sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A lâmpada ecológica inventada por um mineiro

Digamos que você estivesse passeando nas Filipinas, visse casas iluminadas por garrafas pet colocadas no telhado e lhe informassem que aquilo é invenção de um brasileiro: o que você diria? Pois é, a gente nem sabe, mas uma lâmpada alternativa, baratinha, que não gasta energia nem polui o ambiente foi inventada por um uberabense, durante o apagão do governo FHC. E ganhou o mundo.

Da BBC Brasil.  
Brasileiro inventor de 'luz engarrafada' tem ideia espalhada pelo mundo 
Gibby Zobel 

Alfredo Moser poderia ser considerado um Thomas Edison dos dias de hoje, já que sua invenção também está iluminando o mundo.
Em 2002, o mecânico da cidade mineira de Uberaba, que fica a 475 km da capital Belo Horizonte, teve o seu próprio momento de 'eureka' quando encontrou a solução para iluminar a própria casa num dia de corte de energia.
Para isso, ele usou nada mais do que garrafas plásticas pet com água e uma pequena quantidade de cloro.
Nos últimos dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes do mundo e deve atingir a marca de 1 milhão de casas utilizando a 'luz engarrafada'.
Mas afinal, como a invenção funciona? A resposta é simples: pela refração da luz do sol numa garrafa de dois litros cheia d'água.
"Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor", explica Moser.
Moser protege o nariz e a boca com um pedaço de pano antes de fazer o buraco na telha com uma furadeira. De cima para baixo, ele então encaixa a garrafa cheia d'água.
A íntegra.

Do Estado de S.Paulo 
'Luz engarrafada' sai de Minas e conquista pelo menos 15 países
Rose Dutra, de Uberaba

Morador de Uberaba (MG) desde 1980, o mecânico natural de Itajaí (SC), Alfredo Moser, 61 anos, inventou em 2002 a "luz engarrafada". O produto, criado para economizar energia e preservar o planeta, já beneficia milhares de pessoas pelo mundo. A "lâmpada de Moser" está em uso em pelo menos 15 países, entre eles Filipinas, Bangladesh, Índia, México, Colômbia.
Mesmo com todo esse sucesso, Moser, que concluiu apenas o ensino fundamental, permanece vivendo com extrema simplicidade ao lado da esposa Carmelinda, com quem é casado há 35 anos, e do filho Samuel, de 27 anos. Sua consciência ecológica e sua postura solidária impressionam. 
"Nunca pensei em ficar rico, mas sim em ajudar a população, pois a energia elétrica é muito cara, e em contribuir para a preservação do planeta," diz. Dependendo da força do calor, segundo mediu um engenheiro da Cemig, a "lâmpada de Moser" é de 40 a 60 watts.
A "lâmpada de Moser" já é usada em áreas mais pobres em estufa para a produção de alimentos. Há casos em que a economia com energia, de aproximadamente 30%, permitiu que a família carente comprasse o enxoval do bebê. E ele revela que já consegue colocar sua lâmpada até em casas com laje, utilizando baldes de plástico. 
O sonho de Moser é que uma empresa se interesse pela sua invenção e possa investir em tecnologia para que ela tenha um formato mais decorativo, ilumine mais e também à noite. É que a lâmpada inventada por ele, usando garrafa pet com água e duas tampinhas de água sanitária, instalada no telhado com massa plástica, depende da luz do sol. "Eu já sei como fazer ela clarear à noite, mas preciso de apoio financeiro." 
Moser já procurou políticos das esferas municipal, estadual e federal, mas ainda não conseguiu apoio para registrar o seu invento nos órgãos competentes. "O governo deveria ter um órgão de acesso fácil pelos inventores para patentear seus produtos, até porque cada invento movimenta diversos segmentos da economia", observa.
A íntegra.

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