terça-feira, 14 de maio de 2013

A folha corrida do líder do PMDB na Câmara

Extensa. Evangélicos conservadores, um novo partido brasileiro, espalhado por vários partidos. É claro que religião é só um pretexto pra fazer política, e a política para essa gente é sinônimo de interesses pessoais. Como é que um sujeito assim vira líder do maior partido do País? E a "ficha limpa"? Já caiu em desuso? Ninguém mais fala nela?

Do jornal GGN.
Eduardo Cunha: o ponta-de-lança contra a MP dos Portos
Mário Bentes
Um dos maiores adversários do governo federal para aprovar a MP dos Portos, ao menos na Câmara, está na própria base aliada. Mais precisamente, no PMDB do vice-presidente Michel Temer. Eduardo Cunha, líder da bancada do partido na Câmara, tornou-se o grande obstáculo para aprovação do texto resultante do acordo entre empresários, partidos e trabalhadores, costurado no gabinete do relator da MP, senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Na última semana, Cunha protagonizou, ao lado de Anthony Garotinho (PR-RJ), uma acalorada discussão em plenário que terminou com o adiamento da votação da MP durante sessão ordinária na Casa – tudo o que a oposição e alguns setores privados desinteressados na MP queriam. Caso não seja votada até a próxima quinta-feira (16) – tanto na Câmara quando no Senado –, a MP perde a validade.
A discussão com Garotinho, que acusou Cunha de agir em função do lobby de setores privados, não foi o primeiro problema causado pelo peemedebista, cujo partido compõe a base aliada, ao próprio governo.
Uma das primeiras ações de Cunha que resultou em problemas (com a omissão do PT, em função da chamada "governabilidade") aconteceu pouco depois de confirmada sua votação para líder, pela bancada do PMDB na Câmara. Evangélico e muito articulado na bancada conservadora, Eduardo Cunha começar a traçar os acordos de bastidores junto ao PSC, uma das siglas sob sua influência, que terminaram com a indicação e ascensão do deputado e pastor Marco Feliciano à presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias.
Formado em economia, Cunha deu seus primeiros passos na política em 1989, quando conheceu Paulo César Farias, tesoureiro da campanha de Fernando Collor. O hoje parlamentar da base aliada ajudou a arrecadar fundos para a campanha.
Vencida a eleição, Eduardo Cunha colheu seu primeiro fruto: assumiu, com aval de Collor – hoje também na base aliada do governo petista –, a presidência da Telerj, estatal de telefonia do Rio de Janeiro, cargo em que ficou até 1993. Posteriormente, teve seu nome associado a acusações de corrupção na empresa.
Cunha viria a ser processado pelas acusações em 2004, mas o caso acabou arquivado com base em documento do Ministério Público Estadual que inocentava Cunha e outros gestores da estatal. Três anos depois, o Ministério Público constatou que o documento usado como base para o arquivamento das denúncias de fraudes na Cehab, em 2004, era falso. A peça foi elaborada pelo então subprocurador-geral de Justiça, Elio Fischberg, que chegou a ser condenado a três anos e dez meses de prisão pela falsificação.
Em 2000, um ano antes de assumir mandato como deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Cunha teve seu nome envolvido problemas com o fisco. A Receita Federal detectou incompatibilidade entre a movimentação financeira do deputado e o montante declarado ao Imposto de Renda.
Em 2003, já como deputado federal – mesmo ano em que trocou o PP pelo PMDB –, foi acusado pelo então presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), de achacar empresários do setor de combustíveis usando a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara.
A íntegra.

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