terça-feira, 31 de agosto de 2010
The Mamas & The Papas: California Dreamin'
Estudo mostra impactos da safra de soja 2009/2010 no ambiente
A íntegra.
O Brasil que 'decola' é capa da revista The Economist mais uma vez
A reportagem investiga como "essa transformação surpreendente" aconteceu, para que sirva de exemplo para o mundo, mas não diz uma palavra sobre o outro lado da moeda: a destruição ambiental do cerrado, a exploração dos trabalhadores, as ameaças do agronegócio às populações tradicionais e indígenas, a concentração fundiária e de renda no campo a partir da década de 1970.
Íntegra da matéria do Repórter Brasil.
Dilma no Jornal da Globo, 31 de agosto - 1ª parte
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Ex-comunistas e ex-humorista de direita fazem rir pra não chorar
Libelu, Rolando Lero e Dr. Romano na 'Confecom da direita'
A terceira mesa da "Confecom da direita", realizada na última segunda-feira, foi intitulada “Ameaças à democracia no Brasil” e foi a mais trepidante de todas. Contou com Demétrio Magnoli, o Gustavo Corção da Libelu, Denis Rosenfeld, o Rolando Lero na filosofia gaúcha, e Amauri de Souza, sociólogo. Na mediação, Tonico Ferreira (Globo). Ferreira é mais um daqueles que um dia foram de esquerda e transitaram alegremente para a outra ponta do espectro político sem culpas. Chefe de redação do semanário Movimento, no final dos anos 1970, Ferreira, de saída, denuncia o caráter autoritário da lei eleitoral. “É censura”, diz ele, antes de passar a palavra a Magnoli. Este não perde tempo. Logo faz um apanhado da história do PT e dispara: “A relação do partido com a democracia é ambígua. Juntamente com o PSOL, apoiou o fechamento da RCTV”. Acusa a agremiação de Lula de fazer uma volta atrás em seu ideário democrático. “Retomaram a ideia autoritária de partido dirigente e de democracia burguesa”, sentencia. E logo completa: “Este movimento, de restauração stalinista, é reforçado pela emergência do chavismo e do apoio a Cuba”. Na plateia, uma senhora murmura: “Que vergonha nosso governo apoiar isso”.
A íntegra.
Imprensa mundial publica notícia falsa sobre restaurante canibal brasileiro
Mídia internacional ignora indícios de fraude e publica notícia sobre restaurante canibal
Pedro Aguiar e Laisa Beatris, do Opera Mundi
A mídia de vários países do mundo se viu envolvida nesta quinta-feira (26/8) em uma notícia polêmica com ares de montagem bem armada. Um restaurante em Rondônia especializado em receitas canibais estaria procurando doadores voluntários para fornecer seu principal ingrediente: carne humana. A polêmica teve início com a entrevista de um político alemão publicada nesta quinta-feira pelo Bild, um jornal sensacionalista de Berlim. O vereador Michael Braun, vice-presidente do diretório municipal da CDU (partido democrata-cristão alemão), afirmou ter recebido e-mails de eleitores com denúncias sobre o restaurante Flimé, que estaria planejando abrir uma sucursal em Berlim.
A íntegra.
Petrobrás patrocina o campeonato brasileiro? O que está acontecendo?
Popularidade de Lula é recorde
Íntegra da matéria.
Quando até SP se rende a Dilma, só resta aos demotucanos o desespero
26/8/2010 - 3h01
Dilma abre 20 pontos e já ultrapassa Serra em SP e no RS, diz Datafolha
Fernando Rodrigues, de Brasília
A candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff, manteve sua tendência de alta e foi a 49% das intenções de voto. Abriu 20 pontos de vantagem sobre seu principal adversário, José Serra, do PSDB, que está com 29%, segundo pesquisa Datafolha. Os contratantes do levantamento são a Folha e a Rede Globo. Realizada nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país, o levantamento também indica que Dilma lidera agora em segmentos antes redutos de Serra. A petista passou o tucano em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná e entre os eleitores com maior faixa de renda.
A íntegra.
Projeto de adequação do Anel Rodoviário não prevê recursos para população removida
Raquel Rolnik
27 de agosto de 2010 às 11:18
Quase 2.600 famílias moradoras da Vila da Luz e da Vila da Paz, em Belo Horizonte, estão ameaçadas de remoção em função da obra de melhoramento e adequação do Anel Rodoviário.
