terça-feira, 16 de setembro de 2014

A enteada de Gilmar Mendes, a perseguição a Genoino e a saúde prisional

Uma longa, intrincada e interessante história. "A vida não é só isso que se vê, é um pouco mais."

Do Jornal GGN.
O dia em que a enteada de Gilmar salvou a vida de Genoíno 
Luis Nassif

Recebo telefonema de Guiomar Feitosa, esposa do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) e mãe da terapeuta ocupacional Larissa Feitosa.
Anos atrás, Guiomar foi alvo de acusações de nepotismo. Solicitou espaço no Blog para se defender. As explicações, satisfatórias, foram integralmente respeitadas e acatadas pelo Blog.
Em vista desse histórico, Guiomar solicita justiça para sua filha.
Na semana passada, Larissa foi alvo de reportagem no Estadão Online, informando ter sido uma das 16 pessoas readmitidas no serviço público do Distrito Federal pelo recém-eleito governador José Roberto Arruda, depois do ato espetaculoso de demitir 14 mil funcionários.
(...)
A maior prova do caráter de Larissa foi dada no episódio José Genoíno.
Quando Genoino entrou no presídio, o médico estava de férias. Na sexta-feira foi convocado um médico para os primeiros exames, que constatou que Genoíno estava bem. Na quarta-feira houve alteração no exame. Genoíno piorou sensivelmente e o médico recomendou que fosse encaminhado para o Incor.
Mesmo informado pelo médico de que Genoíno apresentava agravamento no quadro, e da confiança que dizia depositar em Larissa, o juiz da VEP, Ademar de Vasconcelos, apareceu na Papuda e proibiu a remoção.
No dia seguinte, Larissa sugeriu para o médico repetir o exame. A conclusão foi taxativa: tem que ser removido para o Incor, não tem escolha.
Larissa resolveu agir por conta própria. Ligou para o secretário da Saúde, que entrou em contato com a direção do Incor. O Coordenador do Sistema Presidiário veio falar com ela. Sua posição não mudou: não se trata de opção, Genoíno vai para o Incor.
Decidiu não informar o juiz da decisão, para não colocar a vida de Genoíno em risco. Do lado de fora, a imprensa vigiava cada passo. Larissa foi na frente para preparar a entrada no Incor. E o Diretor do presídio e o médico seguiram com Genoíno em um carro descaracterizado, a salvo da imprensa. Pelos resultados dos exames, o Incor não descartou a possibilidade de infarto.
Do hospital, ligou para a mãe. "Mamãe, estou aqui com o Genoíno, tive que tirar porque senão ele poderia ter uma coisa dentro do presídio, e acho que o Joaquim (Barbosa) virá com tudo para cima de mim. Serei responsabilizada, mas não tinha alternativa".
Jamais se manifestou publicamente, aguentando tudo calada.
Em casa, desabafava com a mãe, inclusive como testemunha dos abusos cometidos contra os prisioneiros da AP 470.
Quando as promotoras do Distrito Federal e o juiz da VEP falaram dos supostos privilégios concedidos a José Dirceu e a Delúbio ficou indignada. "Mamãe, isso é falso. Eles não têm privilégio algum".
A íntegra.

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