sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O novo livro de Julian Assange, o Garrincha da informação

O ciberativista que revolucionou a divulgação de informações neste mundo em que os governantes mentem descaradamente para seus eleitores também alerta sobre o poder das redes sociais. Ele continua (há seis meses) exilado na embaixada do Equador em Londres. Seu livro está sendo publicado no Brasil. Tudo que publicamos aqui está sendo monitorado pelo Grande Irmão.

Da Agência Carta Maior.
Assange defende aumento massivo de meios de comunicação  
Marcelo Justo, direto de Londres
O fundador de Wikileaks, Julian Assange, recebeu a Carta Maior em um escritório especial que a embaixada do Equador no Reino Unido preparou para que ele converse com a imprensa no momento da publicação no Brasil de seu novo livro "Cyberpunks. A Liberdade e o futuro da internet". Veste uma camiseta da seleção brasileira, com o número sete e seu nome nas costas: a desenvoltura futebolística combina com seu bom bom humor. O cabelo branco e a pele quase translúcida lhe dão um ar de albino insone, mas os mais de seis meses encerrado nos confins da embaixada e o mais que incerto futuro ante à decisão do governo britânico de não lhe conceder o salvo-conduto que lhe permitiria viajar ao Equador não parecem pesar muito.

- Você fala em seu livro da internet como uma possível ameaça para a civilização. Muitos pensam que a internet é uma arma para o progresso humano que produziu, entre outras coisas, Wikileaks. Sua interpretação não é um pouco pessimista?
- Não resta dúvida de que a internet deu poder às pessoas ao possibilitar o acesso a todo tipo de informação em nível global. Mas, ao mesmo tempo, há um contrapeso a isso, um poder que usa a internet para acumular informação sobre nós todos e utilizá-la em benefício dos governos e das grandes corporações. Hoje não se sabe qual destas forças vai se impor. Nossas sociedades estão tão intimamente fundidas pela internet que ela se tornou um sistema nervoso de nossa civilização, que atravessa desde as corporações até os governos, desde os casais até os jornalistas e os ativistas. De modo que uma enfermidade que ataque esse sistema nervoso afeta a civilização como um todo.
Neste sistema nervoso há vários aparatos do Estado, principalmente mas não unicamente dos Estados Unidos, que operam para controlar todo esse conhecimento que a internet fornece à população. Este é um problema que ocorre simultaneamente com todos nós. E se parece, neste sentido, aos problemas da guerra fria.
A íntegra.

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