domingo, 28 de agosto de 2011

A reação dos moradores contra a venda da Rua Musas pelo prefeito Lacerda

A internet muda tudo, porque agora todos podem produzir e difundir informações. Este vídeo é um exemplo disso. Não dependemos mais da grande imprensa que serve ao prefeito, ao governador, às construtoras, aos empresários, aos anunciantes. Todos nós podemos filmar e publicar em blogs os acontecimentos importantes para a sociedade, com o ponto de vista da população, da maioria, das minorias oprimidas, daqueles que nunca tiveram voz. Podemos reagir contra os descalabros do prefeito milionários que não mora na cidade que administra Mário Lacerda. Podemos também conhecer melhor nossos "representantes" no Legislativo, como a ex-delegada de polícia citada abaixo, do PTB (o PTB é mais ou menos como um PT que uma ditadura militar tirasse do Lula e entregasse ao Serra – ou seja, um partido sem identidade). O movimento Salve a Rua Musas é liderado pelo ex-vice-reitor da UFMG Jacynto Lins Brandão. Em 2008, quando, apesar do apoio do prefeito Pimentel e do governador Aécio, o candidato Lacerda correu risco e foi para o segundo turno, o que ajudou a elegê-lo foi uma impressionante reação de intelectuais, com grande adesão na UFMG, que considerava o outro candidato uma grande ameaça aos 16 anos de adminstração petista na cidade. Agora todos vemos quanto o lobo vestido de cordeiro (ou o milionário vestido de socialista) era muito pior. Seu plano de governo que consiste basicamente em administrar a prefeitura como seu fosse a sua empresa e privatizar tudo que é público na cidade. Privatizou a Praça da Estação, leiloou o Mercado da Barroca e dezenas de outros imóveis municipais, tentou vender o Mercado do Cruzeiro, insiste em vender áreas verdes em diversos pontos da cidade e agora uma rua, no Santa Lúcia. Na Barragem do Santa Lúcia, aliás, aconteceu uma das maiores aberrações que esta cidade já viu: a reunião de pessoas foi proibida porque muita gente junta pode gerar violência. Como a população protestou, a PM foi chamada para baixar o cacete. Ou seja: violência para evitar violência! Só mesmo nos governos de Lacerda-Anastasia-Aécio! O bom de tudo isso é que a população está reagindo, para cada ação do prefeito surge um novo movimento popular: Praia da Estação, Salve a Mata do Planalto, Salve a Rua Musas, atingidos por desapropriações, artistas, artesãos, feirantes da Afonso Pena, escritores e inúmeros outros.

Do saite Salve a Rua Musas.
Audiência pública no Comam foi um sucesso!
No dia 24 de agosto aconteceu a Audiência Pública convocada pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam), para discutir a "venda" da Rua Musas e a implantação, no local, de um hotel das empresas Mais Investe/Verga/Tenco. Cerca de 100 pessoas atenderam à convocação, dentre os moradores e representantes de associações dos bairros Santa Lúcia, Belvedere, Sion e Vale dos Cristais (Nova Lima), bem como estiveram presentes o deputado Fred Costa, o vereador Iran Barbosa e a arquiteta Cláudia Pires, Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil. Destaque-se que também os líderes do Movimento "Salve a Mata do Planalto" vieram manifestar sua solidariedade à nossa causa. A bem da verdade, cabe uma nota tristemente curiosa: dentre todos os que se manifestaram, a única voz destoante ficou por conta da figura da vereadora Elaine Matozinhos, que é moradora do Santa Lúcia mas parece não se interessar pelo local. Pois não é que declarou ela que vem, por sua conta própria, "negociando" com o dono do negócio? Ela troca seu apoio à construção do hotel pela instalação de um sistema de "olho vivo", especialmente na rua onde mora. O caso chega a ser cômico por vários motivos: em primeiro lugar, ela própria se atribuiu esse papel, sem a delegação de ninguém; em segundo lugar, ela concorda em entregar ao empresário um patrimônio público – a Rua Musas –, em troca de esmolas; enfim, mesmo sendo vereadora, ela não sabe que a cidade não depende da boa vontade de empreiteiros, pois o cidadão que paga imposto tem direito a todos os benefícios que devem ser providenciados pelo poder público, sem esse joguinho velho de toma-lá dá-cá, que, afinal, todos sabemos bem no que acaba por dar... Dá para acreditar? Como dizia Heródoto que os olhos são mais críveis que os ouvidos, confira com os seus próprios:



A íntegra.

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