O projeto, orçado em cerca de R$ 800 milhões, não prevê recursos para remoção e reassentamento da população envolvida e já teve o edital anulado pelo TCU (19/8/10), que alegou irregularidades correspondentes a um sobrepreço de cerca de R$ 300 milhões. A ocupação, feita por famílias de baixa renda desde 1981, nunca recebeu investimentos públicos e vive em extrema precariedade há três décadas, sem serviços básicos de iluminação, abastecimento de água, esgoto ou coleta de lixo, e ainda sofre com os riscos decorrentes da proximidade com a rodovia.
A íntegra.
A herança da Abril
sábado, 28 de agosto de 2010
Dear old Stockholm, por Stan Getz e Chet Baker
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Para terminar a semana, nada como ouvir João. Até o ar (13%) fica menos seco
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
José Cleves e o caso Bruno: a imprensa não pode se esconder atrás da polícia
A espetacularização do Caso Bruno pela polícia coloca a mídia eletrônica e de papel brasileira numa situação difícil. Pior é ver parte dessa mídia legitimar a versão policial como única e verdadeira. (...) A polícia pode falar que fulano é ladrão ou assassino, ainda que contrarie os direitos constitucionais do cidadão, porque o que ela fala e escreve somente terá validade se corroborada na Justiça, sem que as ofensas morais impliquem dano para a autoridade policial, ainda que o acusado seja inocentado. Infelizmente é assim que funciona a estrutura do judiciário em nosso País. O que não pode ocorrer é a imprensa enfiar goela abaixo do público essas conclusões policiais, com o argumento fajuto de que "quem está falando é a polícia". Isso é covardia. Se querem o escândalo como forma de pagamento da dívida moral do acusado, que apresentem ao público as nuances dessa dívida sem o veio do sensacionalismo barato.
A polícia que transforma a vítima em réu
CULPADO POR SUSPEITA
José Cleves (*) e Cristina Moreno de Castro (**)
Como é possível uma pessoa comprar a arma de um desafeto, matar a mulher sem nenhuma motivação, usar luva para apagar as provas e depois deixar a luva e a arma e chamar a polícia?
Uma semana após o assalto, vi que a imprensa embarcou na versão da polícia.
Íntegra da matéria da Folha de S.Paulo.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
A nova imprensa brasileira
Coluna Econômica
O sistema de informações brasileiro sempre obedeceu a uma lógica quase imutável. No centro da formação da opinião pública estavam alguns grandes jornais, revistas e emissoras de televisão do eixo Rio-São Paulo. Na periferia, jornais e rádios regionais. A notícia e/ou opinião nascia no centro e espraiava-se para os demais veículos, seja através da leitura desses veículos ou de agências de notícias. A partir daí, ganhava abrangência nacional. Daqui para frente, esse modelo muda. (...) No centro da formação do sistema de opinião, haverá outros agentes, que começam a crescer cada vez mais: blogs, grandes portais de empresas de telecomunicações, novos projetos de jornal online que deverão nascer nos próximos anos.
A íntegra.
Por que Lula mudou o Brasil
A cultura no governo Aécio Anastasia: o dinheiro não chega, a burocracia não deixa
Íntegra da matéria.
Estamos entrando no jornalismo da Era da Rede, diz Franklin Martins
O modelo antigo, no qual o proprietário é dono da informação, os profissionais (jornalistas) produzem a informação que o patrão quer e todo o resto da população é apenas consumidor, acabou com a internet. No novo paradigma que está sendo criado pela web a informação é produzida por todos.
As organizações sociais têm papel importante no desenvolvimento do novo modelo, porque fazer comunicação não é mais privilégio dos grandes grupos empresariais. Na internet, sindicatos e associações diversas também podem ter suas redes, tão ou mais poderosas do que as redes empresariais.
Não se trata, porém, de repetir o modelo antigo. Trata-se de sindicatos, associações e organizações sociais diversas bancarem o novo modelo no qual o leitor participa ativamente da produção das notícias. É o jornalismo de rede, o jornalismo colaborativo, o novo jornalismo.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Sindicato dos Metalúrgicos inaugura emissora de tevê em São Paulo

Depois de acalentar por 30 anos o sonho de ter uma emissora própria, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SP) enfim vê sua TV no ar – a TV dos Trabalhadores (TVT) foi inaugurada nesta segunda-feira (23/8) em São Bernardo do Campo (SP), com a presença do presidente Lula e primeira-dama, ministros e prefeitos da região. Lula advertiu que a grande luta começa agora: convencer o público a assistir à programação.
