quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Um retrato do Maranhão

Segundo o Wikileaks, Roseana Sarney tem 150 milhões de dólares em paraíso fiscal.

Do Diário do Centro do Mundo.
O descalabro no Maranhão tem nome e sobrenome: José Sarney
Kiko Nogueira

As cenas de decapitação de presos, a morte da menina Ana Clara Sousa num ônibus incendiado por bandidos, as desculpas da governadora Roseana Sarney -- são símbolos de uma dinastia ruinosa e que precisa terminar.
O legado de 50 anos mandando no estado onde 40% das pessoas vivem no campo é catastrófico: se o Brasil tem 28% de trabalhadores sem carteira assinada, o índice maranhense supera os 50%.
Dos 15 municípios brasileiros com as menores rendas, segundo o IBGE, dez estão lá. Apenas 6% da população estão em cursos de graduação, mestrado e doutorado.
Tem a menor expectativa média de vida de homens e mulheres: 68,6 anos, cinco a menos que a média nacional. Perde só para Alagoas em matéria de mortalidade infantil. Em cada 1000 crianças que nascem, morrem 29 com menos de 1 ano.
O centro histórico de São Luís, com seus azulejos, já foi uma pérola. Hoje, jogado às traças, é melancólico. Menos para Sarney, cuja “fundação” adquiriu ilegalmente o Convento das Mercês, fundado em 1654 pelo padre Antônio Vieira. Como um faraó, ele anunciou que quer ser enterrado lá.
Seu culto à personalidade -- estendido a todos os parentes -- se manifesta batizando todos os logradouros públicos possíveis. O nome Sarney está em 161 escolas, no interior e na capital.
Há maternidades Marly Sarney (mulher dele), o Fórum Desembargador Sarney Costa, a Ponte José Sarney, a Rodoviária Kiola Sarney (mãe dele), a Avenida José Sarney, o Tribunal de Contas Roseana Sarney e o Fórum Trabalhista José Sarney.
A íntegra.

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