domingo, 7 de abril de 2013

O melhor jogador do Brasil

Entreouvido numa mesa de bar: "A Commebol proibiu o Galo de jogar no Independência. Agora, os jogos terão de ser no Palácio das Artes, que é lugar para espetáculos".
E qual é a diferença entre um atleticano normal e um atleticano chato? O atleticano normal acha que o Galo é o Barcelona do Brasil. O atleticano chato acha que o Barcelona é que é o Galo da Europa.
(Em memória do Bitoque, página de humor que circulava no caderno de esportes do extinto Diário da Tarde, às segundas-feiras, escrita por Afonso (?) e ilustrada por Radicchi.)

Do Diario do Centro do Mundo.
"RG10 é melhor do que Neymar"
Mas por não jogar no eixo Rio-São Paulo isso parece não importar

Nosso colunista de futebol, Scott Moore, recebeu uma carta do músico e jornalista Saulo Wanderley. Decidimos compartilhar trechos dela com todos. SW se refere a um texto de Scott em que o inglês diz que a seleção brasileira deve se compor de Ronaldinho Gaúcho e mais dez, e tece o que julgamos ser importantes considerações sobre o futebol nacional.  

Dear Mr. Moore,
Explico um pouco como funcionam as coisas da bola aqui em Terra Brasilis: o "país" foi descoberto – talvez já no sentido bancário – por um atravessador de oceanos chamado Cabral.
As aspas no "país" são por ainda não estar pronto. Temos ainda aqui um partido político cujo mascote é um pássaro bicudo chamado tucano, que rouba ovos no ninho alheio, como diz o National Geographic.
Desde Cabral proliferam por aqui todo tipo de atravessadores. Não é diferente no futebol. Os técnicos são atravessadores de craques, os comentaristas são ex-não-tão-craques atravessados como jornalistas, e a torcida atravessa todo tipo de obstáculo para ser enganada pelos atravessadores.
Em meio a tanta travessia ninguém se toca que RG10 é melhor do que Neymar, e que o melhor time do Brasil atualmente é o Atlético Mineiro, de onde o senhor pode tirar os outros 10 da seleção.
Acontece que o Atlético é mineiro, de Minas Gerais, um estado que não agrada aos atravessadores do chamado eixo Rio-SP, cuja filosofia se assemelha à do eixo da Segunda Guerra. Até minha mulher Marilia – que não é de Dirceu, muito menos do Zé Dirceu, e que é corinthiana — concorda que o Galo está em grande fase.
A íntegra.

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