sábado, 31 de agosto de 2013

O futuro presidente do PT e a reforma política

No terceiro bloco do debate entre candidatos a presidente do PT, podemos ver as propostas para a questão central da política brasileira (a política institucional, porque há outra política, a política feita pelo povo, no dia a dia e nas suas mobilizações, que põem de cabeça pra baixo os arranjos dos políticos e deixam em alvoroço as elites reacionárias). Trata-se de uma embrulhada na qual estamos desde 1985, quando a emenda das diretas foi derrotada no Colégio Eleitoral e setores da oposição optaram por fazer um acordo com a direita para que se passasse da ditadura à democracia sem ruptura.
O resultado foi a ordem política atual, na qual os torturadores estão impunes, as polícias militares continuam a repressão da ditadura, a Constituição foi feita pelo Congresso, os partidos políticos não têm representatividade (exceto o PT, no entanto declinante e que para governar precisa se aliar à direita), há eleitores que valem mais do que outros, o que aumenta o peso dos políticos conservadores, e o povo não apita no governo.
O debate põe o PT nos trilhos. Mas é preciso continuá-lo e avançar em ações de governo. 

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