001113-5, o nome de sua irmã, Andrea Neves, atual presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e coordenadora do Núcleo Gestor de Comunicação Social do governo, responsável pelo controle do gasto com comunicação, inclusive a publicidade oficial, durante a gestão do irmão.
A propriedade da rádio por parte de Aécio e Andrea veio a público em abril do ano passado, quando o senador teve a carteira de habilitação -- vencida -- apreendida e foi multado em R$ 1.149,24 após se recusar a fazer o teste do bafômetro ao ser parado em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. Ele dirigia o Land Rover placas HMA-1003, comprado em novembro de 2010 em nome da emissora, que detém uma franquia da Rádio Jovem Pan FM em Belo Horizonte.
Na ocasião, o governo confirmou que havia feito repasses à emissora em 2010, mas afirmou que os pagamentos foram legítimos. O caso levou a oposição ao Executivo tucano na Assembleia Legislativa de Minas a tentar, sem sucesso, criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Agora, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do MPE vai apurar se foram repassadas verbas públicas á rádio também nos outros anos em que Aécio esteve à frente do governo e os critérios usados para a liberação dos recursos. O inquérito foi instaurado na sexta-feira, 16, após o órgão receber, em fevereiro, nova representação contra Aécio e Andrea.
A íntegra.

Do jornal O Tempo.
Em Minas, 350 têm supersalários
Aline Labbate, 1/8/12.
O governo de Minas divulgou, ontem, os salários dos servidores da administração direta, incluindo policiais militares e bombeiros. Segundo as informações publicadas no Portal da Transparência, 350 funcionários públicos do Estado têm rendimento bruto acima do teto constitucional, de R$ 26,7 mil, que corresponde ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Os números são relativos ao salário de junho. Todos os servidores que receberam acima do teto são lotados na Secretaria de Fazenda. O maior vencimento pertence a um auditor fiscal, que, pelos dados divulgados, tem remuneração bruta de R$ 43.655,75.
A íntegra.