terça-feira, 5 de agosto de 2014

Rebelde aos cinquenta

Mafalda pertence aos anos 70, que já não eram os 60, mas também não eram o que viria depois. Uma época em que contar histórias, emitir opiniões e ter ideais faziam parte da vida das pessoas. Muito diferente de hoje. A gente podia gostar ou não -- eu, por exemplo, nunca fui fã da Mafalda como sou do Calvin, do Pererê e do Spirit. O que não se podia negar é que o autor estava ali e expressava sua verdade, diferentemente do que se consagrou como normal também na arte: a produção para o mercado, para ganhar dinheiro, para atender o gosto presumível de muitos e o interesse comercial indiscutível de poucos.

Da RBA.
Uma rebelde de 6 anos chega aos 50
Mafalda é a mais conhecida personagem de Quino, cartunista argentino que se tornou referência mundial
por Vitor Nuzzi
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Nas palavras de seu criador,­ Mafalda ama os Beatles, a­ demo­cracia, os direitos das crianças e a paz – nesta ordem. Odeia sopa (alusão ao autoritarismo), armas, guerra e James Bond. A mais conhecida perso­nagem de Joaquín Salvador Lavado,­ o Quino, completará 50 anos em 29 de setembro. Os desenhos da menina de 6 anos duraram apenas nove, de 1964 a 1973, mas são comentados até hoje, para espanto do autor. Foi uma ­heroína de seu tempo, conforme definiu o escritor Umberto Eco, primeiro editor de Mafalda na Itália. Aqui, onde chegou apenas em 1982, teve como ­editor o ­cartunista Henfil.
A íntegra.

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