Lula defendeu maior participação de sindicatos e movimentos sociais na exploração de concessões públicas de tevês no País, tendo suas próprias emissoras, porque essas concessões são “bens de todos os brasileiros, que devem ser distribuídos de modo a contemplar todos os setores de nossa sociedade”, disse.
Íntegra no Blog do Planalto.
O Estado de Minas, o enriquecimento dos Perrela e o Palácio da Liberdade
A íntegra no CometaOn.
Censura à imprensa em Minas Gerais
O fator Andrea Neves
Andréa, irmã de Aécio Neves, talvez o personagem pouco conhecido mais poderoso da política brasileira. Controla com mão de ferro todas as verbas publicitárias do estado e age com uma desenvoltura e provincianismo assustadores: todo crítico é inimigo, e precisa ser calado, todo aliado é incondicional. Sua atuação é o oposto do que se vendeu como estilo Aécio de política. Conseguiu, de fato, calar a imprensa mineira em todos os níveis. Se, por algum capricho da sorte, Aécio ascendesse a um protagonismo nacional, a truculência provinciana da irmã o exporia em dois tempos.
A íntegra no Blog Luís Nassif Online
O encontro de blogueiros progressistas
Foi um encontro vitorioso esse ocorrido no fim-de-semana em São Paulo. Reunimos, em dois dias de intensos debates, mais de 300 blogueiros progressistas de todo o país; havia gente de 19 estados! Vitorioso, em primeiro lugar, porque aconteceu. Conseguimos dar o primeiro passo. Conseguimos fazer a reunião, na raça. E saiu tudo direito: alimentação, hospedagem, estrutura para os debates. Em apenas 3 meses, botamos o Encontro de pé, contando “apenas” com a boa vontade geral e com o apoio material de 25 quotistas – em sua maioria, saites e sindicatos ou organizações de trabalhadores.
Íntegra no Blog do Rodrigo Viana.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
70 anos do assassinato de Trotski

Líder de massas da Revolução Russa de 1917, organizador e comandante do Exército Vermelho, que derrotou os inimigos estrangeiros e venceu a guerra civil, Trotski foi a mais brilhante personagem política do século XX e uma das maiores inteligências do socialismo. Conhecer sua vida e sua obra (além de político foi um grande escritor) é imprescindível para conhecer a história. Não é nenhum sacrifício: tanto seus livros quanto sua biografia são leituras empolgantes. De quantos líderes políticos pode-se dizer quem foram também intelectuais? Quantos estiveram à frente de uma revolução? Quantos se dedicaram a escrever a história, além de fazê-la? Leon Trotski foi uma figura ímpar da humanidade.
(Na foto, o túmulo de Trotski em Coyoacan, México.)
Como lidar com a 'grande' imprensa
20/8/2010 20:45
O Ipea responde à sociedade
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) é uma fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Há 46 anos, suas atividades de pesquisa fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros. O Ipea tem como missão "Produzir, articular e disseminar conhecimento para aperfeiçoar as políticas públicas e contribuir para o planejamento do desenvolvimento brasileiro." Dessa forma, o Instituto torna públicos à sociedade esclarecimentos decorrentes de questionamentos feitos pelo jornal O Globo entre 19 e 20 de agosto. Este comunicado tem como objetivo preservar a reputação desta Instituição e de seus servidores e colaboradores, que por meio dos questionamentos do diário estão sendo vítimas de ilações, inclusive de caráter pessoal. Dado o teor desses questionamentos, o Instituto sente-se na obrigação de publicar perguntas e respostas, na íntegra e antecipadamente, para se resguardar. E coloca-se à disposição para dirimir quaisquer dúvidas posteriores.
Assessoria de Imprensa e Comunicação
- Sobre o aumento de gastos com viagens/diárias/passagens na atual gestão: Segundo levantamento feito no Portal da Transparência do governo federal, os gastos com diárias subiram 339,7%, entre 2007 e 2009, chegando no ano passado a R$ 588,3 mil. Este ano já foram gastos mais R$ 419 mil com diárias, 71% do total de 2009. Os gastos com passagens subiram 272,6% entre 2007 e 2009, chegando no ano passado a R$ 1,2 milhão. Qual a justificativa para aumentos tão expressivos?
