quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ferrovias? Só para cargas

Para chegar ao poder, o PT se transformou de partido dos trabalhadores em partido do capital. Aconteceu isso com todos os partidos trabalhistas e socialistas. A diferença em relação aos outros partidos do capital é que, pela sua origem, tem mais sensibilidade para os problemas dos trabalhadores e faz mais por eles, o que o torna mais popular, mas o ponto de vista preponderante é o do capital. Isso fica evidente nesta questão das ferrovias. O trabalhador faz uma pergunta que expressa o ponto de vista do trabalhador e a presidente responde expressando o ponto de vista do capital. Ela simplesmente não entende do que ele está falando, no máximo pode conceder que o trem de passageiros seja um subproduto do transporte de cargas, como acontece com os trens da Vale, no Pará e em Minas, que maltratam os passageiros, não têm horário, param em estações no meio do nada, sem transporte para a cidade próxima, cobram caro e vivem lotados. A população quer ferrovias para transporte de passageiros, mas o partido do capital só consegue pensar no transporte de cargas para "o crescimento econômico". Crescimento é eufemismo de capital.

Do Blog do Planalto.
Colula semanal da Presidenta Dilma Rousseff

Paolo Savergnini Pessali, 27 anos, contador de Vitória (ES) – Por que, até hoje, um país continental como o Brasil não investe em ferrovias? Este país é tão refém assim da indústria automobilística e dos grandes empresários do transporte rodoviário? Eu sonho com um governo que realize essa demanda básica para o povo brasileiro, desde criança.

Presidenta – Paolo, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nós voltamos a investir em ferrovias, e já temos obras em andamento numa extensão de 2.576 km e investimentos de R$ 8,3 bilhões nos PAC 1 e 2. Somente no PAC 2 foram destinados R$ 5,7 bilhões, dos quais R$ 3,5 bilhões do Orçamento Geral da União e R$ 2,2 bilhões privados. Entre as linhas férreas beneficiadas com estes investimentos, estão a Ferrovia Norte-Sul (trecho TO/SP), a Ferronorte (MT) e a Ferrovia Oeste-Leste (BA). Já está concluído o trecho de 96 km da Transnordestina entre Missão Velha e Salgueiro (PE) e está em operação o trecho de 113 km da extensão da FerroNorte, entre Alto Araguaia/MT e Itiquira/MT. E daremos um salto com o Programa de Investimentos em Logística - Ferrovias, que aplicará R$ 91 bilhões, em parceria com a iniciativa privada, na construção e modernização de 10 mil km de vias férreas. A maior parte do investimento, R$ 56 bilhões, será feita nos primeiros cinco anos das concessões. Eles construirão as vias e uma empresa estatal, a Valec, pagará pela obra e venderá a capacidade de transporte às empresas, garantindo o acesso igualitário a todos os interessados. As ferrovias são fundamentais para o crescimento da economia brasileira, pois nossas safras, nossos minérios, nossa produção e insumos, precisam percorrer distâncias longas, muitas vezes inadequadas ao uso de caminhões, e precisam chegar aos mercados com custos competitivos e em tempo hábil.
A íntegra.

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