segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Agrotóxicos e extinção das abelhas

Crescimento econômico não tem nada a ver com bem-estar social, a humanidade já produz mais do que o suficiente para todos vivermos bem. Crescimento tem a ver com a necessidade do capital ter lucro. Para isso, ele tira o máximo da natureza, sem pensar no futuro, nas próximas gerações, nas demais espécies. Muda o clima, degela os pólos e cumes das montanhas, contamina a terra, seca os rios, destrói a vida nos oceanos, extingue as abelhas. As consequências disso qualquer ser humano sensato pode perceber.

Do Quartz, via blog Instituto Ecofaxina.
Cientistas descobrem o que está matando as abelhas, e é mais grave do que se pensava
Em um estudo publicado neste mês na revista Plos One, os cientistas da Universidade de Maryland e do Departamento de Agricultura dos EUA identificaram um caldeirão de pesticidas e fungicidas contaminando o pólen recolhido pelas abelhas para alimentarem suas colmeias. Os resultados abrem novos caminhos para sabermos porque um grande número de abelhas está morrendo e a causa específica da DCC, que mata a colmeia inteira simultaneamente.
Quando os pesquisadores coletaram pólen de colmeias que fazem a polinização de cranberry, melancia e outras culturas, e alimentaram abelhas saudáveis, essas abelhas mostraram um declínio significativo na capacidade de resistir à infecção por um parasita chamado Nosema ceranae. O parasita tem sido relacionado a Desordem do Colapso das Colônias (DCC), embora os cientistas sejam cautelosos ao salientar que as conclusões não vinculam diretamente os pesticidas a DCC. O pólen foi contaminado, em média, por nove pesticidas e fungicidas diferentes, contudo os cientistas já descobriram 21 agrotóxicos em uma única amostra. Sendo oito deles associados ao maior risco de infecção pelo parasita.
O mais preocupante, as abelhas que comem pólen contaminado com fungicidas tiveram três vezes mais chances de serem infectadas pelo parasita. Amplamente utilizados, pensávamos que os fungicidas fossem inofensivos para as abelhas, já que são concebidos para matar fungos, não insetos, em culturas como a de maçã.
"Há evidências crescentes de que os fungicidas podem estar afetando as abelhas diretamente e eu acho que fica evidente a necessidade de reavaliarmos a forma como rotulamos esses produtos químicos agrícolas", disse Dennis vanEngelsdorp, autor principal do estudo.
A íntegra.
Em inglês.
Plos One.

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