quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A solidariedade ao cartunista Latuff

Os extremistas sionistas não aceitam críticas ao Estado que faz com os palestinos o que os nazistas fizeram com os judeus.

Do Centro de Mídia Independente.
Latuff sofre nova campanha de calúnia e difamação
Inclusive uma Mea Culpa -- que não deixa de ser também uma mensagem de final do ano -- do coletivo do CMI.



O cartunista brasileiro Carlos Latuff foi classificado pelo Simon Wiesenthal Center como o "terceiro maior anti-semita do mundo".
Para a pesquisadora da USP e especialista em Oriente Médio Luciana Garcia de Oliveira, em artigo publicado na revista Carta Maior, há uma clara diferença entre os cartuns racistas feitas contra judeus e muçulmanos, valendo-se de estereótipos, e o trabalho de Latuff, que tece críticas políticas ao Estado de Israel e denuncia o genocídio do povo palestino.
Latuff recebeu também o apoio do cineasta Sílvio Tendler, que em carta divulgada em rede social afirmou que ele é "anti-sionista, sim; anti-semita, não. Até porque, de descendência árabe, você também é semita e afinal somos todos igualmente circuncisos. Tuas charges não são mais anti-semitas que um artigo de Ury Avnery, Amira Haas ou de Gideon Levy, todos judeus, israelenses".
Segundo a pesquisadora Luciana de Oliveira, a prática de misturar sionismo e semitismo é uma manipulação antiga do Estado de Israel e de seus apoiadores, cujo efeito é reprimir a crítica: "o direito à crítica é vital para todas as sociedades democráticas e as sociedades que protegem esse direito têm mais chances de sobreviver do que as que o negam".
A íntegra.

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