- A justificativa é o incremento das atividades do Ipea e de seus focos de análise, instituídos pelo planejamento estratégico iniciado em 2008, que estabeleceu sete eixos voltados para a construção de uma agenda de desenvolvimento para o país. Para atender a esses objetivos foram incorporados 117 novos servidores, mediante concurso público realizado em 2008. O Plano de Trabalho para o exercício de 2009 contemplou 444 metas – publicadas no Diário Oficial da União. O cumprimento dessas metas condicionou a participação dos servidores da casa em seminários, congressos, oficinas e treinamentos, bem como em reuniões de trabalho. Além disso, o Ipea passou a realizar inúmeras atividades, como cursos de formação em regiões anteriormente pouco assistidas do ponto vista técnico-científico.
A íntegra na página do Ipea.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
BP omite dados sobre vazamento no Golfo do México

Maioria dos brasileiros não tem esgoto
Matéria da BBC Brasil:
Quase metade dos municípios brasileiros, ou 44,8% do total, não era servida com uma rede de saneamento em 2008, de acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A oferta do serviço também era bastante desigual. Enquanto no estado de São Paulo a rede de esgoto chegava a 99,8% das cidades, no Piauí apenas 4,5% dos municípios eram atendidos. Quando o cálculo é feito por domicílios, o resultado é ainda mais preocupante: 56% dos brasileiros, ou seja, a maioria da população, não tinham acesso ao serviço de coleta de esgoto há dois anos.
O coração do sistema
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Educação de qualidade em tempo integral
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Carta ao generalíssimo
Por Luther Blissett
Ao honradíssimo e reverendíssimo Senhor meu Márcio Lacerda.
Senhor ilustríssimo,
Primeiramente peço-lhe desculpas por tão longo inverno sem notícias. Por alguns dias imaginei que os meus serviços não fossem mais precisos. Enganei-me e hoje lhe reporto com urgência as últimas. Depois da reunião do dia vinte e um de junho do corrente ano, quando o Senhor recebeu alguns banhistas na Prefeitura, novo fôlego foi dado ao movimento. Atento as movimentações já lhe informo que eles se preparam para atacar o decreto publicado no Diário Oficial do Município dia cinco de maio, onde se regulamenta a utilização da Praça da Estação. Eles destacam esta parte: “a necessidade de prévia autorização para realização de manifestações à luz da legislação;” Por esta infeliz colocação, o decreto se torna inconstitucional por ferir o artigo Quinto da Constituição Federal.
A íntegra no blog Praça Livre BH.
Hélio + Patrus
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Lula: operário em construção
O operário em construção
Vinicius de Morais
E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo.
E disse-lhe o Diabo:
– Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe:
– Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás. (
Lucas, cap. V, vs. 5-8.)
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
– "Convençam-no" do contrário –
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
– Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
– Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Um dia de checape anual
A hipocrisia nas campanhas da 'grande' imprensa
Matéria da Agência Carta Maior.
O inverno voltou
Woody Allen refilma Woody Allen
domingo, 15 de agosto de 2010
Cidadão, leitor, jornalista
2- O outro lado da moeda dessa pluralidade de informações são o excesso e a dispersão. Como novo meio, o modelo da internet ainda está em formação; precisa de mecanismos para cada um localizar rapidamente as informações que lhe interessam e fazer o que quer fazer: comunicação, entretenimento, informação.
3- As organizações sociais (sindicatos, associações diversas, ONGs etc.) ainda engatinham na internet. Visto que a internet está acessível a todos, sem que sejam precisos investimentos astronômicos, elas podem montar estruturas de comunicação tão poderosas – ou mais – do que as grandes empresas comerciais. Algumas iniciativas estão em curso, falta compreender seu potencial, expandi-las e multiplicá-las.
4- Um exemplo desse potencial são as redes sociais, como o facebook. Conjunto de saite com aplicativos, o fb é hoje o veículo mais avançado de comunicação na internet, porque põe ao alcance de pessoas comuns o compartilhamento de informações num ambiente coletivo. Um passo importante que as organizações sociais precisam dar é a criação de redes semelhantes ao fb para compartilhamento específico de notícias – comunidades cujo interesse seja a produção e troca de informações de interesse coletivo, em forma de textos, fotos, vídeos, áudios etc. Talvez seja essa a nova forma de imprensa na internet, uma imprensa feita por todos: cidadãos-leitores-jornalistas.
