sábado, 22 de dezembro de 2012

O xadrez político brasileiro, segundo Luís Nassif

O mais recente de uma série de artigos em que Luís Nassif -- ótimo analista não marxista -- esmiúça a luta encarniçada da direita brasileira para destruir o governo do PT sem contar para isso com o elemento principal da democracia: o voto popular. O leque oposicionista foi ampliado do PSDB e da "grande" imprensa para o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal em São Paulo. O PT, apesar de todos os golpes baixos que vem recebendo, mantém a conduta que traçou antes de vencer a eleição de 2002: jogar de acordo com as regras do jogo, não usar nenhum instrumento de força, ainda que legal, e não apelar para a mobilização popular, a não ser nas eleições e, fora delas, como possibilidade que seus adversários devem temer -- afinal os governos petistas têm em torno de 80% de aprovação popular. É um jogo de curto, médio e longo prazo; a política do PT é de impressionante tolerância, mas a direita é cada vez mais feroz e sanguinária -- agora que sangrou o partido, na farsa do julgamento do "mensalão", quer mais sangue: não vai parar enquanto não liquidar Lula e seu poder de conquistar os brasileiros, que já o transformou em mito.

Do Blog Luís Nassif Online. 
Sobre o xadrez da política -- Notas 1
Por Luís Nassif
Leia “Para entender o xadrez da política – 1” e
Para entender o xadrez da política – 2
Adicionalmente,
"O Supremo abriu a Caixa de Pandora".
Vou utilizar os dois posts iniciais como fio condutor do que considero cenário político básico, para amarrar e filtrar as informações que considero relevantes para o caso.
As Notas são informações adicionais, que completam ou retificam o cenário maior. Quando houver necessidade de consolidar o novo cenário, utilizarei o título original, sem as Notas.
Sobre Lula 
Lula não pretende colocar multidões na rua enfrentando o MPF ou o STF, a não ser em situação extrema – que está longe de ocorrer.
A estratégia de Dilma será se afastar de qualquer ligação com o julgamento do “mensalão”, inclusive evitando manifestações de solidariedade aos condenados. Com Lula, a postura será outra. Dilma e todos ministros assumirão sua defesa, sempre que se fizer necessária.
Do ponto de visto jurídico, os casos Marcos Valério, Rosemary e Freud – nos quais a mídia aposta para atacar Lula – não inspiram o menor receio em Lula, a não ser criar marolas e marolas.
Sobre o grupo dos cinco do STF
A riqueza e a vitalidade da democracia consiste em sua fluidez, no fato da confluência de opiniões não ser rígida, moldar-se a cada circunstância e a cada episódio. Especialmente em uma sociedade rica e complexa, como a brasileira.
Não era inédito o modelo de cooptação política no qual incorreram os réus do mensalão. Praticamente todos os partidos no Poder se valem de práticas similares. Em algum momento ter-se-ia que dar um basta. Calhou de ser nesse julgamento. Podia-se ficar por aí para legitima-lo. Ou seja, esconder a ação claramente política do STF atras de um alibi legitimador.
A íntegra.

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