segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A grande imprensa e os governos

Para terminar o ano, notícias sobre uma das questões mais importantes da atualidade: a influência de meia dúzia de empresas de comunicação nos governos e na opinião pública. Sem votos populares, a direita que flerta com o fascismo apela para novas formas de golpe, cujo núcleo não é mais o Exército, mas a grande imprensa e os poderes legislativo e judiciário corruptos. Carl Bernstein (segundo artigo), para quem não sabe ou não se lembra, é um dos um repórteres do caso Watergate, cuja denúncia pelo Washington Post levou à renúncia do presidente americano Richard Nixon, no começo da década de 1970. Hoje, nem o Post escapa ao controle da informação pelos poderosos. A imprensa mudou muito.

Da Agência Carta Maior.  
O sistema político dos EUA sob comando de Rupert Murdoch 
Uma conversa gravada mostra que, no primeiro semestre de 2011, Murdoch pediu a Roger Ailes, chefe da Fox News, que fosse ao Afeganistão persuadir o general David Petraeus, antigo comandante das forças militares norte-americanas, a concorrer à presidência como candidato do Partido Republicano nas eleições deste ano. Murdoch prometeu financiar a campanha de Petraeus e apoiar o general com o aparato midiático da Fox News. O caso é perturbador para a imprensa porque desmonta a fachada democrática da política norte-americana. O artigo é de Jonathan Cook.
A íntegra. 
Por que a mídia dos EUA ignorou a tentativa de Murdoch de assaltar a presidência? 
Periódicos como o Washington Post subestimaram o caso por medo do dono da News Corporation ou por falta de discernimento? A gravação da conversa entre o general e o editor é um documento formidável, um testemunho do desembaraço com que Murdoch passa por cima da ordem civil e política estadunidense sem nem se preocupar com as finezas tradicionais ou fingir independência e honestidade jornalística. O artigo é de Carl Bernstein.
A íntegra.
Lei dos Meios: dois dezembros depois, nenhum avanço
Ao cabo de dois anos de governo Dilma, o Brasil, ao contrário de seus vizinhos sul-americanos, não avançou num um único mísero passo no caminho da democratização das comunicações. Como pode um governo democrático e popular, diante do tratamento parcial e não raro injusto que recebe dos meios, não ter tomado medidas concretas para democratizar ou, no mínimo, tornar mais plural o sistema de comunicação do país? O artigo é de Marcos Dantas.
A íntegra.  

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