quarta-feira, 1 de maio de 2019

Uma esclarecedora análise da classe trabalhadora brasileira contemporânea

Incluindo todos esses serviços criados pelas novas tecnologias do celular e internet, como uber. Para esses, a jornada de trabalho é de 12 horas ou mais, sem direitos trabalhistas, usando seus próprios equipamentos. E no jornalismo, os frilas fixos, isto é, frilas, sem contrato, mas exclusivos. Em uma palavra, os empreendedores, os patrões de si mesmos.

Por que Temer não foi derrubado? Porque tinha a missão, dada pelo capital que apoiou o golpe, de fazer algumas 'reformas', em especial a trabalhista.

Agora que o capitão é presidente está estendendo as reformas a todos os setores. O que são as reformas? Voltar ao século XIX, antes da Revolução de 1930.

Quem tem um projeto alternativo a isso? O PT e a esquerda não têm, ou pelo menos não o apresentam à população. É preciso afirmar que queremos sim uma previdência deficitária, se for o caso, mantida pelo lucro dos banqueiros. Por exemplo. Queremos direitos para os trabalhadores e não a selvageria das terceirizações e do trabalho informal das "novas tecnologias". Queremos sim o controle dos agrotóxicos, que diminui o lucro do agronegócio, mas preserva a saúde e o ambiente. Queremos sim seguro desemprego. Queremos aposentar, queremos escolas e serviços de saúde públicos, gratuitos e de qualidade. Queremos transporte público gratuito de qualidade. E por aí vai. E é o capital quem tem de bancar isso. O problema é que os desenvolvimentistas brasileiros não têm coragem de enfrentar o neoliberalismo selvagem.

Publicado pelo Brasil de Fato.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.