sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Depois da tevê paga, vem aí a internet paga

Se depender das operadoras, vamos pagar para usar a internet: cada pacote dará direito a um leque de produtos. Pacote básico teria só correio eletrônico. Para usar redes sociais, seria preciso pagar mais, para ter acesso a blogs, mais um tanto e assim por diante, até o caríssimo pacote ilimitado. Como na tevê por assinatura. É o que está em jogo na votação do marco civil da internet. Governo e PT são contra, tucanos -- surpresa! -- também; a parte mais reacionária do PMDB está com as operadoras. O acesso irrestrito a conteúdos, como acontece hoje, é chamado de "neutralidade na rede".

Do UOL.
Marco Civil sem neutralidade é preconceito contra pobre, diz relator

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do Marco Civil da Internet, defendeu nesta quarta-feira (6) a neutralidade da rede, um dos pontos controversos para a votação do projeto. Segundo ele disse em comissão geral no Plenário da Câmara, aprovar o Marco Civil sem neutralidade "é preconceito contra pobre". Isso porque, explicou, ao oferecer planos baratos (apenas para enviar e receber e-mails, por exemplo), as empresas não forneceriam uma experiência completa aos usuários.
A nova versão do parecer foi apresentada na terça-feira (5/11/13) e está em discussão na Casa antes da votação, que deve ocorrer apenas na próxima semana, segundo lideranças do governo.
A íntegra.

Do Diário do Centro do Mundo.
Domingo na praia e a neutralidade da rede  
Por Marcelo Godoy

O que está em jogo na Câmara dos Deputados em Brasília com o Marco Civil da Internet, especialmente com a neutralidade da rede, ameaça mudar completamente a forma como navegamos na web.
Atualmente pagamos por uma velocidade de acesso à internet, fornecido pelas empresas de telecomunicações, mas temos a liberdade de escolher e usufruir dos serviços disponíveis na web como vídeos, redes sociais, aplicativos etc. Estamos conectados ao conhecimento, ao novo e somos donos de nossas escolhas, tudo na velocidade de um clique. A única diferença que afeta nossas experiências é a velocidade de conexão que cada um pode contratar. Quem quiser mais velocidade, paga mais, mas todos somos iguais e temos acesso às mesmas oportunidades e conteúdos. Para isto damos o nome de neutralidade da rede.
Com o projeto que elimina a neutralidade na rede, que as operadoras querem aprovar com o apoio do PMDB, especialmente do deputado Eduardo Cunha, usar a Internet poderá pesar seu no seu bolso, e jogar muita areia no seu lazer, seu trabalho e na sua experiência de navegação.
Para imaginar o que seria a navegação na internet como querem as operadoras de telefonia, vamos usar exemplo de um domingo na praia sem neutralidade de rede.
Antes de pôr o pé na areia com a turma, você terá que pagar no guichê da “operadora da praia” um dos três pacotes disponíveis . Os pacotes foram criados baseados em pesquisas e estudos de análise financeira desenvolvidos por engenheiros matemáticos e gerentes de produto. Os planos oferecidos seriam mais ou menos assim:
A íntegra.

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