domingo, 5 de janeiro de 2014

A morte do "pequeno gigante da canção" Nelson Ned

Tinha só 66 anos. Andava sumido no Brasil, mas fazia sucesso no exterior (um dos seus fãs é o escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez). Mineiro, começou na extinta TV Itacolomi. Uma voz poderosa e canções fáceis de guardar. Um anão artista que não era palhaço. Impossível não misturar sua condição e sua arte. Como seria, se não fosse anão? Somos moldados pelos modelos "normais". Mas a vida é cheia de mistérios. Como anão e com muito talento, fez muito sucesso, mais no exterior do que no Brasil, em todos os continentes, vendeu milhões de discos, ganhou discos de ouro nos EUA, ficou rico, casou, teve filhos, fazia duzentos shows por ano, sua melhor canção e mais famosa, "Tudo passará", foi gravada por outros cantores sem crédito e também fez sucesso mundial com eles... O que o derrubou foi o vício da cocaína. Perdeu tudo, virou evangélico, fez sucesso como cantor evangélico, ficou rico outra vez, e caiu no vício outra vez... Uma grande história que ainda será contada como merece.

Do G1
Cantor morreu na manhã deste domingo (5/1/14), segundo secretaria da saúde. Estava internado com pneumonia grave em Cotia, Grande SP

Com 32 discos gravados em português e espanhol, Ned cantou no Carnegie Hall e no Madison Square Garden, ambos em Nova York. Em 1996, lançou a biografia "O pequeno gigante da canção", que fazia referência à sua altura, de 1,12m.
O hit "Tudo passará" era sua faixa predileta, conforme contou ao G1 . "É a que mais gosto. Quando cantei em um programa fui aplaudido de pé no meio da música. Isso é ser brega? Quem não é brega quando fala de amor? É o amor que é brega, não a minha música."
A íntegra.
 

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