quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Bombou

Sob a ditadura militar floresceu uma nova política no Brasil. Sob Lacerda -- o prefeito milionário que não mora na cidade que administra -- renasce o carnaval em Belo Horizonte. Um fenômeno cultural e político. O PT, que entregou a rapadura, ficou para trás.

Do blog Movimenta BH.
Se o Lacerda não regulamentar, olê olê olá
Jefferson da Fonseca Coutinho – EM Cultura
Fora a falta de estrutura – banheiros químicos, atendimento médico, maior controle do trânsito e comércio eficaz de comidas e bebidas –, o carnaval de 2013 deixa lições. A principal impressão que fica é de que, longe da Estação do Samba, a área oficial da folia no Bulevar Arrudas, Belo Horizonte se levanta e se sacode para a maior festa popular de rua do Brasil. Blocos e sub-blocos, agregados, arrastaram multidões pelos quatro cantos da pacata metrópole – quase às moscas no período. A mobilização crescente nos últimos cinco anos extrapolou e pegou o poder público com as calças nas mãos.
O argentino Ramon Ramalho, de 29, doutorando em sociologia, explica o movimento que urge: "É uma mobilização espontânea crescente, que ganhou força com o Praia da Estação. É a politização da sociedade civil na retomada do espaço público em Belo Horizonte".
Na Região Centro-Sul, o Coletivo do Delírio, com integrantes de vários pontos da cidade, arrastou moradores do Bairro Funcionários pela Avenida Getúlio Vargas e Rua Bernardo Guimarães. A bateria afinada e de bom gosto atraiu foliões dos prédios residenciais por onde passava. Das janelas para a rua era um pulo. A boa gente à toa na vida parou para ver a banda passar na levada de marchinhas e zombarias – como o "ié ié e glu-glu", bordão do comediante Sérgio Malandro.
Marina Damasceno, de 30, trouxe a pequena Lis, de 2, para a matinê de rua. "Nunca fui de carnaval, de muvuca. Está muito legal. Tem o lado adulto, mas tem também a família. Ainda mais com essa levada tradicional, com as marchinhas que me fazem lembrar a minha avó", sorri, passista, com a mocinha pirata. Os instrumentos de sopro, acompanhados pela boa percussão, dão um toque sofisticado e profissional ao que se revela uma das melhores baterias de bloco deste carnaval de rua.
A íntegra.

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