segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Os golpes tucanos contra o próximo governo Pimentel

Os descalabros do final da administração tucana em Minas não param.
Todo tipo de arapuca está sendo montada para que o eleito petista tenha muita dificuldade em governar, além de assumir um estado falido e endividado até as alturas.
O primeiro trabalho do novo governador deverá ser informar a população sobre o caos encontrado.
Mais do que uma necessidade, é um dever que ele tem com o eleitorado.
Minas Gerais hoje é como a Serra do Curral, uma casca de beleza aparente do lado de cá e um enorme buraco de destruição do outro lado.

O golpe agora vem da Cemig, como se lê na notícia abaixo.
A armadilha é clara: se o próximo governo rompe o contrato, as emissoras ficam contra ele.
Da mesma forma, com verbas do governo e ajudas de custos de estatais, como a Cemig, a imprensa radiofônica e televisiva é toda amiga do governo.
O único período da história mineira em que o Estado de Minas esteve na oposição foi quando o governador era Newton Cardoso e resolveu deixar de manter o jornal com verbas publicitárias.
Agora podemos ter um caso semelhante; jornais, hoje, não têm mais importância, tanto que mesmo como a oposição sistemática dos principais jornais do país, Lula e Dilma foram eleitos e reeleitos. Pimentel foi eleito mesmo o Estado de Minas atuando como panfleto de propaganda aecista durante toda a campanha.
Rádios e tevês, no entanto, têm mais influência. São controladas por amigos e parentes de políticos que ganham destes as concessões, uma troca de favores feita às custas de bens públicos, uma situação vergonhosa que impera no Brasil. Políticos distribuem concessões de rádios e tevês, distribuem verbas de publicitária, desconto na energia elétrica etc. e em troca fazem propaganda dos seus amigos políticos.

Do Portal Minas Livre.
Cemig beneficia rádios e tevês com desconto de 55% na conta de energia
Convênio renova garantia de publicidade por mais 30 meses. Objetivo é ressarcir 55% do valor da fatura de energia paga pelas emissoras 
por Aloisio Lopes

A dois meses do encerramento da gestão tucana na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a empresa renovou por 30 meses um convênio com a Associação Mineira de Rádios e Tvs (Amirt) que beneficia 380 emissoras no Estado. O convênio, que foi celebrado em 1988, no governo Hélio Garcia, prevê ressarcimento da conta de energia das emissoras. A reposição atual, em forma de publicidade, é de 55% do valor da conta.
Na edição deste mês da revista da Amirt, a entidade comemora a renovação do convênio e orienta as emissoras filiadas sobre como proceder a veiculação e o faturamento da publicidade.
A compra antecipada de publicidade, vinculada à conta de energia, independe da tabela comercial de cada emissora, segundo a assessoria de imprensa da Amirt. O parâmetro utilizado é o valor da conta de energia paga no mês. Para todas, o convênio prevê a veiculação de 300 spots de 30 segundos por mês, que podem versar sobre avisos de desligamento ou mesmo de apoio cultural a qualquer programa da emissora.
Segundo apurou o Minas Livre, uma rádio de grande porte paga em média R$ 40.000,00 por mês de energia elétrica. Para uma TV de grande porte, a média mensal da conta de energia é de R$ 100.000,00. Sobre este valor elas têm, garantido pelo convênio, um ressarcimento de 55% em forma de publicidade.
A publicidade distribuída, por meio do convênio, independe de outras campanhas publicitárias da empresa ou do governo estadual. Segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o governo de Minas gastou entre 2003 e 2011, R$ 1,5 bi em publicidade. Deste total, R$ 596 milhões foram bancados pelos cofres das empresas controladas pelo Estado, dentre elas a Cemig.

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