segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Uma fórmula para a velha imprensa

A velha imprensa continua buscando fórmulas para sobreviver. Esta abaixo me parece razoável, mas não muda o fato de que a internet é um novo paradigma, no qual todos somos proprietários, produtores e consumidores de informações. O novo jornal na internet está sendo inventado: deve ser colaborativo, coletivo, ágil, e o jornalista, penso eu, um intermediário, editor, além de produtor qualificado. Já as velhas publicações impressas não deixarão de existir, mas devem buscar fórmulas nas quais sejam úteis. Não adianta berrar para surdos.

Do blog do Tessler, Terra Magazine.
O novo perfil do intermediário 
Para que usar uma central de táxis se o usuário usa o aplicativo de localizar e chamar os carros mais próximos – grátis?
Por que comprar passagens aéreas em agências se as companhias incentivam a compra direta, sem comissões – e ainda oferecem enormes descontos?
E para que servem os jornais feitos no velho estilo de notícias, notícias e mais notícias, se as informações relevantes chegam à audiência em tempo real por dispositivos móveis e por mídias mais ágeis que o papel?
O jornal por anos e anos era o encontro entre informação, anunciantes e leitores. Hoje a informação chega de várias formas, o anunciante produz conteúdo, o leitor compra direto da loja, a audiência vê a notícia acontecer ao vivo. É a morte dos jornais? Não, é a morte dos jornais que não quiserem se reinventar. O jornal-intermediário está com os dias contatos. O jornal-que-cria-valor tem enorme futuro pela frente. 
No auge da crise europeia, o jornalista francês Nicolas Beytout lançou em maio o jornal L'Opinion, de segundas a sextas, com apenas 8 a 12 páginas – e quase nada de publicidade. Não espere saber quanto foi o jogo do Paris Saint Germain, mas conheça o negócio que há por trás de uma equipe de futebol. O jornal, vendido a EU$ 1,50 cada edição, parece estar bem encaminhado, da mesma forma que as versões web e tablet (que não são meras reproduções da edição em papel, mas outro produto – a pagamento).
A íntegra.

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