quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

E a Colômbia segue o exemplo de Barbosa & cia.

"Justiça" (todos nós sabemos como funciona a justiça latino-americana: impunidade para os ricos e a direita, implacável contra os pobres e a esquerda) substituiu os militares nos golpes de direita no continente. Colômbia também tem seu julgamento do "mensalão". É o velho mote da corrupção, o único que a direita tem, incapaz de vencer nas urnas. Políticos de direita são mais corruptos do que os de esquerda -- aí está o caso do metrô de SP para demonstrar mais uma vez --, mas para eles a justiça é lenta e tolerante -- como mostra o caso do "mensalão" mineiro, até hoje sem julgamento. A mesma hipocrisia do "combate às drogas" age no "combate à corrupção".

Do Opera Mundi.
Após destituição de Petro, colombianos questionam intenções e "superpoderes" da Justiça
Procurador-Geral é acusado de perseguir membros da esquerda, enquanto poupa os da direita
Simone Bruno, de Bogotá

"E, apesar disso, eu sou o prefeito de Bogotá", gritou Gustavo Petro em discurso, talvez o último no cargo, a milhares de simpatizantes na Praça Bolívar, no centro da capital colombiana. Nesta segunda-feira (9/12), o procurador-geral da nação, que se encarrega de julgar os processos administrativos dos servidores públicos, o destituiu e o tornou inelegível pelos próximos 15 anos.
Apenas dois anos atrás, o ex-membro do M-19 – guerrilha urbana surgida nos anos 1970 – venceu as eleições para o posto mais importante da capital, o segundo cargo eletivo mais importante do país, depois do presidente. Em sua fala, Petro reconstruiu o histórico da violência à qual foi submetida a esquerda da Colômbia nas últimas décadas, desde o extermínio da União Patriótica, o partido nascido de um acordo de paz com a guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) – quando mais de cinco mil pessoas foram assassinadas em sete anos –, até os homicídios e atentados contra os ex-integrantes do M-19, depois de assinarem pela paz e voltarem à vida civil.
A íntegra.

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