O asfalto e o passeio
Estudantes protestam e são agredidos. Mais 4 anos disso?
Dia 11 de agosto de 2010, comício de Aécio e Anastasia, candidatos a senador e governador de Minas, em Teófilo Otoni, 10 estudantes são agredidos fisicamente e moralmente na Praça Tiradentes em manifestação pacífica.
Após 8 anos de governo Aécio em Minas, os estudantes não têm o que agradecer ao governador. As escolas públicas se encontram sucateadas, falta estrutura para receber os estudantes, a universidade pública do estado (UEMG) é paga, o ensino médio está cada vez mais em decadência, faltam professores, não há o pagamento do piso salarial federal – lei sancionada pelo presidente Lula. Esses são alguns pontos que demonstram como o governo Aécio não avançou em nada no campo da educação.
Apesar de vivermos num país democrático, não desfrutamos de democracia plena em Minas Gerais. Todas as pessoas contrárias as arbitrariedades do governo são perseguidas e são cerceadas delas o direito de reivindicarem melhorias para a população.
Durante visita de Aécio Neves e Anastasia, ambos candidatos pelo PSDB em Minas, 10 estudantes foram violentamente agredidos por pessoas ligadas à coordenação da sua campanha e por funcionários contratados para hastear suas bandeiras. Os estudantes estavam com cartazes expressando sua indignação com esse governo, pedindo o pagamento do piso salarial do magistério, educação de qualidade, mais verbas para a educação pública etc. Em nenhum momento desrespeitaram esse comício, apenas levantaram os cartazes e, ameaçados pela coordenação do Anastasia, insistiram em continuar o ato e afirmar o direito da liberdade de expressão e de manifestação.
Essa atitude mostrou a cara do governo Aécio/Anastasia, sua face de autoritarismo combinado com violência, sua face de criminalizar os movimentos sociais, de manipulação por meio da mídia, visto que nenhum meio de comunicação que estava no local aceitou publicar algo sobre o ato dos estudantes. Diante disso perguntamos a todos e todas estudantes: o que temos para comemorar nesse 11 de agosto, dia dos estudantes?
Assinam: Leonardo UFVJM, Gabriela UFVJM, Humberto UFVJM, Janaina UFVJM, Harkirene UNEC, Daniel UFVJM, Ângelo, Júnior UFVJM.
Divulguem em seus contatos as arbitrariedades desse governo tucano!"
Do Blog do Nilmário
sábado, 14 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Abraço grátis
Pela aprovação da emenda constitucional que desapropria escravocratas!
Pecuarista é flagrado pela 6ª vez com trabalho escravo
12/8/2010
Expropriação de terras de escravagistas poderia ter evitado pelo menos 159 libertações de escravizados no caso de apenas uma única propriedade no Maranhão: a Fazenda Zonga, do pecuarista Miguel de Souza Rezende
Por Bianca Pyl, do Repórter Brasil
Se a Fazenda Zonga, em Bom Jardim (MA), tivesse sido confiscada do pecuarista Miguel de Souza Rezende após a primeira libertação de trabalho escravo da área em 1996 – como prevê a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que tramita desde 1995 no Congresso –, a escravidão de pelo menos outras 159 pessoas poderia ter sido evitada. Detalhe: a "propriedade" em questão fica dentro da Reserva Biológica (Rebio) de Gurupi. Pela sexta vez, trabalhadores em condições análogas à escravidão foram encontrados na Fazenda Zonga. Da primeira vez, foram 52 libertados. Todos os que vieram nos anos seguintes, portanto, poderiam não ter ocorrido caso houvesse a expropriação. Foram 32 libertações em 1997, 69 em 2001, 13 em 2003 e, agora em agosto de 2008, mais 45. Ao todo, 276 trabalhadores foram libertados das fazendas de Miguel, de 77 anos. Além dos 211 escravizados na Zonga (nesta última fiscalização, havia escravos também na Fazenda Minas Gerais, que está registrada no nome da esposa do pecuarista), houve mais uma libertação de 65 pessoas da Fazenda Pindaré, em João Lisboa (MA), também em 2003.
Tira a cerca, Lacerda!
Tira a cerca, vai?
