segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Freud em quadrinhos

A psicanalista Juliana Caldeira entrevistou o cartunista Pacha Urbano, quando esteve em BH em meados de novembro. Ele é autor de uma HQ que faz sucesso na internet.

Do blog Prima Letra.
Psicanálise e Humor 
Entrevista de Pacha Urbano, criador das tirinhas "As fantásticas traumáticas aventuras do Filho do Freud", concedida a Juliana Marques Caldeira Borges, psicanalista do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais (CPMG). Pacha está em Belo Horizonte para o lançamento do livro "O Filho do Freud" no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), com sessão de autógrafos hoje, 15/11, às 18h, na Serraria Souza Pinto.

Juliana: Pacha, como surgiu a idéia de escrever as tirinhas "As fantásticas traumáticas aventuras do Filho do Freud"?
Pacha: Foi durante uma aula de Psicanálise e Educação, no ano passado, na faculdade onde curso pedagogia. A professora passou uma cinebiografia sobre Freud e ao final do filme pensei: "Deve ter sido uma droga ser filho do Freud", porque um homem tão devoto ao próprio trabalho não teria muito tempo para compartilhar com a família, além, claro, de como lhe pareceriam óbvias todas as gracinhas de uma criança. E veio aquele estalo! Sempre levo comigo algum caderno de desenho, e então rabisquei a que viria a ser a primeira tirinha da série. Nela o primogênito do Freud aparecia no consultório com uma toalha nas costas e uma cueca na cabeça, se mostrando para o pai como sendo o Superego, estas coisas que as crianças fazem e nós rimos, mas para o pobre Jean-Martin o resultado foi traumático.

Juliana: Você imaginava a repercussão que elas teriam?
Pacha: Não fazia ideia. Até hoje me surpreendo com a quantidade de gente que diz conhecer as tirinhas, ou mesmo o tráfego de curtidores na página do Facebook. A princípio publiquei uma foto do meu caderno com a tirinha rabiscada no meu perfil, para meus amigos, e a coisa foi compartilhada por uma porção de pessoas. Acabou que alguns meses depois um saite de humor a republicou, sem qualquer crédito para mim, e isso me deixou preocupado. Como virava e mexia me pediam outras tirinhas, decidi fazer mais algumas dentro daquele mesmo clima da primeira e passei a publicá-las num tumblr, e então no Facebook, e foi aí que a coisa se proliferou de verdade. De 31 de maio do ano passado, data da primeira tirinha publicada no Facebook, até hoje, toda terça-feira, e às vezes em outros dias da semana também, publico uma tirinha nova, que é compartilhada por centenas (algumas delas por milhares) de pessoas.
A íntegra.

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