quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O ministro Celso de Mello denuncia a velha imprensa

Quem pensa um pouco já não lê Veja há muito tempo, sempre desconfia da Folha e sabe que a Globo distorce o noticiário desde sempre. Não é à toa que, em tempo de internet, essa velha imprensa perde cada vez mais sua influência. Alguns, que se pretendem bem informados, mas de fato são apenas preconceituosos e arrogantes, persistem baseando suas opiniões na desinformação editorial desses veículos (a Folha, por exemplo, que publicou a matéria abaixo, também publicou inúmeras colunas do Jânio de Freitas denunciando o julgamento do "mensalão", em choque com seu próprio noticiário; O Globo, na véspera do voto do ministro Mello, cochilou e publicou matéria confirmando a legalidade dos embargos infringentes). Em geral fazem isso por convicção reacionária, mas aqueles de boa-fé que estão sendo manipulados sempre podem acordar.

Da Folha de S. Paulo.
Nunca a mídia foi tão ostensiva para subjugar um juiz, diz ministro Celso de Mello
Mônica Bergamo
O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), fez um desabafo no começo da semana a um velho amigo, José Reiner Fernandes, editor do "Jornal Integração", de Tatuí, sua cidade natal. Em pauta, críticas que recebeu antes mesmo de votar a favor dos embargos infringentes, que deram a réus do "mensalão" chance de novo julgamento em alguns crimes.
"Há alguns que ainda insistem em dizer que não fui exposto a uma brutal pressão midiática. Basta ler, no entanto, os artigos e editoriais publicados em diversos meios de comunicação social (os 'mass media') para se concluir diversamente! É de registrar-se que essa pressão, além de inadequada e insólita, resultou absolutamente inútil", afirmou ele.
Mello parece estar com o assunto entalado na garganta. Na terça-feira (24/9/13), ele respondeu a um telefonema da Folha para confirmar as declarações acima. E falou sobre o tema por quase meia hora.
"Eu imaginava que isso [pressão da mídia para que votasse contra o pedido dos réus] pudesse ocorrer e não me senti pressionado. Mas foi insólito esse comportamento. Nada impede que você critique ou expresse o seu pensamento. O que não tem sentido é pressionar o juiz."
A íntegra.

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