sábado, 21 de junho de 2014

Copa da repressão: a prisão arbitrária de artistas em Belo Horizonte

Não é de hoje que a polícia prende os bandidos errados.
Um adolescente levou um tiro.
Será que se algum bandido de verdade ameaçar a segurança da cidade, a polícia será tão eficiente quanto foi para prender jovens artistas?
A PM se preparou para a Copa, montou um aparato imenso, com o objetivo de intimidar. Sua avaliação é que as manifestações seriam menores e mais violentas. A parte do tamanho está se confirmando, a parte da violência, não.
Prisões arbitrárias, como as da repórter da Mídia Ninja e dos artistas do Espaço Luiz Estrela, mostram que na hora de agir, a polícia continua atuando como a polícia formada na ditadura, em vez de polícia da democracia.
Cobrir manifestações populares não é crime. Fazer espetáculo artístico contra a Copa, também não.

Prisão de artistas
Do jornal O Tempo
Quatro artistas do Espaço Luiz Estrela são presos no centro de BH
Natália Oliveira e Gustavo Lameira

Quatro artistas que participam do Espaço Comum Luiz Estrela, no bairro Santa Efigênia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, foram detidos na tarde desta segunda-feira (16/6/14) na avenida dos Andradas, no centro da capital. Segundo o advogado Joviano Mayer, que acompanha os detidos, os artistas foram presos porque estavam com materiais como arame, tinta e madeira, que seriam utilizados em uma performance no Espaço Cultural 104, próximo à praça da Estação.
"Não estou entendendo por que os militares prenderam eles. Não é errado portar esses materiais", considerou Mayer. "Acho que está tendo uma histeria por parte da polícia. O material seria utilizado unicamente para um trabalho artístico. Essa prisão é desnecessária", completou.
A íntegra.

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