Por Luther Blissett
Diante da regulamentação da prefeitura de Belo Horizonte para a ocorrência de eventos na Praça da Estação, podemos até aceitar, em último caso, que nessas ocasiões sejam cercados o monumento central, os jardins e as árvores, já que se insiste em manter à tona o tão conhecido discurso da preservação do patrimônio (leia-se: maquiagem da cidade para a realização da Copa 2014). No entanto, a presença da cerca ao redor da praça é lamentável, absurda e, a propósito, desnecessária. Quem se interessar...
A íntegra
Triste fim de WB
Matéria da novae e tijolaço do Brizola Neto.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Prefeito Lacerda é vaiado na abertura do FIT
Íntegra no MG1.
Matéria do Hoje em Dia.
Até o Estado de Minas deu.
Decreto do prefeito tira Grupo Galpão da Praça da Estação
Quando o público se torna privado
Na trajetória do Grupo Galpão, por diversas vezes a Praça da Estação serviu de palco aberto para seus espetáculos. Essencialmente um grupo de teatro de rua, eles apresentaram lá "Romeu e Julieta" e "Um Molière Imaginário", alcançando um contato delicado e mais direto com o público, que estaria ali numa comunicação olho no olho, trazendo belos e raros momentos de poesia para o centro da cidade. Esses momentos, no entanto, correm o risco de não voltar a acontecer, depois da decisão imposta pela Prefeitura de Belo Horizonte, no início do mês passado, estabelecendo valores entre R$ 9 mil e R$ 19 mil para a realização de eventos no local. "Com uma taxa dessas torna-se completamente inviável fazer eventos delicados como teatro", diz Inês Peixoto, atriz do Galpão. "Mesmo para nós, que somos um grupo com patrocínio da Petrobras, é completamente inviável".
Prefeitura transforma FIT em arena Fifa-Coca-Cola
agosto 9, 2010 por Luther Blissett Acreditem! essa imagem acima é de uma senha distribuída ontem para assistir ao espetáculo DE RUA Ka@smos, realizado na abertura do FIT BH.
Senha? Mas como assim? O espetáculo não é de rua?
É isto mesmo, contrariando os princípios de uma apresentação de espetáculo teatral de RUA, que é feita para as pessoas que estão transitando pela cidade, para dialogar com o espaço público, para causar a surpresa das pessoas: estar na rua e se deparar com um espetáculo, com o inusitado, para mudar o cotidiano, papel da arte diríamos.
Pois bem, não foi o que aconteceu na abertura do FIT, na Praça da Estação (local público da apresentação) havia uma cerca e uma portinha controlando a entrada das pessoas na Praça. COMO ASSIM CONTROLANDO A ENTRADA DAS PESSOAS NA PRAÇA? A PRAÇA NÃO É PUBLICA? Aí para assistir a um esptetaculo teatral De RUA as pessoas formaram uma longa fila para entrar na Praça da Estação. COMO ASSIM ENTRAR NA PRAÇA DA ESTAÇÃO?????
Ex-Galo jogará em Minas, mas Grêmio Prudente é que estará 'em casa'
Torcedor que comprou ingresso vip e não teve seu lugar reservado será indenizado
sábado, 7 de agosto de 2010
Rumo à segundona
Fazenda de primo de ruralista mantinha trabalho escravo
Por Maurício Hashizume e Rodrigo Rocha, íntegra no Repórter Brasil.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
João Rubinato faria 100 anos hoje
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
O superônibus chinês
Governo proporá regulação da mídia
Do jornal Valor via Luís Nassif Online.
TV Cultura trata criança como criança, não como consumidor
Há algumas semanas, a TV Cultura de São Paulo anunciou que, a partir de janeiro de 2009, vai suprimir da sua faixa de programação infantil, de 11 horas diárias, todos os anúncios comerciais. A notícia é mais importante do que a repercussão que obteve. Passou praticamente sem ser notada, mas indica um movimento de grande significado. Por dois motivos distintos. O primeiro é deixar claro que, na visão da direção da emissora, as crianças têm o direito de ser protegidas do assédio da mercadoria.
Supremo julga novo sistema de televisão brasileiro
Matéria da Agência Carta Maior.
