sábado, 22 de março de 2014

Mineradora destroi em Minas impunemente

E aí, Anastasia? E aí, Aécio?
Na propaganda, dizem que defendem os interesses de Minas Gerais quando cobram royalties da mineração. Os interesses de Minas não incluem o meio ambiente?
Só assim a notícia aparece na "grande" imprensa, para culpar o governo federal. No entanto, revela é a destruição de Minas pela mineração. Quem está atento sabe que a destruição ambiental é feita com a cumplicidade do governo estadual. Basta ver o mineroduto do Eike Batista e a Serra do Gandarela.
A questão não é compensar em outro lugar, é não destruir o ambiente em lugar nenhum. Que diferença faz para Congonhas e sua população se a compensação é feita na Serra do Cipó, como queria o governo estadual, ou no Nordeste, como determinou o ICMbio?
Minas Gerais, que tem a mineração no nome, tem que dar exemplo mundial de uma nova política econômica -- vital para o futuro da humanidade -- que põe o ambiente acima dos interesses das mineradoras.
O que é a mineração, afinal, para o país e principalmente para a região em que ocorre? Destruição ambiental e exportação barata de riquezas, com a qual lucram o país importador, a mineradora e a "balança de pagamentos". E alguns poucos empregos. Mais nada que isso.
Os prejuízos são muitas vezes maiores do que os benefícios: espécies extintas, matas derrubadas, rios assoreados, nascentes secas, poluição do ar, comunidades que têm de se mudar, estradas lotadas de caminhões que destroem o asfalto e ainda põem em risco outros veículos, a vida local completamente alterada.
O custo ambiental e social da mineração não é levado em conta, por isso minério é barato.
Minério precisa ser caro, porque sua retirada precisa incluir a compensação efetiva dos prejuízos ambientais, que é caríssima.
Aí a gente ia ver se as mineradoras -- como a Vale, hoje uma multinacional privada, sem compromisso com o Brasil -- iam se interessar pela destruição "em nome do progresso".

Do jornal O Tempo.
Mineradora destrói em Minas e 'compensa' no Nordeste 
Pedro Grossi

Apesar atuar em Congonhas, no quadrilátero ferrífero, a mineradora Ferrous está cumprindo uma de suas condicionantes ambientais em Mossoró, no Rio Grande do Norte – a mais de 2.200 km de distância. A empresa assinou, em fevereiro, um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, para compensar, no Parque Nacional da Furna Feia, na região Nordeste, impactos ambientais que vão acontecer na mina de Viga, em Congonhas, região onde a empresa extrai minério de ferro. 
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad-MG) informou que o acordo foi feito em âmbito federal, sobre o qual não possui atuação. Em nota, a Ferrous comentou o assunto: "Para que a compensação fosse realizada no Estado, a companhia sugeriu a regularização fundiária do Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas Gerais. No entanto, o ICMBio, seguindo sua lista de prioridades, optou pela regularização fundiária do Parque Nacional da Furna Feia, em Mossoró (RN), que possui grande relevância em relação ao número de cavidades".
A íntegra.

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