terça-feira, 17 de setembro de 2013

Assad tem apoio da maioria dos sírios

A nova guerra dos EUA, os interesses em jogo, a manipulação do noticiário e nossa ignorância sobre o que se passa na Síria.

Da Agência Carta Maior.
Noticiário internacional: uma extensão da guerra interna
O brasileiro Paulo Sergio Pinheiro, comissário da ONU que investiga crimes contra os direitos humanos na Síria há mais de dois anos, tem uma opinião diferente (sobre o que acontece na Síria).
Ele concedeu uma profilática entrevista à Folha nesta 2ª feira (16/9/13), retificando um "consenso" do noticiário para o qual se empenham colunistas do próprio jornal.
Fatos, segundo Paulo Sérgio Pinheiro:
a) "Vou dizer no Conselho de Direitos Humanos que não há dúvidas de que armas químicas foram utilizadas. Não sabemos por quem, nem efetivamente onde."
b) "As análises estratégicas por parte de vários países, os quais não vou nomear, foram profundamente enganadas e enganosas (...) porque alguns interesses externos apostam na destruição do Estado sírio."
c) "Há um desconhecimento profundo sobre a Síria. Apesar de ser um regime autoritário, era uma sociedade que funcionava, onde o fundamentalismo não prevalecia, os cristãos se sentiam à vontade. A Síria tinha esse contraste: um regime autoritário, mas uma sociedade razoavelmente aberta."
d) "Os grupos rebeldes, por outro lado, estão divididos. Para aumentar a confusão, há a cereja do bolo, os grupos ligados à [rede] Al Qaeda. Ainda tem as outras minorias, os cristãos de diferentes procedências, e 500 mil refugiados palestinos (...) não há vitória possível. A única saída é uma negociação política."
e) "Há muitas forças apoiando os rebeldes, que não têm interesse nessa negociação."
f) "Houve uma estratégia profundamente equivocada de anunciar a cada semana que Assad iria cair (...) além do poderio militar, ele tem enorme apoio na opinião pública. Se houvesse um Datafolha na Síria hoje, mais de 50% estariam a favor dele." 
Quantas vezes você leu ou ouviu sobre isso antes, de um conflito que se arrasta há dois anos?
A íntegra.

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