TV Cultura vai cortar programas e demitir 1.400
O presidente da TV Cultura, João Sayad, que assumiu o cargo em junho, vai reduzir a produção de programas e cortar o número de funcionários de 1.800 para 400, segundo o Blog do Daniel Castro. A missão lhe teria sido conferida pelo governador tucano Alberto Goldman. Em comunicado oficial, a Fundação Padre Anchieta não nega as demissões; diz que a Cultura precisa se renovar, porque se tornou cara e ineficiente.
Jornal Nacional reduz noticiário com Lula
Íntegra no blog Nas retinas.
Produtora de açúcar e álcool descumpre acordos
Morangos com agrotóxicos e escravidão em Pouso Alegre
Matéria do Repórter Brasil.
Lula sanciona lei que cria política nacional para o lixo
Matérias do Uol, Estadão, G1, Portal Terra, Último Segundo,
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O prefeito prometeu melhorar os passeios. O que fez? Tocos de árvores

Em maio de 2009 o xerife Lacerda fez uma caminhada pelo Centro de Belo Horizonte e "sentiu na pele" o dia-a-dia do pedestre. Nunca é demais lembrar que o prefeito é um empresário acostumado a se locomover de carro e que mora em Nova Lima. A experiência, portanto, se justifica. Ele viu muitas calçadas esburacadas. "São detalhes que fazem a diferença, e estamos trabalhando para resolver rapidamente alguns problemas pendentes", afirmou Lacerda, segundo reportagem do jornal Hoje em Dia. E olha que, comparados aos dos bairros, os passeios do Centro são ótimos. Um ano e três meses depois, o que será que foi feito? Eu, que moro em Belo Horizonte e ando nos nossos passeios diariamente, digo que praticamente nada. A melhoria mais recente foi a padronização do piso, na administração passada, importante, mas infelizmente mal conservada e desrespeitada: de que adianta uma guia para cegos, se os carros estacionam sobre ela impunemente? A novidade em 2010 são os tocos de árvores: a prefeitura está cortando muitas árvores, mas isso também não beneficia os pedestres, pois os tocos ficam. A Cidade Jardim está virando a cidade dos tocos.
O que a prefeitura vai fazer na Praça Floriano Peixoto?
O irracional sistema de transporte coletivo de Belo Horizonte
Não vou falar dos abrigos que tomam os passeios estreitos, nem do número absurdo de carros dirigidos por motoristas endividados. O que me impressiona é como os "especialistas" da BHTrans, cujo trabalho é exclusivamente este, não veem a irracionalidade do sistema de transporte coletivo da capital.
É óbvio que o transporte coletivo deve ser prioritário, o que significa rápido, confortável e barato. Quem quiser ficar engarrafado em automóveis que fique, mas muita gente certamente trocará o transporte individual pelo transporte coletivo de qualidade.
E é tão simples isso! Basta implantar uma linha de ônibus – única – em cada corredor de trânsito importante, normalmente as avenidas. Como elas se entrelaçam, o próprio passageiro desce de um ônibus e toma outro.
É igualmente óbvio que ruas de bairros não comportam ônibus e devem ser percorridas por microônibus. Um sistema assim é muito mais racional, o que significa também econômico.
A Avenida do Contorno, um corredor importante, porque interliga várias regiões e o Centro, é congestionada por várias linhas. No entanto, a linha principal, Circular 1, é péssima, os ônibus demoram demais. Há até uma linha com o mesmo nome, cujo objetivo, aparentemente, é confundir os passageiros, pois para no meio do caminho.
Não seria ótimo se houvesse uma – insisto: única – linha percorrendo a Contorno, um ônibus atrás do outro, de cinco em cinco minutos, e ao descer no ponto (no passeio, não na rua), a gente pudesse pegar um microônibus que entra pelas ruas do bairro? Ou descer na esquina de uma avenida, que funciona como corredor de trânsito e nos leva na direção que queremos ir?
Se um passageiro eventual percebe isso, por que não autoridades e funcionários que nós sustentamos com impostos exclusivamente para cuidar do trânsito?
PS: A resposta é óbvia: porque os interesses do capital não querem. Donos de empresas pagam as campanhas dos políticos, que, eleitos, lhes dão em troca concessões e grandes lucros, sustentados por tarifas altíssimas. Nada disso passa pelos interesses coletivos, nem pela racionalidade, são só interesses das empresas misturadas com interesses dos políticos, a caixa preta do sistema de transporte, a corrupção da qual a "imprensa" -- também metida na história, porque leva o seu -- nada fala.