domingo, 14 de abril de 2013

A ruína da Europa

Está achando ruim o governo da Dilma? Veja o que seria um governo tucano.
O fim do bloco socialista -- por mais stalinista que ele fosse -- possibilitou a ascensão do neoliberalismo em todo mundo, com sua agenda de destruição dos sindicatos, privatização das estatais, sucateamento dos serviços públicos, precarização do trabalho. Tudo em nome do progresso. Na crise capitalista -- que volta de tempos em tempos, desde o século XIX -- os trabalhadores se encontram agora desorganizados, enfraquecidos e confusos. Afinal, só há o capitalismo e o mercado resolve tudo, então não nos resta nada além de esperar que os governos de direita "austeros" resolvam os problemas, aplicando remédios amargos como cortes de despesas e de benefícios sociais, demissões em massa, recessão etc. e esperar que o pior passe. Já se vão cinco anos.
Nunca é demais lembrar que também na crise os "investidores" lucram e os ricos ficam mais ricos.

Da Agência Carta Maior. 
O fado fúnebre que ensurdece o Brasil
Por Saul Leblon
A ortodoxia está matando nações na Europa.
O desemprego passa de 17 milhões de pessoas.
Na Espanha, 26% da infância encontra-se enredada na teia da pobreza, que avança sobre a 4ª maior economia do euro.
O jornal El Pais informa que os bancos de alimentos já não dão conta de atender a demanda: estima-se que 1,3 milhão de espanhóis dependem de ajuda para comer.
A cada 15 minutos uma família é despejada em Madrid, Barcelona ou em algum outro ponto do país.
Dizer Estado mínimo é suavizar a montanha desordenada de ruínas acumuladas nas diferentes dimensões da vida coletiva.
O que restará depois dos sucessivos e inalcançáveis ajustes serão talvez protetorados, enclaves, colônias.
Resíduos de nações expropriadas pelos mercados.
O que é uma Nação sem o patrimônio comum que a unifica?
O uso de viaturas em muitas repartições portuguesas passou a depender da vaquinha dos funcionários para a gasolina.
Papel higiênico deve ser trazido de casa (leia a coluna de Flávio Aguiar).
Tatcher, o símbolo disso tudo, será enterrada dia 17 próximo.
A lógica que encarnou enfrenta o seu crepúsculo, mas usa as próprias cinzas para tornar irrespirável a vida da sociedade, que ainda não se apoderou de novas referências históricas (sobre esse paradoxo, leia o blog do Emir.)
No Brasil, lamenta-se que Dilma não seja a "ladra do copo de leite", a exemplo da "Dama de Ferro", que subtraiu a merenda da escola pública inglesa, em 1970, como ministra da educação.
O governo se recusa a trazer a crise para dentro do país.
Inconsolável, o rentismo exige o "laissez-passer" para legitimar a "purga" que inveja na Europa.
Desdenha-se do "efeito provisório" das linhas de passagem erguidas para atravessar um cerco que se aperta.
A íntegra.

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